Fic's do Fefê ^^

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Fic's do Fefê ^^

Mensagem por Filipe Matrelli em Qua Abr 18, 2012 2:15 am

Well well well. Sou egoísta sim, e daí? u.ú Criei um tópico pra postar os meus contos *--*. Pois é mermão, contos. Não esperem fic's com vários capítulos como os da Boss ou da Fran. Eu ando sem tempo pra escrever e vou acabar postando qualquer coisa por aqui. Tava pensando cá com meus botões e percebi que nunca havia postado nenhuma "arte" minha no outro fórum. Fórum novo, casa nova, vida nova... hábitos novos. Então cá estou eu, tamanha 03h01 da matina postando uma fic antiga e escrevendo uma novinha procês. Quem já leu alguma coisa minha, sabe que eu não gosto que comentem NADA, certo? E quem nunca leu ficou sabendo agora. Guardem seus comentários para si. Sem mais delongas... aí vai. '-'

Dúvidas De Um Suicída:
- - - Um click, um segundo e o vazio. - - -

Com a arma prateada e fria em sua mão o suicídio já não parecia tão natural e espontâneo quanto há três segundos atrás. O whisky em cima da cama, ao lado de uma carteira de cigarro. O suor brotava em sua testa e ele sentia frio. Rodrigo já não sabia se poderia levar isso adiante. O frio em sua barriga aumentava a cada segundo, o dedo ainda não estava no gatilho. Tirou o metal da boca, segurando em suas mãos, com as palmas abertas. Era bonita. Uma beleza fria e morta, que reluzia à meia luz do quarto bagunçado que refletia o interior de sua alma: confuso e obscuro.

Estava pensando em como seria sua chegada ao além. Nunca acreditara em céu e inferno, deus ou diabo. Sempre julgou ser perda de tempo se preocupar com esse tipo de dogma. Mas agora, com a morte em suas mãos, temia. E se realmente existisse deus? Ou pior. O diabo.
Suicídio era um pecado gravíssimo. Já ouvira várias vezes que condenava uma alma sem nem precisar de julgamento. E então pensou em como havia sido sua vida até ali. Vivia sempre no limite. No limite de sua saúde, de sua consciência e no limite da sanidade.

- Com uma vida assim, eu iria pro inferno de qualquer maneira.

Ele sorriu amargamente com a consciência que eliminava todo o medo que estava sentindo.

Realmente um suicídio não iria deixar seu destino incerto pior do que já iria ser. Iria apenas ajudar. Ele não precisaria continuar com essa existência inerte e obsoleta que era a sua vida. Só iria acelerar um pouco as coisas, adiantar um acontecimento que era eminente. Acabar com o sofrimento de anos.

Sofrimento.

Pensou em sua mãe, quando dizia que havia sacrificado sua juventude e sua carreira brilhante em concursos de beleza, para acabar cuidando de um filho problemático e doente. Rodrigo ouvia isso desde que seus pais haviam se separado. Quando ele era só uma criança em um minuto, e no outro se viu sozinho em casa com suas duas irmãs mais novas sem ter o que comer e preocupado quando a mulher que dizia ser sua mãe estava na rua, se divertindo. O filho problemático havia sido o apoio que ela precisava para sair pra festas afinal.

Mais uma lembrança.

Sua consciência de que tinha amadurecido cedo demais. Perdera sua infância.

"Ele não teve que trabalhar pra sustentar uma família miserável. Não perdeu a sua infância. É só mais um maluco tentando colocar a culpa de seus erros em sua mãe".

Isso é algo que ele ouvia constantemente. Mas que criança de nove anos havia passado por experiências tão tortuosas quanto as que havia vivido? Uma separação amarga e dolorosa, a pressão de sentir que muitas responsabilidades estavam sobre seus ombros. E o pior: a decpção. Ver que alguém que ele defendia com unhas e dentes havia se tornado a causadora de todos os seus problemas. E depois de perceber isso, e se revoltar, sentir que estava sendo perseguido por tal pessoa. Lembrava de quando a mulher mentia sobre sua saúde e até mesmo a saúde de suas irmãs para arrancar um pouco mais de dinheiro do pai que morava em outro estado. Quando o dinheiro chegava, não mudava nada. Continuavam sem comida, sem energia elétrica e até mesmo sem água. Tendo que invadir casas para conseguir um pouco de água para beber.

E todas essas lembranças agora só o deixavam com mais certeza do que tinha de ser feito.

Pegou a arma novamente, apontando-a para o nada e mirando. Havia só uma bala, um único caminho para longe de tanto amargor e tanto sofrimento. Abriu o compartimento aonde ficavam as balas, e girando e colocando de volta no lugar antes de ver aonde a bala estava. Seria um tiro de sorte.
Agora não a apontava para dentro da boca. Apontava para o peito, em cima do coração que já sofrera tanto e que o atormentava todos os dias. Teria de arrancar o mal pela raíz.

Um clic, um segundo, e o vazio.

Seu último pensamento.. não. Não era um pensamento. Era uma sensação. Aquela sensação de liberdade que só alguém que viveu preso a alguém ou algo sabe como é.





Gostou? Não quero saber. Não gostou? AInda continuo sem querer saber. '-'



Esse aqui é um miniminiminiminiminúsculo poema que escrevi há uns... duzentos anos xD Mentira, eu não sou tão velho u.ú Mas já faz um tempinho. Como a merda tá feita, vou dedicar a uma pessoa que tem me ajudado bastante nesses tempos difíceis e que tem ficado cada vez mais espantosamente próxima de mim. (EU sei! Pensei o mesmo que vocês: "Quem é o louco que vai querer ficar próximo desse doente? o.O) Pois é meu povo, essa pessoa existe e se chama... ops.. quase disse. xD Você sabe que é pra tu né bonequinha de porcelana? *elasabequeéela* *matando o povo de curiosidade*.

Perfume:
No ápice de minha loucura consigo sentir seu perfume. Tão doce... assim como você. Todas as flores reunidas em um só aroma, se arrastando pela minha pele, sentindo o frescor da tua pele, o calor do teu corpo. Casa para meu espírito, abrigo em meio a tempestade, porto seguro em que me sinto confortável. Longe de qualquer medo, qualquer sofrimento, qualquer dor...
Pois é meu povo e minha pova. Por hoje é só '-' *sai correndo enquanto fica vermelho como uma pimenta malegueta de vergonha*
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