PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

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PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:49 am




Classificação:PG-17
Tipo de Famfic:Darkfic/POV/Longfic

A fic conta a história da Personagem Freya Gatemberg
a tragetória de sua vida, dando enfase aos fatos marcantes narrados pela propria personagem.
(ainda em construção a Fic)



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:51 am

Inverno de dezembro, a neve caia forte encobrindo as estradas e entoando um aviso de interdição por todos os meios de comunicação, o branco logo cobria a paisagem do interior da Inglaterra, um casal de jovens corre em direção a uma mansão se se mantinha afastada da cidade, esta estava mal iluminada mantendo um aspecto sombrio para qualquer um que passasse por ali. A porta é logo aberta, e o casal atravessa rumo ao interior da residência o mais rápido possível, uma grande nevasca havia começado a cair enquanto apenas os poucos animais habituados com o clima local percebiam o som de uma respiração pesada que se aproximava. Uma grande nuvem negra pairava sobre a casa dos Gatembers...

Todos estavam apreensivos, era próximo ao natal e um grande confronto havia ocorrido em Londres, mas este era apenas o preludio de algo muito maior que estava prestes a acontecer, ninguém sabia ao certo o que seria, mas todos esperavam pelo pior. Um grito de dor podia ser escutado ecoando pela mansão enquanto todos os empregados restantes corriam loucos por todos os lados, começavam as contrações da senhora Gatemberg que se encontrava acamada com o telefone nas mãos.

-Querido, não da para aguentar mais, ela vai nascer agora mesm...-a ligação é interrompida pelo grande estrondo do vidro de uma das janelas sendo estourada, a tempestade gélida invadia a mansão pelo buraco aberto na antiga janela do salão de jantar dos Gatembergs, a ventania assobiava anunciando um confronto eminente, a jovem que ainda tentava aquecer o corpo corre até o térreo mandando os criados se prepararem, mas antes que todos conseguissem empunhar suas blood-rose's, a porta principal da residência se congelava e estourava espalhando seus pedaços por todos os cantos, os olhos vermelhos que brilhavam em meio a escuridão e um comando de ataque foi o que muitos ali conseguiram perceber antes que os restos de seus corpos caíssem sem vida sobre o assoalho de madeira nobre do final do século passado...

O jovem recém chegado se mantinha de prontidão na porta do quarto da senhora Gatemberg quando tudo havia começado, temeroso que algo pudesse acontecer, ele entrou, travando a porta, ele sabia que a equipe que protegia a casa era competente e dariam suas vidas se fosse necessário, com a arma em punho fixava o olhar em direção a porta, porem tudo havia terminado, nenhum som ecoava pela casa além do assobio do vento que circulava pelo interior fazendo a temperatura de todo o local cair, talvez tudo houvesse terminado, mas permanecer ainda era arriscado, o jovem começou então a ajudar sua senhora a se levantar, iriam sair dali
imediatamente, quando o estouro da janela do quarto faz com que os dois se abaixem vendo a figura pálida que caminhava com calma para o interior do quarto, o garoto com a arma ainda em punho atirou em direção a criatura, que se moveu mais rápido que seus olhos pudessem acompanhar, e com um sorriso com um toque de crueldade nos lábios quebrou o pescoço do garoto o jogando no chão.

-Minha doce Mirian Gatemberg, olhe o que me obrigaste a fazer, mais uma vez repito... tudo que faço é para provar o amor que tenho por ti-
disse o homem alto que caminhava em direção a ela, estendendo o braço para ajuda-la a se levantar.
-Amor?? Isso é loucura, obsessão! Eu não te amo, nunca sequer te dei alguma esperança sobre isto- respondia Miriam que o fitava com seus olhos azuis apavorada.
-Desde o dia que me apontou sua arma que me apaixonei, sabes disso, afinal, nunca te escondi o fato- ele sorri enquanto seus dedos frios tocavam a pele da dama afastando a mecha ruiva de seu rosto, ela Sabia, Thomas era um Grande Vampiro que ela tinha a obrigação de matar, mas tudo seria mais fácil se ele não fosse da mais alta linhagem, um Sangue puro pertencente à ramificação original de sua família, assustada Mirian via a morte se aproximar e a preocupação com seu bebe era algo constante.
-você é louco- disse Mirian, sacando sua Blood-Rose para um tiro a queima-roupa, porém Thomas era veloz, a segurou pelo pulso o apertando firmemente até que podia se ouvir o estalo do osso quebrando, seguido de um grito de dor que ecoava pela casa agora vazia, o vampiro a envolveu pela cintura usando o outro braço, a puxando para junto de seu corpo enquanto sua presas iam em direção a carne quente e macia do pescoço, desenhando uma linha como nariz sobre a pele de Mirian, saboreando lentamente aquele momento.

-Pare senhor Thomas... minha... minha filha- a preocupação sobre a vida daquela criança era evidente, mas Thomas parecia não se importar com aquilo sorrido enquanto seus lábios tocavam suavemente aquela pele.
-Deixe que minha filha, receba o meu amor também- o sangue puro cravou suas presas na Ruiva que gritava de dor devido à sensação da pele ser perfurada pelas presas e rasgada pela fome daquele imortal. A golada daquele liquido viscoso que se esvaia pela ferida, Mirian sentia o corpo fraquejar enquanto parecia que Thomas a abraçava mais e mais, tomando a vida daquela jovem para si, mas o eco de passos ecoava pela casa junto com o som de um disparo acertando as costas do vampiro e o fazendo cair no chão sobre a dama, ele a soltou se erguendo,olhando para o loiro robusto que o fitava com fúria, disparando novamente contra o vampiro. Mesmo machucado Thomas era ligeiro, desviando dos projeteis, e então fugindo pela janela.

Mirian ainda deitada sentia as contrações diminuírem o tempo entre elas, gemendo de dor também pelo fato da mordida e da transformação que já iniciava a destruição de sua mortalidade, o recém chegado sentia o impulso de correr pela noite atrás daquele que ferira sua esposa, mas ela precisava ser socorrida, então foi ate ela a envolvendo em seus braços.
-querido.. ele.. ele me- dizia Mirian tremendo com a dor enquanto tentava suporta-la
-shhii! Não fale, vou te levar para a associação, vamos salva-las-o jovem adulto a colocava no colo, enquanto Mirian gemia de sores, e por onde passava via os corpo mutilados de seus empregados, ela apertou forte os braços que estavam entorno do pescoço de seu marido, afundando orosto em seu peito, evitando olhar para aquilo...

Depois de ter resgatado sua esposa em meio as ruinas da antiga mansão dos Gatembergs, Paul saia da sala de cirurgia levando sua filha que havia nascido prematuramente nos braços até a incubadora, ficaria por ali ainda mais algum tempo, até que recebesse alta de todos os exames, depois de deixa-a, ele sai da sala acendendo um cigarro e abaixando a cabeça, jogando o jaleco e a mascara que havia utilizado para assistir a cirurgia, as lagrimas surgiram e transbordaram de seus olhos quando conseguiu sair da ala medica do edifício, encostado na parede, enquanto tragava seu cigarro.
-Paul - chamou um dos enfermeiros que parecia exausto.
-Diga!
-Lamentamos pela perda de sua esposa- disse o enfermeiro que deu uma pequena pausa antes de prosseguir com a noticia
– Sua Filha, aparentemente não foi contaminada, ao menos não foram encontrados vestígios do “veneno” nela, mas os testes foram apenas iniciais não temos como afirmar como o corpo da menina vai se portar, principalmente com sua herança genérica , ela precisará ficar em observação por mais algum tempo na UTI.

-vou providenciar a minha mudança para a Inglaterra- Paul se endireitava e começava a caminhar por entre o labirinto dentro daquele edifício, seu coração estava apertado, depois de ver sua esposa falecer em seus braços a caminho de um médio, sua filha agora sofria de alguma forma um risco, sabia que a atenção dos caçadores estaria sobre ela, não só deles, mas dos Vampiros pertencentes a família Gatemberg, ele respirou fundo dando um ultimo trago em seu cigarro antes de se livrar dele, expirando a fumaça, se preocupou com o futuro da pequena menina que acabara de nascer, afinal ela estaria no meio de uma guerra sem fim...


Última edição por Makie em Qui Mar 22, 2012 10:03 am, editado 1 vez(es)



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:53 am

15 anos mais tarde....



