My love is my sin - Pt II - One Shot - Pg 18

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My love is my sin - Pt II - One Shot - Pg 18

Mensagem por Convidad em Dom Mar 25, 2012 8:02 am




    Helena deixou um suspiro escapar pelos lábios enquanto olhava para o jardim. Estava sentada na varanda de seu confortável chalé em Toulouse, um presente de seu pai, o primeiro depois do reencontro.

    Kairen Dimedenko não estava lá, estava na Dinamarca com Freya Gatemberg, sua atual esposa, estavam a espera do primeiro filho e Helena em breve se juntaria ao casal pois o bebê estava prestes a nascer e Helena não queria perder o nascimento de seu irmão.

    Irmão. Pensar naquela palavra a fez se encolher na confortável poltrona na qual estava sentada, seus olhos varrendo todo o jardim mais uma vez, alcançando às árvores que formavam o bosque que cercava o chalé. Não havia ninguém ali, mas ela aprendera a nunca baixar a guarda.

    A presença mais próxima que sentia era de Isac, seu mordomo, que trazia o chá servido pontualmente às quatro da tarde. O cheiro doce de canela e mel invadiu suas narinas e ela sentiu-se amuada. Mais uma tarde caía e mais uma vez seu dia de espera não trouxera nada além de lembranças e medo. Como uma jovem da era vitoriana esperando seu amado retornar da guerra, Helena não tinha nenhuma notícia de José, passava dias, meses e estava completando o quarto ano reclusa sozinha naquele chalé.

    Ela não se importava, afinal não estava perdendo sua juventude, criaturas como ela não envelheciam, mas ela sabia que se a demora se prolongasse ela teria que sair para buscar José novamente, mesmo que ele não fosse mais o jovem caçador idiota, mesmo que sua alma abrigasse então outro corpo.

    Pensar sobre aquilo fazia seu peito doer, mesmo que não houvesse um coração batendo ali, havia sentimentos que batiam nas lascas do passado e se feriam.

    Depois de tantos crimes era óbvio que Daniel seria caçado pela associação e era ainda mais óbvio quem seria o caçador que se voluntariaria para aquele trabalho: José Lugano.
    Depois de lutar com Yuriev, depois de salvá-la praticamente no último segundo, arriscando a própria vida e a própria alma ao interromper o ritual macabro que Yuriev protagonizava para destruir a alma de Helena e colocar a alma de Elizabeth no lugar, José se prontificara a caçar Daniel.

    Helena sequer tivera tempo de perceber o que acontecia, sequer tivera chance de fazer qualquer coisa por Alice, a alma da humana estava tão fraca que assim que se viu livre do corpo simplesmente desapareceu.

    Apesar de tudo, Helena sentia muito por Alice, afinal a jovem fora apenas vítima de tudo aquilo e depois de tantos anos de convivência Helena a via quase como uma irmã.
    sim, era claro que Helena havia cometido muitos erros enquanto estava no corpo da humana, tantos que culminaram na transformação de Alice por Yuriev, mas Helena sabia que teria que lida com o peso daquele pecado e de todos os erros que havia cometido e ela tentava fazer isso, rezando todos os dias pela alma da humana em seu túmulo no cemitério particular que havia na propriedade. Era um túmulo simbólico, afinal o corpo de Alice não existia mais, mas Helena fizera questão de construir a lápide para velar a jovem e mandara uma carta a seu tutor, explicando da melhor forma possível o porque de tudo.

    O homem já sabia em partes que havia algo de errado com Alice Emi, mas é claro que ficou surpreendido com todas as revelações. à visita a Tiesto fora a última saída de Helena do Chalé na cidade francesa, depois disso ela simplesmente se mantinha reclusa, somente em contato com o pai, em busca de informações sobre José, mas a cada novo mês essas informações tornavam-se escassas e pouco significativas.

    - José... - ela deixou o nome escapar por seus lábios, seus olhos azuis se fechando enquanto seu colo subia a descia lentamente, as longas ondas douradas de seu cabelo caindo por seus ombros nus e sobre o corpete do vestido tomara que caia claro que usava.

