(Pg 18- Darkfic, Deathfic) - Secret Letter

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(Pg 18- Darkfic, Deathfic) - Secret Letter

Mensagem por Convidad em Sex Mar 23, 2012 10:49 am

    Romênia, eu não pretendia voltar para cá, mas existe algo chamado destino, algo no qual os humanos acreditam cegamente, que me forçou a fazê-lo.
    Nossa espécia desgraçada sempre viveu amaldiçoada mas eu nunca encarei a vida eterna como forma de maldição, até esse momento...
    Algumas pessoas acreditam que desde que nascem, têm sua trajetória traçada e nada pode ser mudado. Eu não encarava dessa forma até hoje, até esse momento que me vejo novamente sentado no escritório do meu pai, escrevendo esse texto.
    Como dizia, eu não pretendia voltar a Romênia. Meus pais têm um modo de vida do qual eu estava tentando me afastar. Eles mesmo disseram que não havia nada a ser feito, que era meud estino ser o que sou e que eu não poderia fugir. Como uma mácula, uma nuvem pairando sempre sobre você, algo que jamais poderia ser limpo, escondido ou evitado. Eunão quios acreditar, pois para mim nada mais fazia sentido. Nada, desde que encontrei aqueles olhos azuis.
    Eu saíra naquela noite, assim como em todas as outras disposto a matar. Matar humanos, ver o desespero em seus olhos, sentir o medo em seu sangue, aquilo me instigava de maneiras que ninguém mais pode compreender e eu mesmo não busco por comrepensão, não mais...
    Como dizia, naquela noite eu saíra atrás de sangue, disposto a matar quemq uer que fosse, da pior maneira possível. Saí tarde da noite de uma taverna, depois de me divertir de uma forma bastante... mortal posso dizer. Eu levava comigo uma dessas damas, que de dama nada tem, mas ela havia passado a maior aprte da noite em minha mesa, se divertindo, então com certeza ela me achava um cavalheiro nobre e ficaria aterrorizada quando visse minha verdadeira face.
    Chamei um cocho que passava, sabia que por ele estar trabalhando àquela hora, provavelmente seria o tipo de pessoa que nada vê e nada ouve. Exatamente o tipo de pessoa que eu precisava.
    Dei as instruções e me fechei com aquela jovem na parte detrás, a olhando com um sorriso enquanto ela se aproximava, tentando ser o máximo sedutora, ams a coitada era simplesmente... vulgar demais...
    "Onde estou com a cabeça? Devo estar desesperado de sede..." - pensei, retribuindo o beijo dela da melhor maneira possível, enquanto minha mão descia por suas costas, segurando com firmeza em sua cintura, fazendo-a suspirar.Sorri em meio ao beijo.
    "Tola..." - pensei, me divertindo um pouco afinal, ansioso por apertá-la com mais força, até que suas costelas quebrassem. Minha imaginação correu, assim como minhas mãos e quando senti aquele cheirod e sangue, julguei ter ido um pouco longe. Estava preparado para ouvir os gritos da jovem ams ao invés disso, ouvi gritos que vinham de fora do cocho. Pareid e beijar a dama que me acompanhava e dei ordem para que o cocheiro parasse. O cheirod e sangue aumentou, assim como os gritos angustiados, uma voz feminina pedindo ajuda desesperadamente.
    Aquele tom me fez sorrir, era o que eu gostava e bom... era sempre bom ter mais sangue. Mas bastou alguns segundos para eu perceber que o cheiro de sangue no ar e o cheiro da pessoa que gritavam não era o mesmo. Curioso eu saltei o cocho e pedi que a dama me aguardasse, dando-lhe mais um beijo. Sabia que ela me esperaria pela eternidade pelo olhar que me lançou. Certo disso, corri na direção da qual vinha o cheiro, me esgueirando pelas sombras. Logo avistei uma jovem moça ao lado do corpo de um senhor que estava ferido no peito. Tive tempo de avistar uma sombra que sumiu ems eguida, provavelmente um desses ladrões vagabundos.
    Como num impulso meu corpo se moveu e logo eue stava diante daquele pobre infeliz, segurando sua garganta com uma das mãos e o erguendo do chão. O olhar espantado dele, enquanto minahs presas se sobressaiam pelo lábio foi fascinante e eu não resistí a mordê-lo ali mesmo, ouvindo logo o som do metal batendo no chão de pedra. Ele havia roubado uma bolsa com moedas.
    Cicatrizei a ferida, abrindo em seguida um largo corte em seu peito. O sangue que sobrará encharcoua camisa e então eu o joguei em um canto de um beco, certificando-me que estava limpo e então pegando a bolsa com dinheiro, voltando para perto das minhas duas próximas vítimas em seguida.