Paquistão
- Pai, Mas por que temos que sair daqui?- dizia uma jovem e encantadora menina com os cabelos tão rubros e
intensos quanto o fogo, enfurecida pela noticia que iria abandonar mais um novo país onde mal havia terminado de criar raízes
- Porque você foi atacada por um vampiro! não se faça de desentendida Freya, eles não podem saber onde estamos!-Charlie não gostava disso tanto quanto sua filha, mas a segurança dela vinha em primeiro lugar. a menina subia as escadas emburrada batendo a porta do quarto e se trancando, mas antes que pudesse se jogar na cama, pequenas batidas contra a porta são ouvidas vindas do lado de fora do quarto, Freya apenas se dirigiu ate a porta e a abriu desconfiada, olhando pela fresta se não era seu pai, mas deu de cara com sara, ela a chamava de irmã, no fundo ela sempre cuidou de Freya como uma filha, mas a diferença de idade entre as duas era entorno de 10 anos, sara era filha do melhor amigo de Charlie que fora morto em batalha, ela não
tinha mais parentes vivos então ela foi adotada a família Gatemberg.
-olha Freya, você devia tentar compreender o seu pai, ele tem medo que algo aconteça contigo, não percebe que ele já perdeu sua mãe, uma pessoaque ele estimava demais por conta disso? Ele é apenas super protetor.. Devia ao menos tentar - disse sara enquanto caminhava para o interior do aposento, e então fechara a porta após ter passado pela mesma e então seguindo Freya que se jogava sobre uma macia cama onde lençóis brancos a cobriam. As grandes janelas que abriam suas folhas para muxarabins que apenas permitiam que o vento fresco do exterior sempre circulasse pelo interior da residência, preservando a privacidade dos habitantes da casa.
- Eu sei, mas não queria abandonar meus amigos...-disse Freya chorosamente deitada de bruços sobre a cama, sara apenas sorria com aquilo, afinal por mais que a existência daquela menina desafiasse as leis da lógica, ela parecia se portar como qualquer outra menina normal de sua idade
- Freya.... por favor compreenda, os vampiros já estão nos procurando, você é a ultima da linhagem dos Gatembergs, a ultima que carrega consigo uma parte humana dos caçadores praticamente extintos..- disse sara com olhos cheios de compaixão
- mas eu não compreendo por que temos que mata-los? por que não coexistimos em paz?
-Porque eles são seres tristes que se alimentam de sangue humano, causando dor a
todos aqueles que tentam encontrar a sua felicidade
- sara sabia
que esta não era a melhor resposta, mas como responder a uma pergunta
que a milênios a humanidade procurava uma resposta?
- Não gosto de sempre ter que mudar de país....- disse Freya
- eu também não, mas seu pai e eu precisamos caçar...- disse sara
- se ao menos eu tivesse habilidades de um Hunter
-Freya... realmente eu não entendo como você não herdou estas habilidades, seu pai é um exímio Hunter e sua mãe era considerada uma ótima Hunter, gostava de trabalhar em equipe e sabia liderar ...- sara parou por um momento analisando a expressão de Freya dizendo em seguida -Bem você pode não ter herdado isso mas.. suas habilidades com magias são extraordinárias para alguém de sua idade
-Hnf- bufou Freya com aquele comentário- mas sou forçada a usar objetos e até mesmo sangue de vampiro para conseguir concluir o ritual
sara riu das palavras de Freya, era incrível ver como ela ainda se mantinha ingênua apesar da idade e de sua condição, sara afagou os cabelos dela dizendo: -vamos, não será tão ruim assim, vamos começar a arrumar as malas!
Freya teria 3 dias para se despedir de seus amigos, mas optou por escrever uma carta para cada um, tinha medo de não conseguir encara-los quando questionado o motivo de sua partida, não desejava expor seus amigos ao perigo desnecessário, dizer adeus seria difícil demais. pela tarde, resolveu que andaria pela ultima vez por ali, depois de terminado as cartas, a menina desceu as escada e caminhou porta a fora até o estábulo, lá ela selou Lancelot, um jovem andaluz que havia sido dado de presente a Freya depois de domado, ela tinha um grande carinho por ele, pois era o único cavalo que não a estranhava. depois de selado, a ruiva
o montou e começou a galopar pela propriedade da família, não era comum pessoas andando ali perto, mas vez ou outra aparecia alguém perdido, a casa ficava afastado do centro comercial e da maioria das outras casas, uma silhueta estava um pouco longe de onde ela estava, mas o corpo estava encostado contra a grade vazada que permitia a visão tanto de dentro quanto de fora do local, a garota resolveu por se aproximar lentamente, mas Lancelot começou a se agitar demais, com medo de cair do cavalo, a menina apenas desceu e o segurou pelas rédeas, porém o animal parecia assustado demais que nem mesmo a força da ruiva foi capaz de segurar as rédeas em suas pequenas mãos, Lancelot apenas corria dali em direção ao estábulo novamente. Mas a garota não se deu por satisfeita, apenas resolveu se aproximar.
-senhor? o que deseja?-disse Freya um pouco assustada com o ocorrido, porem intrigada com o homem que parecia olhar fixamente para a casa, e em seguida para ela.
-a... Perdão eu.. eu acho que me perdi, cheguei a pouco de viagem estou procurando a residência de um conhecido meu que se mudou para cá a pouco... Sabe-me dizer onde fica este endereço?- o homem apenas
esticou o braço para dentro da propriedade com um pequeno bilhete com alguma coisa escrita, sorridente, claramente se percebia que suas feições não combinavam com um habitante local.
- hm... só um instante-Freya desconfiou um pouco daquilo, afinal não conhecia ninguém que havia se mudado a pouco tempo, além deles mesmos, a menina se aproximou um pouco relaxada, afinal o homem não parecia demonstrar perigo- quem o senhor est..
sem ter se dado conta, uma sombra havia saltado o muro, Freya apenas pressente uma movimentação estranha, e quando se vira, o homem a segura pelo braço, assustando a menina que desvia o olhar novamente para seu pulso, a mão havia se transformado em uma garra, a sensação de medo havia se despertado. "Droga é um vampiro" foi tudo que a menina teve tempo de pensar antes de sentir algo afiado cortando suas costas, apavorada com aquilo , a menina urrou de dor puxando seu braço com força, enquanto as garras do vampiro rasgavam superficialmente a pele de seu pulso. o pesadelo apenas começava, a menina se virou dando de cara com a sombra que tomava sua forma verdadeira, outro vampiro havia a atacado e agora a encurralava, segurando pelos braços, dando tempo para o outro vampiro que estava do lado de fora saltar sobre o muro. o vampiro lambia as garrar cheias de sangue, era o sangue de freya, com um sorriso cheio de escarnio ele disse:- seu sangue é delicioso menina, acho que agora vou tomar do pescoço...-o vampiro então a segurou pelos braços se aproximando lentamente do pescoço, enquanto o outro havia se aproximado pelas costas da menina, sorvendo o sangue que escorria da ferida em suas costas, suando fria, freya apenas tentou gritar por socorro, quando o vampiro em suas costas lhe tapou a boca, puxando sua cabeça para traz, enquanto o outro apontava com as presas, mirando a veia pulsante em seu pescoço, mas antes que a carne fosse perfurada, um disparo era efetuado, fazendo o vampiro de fronte a freya se transformar em cinzas, o que estava atrás da menina se prontificou a empurra-la e começar a correr, mas este caiu em uma emboscada mais a frente, sendo atingido pelo disparo da blood-rose.freya apenas se levantou assustada, abraçando sara, Charlie logo se aproximou de freya a abraçando fortemente dizendo:- - vamos embora imediatamente! Precisamos sair deste país...


Última edição por Makie em Qui Mar 22, 2012 10:09 am, editado 2 vez(es)



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:53 am

“bem vindos a terra da liberdade” era isso que dizia uma pichação antiga num muro entre as ruas da Louisiana, era mais fresco do que o Paquistão, mas o calor úmido fazia a ponta de meus cabelos enrolarem enquanto minhapele brilhava pela oleosidade provocada pela transpiração. Mesmo no carro fechado com vidros escurecidos, podia perceber que o sol brilhava forte, aproveitamos a chegada pela manhã após a legalização dos vistos de entrada, pela noticia havíamos conseguido um green card especial(nada que a associação não fizesse por seus funcionários, uma casa, um emprego documentos falsos, tudo para nos “proteger), a festa do Mardi Gras e eu queria muito ir porém tinha plena convicção que esta saída não me seria permitida, por sorte sara tinha alguns parentes nesta cidade, e esta noite seria uma noite de caça como outra qualquer, meu
pai e sara iriam caçar enquanto eu ficaria com as duas primas de minha irmã adotiva.

O carro seguia pelas ruas agitadas, a cada instante ganhando mais e mais cores, lantejoulas e penduricalhos,
a festa parecia algo realmente fascinante. nas ruas mascaras e adereços eram ofertado nas portas das lojas desde as mais requintadas como as mais humildes, todos queriam participar da brincadeira dos colares e eu
queria apenas conhecer a cidade, mas não hoje, não daria tempo. Iriamos nos acomodar em um hotel
enquanto a associação nos providenciaria um local seguro no estado de New Orleans, não sei bem onde ficaríamos, mas gostaria que ficássemos em algum lugar as margens do rio Mississipi o clima era mais úmido e ameno, a brisa fresca parecia trazer um perfume oculto. O passeio durou quase duas horas do aeroporto até a casa onde ficaria hospedada, meu pai num hotel com sara(sim, parece contraditório mas só descobri depois, as vezes imagino que meu pai tenha algo com sara além da responsabilidade de cuidar aquela garota, nunca o vi
sorrindo leve, sempre parecia preocupado, duro e frio comigo e os demais empregados mas nunca com sara, era estranho por vezes ficava com ciúme dela, afinal eu como filha verdadeira não recebia tanta atenção quanto ele, muito menos um carinho de sua parte, eu parecia mais um fardo que ele devia carregar, por isso nunca reclamei em ficar em internatos, sara sempre estaria cuidando dele, e eu não os atrapalharia com a falta de habilidade nas caçadas.

A casa era bem espaçosa, uns dois andares, um porão e um sótão, no porão era a lavanderia da casa e onde
guardavam os equipamentos de Hunter, no sótão apenas as velharias, tudo que não usavam mais, e mais algumas outras guarnições caso necessário. Jeniffer e Amy seriam as meninas com quem dividiria o quarto, ele era bem grande, as duas gostavam de dormir juntas, Jeniffer tinha 18 anos e Amy tinha 15 como eu , então dividiríamos o quarto por alguns dias, tudo parecia bem divertido, e como eu provavelmente não moraria ali, decidiram por não me matricular na escola mais próxima, seria divertido ter as irmãs ao meu lado como uma pequena família. Mas este direito não me era permitido, eu nunca poderia ter e sinceramente já não me
importava com isso, havia me acostumado a condição de viver isolada num internato, a ideia de frequentar escolas normais era algo que já me enchia de alegria, ter experiências e contatos com outras pessoas, era
algo realmente formidável!