    Sempre se vestia e se arrumava com esmero, aguardando o dia em que José viria, em que finalmente poderia tocá-lo com seus lábios e com suas mãos.

    - Caçador idiota... - ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas, mas não chorou, há muitos meses não chorava mais pela ausência, decidira manter a esperança, acreditar que logo o jovem voltaria, que seria felizes depois de tudo. Mesmo achando indigna de tal felicidade, Helena implorava pelo perdão dos céus enquanto o aguardava.

    Ela serviu-se do chá que estava sobre o carrinho, como sempre Isac colocara tudo ali e saíra, sabia que a jovem queria ficar só, Kairen fora delicado explicando a todos os empregados que perdoassem os rompantes de sua filha, que seriam muitos, pois ela estava aflita esperando o noivo que estava em uma "guerra". Não especificara qual nem onde, não interessava aos empregados, mas isso os tornara mais dóceis com Helena.

    - ... - nenhum som escapara mais de seus lábios, ela apenas encarava a xícara fumegante, perdera a vontade de beber ao chá, era o que sempre acontecia quando ela pensava sobre o assunto, quando pensava sobre o caçador bobo que ousara amá-la e fazer promessas estúpidas. Ela devia ter apagado aquilo da mente dele quando fora tempo, ele sequer saberia que a havia conhecido, estaria vivo e talevz casado com Erika Galvéz, talvez tivessem feliz, talvez fosse feliz.

    - Senhorita Dimedenko, temos visita - a voz de Isac quase a fez derramar ao chá, tão imersa estava em suas lembranças, nas lembranças de José indo embora.

    - Recuso - ela respondeu prontamente. Não estava esperando nenhuma visita, seu pai não estava lá. Provavelmente era algum vizinho curioso sobre a jovem e ela não queria receber ninguém, nem por gentileza - Pode dizer que não me encontro, não desejo receber ninguém! - ela disse, seu tom arrogante e desdenhoso de sempre, mas ela logo ouviu burburinhos vindo do corredor, suas empregadas pareciam discutir com o visitante que sequer tivera a educação de esperar o retorno de Isac para dispensá-lo. Quem poderia ser tão ousado?

    Ela respirou fundo, trataria de ela própria dispensar o indesejado visitante, mas assim que o ar encheu seus pulmões e ela reconheceu o aroma do sangue que mais desejava sentiu as pernas amolecerem. Havia ficado pensando tanto em José a ponto de que sua mente transformara suas ilusões em realidade?

    Ela se virou para o corredor, seus olhos ainda não acreditava no que estava vendo. Era claro que aquele não era mais o garoto de quatro anos atrás, como humano o tempo dele não havia parado, corria em questões de instantes se comparado ao dela.

    Seus cabelos castanhos agora estava mais longos, caindo sobre ombros largos, mais largos do que ela se lembrava e seu rosto trazia mais marcas do que havia em seu último encontro. Pelo que o caçador havia passado?

    Não importava, na verdade importava, mas ela sequer conseguia perguntar, sua voz havia sumido completamente enquanto ela se via deslumbrada pelo caçador. Havia se tornado um homem, havia se tornado seu homem.

    - Helena... - o nome escapou e pela primeira vez naqueles longos quatro anos Helena pode ouvir a voz de José, mais grossa, tão quente e sedutora que ela sentiu seus joelhos tremerem.

    Ela levantou-se, trombando na mesinha, quase derrubando o carrinho de chá também, tratando então de dispensar aos empregados, garantido a eles que estava tudo bem, que receberia ao jovem.

    Ela se aproximou, seu nariz empinado e seu ar arrogante enquanto ela encarava ao caçador, embora sua vontade fosse correr e atirar-se nos braços dele, apertá-lo, ter certeza de que estava realmente ali.

