Greek Tales - O destino da futura Coruja

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Greek Tales - O destino da futura Coruja

Mensagem por Arisu em Dom Abr 22, 2012 7:29 pm

A fic contará com um bônus que logo postarei. A one-shot central está aqui para que possam usufruir da leitura.

Raphel by Diva do Gelo, Fran
Sara by Diva das Letras, Loloh
Freya by Diva da Arte Moderna, Maki-maki
Espero não ter deturpado suas crianças amadas >___< E que apreciem a participação delas....

Saori, Hyoga, Shiryu, Shun e Camus by Masami Kurumada-sensei, assim como toda a temática do universo do Santuário.

Laura Baudelaire by me xD

**Sobre o baixo e guitarra: era um presente que Flor havia comprado a duas amigas que morreram. Lembrando que o destino das outras guerreiras é diferente na fic original xD**

***A fic original é baseado na cronologia do mangá, 1986, enquanto a do RPG baseada na ficha da Flor, então as batalha ocorrerem entre 1994 e 1995 (Hades e etc)***

Greek Tales - O destino da futura Coruja


Haviam três pensamentos a cerca daquela temperatura grega: o primeiro que aquilo parecia o inferno na terra, que quebrara toda a idéia sobre nunca mais sentir calor; o segundo que era bem mais quente que imaginava, mas seria capaz de suportar; o terceiro, das lembranças doces e amargas que constrastavam consigo.

O primeiro pensamento pertencia a rapaz de cabeleira platinada e olhos azuis, um vampiro que tinha o dom sobre o gelo, Raphael Griffts. O segundo pensamento era da doce Sara Augustine, uma vampira acostumada ao calor ibérico, com o poder sobre o sangue. O ultimo, pertencia a Florensce Arnoult, uma ex-humana que em sua curta vida viveu tantas aventuras que talvez nenhum milenário vampiro tenha vivido.

O caminho era íngrime, ainda percorriam a pé, sobre protestos de Raphael, que se praguejava por que tinha sido imbecil de ter ido ou sobre o quanto um quatro-por-quatro seria ótimo. Sara perguntava quando chegariam, mas com muita educação.

-Afinal, que merda de lugar é esse que estamos indo? - resmungou por fim o vampiro londrino.

-Chama-se de... Santuario... E falta a pouco até a parte que é possível ir com veículos. - respondeu a pequena Florensce, sem olhar para seus amigos, escolhendo lugar firme para pisar e indicar a eles.

Talvez Kiki estivesse em missão e por isso, havia sido combinado o encontro na area plana e segura ao invés do teleporte.

Florensce parou e olhou Sara. Ao contrário dela e de Raphael, que poderia se refrigerar com seus poderes, a outra vampira facilmente poderia ceder ao calor. Florensce já estava acostumada, então nem precisava ativar um ar condicionado interno, mas Sara parecia cansada. Ela solidificou um pouco da vasta umidade do ar, e entregou a Sara.

-Obrigada... - murmurou a jovem de cabelos castanhos.

Florensce já havia levado Freya e Liriel uma vez lá, agora escolhera os dois para irem. Sara pela grande amizade e Raphael para que ele entendesse certas coisas que suas longas décadas não o ensinaram.

Mais alguns passos e ela estacou, inflando os pulmões e reconhecendo os cheiros humanos. Ela sorriu, como raramente os dois ali atrás viram a mesma sorrir e ela disparou, alcançando rapidamente a área mais plana.

Ali se encontravam 2 carruagens elegantes, cada uma com um cocheiro. Também estavam ali três homens, com vestimentas douradas, armaduras. Um era loiro, outro tinha cabelos castanhos e o ultimo longas madeixas negras. E entre o moreno e o menor de cabelos castanhos, estava uma mulher com um longo vestido branco e simples, mas com um caimento perfeito que encantara os olhos de Sara.

Raphael, que carregara todas as bagagens até ali, largara as mesmas no chão sem educação e estranhava a atitude da pequena ex-humana: ela diminuira a velocidade ao se aproximar da comitiva, se ajoelhando aos pés da mulher de branco e cabelos castanhos.

-Senhora Atena... - os dois estrangeiros aquela terra puderam ouvir o murmurio cheio de respeito dos labios da pequena ex-humana.