Última edição por Makie em Qui Mar 22, 2012 10:11 am, editado 1 vez(es)



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:55 am

Os dias passaram ligeiros, Jeniffer e Amy eram duas grandes companheiras para os momentos de tédio, enquanto ambas estavam em aula, eu me concentrava em meus estudos, mesmo mal tendo completado meus quinze anos, já vivia em meio de éter, bicos de Bunsen, cadáveres dessecados e velhos homens que fediam a tabaco. Podia ser jovem demais, porém minha vontade e curiosidade me permitiram o acesso aos laboratórios da associação de caçadores, era estranho eu sei, mas com pouca idade já havia suportado observar abrirem um corpo humano para uma autópsia sem passar mal. Muitos temem até hoje que eu perca o controle mais uma vez, como a pouco tempo antes de me mudar para o Paquistão. Eu sei que carrego uma besta dentro de mim e esta às vezes quer sair incontrolavelmente, eu não entendia direito até ter o meu primeiro surto, na época eu estudava no internato dirigido por freiras, era extremamente católico e rígido em suas lições, vestíamos vestidos longos e escuros no inverno e vestidos mas curtos no verão, não era nada igual a roupa das irmãs, as nossas eram bem desenhadas, mais justas ao corpo, com a barra acima dos tornozelos, um crucifixo de prata em nossospescoços e um anel de prata em nossos dedos eram a marca de nossa devoção e pureza (o que me fazia rir). Uma vez nos finais de semana tínhamos a autorização de ir até Paris passar um dia lá, nossos uniformes chamavam a atenção onde quer que fossemos, e as vezes nos traziam problemas, mas tanto eu quanto as internas nos divertíamos um pouco com isso. Ainda me lembro daquele dia, foi o melhor e o pior dia de todos. Era meu aniversário e como presente as meninas resolveram me presentear com um... Acompanhante, ri um pouco daquilo e estava disposta a não participar daquela baboseira toda, mas sem nada para fazer, eu apenas liguei para o cartão que haviam me entregado, era bonito, todo preto, com um nome e um telefone desenhado elegantemente nele “Eric And Nolan”, eu dei uma risada, mas peguei meu celular escondido da irmã e liguei, e então um garoto confirmou que haviam acionado seus serviços para a noite do meu aniversário, dei uma risada e apenas concordei com a brincadeira, já que o serviço estava “pago”, eu sairia com ele.

De alguma forma, aquelas loucas conseguiram que eu fosse liberada, não precisei nem mesmo sujar as minhas mãos, era estranho demais porém fui receber o meu presente, e lá estava ele, num carro parado frente ao internato, seu motorista nos levaria para jantar, e havia um outro lá dentro, que assim que me viu também saiu do carro, os irmãos gêmeos, ambos me cumprimentaram beijando as costas de minhas mãos, eu apenas
sorrio um pouco corada com aquilo, ambos me convidam para entrar no carro, e acabo ficando entre os eles, depois de alguns toques mais levianos por iniciativa deles, Nolan nos deixa uma quadra antes do restaurante, ele teria um encontro aquela noite, achei engraçado por eles terem praticamente a minha idade(eram um, dois anos mais velhos, nada mais que isso). Entramos no restaurante e ficamos num local reservado, apenas para dois numa sala. Começamos o jantar de maneira formal, conversamos, rimos um pouco de besteiras, e antes que nos déssemos conta, estávamos um nos braços do outro, deitados no tatame daquele restaurante de comida japonesa, entre leves caricias e beijos, ele não era o primeiro que eu havia beijado( e nem me pergunte o que acontece nesses jogos de verdade ou desafio!), mas era o primeiro que apenas me conduzia de uma forma tão gentil, que as vezes não acreditava que estava acreditando, não avançamos além dos beijos e os abraços, mas não conseguimos nos afastar do outro, ele pagou a conta, e então fomos até o carro, seu motorista nos esperava, então, nos abraçamos mais e voltamos a nos beijar, quando uma freada brusca nos fez sacudir de forma violenta, havia ocorrido um grande acidente, e um forte cheiro fazia meu estomago roncar, o que era estranho, eu havia terminado de comer, Eric me mandou ficar no carro enquanto ele veria o que estava acontecendo, eu me mantive ali parada, tentando controlar aquela fome, e a tremedeira que começava, enquanto a silhueta daquele rapaz sumia na multidão, então minha mente se tornou um borrão, só lembro de flash do motorista gritando de medo, e quando dei por mim, estava imunda do sangue do motorista, usa cabeça já separada do corpo, e eu tremendo com medo, não entendi o que havia feito, mas sabia que era algo de muito grave, então eu sai dali, não havia ninguém prestando atenção em mim, e eu apenas corri pelas ruas de paris até o colégio, quando um caçador me emboscou, prestes a atirar em mim, eu apenas chorava tremendo sem entender, pedia para chamar o meu pai, foi quando então minha vida foi poupada pela primeira vez, e descobri que, a anos atrás eu havia sido infectada, como ninguém sabia disso, mesmo após os testes, resolveram por me dar uma segunda chance, e então aprisionaram aquela besta novamente em mim, deixando uma grande marca em meu pescoço, o que me obrigou o uso de uma gargantilha e minha viagem ao Paquistão, é meio cruel ter que Esconder as marcas de um selamento, afinal sou apenas uma criança, e agora esta grande cicatriz nas costas que me deformava.

O Mardi Gras seria esta noite, Jeniffer e Amy iriam e queriam me levar, mas não havia conseguido a autorização de meu pai, porém as irmãs me convenceram a ir, me vestiram com um vestido rosa bem clarinho, e me colocaram uma mascara, demos um jeito de fugir pelos fundos e então corremos até a festa de rua. Estava tudo lotado, as pessoas se esbarrando, os cheiros se misturando, a festa dos mascarados e das fantasias, onde todos os atos levianos eram permitidos. Era tudo muito divertido, meus dedos entrelaçados aos de Amy para que não me perdesse em meio da confusão. Tudo era divertidos, as pessoas pulavam ao ritmo de uma banda que tocava espalhando a musica pelas ruas, demonstrações de todas as formas de pecado por onde se olhava, tudo aquilo era como um grande espetáculo onde eu era uma mera espectadora( não vou falar que me senti como uma das mocinhas de um grande musical, por que eu não estava num palco e nem havia musica para ser cantada e pessoas desconhecidas para me acompanhar), mas aquela festa era linda, nada comparado aos bailes que havia presenciado.

Entre um beco ou outro, um esbarrão fez com que a minha mão e a de Amy se soltasse ambas sumiram no meio da multidão enquanto eu era arrastada contra a vontade, cada vez mais para longe, não sei ao certo onde eu estava, apenas sei que parei numa praça onde o movimento era mais calmo, haviam lanchonetes e restaurantes cheios eu então ergui minha mascara, a colocando no topo da cabeça enquanto procurava por aquelas duas. Caminhei e caminhei por entre as ruas e as pessoas, comecei a me preocupar por aquele nosso
descuido que havia ocorrido, isso complicaria nossas vidas, porém subitamente uma voz que vinha de traz de mim era um pouco familiar e sussurrava algumas palavras para mim

-ora ora, veja só o que encontrei , uma bela mascarada perdida por entre a multidão, será que a bela me daria a honra de acompanha-la esta noite?
– meu olhos percorreram atônitos ao meu redor enquanto me virei de costas, e aqueles olhos verdes me observavam, não havia reconhecido até que ele havia levantado sua mascara e dei uma risada.
-um dos gemeos, o destino nos reencontrou, pois bem, você é o.. desculpe não me recordo do seu nome-disse um pouco zombeteira, mas sabia que pelo sorrido de seu rosto, ele havia gostado da lembrança, mesmo que não me recordasse de seu nome,mas resolveu brincar com meus sentimentos.
-sou o Nolan, se lembra de mim no carro? acho que sim, eric também está por aqui, um pouco ocupado com umas companhias, gostaria de se juntar a nós?- olhei para os lados e vi Eric ali com varias garotas a sua volta,
engoli a seco aquela cena, eles realmente eram pessoas populares, contrario de mim, que apenas tinha alguns amigos, mas não ficava rodeada de pessoas.
-ah, não tudo bem, estou procurando umas amigas minhas, e.. bem acho que me perdi delas-Nolan beijou o dorso de minha mão, me guiando até a porta do estabelecimento, pedindo para que eu ficasse ali mesmo, ele logo entrou, e então trocou de lugar com Eric, este veio tão rápido como um foguete, me tomando em seus braços , apertando seu corpo contra o meu e me roubando um beijo que me tirava o folego, eu o empurrei para tomar um pouco de ar, e ele apenas sorriu para mim, acariciando meu rosto com a ponta dos dedos entre os sorrisos.
-minha gata fujona.. finalmente te achei.. não conseguimos terminar aquela noite maravilhosa, ainda estou te devendo por isso-dei um breve sorriso, mas meus olhos escureceram com a lembrança daquele dia, eu não queria lembrar, mas era algo que não tinha como escapar, eu me calei diante dele, não devia contar sobre aquele fato, ele não precisava saber, e então segurando minha mão, me levou para longe dali, dançamos nos lembrando da França, nos beijamos como na primeira vez que nos conhecemos, até quase pararmos as margens do rio Mississipi, e então ali, afastado de tudo e de todos, escondidos pela noite, ele pressionou meu corpo contra o muro de uma das casas, e ali nos beijamos como se não houvesse amanhã, e talvez não houvesse mesmo, percebi a hora e então assustada comecei a me despedir, sabia que seria penalizada por desobedecer as ordens de meu pai, mas Eric apenas me abraçou, não permitindo que partisse, sua mão passou de minha cintura, para uma de minhas nadegas, por cima do vestido, aquilo havia me deixado irada e eu apenas lhe dei uma bofetada, ele ficou um pouco atordoado com a minha reação, percebi isso em seus olhos, quando comecei então a fugir, ele então me capturou e me tomou novamente um beijo forçado, prometendo me levar em segurança até em casa. Andamos por entre as pessoas até encontrarmos um carro onde havia um outro motorista ali parado os esperando, mas Jeniffer e Amy me encontraram, e assim que as vi, larguei sua mão e me uni a elas de volta para casa, nem preciso falar que fiquei de castigo.