    Ela entreabriu os lábios, prestes a dizer alguma coisa, mas não teve tempo pois os braços de José a envolveram. Era claro que ela não aceitaria aquilo, ele ainda lhe devia explicações e ela queria ouvi-las antes de mais nada. Além da saudade, tinha um monte de perguntas, principalmente sobre o destino de seu irmão, afinal ele fora o motivo daquela ausência prolongada.

    Além disso por onde andava? Por que não lhe mandara notícias? Quem ele achava que era para voltar depois de todos aqueles anos e simplesmente abraçá-la como se ela fosse dele? Mas José parecia pouco se importar com tudo aquilo, com todo o teatro de Helena que para ele sempre fora algo inútil.

    Ele parecia fascinado por finalmente tê-la em seus braços, por finalmente poder aspirar seu perfume e tocar seus longos cabelos, por poder envolvê-la e ter certeza de que estava segura.

    Parecia ignorar acima de tudo o perigo que Helena representava para ele. Mesmo sendo um caçador, perante a um puro sangue com a guarda tão baixa, um vampiro que ele sabia que desejava o sangue dele acima de qualquer outra coisa. O que ele estava pesando afinal? Queria morrer?

    Helena desistiu, seus protestos não faziam sentido, estava perdendo tempo, algo que era precioso para José. Ao contrário dela José não teria toda a eternidade e mesmo sabendo que ele voltaria em outro corpo quantos anos isso poderia demorar?

    O coração dele parecia um compasso ditando o ritmo que ela também gostaria de expressar, igualmente o ritmo da respiração dele estava acelerado e isso tornava tudo ainda mais perigoso naquele caso.

    - Eu voltei Helena, como te prometi, para te tomar para mim... - a tom dele, seus olhos sobre os olhos de Helena, tudo aquilo a fez estremecer, um arrepio subindo por seu corpo. Era tão quente e tão forte, era engraçado como um humano podia domar tão facilmente alguém como ela apenas com aquelas poucas palavras. no fundo todos eles eram iguais, humanos e vampiros, tomados e arrebatados por amores que seriam capazes de marcarem toda sua eternidade.

    Ela fechou os olhos por um segundo, sua mente voltando ao tempo, às lembranças do último encontro deles e do renascimento dela. A longa espera, a dor que todo o silêncio causara, toda a solidão.

    - Caçador idiota! - ela sussurrou, abrindo os olhos e encarando os olhos de José, aquele tom de chocolate que ela tanto amava, tão doce e tão sedutor. ele era assim no passado? Ela acreditava que não.

    - Vampirinha esnobe - ele segurou no queixo de Helena, obrigando-a a erguer o rosto, se aproximando e tocando os lábios nos dela.
    Helena hesitou, sua garganta ardendo, seus instintos se acendendo cedo demais, mas ela queria tanto aquilo, ela esperara por tanto tempo que não conseguiu se privar do beijo de José.

    Primeiro seus lábios corresponderam aos dele e depois sua mão passou a explorar seu mais novo território, subindo pelas costas e passando pelos cabelos, alcançando finalmente a nuca de José.

    Ela ofegou, sentindo os braços dele envolverem suas costas, tocarem a parte que o vestido tomara que caia deixava exposta. A pele dele era quente e macia, exatamente como ela imaginara por tantas vezes. Queria aproveitar aquele momento, mas se sentia insegura, afinal aquele corpo nunca havia sido tocado.

    "Talvez esse não seja o melhor momento, talvez eu devesse distraí-lo" - ela pensou, tendo então a idéia de apresentar-lhe antes a casa, talvez ele esquecesse um pouco, talvez ela ganhasse tempo para que ele esquecesse o absurdo.

    "Isac, leve as malas do senhor José para... o meu quarto..." - ela disse na mente do mordomo, sentindo-se queimar de vergonha por dentro, mas o homem certamente entenderia quem era aquele, aquele seria seu novo patrão.

    - Deixou o cabelo crescer? - ela perguntou num tom baixo, sem a costumeira arrogância, falando sobre algo trivial enquanto tentava conter as próprias emoções.
    - Nem sempre dá tempo de cortar cabelo quando se está ansioso em ver quem ama - ele respondeu, sorrindo de um modo que fez todas as tentativas de se acalmar de Helena falharem miseravelmente.

