~.: Tarot - O oráculo da noite eterna:.~ Darkfic/Songfic/ PG- 17

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~.: Tarot - O oráculo da noite eterna:.~ Darkfic/Songfic/ PG- 17

Mensagem por Makie em Qui Mar 29, 2012 1:39 pm




Darkfic/Songfic/ PG- 17

~Tarot~
O oráculo da noite eterna.

Prologo: 5 de ouros- Desconforto: Neste momento, você se sente oprimido pelas dificuldades. Você também se sente sozinho e não amado.


“I push my fingers into my...
Eyes it's the only thing that slowly stops the ache
But it's made of all the things I have to take
Jesus it never ends, to push its way inside
If the pain goes on...”
[Duality- Slipknot]
O que fazer quando se descobre um mundo completamente novo? Seria este imaginário? Ou apenas algo que a maioria das pessoas não conseguem perceber? Estas duvidas rodavam em minha mente constantemente, talvez pelo fato de que desde que me entendo por gente, estas coisas eram ditas como irreais, mas como dizer isso num momento como este, quando o dito “irreal” está parado bem na minha frente olhando para mim?
Quando tudo isso começou, bem eu não sei ao certo como afirmar por que isso não se começa como um jogo no qual você decide participar... Talvez seja mais como um destino onde não se tem possibilidade de escapar, se parar para pensar, talvez tenha nascido com isso já, os dito “amigos imaginários” nada mais são do que estes seres “irreais”, eu sempre tive um quando criança, este sempre estava ao meu lado quando estava sozinha, me consolava em momentos tristes, estava presente nos momentos felizes... Sempre me observando quando brincava com outras crianças, e com o tempo comecei a esquecê-lo... Talvez vendo que não havia mais a necessidade de me proteger, apenas partiu sem se despedir e então sem causar dor ou tristeza apenas fui me esquecendo, quando dei por mim, já não estava mais a minha volta.

A criança então cresce e então os filmes de terror te ensinam que tudo não passar de imaginação, que tudo isso é falso, fruto da imaginação de algum alcoólatra, onde em seus poucos momentos de sobriedade tem alucinações com seres malignos que tentam a todo o momento arrancar sua cabeça, entre o desespero da abstinência e a sensação que todos a sua volta o julgam e o perseguem, mas seria isso uma verdade? Tudo isso seria uma alucinação?

Quando então a criança se torna um adolescente, acha que o mundo não pode lhe ferir, como queria que isso fosse uma verdade, talvez pelo fato de achar que somos imortais, mas pensando bem... talvez sejamos mesmo, mas apenas em espirito, pois este corpo, como qualquer outra coisa viva tem seu prazo de validade, e quando este espira, não adianta apelar para nada, apenas temos que contar com a sorte de deteriorar antes do tempo, seria o homem um ser tão frio a ponto de simplesmente descartar o outro de maneira cruel na solidão? Sim, eu creio que sim, não apenas pelo fato que a herança de seus ancestrais é deixar para traz os velhos e os doentes como todo e qualquer outro animal está apenas reagindo ao nosso instinto de sobrevivência mais primitivo, e tudo isso acompanhando por uma educação consumista, onde o novo é o melhor e o velho deve ser descartada, sério, nenhuma alusão ao modo comunista de vida, até por que sou uma consumista e capitalista, e gosto disso, não vou tentar levantar bandeira nenhuma e falar coisas boas de lado algum, por que isso seria hipocrisia de minha parte, e de hipocrisia, já pasta o que vemos por ai, uma coisa que também acho hipocrisia, é o fato do homem como um bicho estupido (isso também me inclui, afinal também sou um ser humano, e isso nem é falsa modéstia ou tentativa de ser humilde, eu faço besteiras e erro como qualquer outro, não sou a dona da verdade, mas tento sempre descobrir alguma verdade, afinal a verdade não é única) quando uma pessoa não conhece, apenas agride, menospreza e faz piadas sobre o que não conhece, mas quem consegue olhar profundamente para estas pessoas consegue perceber o medo delas, mas isso é normal, é apenas uma tentativa da pessoa se proteger do mundo a sua volta, como dito antes, apenas uma reação mais primitiva do seu instinto de sobrevivência, talvez este instinto não me fizesse enxergar a realidade ou o simples fato do desconhecido me fazia tremer de medo, e por muito tempo este medo fez meus ouvidos se taparem para aqueles que gritavam por auxilio, mas por que me distanciei por tanto tempo? Essa é uma pergunta que não sei responder......