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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Qui Mar 22, 2012 9:56 am

Ainda num Hotel não podia fazer muita coisa. O Mardi Gras fora a umas duas noites atrás, mas o sabor do beijo de Eric ainda permanecia, a forma que me tocava e que sussurrava meu nome, era algo que ficou marcado em
mim, sem perceber, ficava parada olhando o vazio sussurrando seu nome, como uma pobre e boba apaixonada
que era. O mais estranho não era isso, o castigo me mantinha presa em casa estudando com o auxilio de um
dos caçadores da região que era professor, isso me ajudava a não ficar atrasada em relação as outras pessoas da minha idade, mas nunca precisei de muito estudo para conseguir aprender as matérias e garantir
ótimas notas, mas naquele dia algo de diferente aconteceu, um vampiro entrava pela minha porta, ele era alto, cabelos escuros e olhos azuis tão frios quanto o gelo, ele se apresentou como Lirion Gatemberg, um Primo meu do lado vampírico da família, e estava ali para me proteger e me guiar até um evento da família (eu sei que a história é estranha, porem até este momento eu também não a compreendo). Sua missão era me proteger, e me apresentar na reunião de família, isso facilitaria com que eu não fosse mais caçada, afinal Thomas não desejava que me perseguissem, achei estranho no inicio, principalmente por conta do nome Thomas, fez com que Charlie estremece de raiva (sim eu conheço quando ele tem raiva), quase querendo descontar seu ódio em Lirion, eles conversaram por um longo tempo e sinceramente não entendo como aquele vampiro conseguiu aguentar aquela longa conversa com uma arma apontada para a sua cabeça, mas ele parecia calmo e no fim, eu deveria pegar uma mala e viajar para a Europa, iria para a Dinamarca, onde ocorreria a reunião.

A viagem foi um pouco fatigante, Lirion mantinha os olhos em mim como um cão de guarda. Mal trocávamos algumas palavras e sempre brigávamos, talvez por pertencermos a partes diferentes da família, principalmente pelo fato do sangue de caçador correr em minhas veias, e ter um vampiro a minha frente. Fiquei hospedada num hotel junto com Lirion seu pai Augusto Gatemberg e sua esposa Elizabeth Gatenberg, eles eram impecavelmente educados e gentis, mas sabia que tudo aquilo não passava de uma mascara. Era minha primeira reunião dentro desta sociedade, provavelmente foram avisados do meu incidente e com isso devo ter sido trazida para o jantar deles, não entendia o que estava acontecendo até Lirion entrar em meu quarto e mandar que eu me arrumasse, colocando um vestido Azul tão claro e delicado sobre minha cama, olhei desconfiada daquilo, mas ele apenas rosnou me obrigando a coloca-lo. Percebendo que eu não tinha outra alternativa, o coloquei e então sai do quarto, percebi que Lirion também estava arrumado e me aguardava, ele estendeu a mão para mim me comunicando que seria meu acompanhante daquela noite... uma das piores noites de minha vida.

No baile todos os olhares estavam para mim, e era fácil perceber que estava desconfortável com meu rosto corado pelo sangue que bombeava em mim, isso provocara a ira de alguns presentes e a fome de outros tantos, Lirion não saia do meu lado, como se fosse o meu escudo, tanto ele quanto eu não estávamos confortáveis com a situação. A reunião familiar prosseguiu por horas, até a entrada de dois puros sangue, eles eram idênticos, mas não eram gêmeos, Thomas devia ter por volta de 1,80 de altura, olhos verdes, cabelos loiros como o trigo, e um rosto que daria para confundi-lo com um adolescente qualquer, se não tivesse me contado de seus mil anos. Nicolas ela mais alto, devia ter quase 1,90 de altura, cabelos castanhos claro, quase vermelhos, olhos azuis, tão frios quandoo gelo do inverno dinamarquês. Thomas não procurava de observar em volta, até seus olhos encontrarem os meus, e este vir correndo em minha direção e me abraçar, por um momento fiquei paralisada de medo até o ouvir falar:

-bem vinda minha filha Freya...eis tão bela quanto sua mãe Mirian, por pouco poderia dizer que... é uma fênix, afinal vejo Miriam diante de mim, renascida dela, perfeitamente idênticas
– fiquei um pouco chocada em ouvir isso, sabia que tal semelhança existia, já havia observado algumas poucas fotos no álbum de fotos, escondida de Charlie, pelo visto ele sempre ficava abalado ao ver aquilo, e talvez agora entendesse por que ele sempre me queria longe... Eu lembrava demais a minha mãe, e ele ainda não havia superado sua perda. O baile transcorria em “harmonia”, mas no fundo eu sentia que todos os olhares estavam em minha direção, Thomas
não saia do meu lado e Nicolas, nos observava, com um sorriso estranho, não entendi direito por que disso, mas preferi não pensar no momento sobre o assunto, afinal não me explicariam nada naquele momento. Decidi
por continuar a “aproveitar” (se é que aquilo podia ser chamado de aproveitar) quando alguns dos membros começavam a se despedir, eis que Thomas se ergue no centro e faz um grande anuncio que deixa todos
atordoados, enquanto eu apenas fico em choque, ele anunciava o meu noivado com Lirion, e nem ao menos fui consultada sobre tal decisão, ele era a ultima pessoa da terra que eu queria me casar, e sinceramente,
preferiria morrer com mil sanguessugas dentro de meu corpo, do que ter que me casar com ele, eu não aceitei isso, mas antes que pudesse protestar, Lirion agarrava meu braço e me roubava um beijo, de forma tão
fria, que parecia que eu apenas congelava, seus olhos me fuzilavam, mandando eu me calar enquanto apenas deixava aquele teatro seguir. Não consegui mais pensar em outra coisa, nem mesmo aproveitar o resto da
noite, meu futuro noivo apenas me pegou pelo braço e me arrastou de volta para o quarto, pedindo desculpas a todos, pois ainda era uma humana e estava fatigada demais com a viagem.

Já de volta ao quarto, ele apenas me jogou sobre a cama, balbuciando algumas palavras, que não compreendia, me olhando com raiva, enquanto tirava o paletó e afrouxava a gravata de sua roupa, eu, ainda confusa com tudo, tirei meus sapatos, e o observei andar de um lado para outro no quarto. Provavelmente pensando em algo, alguém bateu na porta em seguida, era Elizabeth, que vinha dar felicitações aos noivos, lirion apenas saiu do quarto me deixando ali sozinha com sua mãe, ela se sentou ao meu lado na cama e tentou me convencer que o casamento era o melhor a se fazer.

-ntenda que isso é o melhor para você menina, eles pararão de te perseguir, você fará para a família dos vampiros, e então a outra ramificação vai se extinguir, voltaremos ser todos vampiros, é o seu destino, sua sina, apenas aceite!- indignada com aquilo, meu rosto se contorcia em uma careta a cada vez que ela dizia, mas ela não demorou muito tempo ali, me deixando ali sozinha, com horrorizada, mas antes de ir embora ela havia me confessado que Lirion era filho de Thomas, assim como eu, estava confusa, e Elizabeth apenas foi embora me deixando com aquelas duvidas em minha cabeça, eu não consegui dormir aquela noite, até pegar o avião de volta para casa.



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Sex Mar 30, 2012 9:27 am

.:Capitulo 4 – A nova casa:.

Elizabeth não parecia ser a pessoa mais confiável do mundo, mas de alguma forma dizia a verdade, me casar com Lirion apenas me traria vantagens, em não ser perseguida entre outras coisas, não me olhariam feio, lógico que para isso eu teria que ser transformada, e isso era uma coisa que não me agradava, afinal... durante toda minha infância convivi com a pior das imagens de um vampiro, não seria agora que eu simplesmente acreditaria neles, depois de tentarem me matar inúmeras vezes. A área de embarque parecia bastante movimentada aquele dia. Lirion apenas se sentava ao meu lado observando atentamente o mundo a minha volta (na verdade parecia meio absorto mas creio que isso não o impedia de prestar atenção em problemas ao redor). Nosso voo foi chamado e então nos encaminhamos para embarcar na aeronave, estava tudo certo, e a viagem seria longa, faríamos duas escalas antes de chegar a Louisiana, como o voo sairia num horário muito cedo, e chegaríamos quase de noite, resolvi por dormir no meio do caminho durante a viagem, meu nobre acompanhante parecia irritado, mas tudo que fazia era ouvir alguma musica no pequeno radio dele enquanto lia o jornal, não estávamos com vontade de conversar um com o outro e isso perdurou toda a viagem.

Quando cheguei ao meu destino final, para minha surpresa, ninguém me esperava lá, talvez papai estivesse apenas ocupado demais com a mudança e o trabalho, então dei de ombros, Lirion havia arranjado um taxi e este me levava para casa, como eu não conhecia ainda o caminho, não reparei que o carro fazia outro trajeto, e então eu estava diante a uma casinha confortável, dois andares, nada sofisticada, numa vizinhança normal(isso seria problemático...), de fato eu não conhecia aquele bairro não sabia que meu pai havia arranjado uma casa, então nem mesmo as chaves eu tinha, paguei o motorista pela corrida e então bati na porta, a espera que alguém atendesse, mas a casa parecia vazia, bati mais algumas vezes, e nada de alguém me atender, resolvi por fim me sentar ali na soleira da porta a espera de alguém, não havia percebido mas acabei adormecendo naquele lugar.

”quentinho” foi o que pensei poucos instantes antes de abrir os olhos, me deparando com um quarto simples porem aconchegante, me sentei na cama e vi minhas coisas sobre a mesa, e minha mala ainda por desfazer de pé ao lado da porta, ainda estava com a roupa que voltei de viagem, esfreguei os olhos e então me levantei dela em direção ah porta, mas antes de girar a maçaneta ouvia a voz de meu pai no telefone com alguém, eles pareciam discutir algo, então apenas me mantive ali de pé, do outro lado da porta escutando atentamente cada palavra

-já disse, que isso está fora de cogitação eu não vo.....*longa pausa*- você quer que eu dê a minha filha para um bando de aberrações, acabando com esta besteira? Você nã- outra longa pausa- então a associação quer que eu faça isso ou eu posso ser acusado de traidor... é isso mesmo?- outra longa pausa- dei-me um tempo tudo bem?..EU.....eu preciso de um tempo para pensar, e conversar com ela... tá, te dou a resposta mais tarde
A ligação havia se encerrado, e eu soube naquele exato instante, que não era apenas os vampiros que queriam a minha cabeça, a associação também estava atrás de mim, talvez a paciência com ajuda de custo de me manter viva, estivesse saindo muito caro, mesmo minha família tendo posses, e eu não poderia retira-las não todas, apenas uma mesada para ajudas de custo, e isso era visível pela nova moradia encontrada, o problema de minha contante mudança de moradia, e a herança de minha mãe que eu só teria direito quando completasse a maior idade, isso estava ficando cada vez mais complicado, e pelo visto, a próxima etapa não seria nada boa, só me restaria achar um jeito de fugir.