    Ela desviou o olhar dele, assustada com a intensidade do amor que sentia, afinal tanto tempo depois ela achou que já havia se acostumado, que saberia lidar com aquilo.
    Ela parou em frente à porta de um cômodo e explicou onde estavam, do que se tratava, contou-lhe que o chalé era um presente do pai.

    Helena engasgava nas próprias palavras quando José beijava suas mãos, deixando-a ainda mais sem jeito, dando-lhe vontade de lhe dar um tapa para que parasse. Mas é claro que tudo isso era por conta de sua difícil personalidade e o medo de perder o controle, pois tudo o que mais queria era cada um daqueles beijos e que eles nunca terminassem.

    - E seu clã? - ela perguntou, na verdade aquele era o último assunto no qual desejava tocar, mas ela precisava saber se aquela seria uma simples visita ou se ele ficaria ali por mais tempo.

    - Perdi contato. Acho que vão ter um surto daqui uns anos ao saber que o próximo líder será um vampiro - a resposta dele fez Helena arregalar os olhos, o que ele poderia querer dizer com aquilo? - Então futura senhora Lugano? Pronta para adentrar a um clã lendário?

    Entrar num clã? Num clã de caçadores? Helena desviou o olhar dele, sentindo uma pontada de apreenção. Caçadores não eram exatamente seus melhores amigos, embora Helena não houvesse cometido nenhum crime, não em seu próprio corpo. Ela suspirou, não era o momento para se entristecer, além disso, que história era aquela de senhora Lugano? Mal havia chegado e já se sentia assim tão cheio de direitos?

    - Futura senhora Lugano? - ela perguntou erguendo sua fina sobrancelha - Você nem fez o pedido direito! - ela bufou, encarando José com uma expressão endurecida e fechada, como se ela fosse boa demais para um mero humano.

    Ele se ajoelhou e ela revirou os olhos. Que atitude brega era aquela num momento como aquele? Logo ouviu o pedido cheio de gozação e então riu, puxando a mão de volta, ele continuava a ser o mesmo idiota de anos atrás, bem que diziam que homens só cresciam no tamanho, mas era assim que ela o amava, então não teria a mínima importância.

    Ela ia replicar, talvez até lhe desse um chute. Não teve tempo de fazer qualquer coisa, talvez as malas ao lado da cama tivesse indicado que aquele seria o quarto deles, pois assim que passaram pelo batente da porta o beijo de José tornou-se ardente, invadindo Helena e deixando-a sem escapatória. Ela tentaria argumentar, tentaria dizer que era perigoso, mas ela mal conseguia pensar.

    Suas costas estavam comprimidas contra o batente da porta cerrada, sentia-se tão frágil perante a audácia do humano, tão pequena dentro dos braços de seu homem que tudo o que podia fazer era deixar-se levar, seguir seus instintos. Era tão diferente quando estava n corpo de Alice afinal as sensações não eram tão profundas, além disso ela nunca amara nenhum daqueles homens que a possuíram no passado, mas com José tudo era diferente.

    Ela sentiu as mãos dele nos lacinhos que prendiam seu vestido, descendo então para os botões de pérola, deixando-a ansiosa, deixando-a aquecida, era como se o sangue corresse em suas veias novamente.

    - Eu te amo Helena... - o sussurro dele quase a fez cair de joelhos e ela se segurou em seus ombros. Outro beijo, e agora o calor que corria por seu corpo castigava sua garganta. A sede pelo sangue de José, pelo aroma que invadia o quarto, se espalhando mais a cada nova batida de coração dele, estava quase enlouquecendo Helena. Ela sentia as presas doerem, o gosto doce do veneno se misturava ao beijo.

    - Eu também te amo Yossê - ela respondeu tão baixo que achava que ele não teria ouvido, mas o que ele disse em seguida confirmou ao contrário.