    Quando ouviu meus passos, o coração assustado da moça se sobressaltou mais ainda, me fazendo sorrir, mas meu sorriso logo sumiu quando ela me fitou com aqueles olhos azuis, aqueles olhos cheios de lágrimas. Eu abri a boca para lhe dizer algo mas foi como se... eu simplesmente não sabia o que dizer. Estendi-lhe a bolsa com as moedas e me abaixei ao lado do homem ferido. Aquele senhor morreria em questão de tempo se nada fosse feito.
    ~ please help him... - ela soluçou e eu desviei o olhar da ferida do homem para ela, assentindo com a cabeça.
    Me ergui com o homem no colo e caminhei em direção a uma hospedaria que eu sabia que ficava próxima dali. Havia me esquecido completamente da jovem dama e do cocho que deixara para trás, a voz daquela jovem parecia me ordenar como a voz de meu pai, me deixando sem opções além de acatar seus pedidos.
    Ela me seguia, segurandoa bolsa, apertando-a com suas mãos aflitas.
    - Fique calma... eu vou ajudá-lo - lhe prometi, tentando acalmá-la.
    Eu não conseguia entender porque estava sendo tão gentil com aquela humana, mas algo dentro de mim parecia se satisfazer com aquilo. Ela sorriu e foi como se houvesse um anjo na minah frente.
    Desviei o olhar, sentindo meu coração bater um pouco mais rápido, pela primeira vez em todos aqueles anos eu estava me sentindo constrangido.
    Quando chegamos, ela simplesmente fez um sinal coma cabeça para que eu seguisse a diante, esolhendo qauqluer quarto, me mostrando a bolsa com dinheiro, indicando que pagaria pela instalação.
    Subi e escolhi um dos primeiros quartos que vi e em vendo a sós com o home, cicatrizei sua ferida de modo que a hemorragia parasse e ele não moresse, ams ainda deixando boa parte do corte aberto. em seguida, comecei uma série de cuidados humanos, rasgando o lençol e o umidecendo com o jarro de água que havia no quarto, limpando em volta do machucado. Tirei do bolso do casaco uam garrafinha com whisky e umideci o pano mais uma vez, passando em volta do ferida do homem, o alcool evitaria uma infecção, ao menos eu esperava.
    Feito isso, cobri o home da melhor maneira possível, deixando apenas a ferida descoberta, logo ouvindo batidinahs tímidas na porta. Corri e a a abri, ajeitando em seguida as mangas da camisa que havia arregaçado.
    Qualquer outra mulher olharia para mim, ams aquela jovem simplesmente passou por mim e correu para seu pareten, o abraçando, chorando novamente. Fui até ela e a segurei, suavemente, a puxando para que se afastasse.
    - Ele precisa descansar agora - disse, tentando acalmá-la, acariciando seu rosto. Ela segurou minha mão, assentindo com a cabeça e então o olhou mais uma vez, suspirando.
    - Daddy... please... be fine... - ela pareceu pedir, quase implorar, para que auele homem ficasse bem, depois voltou a me olhar e estendeu a bolsa com dinheiro - Obrigada gentil senhor, eis tudo o que posso oferecer - ela abaixou a cabeça, humilde.
    Aquele gesto me ofendeu e eu fechei a cara no memso momento, repelindo o dinheiro. Me afastei dela e sentei e uma cadeira próximo a porta, indicando o sofá que lá havia para que ela descansasse ali.
    - Vou ficar cuidando dele o resto da noite.... - disse num tom de mau humor. Não consegui entender porque o gesto dela havia me ofendido. Ela pareceu notar e logo estava se acomodando no sofá, sem me dizer mais nada. Fiquei pensativo, alternando o olhar dela para o homem, sem saber porque estava ali afinal. O que me havia feito ajudar aquela humana e seu parente? Não fazia sentido. Ao longo da noite eu os fiquei observando, ressonando tranquilos e despreocupados. como ela podia confiar tanto em um estranho? Achar que ele não lhe faria mal simplesmente porque ajudou um parente ferido? Eu poderia degolá-los ali e ninguém saberia. Aquele pensamento me deu um sentimento de repulsa. Olhei pela janela enquanto caminhava até ela. O céu negrod a noite estava encorberto por nunvens cinzas agora, dando uma claridade estranha às ruas, ou talvez, tirando a clridade da lua ao qual estava habituado. Me desliguei por um tempo e só me dei conta que a noite havia terminado quando senti uma mãozinha em meu ombro. Me virei bruscamente, quase a derrubando, aquela tola humana. Eçla me olhou um pouco assustada, recuando e aquilo me fez segurar em suas mãos e lhe pedir desculpas. Ela sorriu, assentindo.
