Filhos da Musa 1º Temporada - Kazavogromo - Mr. Valeffort

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Filhos da Musa 1º Temporada - Kazavogromo - Mr. Valeffort

Mensagem por Valeffort em Sab Abr 14, 2012 7:15 pm

A coleção de contos "Filhos da Musa" são relatos fictícios, escritos e organizados por Victor Henrique;
Gênero: Mundo Fantástico, Mistério, Suspense.
*Atualmente não há ao certo quantos temporadas haverão de ser escritas para essa coleção;
São temas variados.
Kazavogromo - É uma temporada sobre musicistas. Para cada temporada serão escritos 9(nove) capítulos, entretanto a quantidade de prólogos pode variar.


Prólogo 1: O Piano
Spoiler:

Era um sábado pela madrugada – em cidade Acaso –
No palco dos Solos, se apresentou alguém que fez um show inesquecível; o palco que estava montado entre as ruas Bizzarius e Locurrue, que não era de grande porte, também não tão pequeno, entretanto inevitavelmente refletor de um ar tenebroso, e se não era, seria com toda certeza após aquela apresentação.
O espetáculo foi anunciado algumas horas antes, mesmo assim não deixou de ser bem visitado; aquelas ruas culminavam no centro da cidade, e os moradores curiosos queriam mesmo saber que banda ou cantor iria se apresentar por ali, a expectativa, claro foi muito grande - mas a produção foi independente - e o show não durou mais do que alguns meros dois minutos frios, o espetáculo não foi muito iluminado, exceto um holofote que estava sobre o palco e o brilho da lua.
Esqueci de comentar que os olhos do único rapaz sobre o palco, eram tão... Tão cristalinos, que os reflexos da lua pareciam incidir em seus olhos que refletiam um ar audacioso e perspicaz para quem acompanhou aquele show bizarro.
Ele subiu no palco, encarou a platéia, esperou alguns segundos... - ouve um breve silêncio - ele então tomou acento junto ao piano, respirou profundamente, tão profundo como se aquele fosse o ultimo ar do mundo, ou mesmo que fosse a ultima vez que ele pudesse respirar pra nunca mais, e então tocou e tocou agilmente, todavia devidamente muito bem regrado executou as notas com a maestra-perfeição com e em seu tempo exato, somando sete notas num único segundo;
Ali estavam corpos paralisados diante do palco. No fim pude ver o soluço daquele jovem rapaz, que tocava sua música com tanta perfeição que conseguiu sufocar as emoções de quem presenciou seu show levando todos a óbito.
Seus olhos cristalinos, agora tomavam um tom negro – empenumbreados pela dor mor, não houve mais nenhuma iluminação - soprei um vento que carregou as nuvens para de fronte a luz da lua, e outro para que o holofote se ofuscasse;
Segui em sua direção, esperei ele pegar no sono sobre o palco, tomei-o sobre os meus braços e o levei para Kazavogromo, que era seu devido lugar – a casa musa - seu nome? Matheus. Meu nome? Apenas me chamam de Sr. Q, então vamos continuar assim;
Prólogo 2: O Sax
Spoiler:

E aquela música era composta muito mais do que de notas, tons, acordes... Aquilo não chegava perto, por que já era divino... Um dos sons que mais me tocam no íntimo da alma sempre foi provindo do Sax;
Dessa vez o garoto em que estamos falando deveria ser um rapazote de doze anos, mas sua habilidade fina & intima com cada ligamento de notas que ecoava no salão era voraz.
Aquele som queria possuir o ambiente, devorá-lo, era tão forte que se eu permitisse me levar, até eu seria tragado por aquele som perturbador de Gomídrio, o execucionista do Sax.
Sempre me foi curioso este caso em especial; é admirável o poder de comovimento emocional que este menino me passa, um talento muito grandioso que tem inspirações do Jazz, mas que esconde sua vida dentro do seu baú;
Antes de levá-lo junto a seu irmão eu me debrucei sobre o parapeito da janela onde ele estava e escutei por certo tempo o seu tocar, quando ele parou, daí então eu me aproximei. E sem recusas ele parecia já saber que eu viria buscá-lo.
- Você está aqui pra me levar pelas pessoas que eu matei, não é? - ele questionou;
Senti-me com vontade de argumentar, mas meu trabalho não era este... Agora eu apenas devia os levar até Kazavogromo.
Então apenas o incitei dizendo - venha comigo. - ele não lutou, contudo aquela sua música de alguma forma não saia da minha cabeça... Não saia de mim - estava convencendo a mim, um ateu dos ouvirem musicais - ser sem sentimentos afetivos, espirituais. – a amolecer, e tão sutilmente, mesmo que por poucos instantes.
Prólogo 3: O Violino
Spoiler:

Cabelos castanhos claros, curtos e encaracolados, boca vermelha e em seu rosto uma breve marca de cicatriz logo na sua bochecha direita, olhos de um verde-mata incrível, peso médio, alto, tratava-se de Wendrea a violinista de nossa história.
Ela dedilhava em sua sala, diante da presença de pássaros canários. Seu instrumento estava precisamente afinado, dedicadamente passava o arco aveludado com uma firmeza e precisão incrível, era um som muito excelcioroso, mas acompanhado de uma inocência que mostrava a pureza com que manejava.
Os pássaros logo nas primeiras notas da melodia explodiram, respectivamente. Não eram exatamente similares a homens, estavam bem longe disto, contudo era notável seu porte vocacional à música.
E ela desaguou em choro, com a morte daqueles pequenos voadores. Ela não estava pra conversar, estava abalada de mais para isto. Dei-lhe então um sedativo a base de plantas, com folhas de cor similar a de seus olhos. Depois observei seu instrumento, um Amati então considerei a possibilidade de que ela o deseja-se ou tive-se algum tipo de lembrança que deseja-se manter, carreguei-o comigo em um braço e no outro a levava.
Meu trabalho breve estaria completo, agora eu deveria ir buscar os restantes... Estava perto, logo eles cumpririam com o mistério chave.
Prólogo Final: O Chello
Spoiler:

O Cellista seria um trabalho um tanto mais complicado, este era um garoto de oito anos, não tinha nenhum contato com o Chello, mas isto era só por este momento, pois estava destinado a ter uma ligação muito mais forte com o instrumento, ainda não demonstrava qualquer habilidade, contudo não demoraria muito tempo.
Era magérrimo, abandonado e em outras palavras criado sem pai ou mãe, educado na lei das ruas – que é a mesma coisa que não ter qualquer lei.
Passei de carro pelo sinal que cruzava as ruas Santréo e Sta. Bruchevva, lá estava o garoto a fazer malabares... Quis questionar se era mesmo aquele garoto, e tive que consultar novamente os dados fornecidos.
“Aparência de 8/9 Anos, garoto de rua, magérrimo, cabelos curtos, bons e castanhos, olhos negros, pele levemente avermelhada” – dizia a descrição – esse sim é o nosso garoto.
Quando o sinal abriu, parei perto a um acostamento que havia ao lado do sinal, alguns moleques vieram ver se era algum problema com o veiculo, devia ser muito comum ter problemas em carros naquele local, para eles podia ser a chance de ganhar um bom trocado ajudando.
Já era noite de um dia quente e qualquer, o tempo estava sútil, mas ainda soprava certo vento que vinha do norte.
Então eu pedi para que eles chamassem o garoto, que ainda insistia em tirar algum dinheiro do sinal - ele vinha de modo desengonçado, foi até irônico pensar que o vento o poderia carregá-lo;
- Garoto! Suba no carro, sua mãe está lhe esperando.
- Mãe? O doutor! Seja lá quem o senhor for saiba que sou como sou, mas nem por isso sou idiota, nem ao mínimo garoto de programa.
Ao mínimo o moleque era ardiloso, Manoel esse era seu nome. O guarda de trânsito estava vindo e provavelmente ia perguntar de mais, por que estaria no acostamento se não estou com nenhum defeito no veículo? – Amanhã estarei por aqui moleque! Se você finalmente acreditar em mim, eu vou lhe levar comigo para sua casa.
O carro então tomou partida e seguiu perdendo-se dentro do trânsito daquele horário noturno.
- Casa – Foi um bocejo que ecoou em minha boca, já tinha passado muitos dias acordado, parei pra repousar algumas horas num hotel bem barato, no dia seguinte estacionei o carro ruas antes e fui andando até o sinal, o garoto não estava lá, aguardei até as primeiras notas da noite tocarem o chão, percebi que os moleques não estavam por lá.
Esse meu trabalho, essa minha dor de cabeça;
Então voltei desapontado para aquele hotel barato, isso foi até encontrar meu carro destruído, minha revolta chegou aos 2000 watts de potência.
Contratei de Kazavrogromo sete cães Luxcios que percorreram toda a cidade, encontrando em um beco da Av. Motibelo. –
Dei ordem para que eles encontrassem o garoto, na última noite eu havia pegue um cabelo seu sem que ele pudesse perceber, era o suficiente para que os Luxcios o encontrassem.
Ele estava desnudo e sendo objeto de prazer de todos os outros garotos, Striga o cão que o achou voltou-me com a informação perguntando-me se queria que ele tomasse uma atitude, contudo eu recusei, mas agradeci pela boa vontade.
Essa é a lei das ruas, você não precisa infringir a regra para ser punido, você tem que ser forte sozinho, para passar por cima da vida, se não ela passa por cima de você e pode deixar sequelas.
- Tomarei conta do caso eu mesmo, isso não é só profissional, se tornou pessoal quando destruíram meu lindo Misserati.
Corri até o beco, estava com um taco de basebol em mãos, provavelmente um material similar ao que usaram pra destruir meu Misserati, pela raiva não demorei mais do que quatro segundos para controlar a situação.
Depois que todos os moleques fugiram, até pensei em ceda-lo para que ele não precisasse sentir tanta dor, mas ele desmaiou depois que tentei perguntar se agora ele confiava em mim, contudo, ele havia perdido muito sangue e junto ao sangue a consciência.
Dei um tanto de meu sangue para que ele recobra-se os sentidos e para que ele conseguisse restaurar suas hemorragias internas, afinal meu sangue tinha esse poder.
- E ai garoto? - questionei, ouvindo ele deu um salto pra trás.
Ele era esperto e já havia sacado que eu havia o salvo.
- Vai vir comigo pra casa?
Ele acenou com a cabeça. Passaria os próximos quatro dias em choque sem dizer uma palavra, deixei-o em Kazavrogromo, numa segurança a qual ele não estava acostumado, pelo menos um dia na sua vida ele poderia dormir na segurança de um telhado que espantasse o sereno sobre sua cabeça.

1º Capitulo - A Semi-Breve. (Em progresso).


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