    - Me deixe tomar você para mim... - ele sussurrou ao ouvido dela e Helena fechou os olhos. Um segundo e uma decisão que mudaria a eternidade dela foi tomada. Ela esperara por aquele momento por toda sua vida, quando seu príncipe viria num cavalo e a levaria, resgataria das mãos de Yuriev, resgataria de seu triste passado cercado por morte e dor e ele viera, não num cavalo e não era nenhum príncipe. Apenas um garoto, um caçador de vampiros, o mais precioso para ela.

    As mãos dela avançaram para o casaco gasto dele, tirando-o, sentindo-o pressionar seu corpo contra o dela. Ele estava mais forte, não havia como negar e ela estava ansiosa por sentir cada parte dele por inteiro, por tocar, beijar, por marcá-lo como dela.

    Em sua ansiedade ela o empurrou em direção a cama, seus lábios sempre presos aos dele, sempre buscando o beijo dele, temia que se os afastasse para seu pescoço não tivesse chance de dar-lhe amor ao invés de dor.

    Ele sentou-se e ela apressou-se em sentar-se em seu colo, surpreendendo-se com a própria ousadia, mas senti-lo por completo era o único pensamento que tinha em mente, era seu único desejo, mesmo que fosse o último.

    Em resposta a ousadia de seu desejo, José tocou seu colo com os lábios, subindo lentamente para seu pescoço. Helena inclinou a cabeça para trás, as mãos apertando e arranhando os ombros de José, seus olhos acendendo enquanto sua garganta ardia terrivelmente.

    Ela deixou as mãos subirem e enroscarem-se nos cabelos dele, longos, macios, ela não resistiu a puxá-los levemente enquanto aproximava mais seu corpo do corpo dele, as pernas apertando-se mais contra as pernas dele.

    Ela gemeu baixinho ao sentir as mãos dele descobrirem seu corpo, tocarem suas coxas, deslizarem e descobri-la, deixando-a ansiosa pelo momento em que ele tiraria seu vestido.

    Ainda assim José era tão carinho, tão diferente de qualquer outro. Seus toques não a invadiam, mas a excitavam, não a feriam, eram carícias que a faziam desejar por mais. Ele nunca precisaria forçá-la a fingir que o amava, que estava entregue, porque ela realmente estava entregue.

    Outro gemido, seguido de um suspiro e agora as mãos dela puxavam a camisa que ele usava, suas mãos logo dando lugar as dele e ela pode então admirar o corpo definido, seus dedos correndo pelas finas linhas sobre a pele dele, sobre seu peito.

    "Ah José..." - ela mordeu o lábio. Adoraria arranhá-lo, enchê-lo de suas próprias cicatrizes, mas ele ainda era humano, ela teria que se controlar.

    Era fácil pensar naquilo, mas era difícil fazer. Ela deixou as unhas deslizarem pela pele, linhas vermelhas demarcando o corpo dele como seu território.

    Ela tentava fazer aquilo suavemente, mas suas unhas eram afiadas, próprias para a luta e não para o amor e o sangue que verteu do pequeno corte quase fez Helena perder o controle e avançar, seus olhos vermelhos denunciavam o desejo que sentia por aquele sangue que para ela era o único que a satisfazia.

    Sem coragem de encará-lo, cedendo aos próprios instintos ela se inclinou sobre ele, sua língua tocando a pele quente, suas presas ainda mais doloridas, pedindo por ele. Esperava que ele não se assustasse, mas aquele era o jeito de um vampiro amar. Tudo tão cercado de sangue e dor e tão intenso que somente um amor eterno poderia compreender.

    Ela deixou seus lábios percorrerem o tronco dele, imaginando a revolução que aquilo faria nele, sentindo vontade de ousar mais, de prová-lo mais, mas não faria isso, mesmo ao ouvir o gemido dele. Era preciso mais tempo e mais confiança para certas atitudes.

    Ele certamente havia enlouquecido com os toques dela pois agora a atirava na cama, não sem antes despir a parte de cima de seu vestido, um pensamento brincalhão passando pela cabeça oca do jovem. Somente ele para pensar que ela se vestira daquele modo de propósito, sem sutiã, adivinhando que ele vinha.