-O QUE???????- um grito de exclamação pelo o que havia escutado era muito pouco, meu pai tentava de todas as formas me convencer a me casar com Lirion, era um acordo de paz proposto a associação, me colocarem um vestido de noiva e então entregarem de presente para Lirion, me casar ter vampirinho, mas que m- não eu não vou me casar com ele, ele me odeio e eu o detesto de todas as formas, não não dá!- era evidente que tudo aquilo que tentavam fazer, nada mais é do que me transformar numa mercadoria de troca barata.

- freya pondere mais as coisas, não precisaremos mais fugir, você poderá viver em paz, não vai se casar agora, apenas quando completar sua maior idade, viveremos bem, pense na sua segurança um pouco menina- papai já estava num tom zangado, definitivamente ele me odiava, a ponto de me atirar aos leões, oras ele era meu pai devia me proteger, me amar não? Então porque sentia que não tinha nada disso? Aquela discussão perdurou por horas, e no final das contas, apenas a vontade dele de se livrar de mim prevaleceu, eu não queria isso, mas tudo que consegui vou um casamento arranjado para selar uma paz que provocavam uma ruptura num frágil tratado de paz entre as duas raças.

A ideia do casamento não saia da cabeça, me deixando um pouco avoada durante as aulas, mas não me importava de fato com isso, afinal sempre tinha as melhores notas, os professores nem mesmo reclamavam da minha ausência. Ao fim da aula, um alerta ecoou por todo colégio, ainda atordoada com tudo aquilo, apenas arrumei meu material indo em direção ao escaninho quando Amy chegava lateralmente por mim e Jennifer nem tinha sinal.
- e ai? Soube que viajou, foi com o gatinho do mard gras?- perguntou Amy curiosa, e o que explicar a ela?

- não, foi uma urgência de família, nada demais, e ai? Algo de bom para se fazer?- disse tentando desconversar o assunto, afinal, não queria que assuntos de “que familiares” entrasse a tona
-hm, sei sei famílias, ficou fora por uns dias, n ão me diga que arranjou um namorado?!- a “inocência de Amy me espantava as vezes, me engasguei com tal pergunta(por sorte que não estava bebendo nada), e então olhei para ela um pouco corada.

- mas é lógico que não, que pergunta besta Amy.. .- balancei a cabeça negativamente, terminando de arrumar minhas coisas e então caminhando em direção a saída, a mochila estava leve em relação a minha cabeça que parecia ter uma tonelada sobre ela, mas apenas segui caminho pelo longo corredor até encontrar o corredor principal, cheio de alunos , uns parados, outros andando saindo, outros entrando, professores.. tudo acontecendo ao mesmo tempo, e tudo que se passava dentro de mim era o abandono, eu simplesmente fui dada para um casamento. Desci as escadas acompanhada de Amy, que não parava de falar, quando um puxão forte na manga da minha cabeça me fez de fato prestar atenção em alguma coisa que ela dizia.

- Amy??? O .. o que foi? ela não precisou me dizer nada, estava tão distraída que nem mesmo havia percebido, até ela apontar, o carro parado em frente a escola, e escorado nele estava ele, eu não sabia onde eu enfiava a cara ou onde me escondia, mas eric(ou nolan não sei), estava ali com um sorriso estampado me esperando. Sem ter para onde fugir, desci os degraus restante e fui direto ao encontro dele
- minha gatinha fujona, finalmente te encontrei... tem ideia do que é te procurar por toda a cidade?- na verdade eu queria que ele não tivesse me procurado, mas seu abraço apertado apenas me fazia lembrar aquele compromisso idiota. Seus braços quentes envolta de mim, e eu apenas ali, encolhida dentro deles, me contendo enquanto olhares alheios me alfinetavam, eu estava onde queria estar, mas eu estava onde não podia estar.

- desculpa...eric? eu não estive na cidade...- o olhar dele sobre mim era de uma grande duvida que havia surgido, mas logo havia dado espaço para um grande sorriso e um envelope que me entregava, sem entender eu apenas olhei o envelope em suas mãos, ele deu um sorriso maior e um beijo na bochecha, colocando o envelope entre meus dedos.

- venha ao concerto amanhã.. tem duas entradas.. e bem, uma dama não deve ir desacompanhada, leve a sua amiga com você, e venha ao concerto tenho uma grande surpres para você- disse eric com um ar um tanto quanto suspeito

- eric, não eu não posso eu preci..- os dedos de eric pressionavam suavemente meus lábios, deixando as maçãs do rosto levemente ruborescidas, eu apenas respirei fundo, aquele clima de dom Juan fazia varias garotas suspirarem, mas eu tinha grandes problemas, problemas de mais para permitir que aquilo me fizesse suspirar. Consenti com a cabeça, eu daria um ponto final naquilo no concerto, e eu iria sozinha! Eric então sorriu para mim e entrou no carro se despedindo, enquanto eu permaneci ali imóvel o vendo partir, Amy logo animada com aquilo tudo que havia acontecido, parecia um pequeno filhote que provocava o dono para que brincasse com ele, enquanto meu humor decaia mais e mais. Não expliquei nada a ela, porem pedi segredo, eu teria que fugir na noite do encontro, e precisava de um álibi, e como sempre, Amy seria o meu Álibi.