Quando comecei a enxergar este mundo? Bem, acho que nunca o deixei de enxergar, apenas não o diferenciava me iludia para que o medo não tomasse conta de mim, não isso não é uma história de terror, talvez alguém sinta medo, ou alguém comece a rir igual a mim no meio do filme do exorcista, isso varia com a compreensão sobre os fatos de cada pessoa. Bem eu sempre tenho a mania de andar ouvindo alguma musica, principalmente as minhas favoritas, ou as que estou com vontade de escutar por conta do meu humor, assim eu consigo ignorar sons alheios que me irritam no meio de minha trajetória, mas no dia, eu estava esperando uma pessoa, uma não, no caso duas, iriamos nos encontrar para um almoço até que então, passando em frente a uma livraria, algo me chamou a atenção, olhei para os lados, devia ser apenas impressão minha, algo parecia me chamar, mas o que? Olhei para os lados, mas nenhuma pessoa se quer olhava em minha direção, então uma voz soou dentro de minha cabeça, por um instante imaginei “estou ficando louca” e então aumentei o volume da musica (que não era nem um pouco leve) para abafar estes pensamentos estranhos, até que então a voz soava novamente me dizendo “ aqui em baixo, olhe para mim!”, neste instante percebi que minha vida mudaria por completo, quando me deparo que ao meu lado havia uma livraria, e o que me chamava a atenção era um livro, eu ri para mim mesma e pensei “ definitivamente, eu estou perdendo a sanidade” mas entre as risadas de que aquilo não passava de um fruto da minha imaginação, procurava entre os livros de culinária, medicina e alguns de histórias fantasiosas, por algum motivo me agachei, normalmente quando olhamos os livros pela vitrine, olhamos por alto, mas como minhas companhias estavam atrasadas eu então me agachei, a voz então soou novamente em minha cabeça dizendo” sim, sou eu mesmo, você poderia me levar consigo?” eu ainda sem entender quem falava comigo olhei até o final daquela estante, envolvido por uma caixa de cor escuro seu nome estava escrito em vermelho acompanhado com uns dizeres, senti então um arrepio percorrer minha nuca e então com a mão espalmada no vidro da vitrine, li para mim a chamada daquele livro:

- tarô, o oraculo da noite eterna -Eu ri para mim mesma, sim eu estava ficando louca, mas algo dentro de mim me pedia para que eu o comprasse, e então pensei comigo mesma “não tenho dinheiro, afinal, ainda irei almoçar, bem, quem sabe outro dia não o compre?” sorri do que eu havia pensado, mas então apenas o silencio ecoava em minha cabeça, não demorava muito e minhas companhias chegavam me perguntando o que eu fazia ali agachada olhando os livros, eu sorri e balancei a cabeça negativamente, dizendo que não era nada, e então que podíamos seguir para o nosso caminho, afinal, aquilo era um almoço entre amigos, e eu apenas olhava os enquanto os esperava, todos sorriram daquilo, eu senti então que seus sorrisos eram gélidos, e pela primeira vez estranhei este fato, mas decidi prosseguir, o almoço transcorreu como qualquer outro, comemos, conversamos, mas aquele livro não havia me saído da cabeça, seria apenas minha imaginação? Sim, deveria ser não havia outro motivo para que alguma voz falasse dentro de minha cabeça comigo, mas a imagem daquele livro não me saia da cabeça, o encontro então terminava, mas aquele fato ainda me perturbava, afinal não tinha dinheiro, para compra-lo, deveria então apenas me conformar com o fato e esquecer, então voltei para casa, e resolvi ligar o computador e ouvir alguma musica, enquanto debatia sobre alguma bobagem em alguma rede social, por algum motivo estranho catei todas as economias que tinha a mão, e então percebi que tinha quase todo o dinheiro necessário para comprar o livro, dei um sorriso amarelo, e resolvi guardar todo o dinheiro na carteira, alguns dias se passaram depois daquele evento, e eu simplesmente havia me esquecido do livro, ao menos havia pensado assim.