    - Você não dormiu a noite toda para tomar conta de meu pai...- ela afirmou, olhando o senhor que ainda dormia serenamente. Me atentei aos batimentos cardíacos dele, estavam fracos mas estáveis.
    - Sim... ele vai ficar bem... - disse, tentando parecer indiferente. Fosse como fosse, talvez fosse melhor eu ir embora agora que aquele humano estava bem - Aconselho que o deixe descansar por mais alguns dias e uso um pouco do ouro para pagar suas hospedagens por aqui, não seria bom removê-lo. Eu preciso retornar à minha casa por agora mas prometo-lhe que retorno ainda essa noite para saber notícias... - assegurei-lhe, dando um leve sorriso e me virei para sair do quarto. Não entendia os motivos de estar ali então provavelmente não haviam motivos para estar, mas antes que eu fizesse qualquer outra coisa, ela me segurou, olhando-me nos olhos. Humana insolente, ousando a olhar nos olhos de um puro sangue. Esse seria meu pensamento, esse seria o pensamento certo, mas não foi o que pensei. Aliás não consigo me lembrar o que pensei, mas consigo me lembrar de como me senti preso aqueles olhos.
    - Qual seu nome gentil senhor? - ela me perguntou.
    - Yuriev... me chamo Yan Yuriev... - provavelmente ela jamais ouvira falar sobre minha família ou sobre mim. Talvez como ricos comerciantes, mas mesmo assim ela não acreditaria que realmente eu fosse alguém da família Yuriev e estivesse ali.
    - Yuriev... muito obrigada pelo que nos fez... - ela então me soltou, se afastando alguns passos e abaixando a cabeça. Eu senti que ela queria me dizer alguma coisa a mais e estava certo - Se alguma vez o senhor se encontrar na Inglaterra, por favor, não deixe de procurar a família Rousson. Eu me sentiria muito honrada, junto com papai, em hospedá-lo em nossa residência.
    Eu assenti com a cabeça. Não pretendia tornar a ver aquela jovem mas minha memória pareceu cravada com o nome Rousson. Parti e enquanto retornava para casa, grato pelas nuvens que chegaram a noite e encobriam o sol da manhã me lembrei que não havia lhe perguntado seu nome. Eu só sabia o nome de sua família.
    Cheguei em casa amuado e com sede, minha noite de caçada havia sido um fiasco e eu estava mau humorado. Assim que cheguei, diversos dos empregados me cercaram, oferecendo seus serviços. Escolhi qualquer um deles e puxei para meu quarto, sem sequer olhar seu rosto, logo minhas presas perfuravamaa carne macia, enquanto eu ouvia o estralar de ossos. Eu detestava fazer aquilo, tomar uma vítima daquela forma, sem fazê-la acreditar em mim e sofrer cruelmente depois. Eu simplesmente estava matando e o sangue não pareceu nada bom. Enquanto bebia daquela pobre criatura, lembrei da jovem Rousson, meus olhos ficando avermelhados no mesmo instante. Imaginá-la ali em meus braços fez minha garganta arder e eu arfei, quase engasgando com osa ngue daquele pobre infeliz. Soltei o corpo já sem vida, o empurrando para fora da cama, limpando os filetes de sangue com as costas da mão, olhando para a janela com a cortina baixada sentindo-me amargo.
    O dia pareceu se arrastar enquanto eu esperava pela noite, sem sair do quarto um segundo sequer, sentindo a presença da minha mãe por diversas vezes ao lado da porta e sentindo uma outra presença, ainda fraca. Minha mãe estava no primeiro mês de gravidez do segundo filho.
    Assim que o pôr do sol tingiu o céu de vermelho eu corri para o armário, escolher roupas limpas e logo estava diante da penteadeira, me arrumando, fazendo uma trança no cabelo branco. Suspirei, parando por um momentoe olhandominha imagem, os olhos ansiosos.
    "por que estou com pressa de ver aquela humana?" - me perguntei, me irritando um pouco, desviando o olhar de mim mesmo.
    Logo estava vestido, o sobretudo vermelho escuro, quase marrom contrastando com a pele branca. Sai e caminhei em direção à estalagem que não era longe, ao menos não para mim e logo perguntei por Elizabeth. O dono me respondeu que ela havia aprtido pela manhã. Instintivamente agarrei o homem pela gola e o ergui, o olhar assustado dele e das pessoas no local se voltando para mim.
    - O que?! - minah voz saiu num tom estranho, decepcionado.
    - S...senhor Yuriev.... o noivo dela a veio buscar...- ele disse, tremendo. Já sabia quem eu era como todos naquele fim de mundo. O soltei, rosnando baixo e sai de lá praguejando. Sentia um ódio tão grande que era capaz de destroçar qualquer um que aparecesse no meu caminho.
    "Vadia..." - pensei, voltando para casa à passos largos.

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