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Sex Mar 30, 2012 8:04 pm

Capitulo 5 – .:Freya e Eric ~Um reencontro perverso ~:.
No final nem mesmo precisei da desculpa, papai não pode ficar em casa por conta de uma caçada, com isso só me restou ficar na casa de Jennifer e Amy novamente. Já estava tudo preparado, eu sairia escondida e pegaria um taxi a poucos metros da casa, e ia em direção ao teatro. A Lua estava cheia o que facilitava para mim, usando um vertido azul celeste longo, porem neste momento ele estava com a saia e a anágua dobrada estrategicamente, para que eu conseguisse desce pela grade onde uma roseira crescia e ia até o segundo andar, os espinhos arranhavam minhas mãos e meus pés, os sapatos elegantes de salto estavam presos e eu os segurava pela fivela com o dentes, o cabelo preso elegantemente num coque, brincos delicados acompanhando uma gargantilha que escondia uma marca onde eu selava meu lado mais sombrio. Meus gemidos de dor pelos espinhos que rasgavam minha pele eram abafados por minha determinação, até que conseguisse descer por ali, e me esconder por detrás do muro, coloquei meus sapatos enquanto chamava um taxi ali perto, ele parou estranhando até que soltei meu vestido e entrei no automóvel, com destino ao concerto.
Uma pequena bolsa carteira que eu tinha escondido entre os seios no vestido(e por sorte não havia caído), eu tinha o suficiente, alguns trocados, um cartão de credito e os ingressos, por conta de um pequeno incidente a frente, demorei pelo transito a chegar no meu destino, e assim que cheguei, a entrada estava vazia, uma leve dor no peito me impediu de prosseguir para dentro , despedir seria cruel, mas era algo necessário, Eric não podia ficar me procurando por todo o mundo, sua vida correria risco, era preciso eu devia fazer isso. Mau dei poucos passos a frente, um dos gêmeos aparecia? Era Nolan
- Ruivinha! A quanto tempo, venha, eric está la dentro a sua espera, vou te levar ao camarote- e realmente foi isso que fez, seu braço passou por mim, tocando minhas costas e então me guiando sutilmente pelos corredores agora escuros pelo inicio do espetáculo, até um camarote um pouco mais afastado as cortinas vermelhas aveludadas ao lado do palco, dava uma visão superior do palco, quase que estivesse sobre ele, a orquestra se apresentava, e ele lá em baixo tocando junto com os demais, meu coração estava na garganta, e Nolan ao meu lado deu um breve sorriso, me pedindo desculpas, iria se ausentar por um instante. Nervosa apenas acenei positivamente, e então me sentei ouvindo o final daquela sinfonia, meus olhos passeavam pelos outros camarotes, e as pessoas que observavam a orquestra, até que a luz do palco se apagou por um instante, e logo retornou, a orquestra realinhada, começando a tocar uma musica mais... jovial, no ritmo orquestrado, meus olhos se focaram na direção da luz a procura de eric, quando algo nas sombras me abraçou e lobo me beijou. Era eric ou nolan? Era eric desta vez, Nolan estava em seu lugar na orquestra tocando, e ele então me abraçou ternamente na cadeira e me tomou os lábios com urgência, seus braços me abraçara, me erguendo da cadeira, e quase me despindo ali mesmo no camarote.
- não Eric, pare eu.. eu não posso eu tenho que te contar uma coisa, por favor.. pare....- mas suas mãos não pararam, encontraram o zíper de meu vestido e então me deitando sobre o chão do camarote, tomou meus lábios com ainda mais força e desejo, meu corpo tremia de medo, queria ter força para afasta-lo, mas eu não queria isso, de fato seria a ultima vez que nos veríamos.
- desculpa.. estou tão nervoso mas... eu queria te fazer um pedido... por favor, seja a minha namorada- meus olhos se arregalaram com aquele pedido acompanhado com o sorriso doce dele, meus olhos apenas transbordaram num misto de felicidade e tristeza, e tudo que consegui fazer naquele momento foi chorar, ele se aproximou beijando minha orelha e sussurrando galanteios tão doces que apenas faziam minhas lagrimas fluírem mais e mais rápido, sentido ele apenas se afastou.
- o que foi meu amor? Por que choras?- ele questionou com um toque suave por meus cabelos, meu vestido já amassado enquanto eu estava deitada naquele chão, longe das vistas de todos.
- desculpe... mas... eu não posso ficar ao seu lado- disse com o coração na mão, ainda com as lagrimas, tentando manter a calma, mas seu olhar apenas parecia me questionar o porque daquilo, atordoado ele apenas me indagou novamente
-mas... mas por que? Não me ama?- ele perguntou de maneira tão inocente e sedutora, que tudo que queria fazer era abraça-lo, mas eu devia acabar com tudo ali com seus sentimentos
- não- eu olhei em seus olhos e pude ver a confusão e a revolta daquilo, um não tão frio como eu nunca achei que conseguiria, mas lá foi ele, fazendo um grande estrago para ambos, só não imaginava que fosse tão grande.
- ma.. mas por que.. nós... nos amamos e apaixonamos, saímos escondidos, eu.. eu fiz algo de errado?- vi seu sorriso nervoso, como se procurasse alguma falha, afinal era um grande conquistador, eu deveria ser apenas outra em sua lista, mas algo de diferente havia acontecido, ele se apaixonara por mim, eu sentia o mesmo pro ele, mas não podia retribuir
- eu... estou noiva Eric... sou noiva de um outro homem, mais velho do que eu, eu vou me casar e.. então não posso assumir nada com você- eu repetia aquilo mais para mim mesma acreditar do que para ele, vi o choque se transformar em fúria.
- não se case com ele, fique comigo- aquilo seria uma longa discussão ele não aceitava me perder, e eu não podia dizer a verdade para ele
- não posso... por favor não insista- vi a fúria crescer em seus olhos, e então suas mãso prenderem meus pulsos contra o chão, arregalei os olhos quando ele aproximou mais o rosto enfurecido de mim
- por que? O que ele tem demais? Será que você não sentiu nada por mim? Se rá que nós não significamos nada freya?- ele havia me chamado pelo nome, e ele nunca me chamar assim antes, seu tom ríspido demostrou a fúria e a pressão de suas mãos contra meus pulsos.
- entenda de uma vez eric, o que tivemos não importa mais, eu vou me casar, não podemos ficar juntos, nunca mais, então por favor.. apenas me deixe ir... não me procure mais- mantive meu tom de voz o mais controlada o possível, ele então me olhou de maneira vazia e então riu, se levantando do chão, não entendi o porque daquilo, mas apenas me levantei ele olhou para o palco e em seguida virou para mim e me olhou nos olhos
- essa musica.... que você cantarolava para mim no nosso primeiro encontro na França se lembra? Eu pedi para que o regente tocasse para nós para celebrarmos o nosso namoro mas... não tem namoro não é? ele esticou o braço me puxando para perto dele no parapeito e em seguida segurou meu rosto me roubando um beijo forçadamente, me desvencilhei de seus braços dando um passo para trás, sua boca se contorceu em, uma careta raivosa, enquanto se sentava no parapeito
- Eric, saia dai, é perigoso, venha para cá- disse tentando acalma-lo, seus olhos estavam transtornados e uma forte dor consumiu meu peito, fazendo com que instintivamente meu punho pressionasse forte meu peito
- eu fiz de tudo para te achar...ou você acha que te encontrar no meio de mardi gras foi coincidência? Não, eu sabia onde estava, e fiz com que nolan te guiasse até mim, eu não me esqueci do nosso beijo na França, eu não me esqueci de você, nem mesmo quando nos encontramos naquele circo freya, eu aquele garotinho que te deu uma rosa, ou não se lembra mais? - minha mente por momento se branqueou por completo, até que então me veio a mente um pequeno momento, quando ainda nova, fui a França ainda pequena, fugi escondida do hotel, queria muito ir ao circo, e lá encontrei um menino que havia me oferecido uma rosa, mas antes do termino do primeiro ato, algo aconteceu, e meu pai havia me encontrado, então ele era aquele menino do circo? Meus olhos se transbordaram quando ele dentado no parapeito colocou as pernas para fora do camarote.
- eu te amei por toda a minha infância freya, e hoje eu descubro que te perdi... desculpe, eu queria que essa musica simbolizasse nossa união, mas pelo visto apenas marcará a nossa separação- ele virou o rosto em minha direção e se despediu num breve aceno, eu estava imóvel pelo medo de algo acontecer, não era assi quem devia acabar, não devia ser assim- adeus freya- de minha boca não emitia nenhum som, e a cena de eric se jogando da sacada, fez com que a banda parar de de tocar e um grito de toda plateia martelar meus ouvidos. Algo me puxou para traz, eram os braços de Lirion
- já se despediu, ele morreu e ele se matou por que quis, agora vamos embora, ou quer que pensem que você o matou?- lirion me olhou com seus olhos tão azuis e tão frios quanto o gelo, eu apenas acatei sua ordem, deixando que ele me levasse pela mão, entre os corredores ocultados pela escuridão até a saída dos fundos, enquanto todos gritavam alvoroçados, o som do meu salto ecoando pelos corredores antes vazios e agora movimentados com as pessoas saindo de seus camarotes, e eu correndo, tentando me ocultar nas sombras , correndo pelas portas dos fundos e passando pelos bastidores, até a saída dos atores. A confusão por conta de eric foi tão grande, que nem mesmo perceberam que eu fugia, de fato, que eu era ali? Apenas o motivo do jovem ter se jogado em direção a morte.As lagrimas não paravam de cair, enquanto entrava no carro, e tudo que eu queria era que as trevas daquela noite de lua cheia me engolissem e nunca mais voltar.



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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

Mensagem por Makie em Seg Abr 30, 2012 12:15 am

.::Capitulo6 ~Jogos de Nolan~::.
Cenas improprias +18:
Aquela noite onde Eric havia se jogado do parapeito do camarote ainda estava marcada em mim, meu pai havia me dado uma grande bronca por ter saído escondida e por sorte Lirion estava me espreitando nas sombras, tão logo me arrancou de lá quando algo havia acontecido, sei que era para ter ficado de castigo(novamente), mas como a explicação foi simples, fui para me despedir e tive que dar a noticia que aceitava o casamento com meu primo, o clima amenizou, não fiquei presa dentro de casa como ele queria, mas agora eu deveria pedir permissão ao meu noivo e não mais ao meu pai. Eu sei que casamento entre humanos menores de idade é algo ilegal, principalmente ainda com 14 anos mas, entre vampiros a coisa mudava de figura.

Eu ia para o colégio, desta vez fui só, afinal o acordo estava mais do que selado, em alguns anos eu vivaria uma vampira, me casaria com lirion e final feliz a esta idiotice de guerra, meu “noivo(eca) me deixou algumas pouca quadras de onde estudava, ainda havia preparativos a fazer, eu segui meu caminho e por onde olhava, as bancas de jornal haviam a noticia com a foto estampada sobre a queda de Eric, tudo o que não queria ver era algo sobre aquilo.

Meus passos foram apressados, mas algumas vezes eu parava no semáforo e ouvia os burburinhos, sentia meu coração apertado, eu não queria ver nem ouvi, não suportava mais aquela ideia de telo perdido de maneira tão drástica, tão dramática. Não suportei a ideia de permanecer ali então corri para atravessar a rua, quase sendo atropelada por um veiculo, estava tão atordoada que não havia prestado atenção no que vinha, apenas queria sair dali.

Cheguei a escola, e por sorte o assunto que rolava entre os estudantes era outro(algo relacionado a esses seriados novos que surgem ou suas temporadas, meus passos foram apressados em direção ao armário, em busca de meu material para aquela aula, era aula de francês (havia a possibilidade de estudar espanhol eu sei, mas realmente eu estava aprendendo japonês.. ah é, eu não contei, eu tive que recomeçar a fazer japonês, tive um curso básico, aparentemente iriamos morar lá, mas preferiram me manter na França mesmo, então estou retomando as aulas, aparentemente semestre que vêm irei para o Japão estudar numa tal de academia cross, é nova essa coisa de juntar vampiros e humanos... não me parece uma boa ideia mas... quem sabe não estou enganada?).

Pra ser sincera não prestei atenção nas aulas, nem a de francês, ou na de química ou até mesmo a de filosofia, aquela cena ainda martelava dentro de minha cabeça constantemente, até que Alicia me despertava daquele transe. Era aniversário de Alexander e iriamos nos reunir num boliche fazendo a festa, havia pedido a alicia que me levasse ao shopping para comprarmos algo para ele, afinal nem eu nem ela éramos tão intima do aniversariantes, apesar de convidadas, para não fazer a desfeita, resolvemos ir juntas comprar alguma coisa.

Minha mochila apenas tinha meu fichário, e alguns livros, minha carteira com alguns trocado, e apenas fomos, não era tão longe dali então não haveria problemas, principalmente por conta de meu pai ou Lirion. Pelo caminho apenas conversávamos coisas triviais sobre o nosso mundo em comum, seriados, filmes musicas, o que era bom afinal me deixava livre de pensar coisas sobre o acontecimento trágico que de alguma forma só faziam meu coração se encher mais e mais de culpa.

O shopping era pequeno, parecia haver uma pequena confusão um pouco mais a frente no térreo, aparentemente alguma celebridade ou algo do gênero estava lá e as garotas alvoroçadas, lembro-me de Alicia puxando a manga de minha camisa, queria também ver, mas a alertei que ainda deveríamos ir para casa antes de ir a festa então iriamos primeiro escolher o presente, se desse tempo veríamos quem era a tal celebridade. Ela apenas aceitou a proposta e então partimos para a primeira loja, loja de roupas!