Por algum tipo de ironia do destino, me vi obrigada a passar novamente em frente aquela livraria, ri de mim mesma e então olhei par ao lugar onde pensei que o livro estaria, e bem, ali estava ele, eu tinha apenas que fazer a troca de um produto em uma loja próxima, resolvi então deixar aquilo de lado e resolvi fazer o meu serviço, bem, havia me sobrado um dinheiro, eu fui então até a livraria, e o livro estava lá intacto, desta vez não me dizia nada, eu estranhei o fato de que sem perceber havia me agachado para contemplar o livro, e então só me dei conta daquilo, quando um dos empregados da livraria, havia me chamado a atenção, me perguntando se estava interessada no livro, sorri um pouco constrangida pela forma que estava e então me ergui, caminhei com o funcionário para o interior da livraria, olhei então para a infinidade de livros em suas estantes e nos mostruários, a livraria não vendia apenas livros para estudos e histórias, mas também vários artigos esotéricos para todos os gostos. Eu então não conseguia parar de imaginar aquele livro, e então me dirigi ao funcionário dizendo:

- poderia me mostrar.... O livro que está ali na vitrine, um de tarô?- o funcionário parou e pensou me indaguei, se realmente aquele livro estava mesmo ali ou era apenas a minha imaginação, o funcionário então foi ao lado de fora, de acordo com as coordenadas que eu havia descrito e então sorriu quando o encontrou e então foi até o depósito e me trouxe um igual a aquele da vitrine, eu olhei para a caixa que envolvia o livro e senti algo, era estranho, eu então pensei comigo “o livro é este, mas não é exatamente este que eu quero”, senti meu rosto começar a ruborescer, pelo ar gelado que ia de encontro as maçãs de meu rosto, então constrangida olhei para os lados, percebendo então que a loja estava relativamente vazia eu então tomei um pouco de folego (e coragem), olhei para o rosto do funcionário e então pedi delicadamente:

-ah, com licença, mas poderia me dar aquele ali que está na vitrine?- o vendedor sem entender apenas riu e se dirigiu ate a parte de traz da vitrine enquanto eu o acompanhava
- eu não vejo diferença alguma, mas já que você quer tudo bem. - disse o vendedor que começava a se agachar e a retirar os livros que o escondiam, e por fim, se sentando no chão e puxando o tal livro que havia pedido, então dei o outro livro para ele, enquanto guardava aquele junto ao meu peito, senti algo diferente, senti como se me aquecesse, como se me completasse, diferente do primeiro, este não me machucava, parecia mais como um pequeno filhote abandonado que se aninhava junto a mim, eu sorri com aquilo, e como não sorrir, era estranha a sensação, parecia um ser vivo, se não passasse de meras cartas, ou assim eu imaginava no começo....

A minha primeira reação foi querer abrir o pacote assim que sai da loja, mas algo me dizia que ainda não devia abrir, preferi então guardar dentro da mochila que levava nas costas e seguir caminho, como achei aquilo muito engraçado no inicio eu apenas segui caminho, até bater um sentimento de culpa, de que havia gasto meu dinheiro em algo inútil, então comecei a sentir um leve desespero por aquilo, afinal, não havia sido nada barato, mas então a voz que eu havia ouvido outro dia voltou a ecoar em minha mente, me confortando, e por algum motivo, eu soube que havia feito à escolha certa.

A questão agora era, como cuidar de um tarô? Eu pensei ”ah, é um monte de carta, o deixarei dentro do meu armário e então quando der vontade olharei para ele e aprenderei a mexer”, foi um grande engano, mau havia dado os primeiros passos entre outras lojas e a primeira na qual eu havia parado(que por acaso é uma loja de artigos esotéricos, mas que vende um suco de soja delicioso), senti um impulso em ir até a seção de artigos exotéricos, chegando lá encontrei algumas pedras, mas nenhuma que eu realmente queria, “eu querendo pedras?” logo pensei “é bobagem” então uma voz ecoava em minha mente “tem que ser vermelha, tão vermelha quanto o sangue, quero uma assim para mim!”, eu me assustei um pouco com isso, como a voz me dizia que tinha que ser vermelha como o sangue, uma voz masculina que ecoava dentro de mim, mas não pertencia a ninguém que eu conhecesse, como não havia pedra ali, encontrei um incenso na qual havia me apaixonado, eu então sorri ao sentir seu aroma cativante, e vendo que me sobravam alguns trocados resolvi levar junto com meu suco, assim que paguei o joguei dentro da mochila e então com os fones de ouvido, sai cantarolando alguma musica que tocava na hora, e me dirigi até o meu destino final, afinal não iria nem tão cedo para casa, e nem tão cedo abriria o meu novo “livro” e companheiro que de alguma forma, preenchia alguns vazios do meu peito, era o inicio de um novo caminho cheio de possibilidades, as quais eu nunca imaginara antes....