    De certa forma era verdade, não havia adivinhado, mas sempre se arrumava para ele, esperando ele. Mesmo assim ela ergueu uma sobrancelha, encarando-o surpresa com a ousadia, mas ele sorriu e ela se viu retribuindo antes mesmo dele pedir desculpas.

    Seu sorriso, ela sequer imaginou o quanto o simples fato de sorrir poderia mexer com o desejo do caçador, mas isso ficou claro pelo modo como ela o beijou, tanto desejo que até mesmo parecia ter se esquecido que as presas dela poderiam feri-lo. Mas ela também havia se esquecido, ela só queria sentir por completo o homem que amava e tê-lo sobre ela era simplesmente a melhor sensação do mundo.

    Ela ofegou ao sentir a mão quente envolver seu seio, a pele áspera da mão do caçador contrastava imensamente com a maciez do colo da vampira, a pele branca com um suave aroma agora se aquecia sobe o toque dele. A sensação de prazer parecia deixá-la zonza, exatamente como os humanos se sentiam quando os vampiros estavam por perto. Não deveria ser ao contrário então? Não, não deveria, porque José também parecia sentir o mesmo prazer que ela.

    Outro gemido, José descia os lábios por seu pescoço, fazendo-a inclinar a cabeça para trás, fazendo-a se arrepiar e apertar as pernas em torno dele, sua mente vagando entre a realidade e os sonhos que construira em torno daquele momento, mal percebendo que José havia retirado seu vestido.

    Como se uma onda de choque a despertasse ela percebeu que ambos estavam nus, que o momento de se entregar estava mais próximo. Todos os temores sobre seus instintos voltaram, misturados com uma timidez que ela nunca sentira antes. Tentou cobrir o corpo com as mãos, cruzando as pernas, os olhos azuis desviando-se do caçador.

    Ele a olhava de lado, parecia tão constrangido quanto ela e o que disse em seguida a teria feito rir em qualquer outro momento, mas não naquele.

    - Eu admito, não sei bem o que fazer agora - a voz dele saiu baixa e cortada, a timidez também o havia invadido.

    - Eu posso... acabar transformando você - Helena revelou seu maior temor, talvez maior do que o medo de se entregar porque no fundo não era medo, estar com ele era o que mais desejara durante aqueles longos quatro anos - Não quero te machucar... - machucar não era a palavra certa, mas sim matar. Helena temia que na sede de seu amor guardado por tantos anos ela simplesmente perdesse o controle e não conseguisse parar de beber o sangue dele.

    -Acho que quem vai acabar machucando alguém... sou eu... – ele conseguiu enfim olhar ela nos olhos, se aproximando, tocando no rosto dela. – Eu sou seu, Helena... Se me transformar... apenas me dará chance de viver muitos anos com você...

    Ela ofegou com o simples toque em seu rosto, seus olhos fixos nos dele deixavam claro todos os temores que tinha. Tão imprudente em sua humanidade, José não sabia do que estava falando. Ele aceitaria se tornar um monstro apenas para amá-la por mais tempo?

    As perguntas dela se calaram com o novo beijo dele, ainda mais cheio de desejo, ainda mais urgente. As presas dela acabariam por feri-lo se ele continuasse tão descuidado.
    As mãos dele corriam por seu corpo, explorando cada recanto, fazendo o desejo em Helena crescer. Tão grandes, quentes e ásperas contra sua pele, ela nunca imaginara o quanto o desejava e ao mesmo tempo o quanto ele era dela. A vontade de mordê-lo cresceu ainda mais com os toques dele por seu corpo.

    Os longos dedos a tocaram, fazendo-a gemer alto, fazendo Helena se sentir ainda mais tímida por aquele som que escapou. Estava perdendo o controle e ele sequer havia começado, mas ela sentia contra suas coxas que ele estava pronto para penetrá-la, para sentir ela o envolvendo.