Alicia havia encontrado um presente bem interessante para Alexander, ele gostava de uma banda de rap e ela havia encontrado uma camiseta muito parecida com a qual o cantor favorito dele usava, bem, agora só faltava o meu presente, demos uma pequena risada tentando imaginar a cara dele ao ver a blusa, talvez gostasse, talvez não mas não nos importávamos com relação a isso, Alicia também havia sido transferida para o colégio uma semana antes de mim, como ambas éramos novatas nos tornamos colegas de trabalhos

- loja de CD’S é claro, hey será que encontro o novo cd deste cara ai que ele gosta?- disse na verdade nem um pouco interessada, porém reparei que nem mesmo Alicia estava interessada nisso, ela via que o tumulto de garotas havia subido, aparentemente a celebridade havia subido, quem seria a pessoa não me interessava. Mas quando puxei gentilmente a manga de minha companhia para chamar sua atenção eis que vi os cabelos escuros de Nolan ali.

meus olhos se arregalaram e minha respiração começou a acelerar, não poupei esforços e por pouco machuquei Alicia, a puxando pelo pulso e correndo para dentro da loja, ela havia percebido que eu não estava bem, por várias vezes ela tentou me questionar sobre o motivo daquela ação exagerada, mas tudo que eu pensava era que ele não podia me velo eu não queria velo. Mas minhas preces não foram atendidas, e com um olhar sádico, Nolan entrava na mesma loja onde eu estava.

Alicia parecia surpresa com aquilo, o achando lindo e tudo mais, eu apenas tentava encontrar o cd o mais rápido o possível para sair logo dali, algumas meninas haviam entrado, mas por conta do tumulto, um dos funcionários da loja resolveu barrar a entrada do pessoal, minha amiga correu até ele para conversar e eu não prestei atenção procurava o cd entre os artistas daquele gênero musical, ate sentir uma pressão forte em meu pé, era o pé de Nolan, e antes que eu pudesse falar algo, seu ombro colidia contra meu rosto me jogando no chão.

Eu levei a mão a boca, por sorte não havia me machucado, Alicia nem havia prestado atenção que ele havia esbarrado em mim (por que ele tinha este poder horrível a sua volta?), preferi seguir meu caminho, mas de alguma forma não conseguiria comprar aquele maldito cd, afinal ele ficava na frente da sessão inteira, e mesmo tentando sorrateiramente pegar o cd, eu recebia algum golpe nas mãos. Não trocávamos um olhar se quer, mas também não havia motivo para isso.

Cansada daquela grosseria fui ate uma outra sessão comprar algo de gosto similar, o que era popular, e mais uma vez um esbarrão, desta vez cai sobre a bancada, de queixo sobre a bancada. Aquilo realmente havia me machucado eu começava a me levantar massageando o queixo quando Nolan me agarrava pelo braço, dando alguma desculpinha esfarrapada para Alicia e me arrastando para o lado de fora da loja, o numero de fãs ao redor dele era algo absurdo, mas eu realmente nunca havia me tocado que eram tantas afinal nunca havia prestado atenção nisso.

Ele me roubou um beijo na frente de todas elas e então me deixou ali no meio das meninas, começou então uma sessão de empurra-empurra e tudo que eu queria fazer era sair dali. Mesmo com a cotoveladas e tudo mais, me mantive controlada tentando alcançar a escada, mas quem disse que consegui? Antes de segurar o corrimão e começar a descer uma de suas fãs mas loucas havia me empurrado escada a baixo, e eu apenas rolava tentando me proteger o máximo possível.

Cheguei ao térreo, completamente desconsertada, minha perna estava dolorida, meu pulso torcido, uma marca rocha de hematoma do ombro, um corte pelo impacto sobre uma das arestas da escada na outra perna e no braço, estava com dor, os olhos cheios de lagrima, e então pensei ”Deus por que isso?”, o terror poderia ter acabado se Nolan como se num passe de magicas não houvesse aparecido ao meu lado pisando em minha mão, eu tentei gritar, mas ele tapou minha boca. Alicia apareceu tentando me ajudar, mas ele já havia retirado o pé de cima de minha mão, e se oferecido gentilmente para me levar ao hospital já que devido o grande tumulto que havia causado eu havia me machucado, maldito demônio que não queria me deixar em paz, não sem antes me ver completamente destruída.

Seus dedos apertavam meu braço e me puxavam disfarçadamente até a saída, a maior parte das meninas não se atreveu a nos seguir, talvez pelo fato dele ter dado “bronquinha” nas meninas por terem me empurrado, lógico que ele por dentro sorria, afinal eu podia ver seu sorriso ferino no canto da boca. Se pensa que ele me levou para o hospital, está enganado, seus passos me guiavam para fora do shopping e então até um beco onde ele me atirava sobre as latas de lixo.

- Nolan o que quer comigo? Por que não me deixa em paz?
-Ora ora ruivinha, te deixar em paz? Não, eu não posso, eu preciso fazer você pagar, POR TIRAR A VIDA DE MEU IRMÃO!!! – Nolan era rápido demais e não percebi o tapa em forte em direção ao meu rosto que me fez cair de joelhos sobre o chão e o lixo acumulado, um dos sacos havia estourado e restos de comida ficaram empreguinados em meu cabelo, não era tempo de prestar atenção nisso, afinal ele deferia um chute em minha direção, que por sorte de ter percebido, me protegi usando meus braços, não que isso não houvesse me machucado, ao contrario doeu bastante, mas apenas meus braços estavam doloridos por conta do impacto.

- Nolan, pa.. pare! Pare com isso, eu não tenho culpa, por favor acredite em mim! – num tom quase de suplica, pedia para que Nolan parasse de me bater sem motivo, mas seu irmão havia morrido no camarote onde eu estava, caindo da sacada sobre a plateia, ele sabia que eu era a única ali dentro, ele estava em frenesi comovido por conta de uma perda irreparável, era lógico que ele não estava raciocinando, ambos os irmãos eram esquentados demais, aponto de ficarem cegos e surdos num momento que precisasse de compreensão!

O ataque permaneceu por um tempo, até que ele me encurralasse contra a grade de ferro que separava a área descarga e descarga da área de entrada e saída dos funcionários, e então injetou uma droga em meu braço, eu só senti a picada e meus olhos pesarem até o momento que perdi a consciência.

Não sei quanto tempo se passou, apenas estava deitada numa cama, um quarto muito bonito até. Minha cabeça latejava de dor, afinal o que foi aquilo que ele havia me dado para me dopar? Não conseguia pensar em nada no momento, até perceber meus pulsos presos na cabeceira da cama e uma mordaça em minha boca.

Minhas pernas pareciam estar soltas, mas não me adiantava em nada, havia notado também que estava vestido uma outra roupa, diferente do que vestia quando fui para a escola, estava vestindo uma camisola curta de seda, minha cabeça que se erguia para tentar ver a situação, caiu pesadamente sobre o travesseiro da cama enquanto eu bufava com aquilo, eu teria que sair, eu era péssima em qualquer uma destas habilidades que os caçadores treinavam, não me restava muito o que fazer, apenas esperar.

Quanto tempo mais se passou eu também não sei. o quarto não parecia ter janelas (ou estavam escondidas) e então Nolan entrava, trancando a porta logo depois que passou pela porta, meus olhos fitaram os dele e um sorriso estranho transparecia em seus lábios, estava um pouco com medo daquilo, mas não havia escapatória, devia enfrentar meu destino de frente.

- o que? Vai me dizer que...pensou que iria te deixar em paz? Não Freya, você vai sofrer... por que você matou meu irmão, agora eu vou matar você- um sorriso um pouco insano surgiu em seus lábios, então eu realmente vi o que ele tentava esconder, ele não estava brincando sobre me matar, ele realmente o faria. Minha boca amordaçada eu tentava falar algo, mas apenas sons indecifráveis saiam de minha boca, ele então alcançou a cama, se ajoelhando e se aproximando de minhas pernas, enquanto apenas suava fruo, tentando me soltar.

Suas mãos separaram minhas pernas enquanto ele se encaixava entre elas, meus olhos se arregalavam enquanto eu tentava me sentar, afastando-me dele, Nolan por sua vez, pegou um pequeno punhal, apontando a ponta para meu rosto, se aproximando de mim, minha respiração se tornava ofegante, e meu corpo estremecia de medo, enquanto o mesmo descia a ponta do punhal e a deslizava sobre meu corpo.

Meus olhos arregalados e a respiração acelerada apenas repararam que ele descia o punhal e caminhando em direção a minha virilha, meu rosto ruboresceu com aquilo, enquanto tentava me encolher mais, seu joelho prendia uma de minhas pernas e sua mão afastou a outra, enquanto a ponta da arma, tocava o inicio de meu intimo, empurrando a ponta lentamente, eu sentia a ponta do metal atravessar o tecido e começar a perfurar minha pele, ele fez de maneira tão lenta que meus corpo suava frio e o gemido de dor ficou preso em minha garganta, e então um fino fio de sangue maculava o tecido delicado da peça intima.

Nolan sorria com aquilo erguendo novamente a ponta do punhal, e agora rasgando a camisola, deixando um rastro em minha pele, por onde o punhal passava, me tirava um fino fio de sangue. Sem a camisola, meu corpo ficava amostra para ele, enquanto o olhava com o solhos cheios d’água.

Ele pareceu bufar se perguntando por que eu havia o matado, por que? Mas eu não conseguia nem mesmo responder. Nolan se tocava revelando um grande volume em suas calças, ele sentia prazer no que fazia, muito mais do que eu desejava. O punhal agora rasgava o tecido que cobria meus seios, os braços amarrados, a fina cicatriz provocada pelo punhal meus olhos cheios de lágrimas, eu era uma verdadeira escrava, não conseguiria nem mesmo me defender naquelas condições.

Os lábios de Nolan começaram por tocar meus seios, seus dentes mordiam ferozmente a carne macia e farta, enquanto suas mãos deslizavam por minhas coxas até meus quadris, o punhal sempre a mão, tocando de maneira fria e mortal meu corpo, me arranhando e perfurando, com a mesma violência e sugava e mordia minha pele, podia sentir seu quadril pressionando contra o meu, e o volume latejar dentro de suas calças, enquanto gemia de dor por conta de sua fúria.