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Re: ~.: Tarot - O oráculo da noite eterna:.~ Darkfic/Songfic/ PG- 17

Mensagem por Makie em Qui Abr 05, 2012 8:45 pm

Capitulo 1: Ás de Paus- um começo: um novo projeto nasce graças ao seu comprometimento e determinação. Seus esforços serão recompensados.

(...)”And the rain will kill us all.
Throw ourselves against the wall.
But no-one else can see.
The preservation of the martyr in me.”(…)
[musica: Psychosocial- Slipknot]
Ao chegar em casa, depois de um dia exaustivo, joguei minha mochila sobre a cama enquanto eu me escorava na parede, empurrando com a ponta do pé o calcanhar do All star que usava, até que meu pé saísse daquele pequeno aperto, fim o mesmo com o outro os posicionando próximo a porta, bem ao canto para que ninguém tropeçasse neles e então me encaminhei até a cozinha em busca de um copo gelado d’água, o dia fora cansativo, uma entrega, e mais algumas comprinhas pelo meio do caminho, seria mais fácil se eu houvesse ao menos encontrado a bendita pedra, mas tantos minutos de caminhada foram jogados fora, pois não havia encontrado nenhuma que se encaixasse no requisito.
- Um rubi quem sabe? – sim a ideia do rubi parecia bem satisfatória, mas como eu arranjaria um rubi? Preferi abandonar a ideia enquanto coçava a cabeça procurando uma garrafa cheia com a porta da geladeira aberta, mania? Talvez, mas apenas precisava pensar como resolveria aquele enigma, que tipo de pedra era aquela? Resolvi afinal pesquisar na internet algo relacionado a isso, “pedra de sangue” ou “blood Stone” apenas imagens de sangue, pedras sujas de sangue, pedras vermelhas, corações humanos, mas nada daquilo parecia fazer sentido para mim, o que diabos era uma pedra dão vermelha quanto o sangue?

“o seu coração”- aquela voz ecoou novamente dentro de minha mente, e eu me assustei terrivelmente ao ouvir aquilo, olhei para os lados à procura da fonte daquela voz, poderia ser mesmo aquele monte de cartas? Olhei feio para a mochila jogada sobre a cama, ainda era de tarde, mas o dia estava um pouco chuvoso e bem escuro, mesmo assim tratei de fechar as cortinas e comecei a abrir a mochila, apenas com a luz do monitor de meu computador acesa seria o suficiente para iluminar o lugar. Mal havia aberto a mochila e um delicado aroma de rosas vermelhas perfumava o lugar, ele marcava presença, esse era o seu cheiro. Peguei a caixa cuidadosamente com as mãos, o medo queria me fazer fraquejar e devolver o produto, mas apenas o engoli junto com minha saliva e rasguei com a ponta da unha a capa plástica protetora ao redor do box. A pequena caixa estava livre por fim, abri o pacote e então dois objetos tocaram a minha mão, um livro, com uma gravura igual ao box, ilustrado e explicando o significado de cada carta e como realizar alguns tipos de jogos, e o outro objeto era um bolo de cartas enroladas juntas por uma larga tira de papel. Meus olhos pareciam não entender aquilo direito, mas agora não tinha mais volta, o produto estava aberto, não poderia trocar por outro e nem mesmo queria isso.

Uma breve risada ecoava novamente em meus pensamentos enquanto eu olhava ao redor do meu quarto e por um instante não havia nada, coloquei o livro intacto sobre a mesa e procurei algum local para guardar as cartas, mas não havia nada de especial além de uma velha bandana de uma banda de rock na qual eu sou fã. Comecei a ver o desenho de cada uma das cartas e então para o meu espanto de medo a carta “o Enforcado” estava de cabeça para baixo, a imagem não era uma das mais bonitas, mas relevei, continuei a olhar as demais cartas com belos traços de desenho, porém a carta do enforcado era a única que havia aparecido de cabeça para baixo, mas o que ela significava afinal?