    Os beijos dele desceram para o pescoço dela e os olhos de Helena se acenderam, afinal aquele era o ponto mais sensível em um vampiro. Ela gemeu mais uma vez, baixo, tímida e contida, ainda mais por senti-lo tão próximo, por sentir que seria dele naquele momento.

    - Por favor... - ela pediu, quase implorando, num sussurro baixo e cheio de desejo. O que ele estava esperando? Ele não iria machucá-la.

    Helena apertou as mãos dele que seguravam a dela contra a cama, era melhor assim, não correria o risco de arranhá-lo e feri-lo mais. Seu corpo arqueou quando ela sentiu José penetrando-a, quando ouviu o gemido dele em seu ouvido. A dor subiu por seu corpo junto a onda de prazer e mais uma vez ela apertou as mãos dele, gemendo baixinho, um misto de dor e de desejo. Mesmo que doesse ela queria que ele fosse até o fim, ao menos uma vez ela queria pertencer a ele.

    Ele a penetrava aos poucos, fazendo-a estremecer, fazendo seu corpo aceita-lo e desejar por mais, ela queria envolve-lo por completo, mesmo que doesse, mesmo que ele a rasgasse ao meio, ela não se importaria.

    Ele a encarou e ela deixou seus olhos azuis se aprofundarem na imensidão do olhar dele. Sua respiração batia contra o rosto de José, ruidosa, pesada, como se pedisse para ele continuar. Será que ele havia desistido?

    Não, ele não desistiu, era um ponto onde não se podia parar e aos poucos ele começou a se mover dentro dela, guiado por seus próprios instintos. Ainda assim ele continuava a ser gentil, movendo-se lentamente, beijando seu rosto, seus lábios, certamente ele queria deixar claro que não fazia aquilo apenas por desejo, mas por verdadeiramente amá-la. Era loucura, mas era a loucura mais doce e intensa que Helena provara e seu corpo todo deixava claro aquilo. Seus gemidos, suas mãos apertando as mãos dele, suas pernas o envolvendo.

    Assim que seu viram livres as mãos de Helena envolveram o corpo de José, puxando-o para si, sua mente mesclando o desejo com o ciúme. Será que ele era só dela? a partir de agora seria, em total exclusividade. Talvez transformá-lo não fosse algo ruim, assim ele sempre estaria preso a ela.

    Era um pensamento bobo e infantil, mas assim era Helena, uma menininha insegura vivendo dentro do corpo de uma mulher, alguém que havia perdido tudo e agora conseguia recuperar. Ao contrário do que muitos vampiros julgavam ela não era a cortesã de luxo de Yuriev, não odiava humanos, pelo contrário, se arriscara muitas vezes para salva-los, principalmente do próprio Yuriev.

    Os movimentos de José intensificaram, cortando aquela linha de raciocínio, deixando-a totalmente entregue a sensação de recebê-lo, de senti-lo cada vez mais intenso. Seus gemidos eram baixos, cheios de desejo e seu corpo estava cada vez mais próximo ao ponto máximo do prazer. Ela não queria, havia sido rápido demais, ela queria senti-lo por mais tempo.

    O abraço de José se tornou mais forte, prendendo-a, juntando-a a cada linha do corpo perfeito de homem, juntando sua pele a pele quente e suada dele. Ela fechou os olhos, sentindo-o completamente dentro dela, ainda mais do que no início, sentindo o cheiro dele se espalhar ao seu redor.

    Ela virou o rosto em direção a ele, seus cabelos loiros colados à bochecha suada do caçador. Ela os afastou com a mão e então deixou seus dedos se enroscarem nos cabelos dele, virando gentilmente seu rosto, ou melhor, o mais gentilmente que pode naquele momento.

    O desejo dele agora a preenchia e ela não conseguia mais conter seus próprios instintos, seu próprio desejo de fazê-lo seu a sua forma. AS presas fincaram na pele de José e ela gemeu, chegando então ao máximo do prazer ao sentir o gosto do sangue de José. Ela já o conhecia claro, mas senti-lo em seu próprio corpo foi como beber da própria vida. Nem mesmo outro puro sangue teria um sangue tão maravilhoso quanto o sangue de José.