Minha perle estava vermelha, meu corpo havia varias marcas por onde o punhal havia passado, e Nolan ainda não estava satisfeito. Ele se afastou, e então rasgou com a arma o ultimo tecido que cobria minha intimidade, se curvando sobre meu quadril e o puxando contra si, enquanto sua boca me devorava com voracidade, seus dentes mordiam meu pequeno botão perfurado pela ponta da lâmina, e minhas pernas tentavam empurra-lo para longe, até que meu joelho conseguiu acerta-lo, e então num momento de fúria, o punhal de sua mão cravou em minha coxa enquanto eu gritava de dor.

Ele não parou de me devorar ali, as mordidas se intensificaram em meus lábios bem próximos a minha abertura enquanto sua mão apertava fortemente o volume da calça, eu ainda chorava de dor, me debatendo tentando me soltar, mas ele apenas girava o punhal cravado em minha carne. Ele parou por um instante e então se afastou, retirando toda a roupa em seguida, voltava a se debruçar sobre mim com o volume ereto e pulsante.

Sua mão removeu o punhal, mas seus dedos apertava a parte ferida, mais um grito de dor meu ecoava pelo quarto enquanto seu quadril de aproximava do meu. Pude sentir aquele volume contra minha pele, úmido, desejoso, Nolan o friccionava contra mim enquanto se debruçava sobre mim.~eu vou de quebrar em milhares de pedaços, vou te causar tanta dor, que você vai me implorar para morrer freya, mas eu não vou te matar agora, por enquanto espero que você sofra- ele ainda sorria se afastando um pouco de meu rosto, enquanto começava a me tocar em minha intimidade, e num rompante cheio de dor e ódio, ele invadia meu corpo de uma única vez.

Não era uma experiência prazerosa, afinal seu corpo invadia o meu com tamanha violência que parecia que iria rasga-lo, minhas costas caíram pesadamente sobre a cabeceira enquanto me contorcia de dor, e Nolan aproveitava para abocanhar novamente a carne farta de meus seios e os morder com violência, em meio as lagrimas e ao s gritos de dor, eu apenas me perguntava o porque daquilo, eu não queria que Eric se matasse, apenas que ele escutasse, mas havia se sentido traído e nem mesmo quis escuta-la, talvez fosse uma maldição.

A dor prosseguia a medida que Nolan puxava meu corpo fortemente contra o seu, meus seios, ombros colo e pescoço estavam cheios de hematomas por conta das mordidas vorazes, a cama rangia por conta dos movimentos bruscos, e eu ainda gritava implorando por ajuda, mas no fundo sabia que ninguém viria me salvar, afinal ninguém nunca me salvava deste inferno que era minha vida, não seria agora que esperaria intervenção divina a meu favor.

Seu quadril de afastou do meu, seu rosto apenas olhava em direção a minha virilha, por um momento pensei que aquilo havia terminado imaginando qual seria a próxima ação dele, mas sua mão apenas afastou minhas pernas enquanto sua virilidade invadia minhas ninhas nadegas rasgando minha pele . mais um urro de dor e lagrimas vertiam de meus olhos em abundancia.

Aquilo se prolongou e eu não tinha mais forças para reagir, apenas deixei meu corpo pesar sobre a cama, enquanto seu ódio e luxuria me consumia, podia sentir as gotas de suor respingando frias sobre minha pele, o sangue de minha perna havia endurecido e maculado os lençóis brancos, eu apenas aguardava pelo fim daquilo.

Nolan então parou, como corpo cansado, saindo de dentro de mim, e então liberando minha boca para que por fim falasse, mas não emiti nenhum som, irritado, ele deferiu um outro tapa em meu rosto, mas eu sinceramente não me importava mais, esperava apenas pelo momento no qual ele arrancaria minha vida, de certa forma isso me traria um alivio. Ele fou até uma mesa de cabeceira e então revelou um revolver, o destravando.

- e então vadia? Não dirá nada em sua defesa? VAMOS!!! RESPONDA! - eu sabia que ele apenas queria que eu implorasse, mas eu não o faria. Sem mais forças físicas ou mentais apenas fechei os olhos, ele esbravejava cuspindo palavras de ódio enquanto eu chorava, implorando que parasse, mas isso não adiantou nada, ele apenas me puxou pelos cabelos colocando meu rosto na altura dos seus, ele se sentando ao meu lado na cama, fitando meus olhos com imensa ira, quando então me mostrou uma pequena correntinha dourada com um coração.

- eu não vou parar ruivinha, Você ainda me deve muitas explicações, ande, como conseguiu isso?- sua voz era incisiva em busca de respostas, meus olhos turvos pelas lagrimas tentaram se focar sobre o objeto em questão, e então eu vi, a pequena pulseira que ganhara de presente no mard grass , minha mão tentou alcançar, mas meu pulso preso na cabeceira da cama me impediu de movimentar

- como conseguiu? Me .. me devolva isso é meu- o ultimo presente que Eric havia me dado, todas minhas lembranças boas e ruins que tivemos juntos estavam ali representada naquela pequena correntinha, comecei a me debater pedindo mais e mais para que me devolvesse, mas os olhos de nolan ainda estavam cegos e ele levantou a mão novamente para mim, e alguns momentos antes de deferir o golpe, ele lera a pequena gravação no coração, nossos nomes escritos, gravados na pura joia de ouro.

Nolan sentiu o peso da culpa abater sobre si, afinal o irmão havia me amado por tanto tempo que nem mesmo eu poderia imaginar, vi seus olhos encherem de lagrimas vi a confusão em seus olhos.

- por.. por que freya? Por que ainda anda com isso se não o ama mais? Por que negou o pedido que ele fez? Sabe o esforço que ele fez para te pedir a mão naquele dia?- ele me perguntava algo que nem mesmo eu sabia a resposta. - eu não posso aceitar, eu já estou noiva Nolan- meus olhos se fecharam tristes, enquanto ele permanecia sentado ao meu lado, não compreendia, mas também não poderia explicar o fato para ele.

- eu tenho um casamento arranjado, minha família me arranjou um casamento, não fui eu que decidi Nolan, tudo o que mais queria era poder ficar com eric mas... eu não posso, eu tentei explicar isso a Eric mas... ele não quis me ouvir- não era tão difícil assim Nolan acreditar nisso afinal ele conhecia a impulsividade do irmão e a dele própria. Seus olhos confusos.

- é por isso que não gosto de vampiros- Nolan deu uma risada enquanto meus olhos se arregalavam, prontamente me libertou da cama, meus pulsos estavam doloridos por conta da tortura.- pera ai? Vo.. você sabia?e e mesmo assim?- abismada pelo fato de ser torturada sem motivo fez meu sangue ferver, enquanto meus dedos envolviam o pescoço de Nolan e meu punho de fechava mirando seu rosto num soco, mas ele apenas segurou minha mão e me beijou ternamente.

Eu mordi seu lábio e ele esbravejou um pouco, eu bufava de raiva- se sabia desde o inicio, por que fez isso comigo?- ele me fitou sério, olhando para o estrago que havia feito, começou a ficar irritado consigo mesmo e então me implorar desculpas, eu bufei de raiva, dando um tapa em seu rosto, mas ele apenas parecia deprimido, e então me abraçou forte- eu não sabia... olhe eu .. minha família é de caçadores, eu e o Eric somo caçadores então sabemos um pouco sobre você seu clã, quando éramos pequenos, e bem, você foi atacada, correu a noticia, nossos pais nos contaram do que se tratava, desde então estamos te procurando, soubemos de especulações sobre um casamento que selaria a paz de uma guerra que perdurava a tempos, mas não imaginava que fosse você, me.. me desculpe frey eu... eu não sei onde .. não que o que fazer

Meus olhos verdes se avermelhavam lentamente, a garganta apertava seca, minhas mãso o envolveram e o peso de meu corpo o derrubaram sobre o colchão enquanto minha presas buscavam sua pele e então o perfuravam em busca de seu sangue, pude ouvir o gemido de dor de Nolan, e o estremecer de medo, seu sangue era diferente, porem era saboroso eu realmente não queria fazer isso, mas eu poderia perder o controle a qualquer momento, como ambos fizeram algo imperdoável naquele quarto, não haveria a necessidade de convencer o outro a manter segredos, isso estava mais do que na cara.

- de.... desde q
- desde quando? É... eu descobri isso a pouco tempo, mas como você me feriu, eu preciso repor, ou você será obrigado a me da rum tiro na cabeça, será que agora você entende?- ergui meu rosto corado e manchado de rubro para Nolan e ele parecia estupefato com alguma coisa, e então uma ideia louca surgiu:- vocÊ continuará nesse colégio Freya?- nolam me indagava com um ar suspeito.

- não, eu.. eu vou para a academia cross, por que isso?- estava de fato curiosa pela pergunta, afinal o que ele tinha em mente? Nolan se sentou e eu fiz o mesmo acompanhando o olhando confusa nos olhos, ele colocou suas mãos sobre meus ombros e sorriu dizendo:[colro=orangered]-darei um jeito de ir para lá, vou ajuda-la a concertar este mau entendida, Freya, Eric não morreu, ele esta vivo todo quebrado, mas está bem[/color]- ele sorria ao dizer aquilo, e meus olhos se arregalaram com a noticia, eu realmente não compreendia a graça que as pessoas sentiam em me preocupar.

Nolanme explicou que Eric havia se segurado e uma das cortinas e caído de mau jeito fraturando um dos braços, uma das pernas e 2 costelas, ele realmente estava irritado, achando que eu havia tentado lhe enganar, mas não poderiam imaginar que eu era a garota do casamento arranjado, afinal eu não tinha a presença nem de um caçador muito menos de um vampiro, e agora tudo que me restava era a esperança, de na Academia cross, tudo se concertasse.




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Re: PG-17( Darkfic/Longfic) Princesa de gelo:~A filha Gatemberg~

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