-“XII- O Enforcado-uma nova visão: o passado não existe mais, o futuro está por vir. O presente é uma dádiva. Com esse conhecimento, você agora é capaz de aproveitar a sua vida de maneira plena, dando a cada coisa o seu devido valor”. – pude sentir cada pelo de meu corpo se arrepiar enquanto lia aqueles dizeres do pequeno livro afinal o que diabos aquilo significava?
“- normalmente, apenas significa o contrario do significado original, mas desta vez, o seu significado primário é o correto” - eu de fato devia estar ficando louca, quando então algo se movia a minha frente, quando então ergo o olhar, eis que me deparo com a figura de um belo homem, alto, talvez com seus dois metros de altura ou mais, longos cabelos cor de mogno, seus olhos verdes mesclado com o âmbar, uma pele tão alva quanto... bem não saberia comparar, pois vezes parecia ser pálido como a lua, outrora era apenas branco como eu realmente era algo de definir, ele se curvou formalmente para mim, e então seus lábios começaram a se mover.
“- Mestra, permita que me apresente me chamo Radamés, sou o espirito deste tarô”- ainda incrédula apenas olhei para aquela forma etérea perante a mim, que me observava com certa paciência, enquanto meu olhar temeroso percorria por seu corpo de cima a baixo, tentando entender o porquê daquilo.

- ora, você é apenas um amontoado de cartas industrializadas, feita por alguma editora com maquinas, como poderia ter uma espirito?- o indaguei, mesmo sabendo que aquilo tudo era uma loucura, mas ele apenas me olhou calmamente, quase como se pudesse enxergar a minha alma através de meus olhos.
“-tens razão, não passo de um bando de cartas industrializada mas... como poderia te explicar? Todas as coisas tem uma razão um proposito para existirem, ate mesmo eu quanto um lápis, é muito complicado de explicar, apenas entenda que, pelo significado de cada carta, de cada jogo e de cada gravura, cada parte ganha um significado.... e quando somos reconhecidos pelo o que somos, e não por um objeto qualquer, temos a capacidade de evoluir mais e mais... Um exemplo clássico é que os samurais acreditavam no espirito de suas espadas, por isso as nomeavam, dizendo que assim, elas se tornavam um só com o manipulador... bem a teoria é essa a pratica é um pouco diferente mas não vamos entrar em detalhes, creio que isso seja o suficiente.”- o homem deu um sorriso tão sereno que meus olhos arregalados de espanto, se suavizaram lentamente tentando processar a informação, parecia a coisa mais absurda do mundo, mas como não acreditar ele estava ali, na minha frente.

- então quer dizer que, você é um guardião de um baralho de cartas e ponto?- a explicação foi um tanto quanto absurda, era difícil demais para compreender, e pelo o que parecia eu não entenderia tudo de uma vez, principalmente de primeira, ele pareceu apenas sorrir e então fez um gesto com a mão, a erguendo da altura da cintura até a altura do ombro, compreendi que era para me levantar e então o fiz, ainda fronte a aquele ser, ele apenas se aproximou de mim, tentando tocar o meu rosto, porém ele era constituído de energia etérea e tudo que senti foi um toque gentil e frio sobre meu rosto.

“- compreenda minha criança, isso é mais difícil de explicar de maneira simples.... não há uma resposta simples que você possa aceitar, a verdade é que sou um espirito preso neste baralho, de uma forma que até mesmo eu desconheço, não sei de onde vim, se tive uma vida antes ou não, tudo que sei é que despertei com a sua presença no momento que te senti ali parada próximo a mim. É a primeira memoria que tenho de minha vida...”- ele então estendeu sua mão para que eu a pegasse, era ridículo, mas era algo que ele esperava, uma atitude tão humana, onde ele teria aprendido isso? Ergui minha mão e então a “repousei” sobre a dele, eu podia sentir o ar gelado me tocar, não era algo solido, era apenas um ato simbólico. “- me ajude a encontrar as minhas respostas, que eu te ajudarei a vislumbrar o futuro e encontrar as suas respostas, já te adianto que o caminho não é fácil, por vezes vai querer desistir, mas estarei ao seu lado, e se me der seu coração seremos um só nesta busca”- foi o que ele me dizia, com seus olhos serenos e sedutores sobre mim.
- se quiser, posso até te dar, mas agora não posso agora, se não se importar em esperar.... – eu disse afinal o que de ruim poderia acontecer? Esse talvez tenha sido o meu erro desde o inicio, ou o maior acerto de todos, mas isso era algo que eu só descobriria mais tarde.



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