    Longos goles desciam pela garganta de Helena, os dois chegando ao clímax no mesmo instante, completando a paixão de ambos.

    Ela sentiu o peso de José aumentar sobre seu corpo, era melhor parar de sugar o sangue dele.

    Helena lambera o ferimento, para cicatrizá-lo, lambendo os próprios lábios para sorver cada gota ainda ali, encarando José e o vendo sorrir, sorrindo sem jeito, mordendo então ao próprio pulso. Ela não queria transformá-lo no primeiro momento, temia que ele não suportasse a vida na escuridão, mas era tarde demais para reverter o que havia começado, seu veneno agora corria nas veias dele e se ela não lhe desse sangue ele poderia morrer.

    Helena estendeu o pulso para ele, seus olhos baixos, como se pedisse desculpas novamente, mas os lábios dele logo começaram a sugar seu sangue, fazendo-a gemer novamente, ainda envolta nas sensações do que haviam feito.

    - Logo vai poder sentir - ela disse ao ler o pensamento dele, estava aborrecido por não poder sentir o gosto do sangue dela, nada além do gosto férrico, mas ele logo saberia o sabor intenso que tinha, ainda mais quando ela o amava tanto. Ela acariciou os cabelos dele enquanto ele bebia. Depois ele se afastou dela, separando-se, beijando-a e fazendo-a arfar ao sentir o gosto do sangue dela e do dele misturados. Num futuro próximo isso também o enlouqueceria.

    Helena aninhou-se ao corpo dele, suspirando, um sorriso doce em seus lábios. Ela esperara tanto por aquele momento, ainda não podia acreditar que não se tratava de um sonho. Eles agora eram iguais, partilhariam a eternidade juntos e ele deixara sua própria humanidade para se unir por completo a ela.

    - Senti o cheiro de Daniel numa de suas malas... - ela murmurou, a única coisa que a preocupava era o retorno do irmão, mas José a beijou na testa e a tranqüilizou.
    - Se não fosse eu outro faria. Eu o escolhi, eu tinha que vingar o que ele fez com você - o olhar de Helena perdeu-se nas paredes do quarto quando ele confirmou que Daniel estava morto. Ela sentia muito pelo irmão, o admirava apesar dos pesares, afinal tinham o mesmo sangue - Me perdoa?

    Era claro que ela o perdoava. Daniel escolhera seu final. Se ele morreu foi por conta de suas escolhas e não por culpa de José, Helena jamais o culparia.
    -Eu aceito... Uma vampira sangue-puro casada com um chileno apaixonado por futebol e guitarra - ela respondeu então a pergunta que ele lhe fizera no corredor, revirando os olhos como se fizesse um favor para ele.

    Ele riu e Helena sentiu-se derreter nos braços dele, protegida, a salvo, pela primeira vez em muitos séculos.

    Acalentada pela respiração dele e por seu calor, Helena adormeceu nos braços de seu maior pecado. Sabia que teria que prestar contas por tê-lo transformado, mas sabia que fora uma escolha dos dois, então caminhar pelas sombras da escuridão não seria tão terrível como antes.

    ~ eu te amo... - ela murmurou, inconsciente, abraçada a seu único e verdadeiro amor. Nem Yan Yuriev, nem Daniel, nem nenhum outro poderia roubar a felicidade dela novamente.

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Re: My love is my sin - Pt II - One Shot - Pg 18

Mensagem por Arisu em Dom Mar 25, 2012 12:02 pm

*todas emoza*

o lado da helena tah mto mais bonito e mió q o meu!!! ç.ç lindo, lindo, lindo ç.ç

Loloh como sempre mostrando o talento q tem >o<




Hey, you can laugh. Hey, you can cry
Hey, you can get angry. You can love me
Hey, You can kiss me. Hey, you can hould me
Hey, You can make me yours only

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