A mulher a quem foi chamada de “Atena” sorriu e fez sinal para que ela se levantasse. E então a jovem correu para os braços do loiro, num abraço apertado que Sara jurou que o metal a queimaria ou a feriria.

Então Florensce se voltou para os amigos e voltou para eles, logo atras os cocheiros vinham e recolhiam as bagagens caídas.

-Demonstrem respeito. - sua voz saiu afiada principalmente ao olhar Rapahel. - Aquela moça é Saori Kido, encarnação da deusa Atena.

Florensce fez sinal para os dois seguirem junto com ela, e os três andaram até o grupo.

-Estes são Sara Augustine e Raphael Griffits, senhora. - ela apresentou os amigos, apontando discretamente com a mão cada um deles. E com a outra mão, voltou para apresentar aos homens que ali estavam. - E estes são Alexei-nii, cavaleiro de Aquário, Shun, cavaleiro de Virgem e Shiryu, cavaleiro de Libra.

Aquario. Sara se recordara de um dia que vira no pescoço de Florensce uma caneta com o símbolo dessa constelação. Alexei era irmão de Florensce ou algo assim?

-Florensce costuma me chamar de Alexei, mas me conhecem por Hyoga. Fui pupilo do pai de Flor e atual herdeiro da armadura que pertenceu a ele. - sorriu o loiro, que usava um tapa olho com detalhe bordado a ouro. O homem se voltou para a delicada figura de branco e apresentou-a aos amigos da sua adoravel irmãzinha. - Esta é Saori Kido, a deusa Atena.

-É um prazer conhece-los, senhor Griffts e senhorita Augustine. Aprecio a vinda de vocês, amigos da nossa Florensce. Graças ao acaso, conseguimos criar contatos com o mundo de vocês também. - ela fez uma leve reverência. - Espero que gostem da estadia.

-Senhorita... - disse Shun, com um doce sorriso. - Não se esqueça da pequena Flor...

Saori sorriu para seu cavaleiro e voltou-se para Florensce, lhe estendendo o braço. Florensce sabia bem o que era, e ela fez a mesma careta de reprovação.

-Isso é de tão mal gosto, minha senhora. Isso me faz sentir a pior das criaturas em profanar seu sangue.

-É graças a isso que mantém força sem necessitar de seu amigo Loran. Não me faça usar autoridade...

A imagem que Sara e Raphael não imaginavam. Florensce, que demonstrara um absurdo respeito aquela mulher, uma deusa, agora fincava sua presas no pulso de Saori, sorvendo aos pouco o sangue divino.

Ela não bebia muito, ela recusava a beber tamanha quantidade. O odor do sangue para os outros dois não parecia nada de diferente de um humano, o que decepcionou Raphael. Florensce fechou a ferida no pulso e parecia envergonhada, recusando-se a olhar a mulher a sua frente de forma direta.

-Shiryu, siga a nossa frente. Hyoga, você deve estar sentindo falta de Florensce, vem na carruagem conosco e Shun, siga também por fora. - pediu Saori, que ainda não não tivesse um tom imperativo, foi acatada.

A carruagem reservada as pessoas foi aberta, Hyoga e Florensce apoiaram as mãos de Saori, que foi a primeira a entrar, seguido de Florensce e Sara, sendo prontamente apoiadas por Hyoga. Depois Raphael, a quem obviamente Hyoga recusou-se a ajudar e o cavaleiro foi o último.

A conversa durante o percurso foi tranquila, alguns pontos chamaram a atenção. Hyoga já demonstrara saber das confusões que o vampiro londrino aprontava em sua terra natal, advertindo-o que era proibido que ele caçasse nas dependencias do Santuário como lhe era de seu gosto, sob pena de virar cinzas. Claro, isso foi ignorado por ele, apesar de fingir ouvir. Sara não gostou da idéia de ver dois daqueles cavaleiros irem a pé, coisa que Saori explicou.

-Tem aqueles que desprezam a idéia de Flor estar viva consequentemente dão um jeito de desobedecer minhas ordens e tentam matá-la. Provavelmente tentarão matar vocês também.

Florensce se remexeu, parecendo desconfortável. Logo alcançaram a vila e a área mais profunda, as dozes casas.

Ali desembarcaram, os cocheiros e mais outros empregados começaram a descarregar as bagagens. Hyoga desceu na frente, apoiando as moças e novamente deixando Raphael se virar. No topo da escada estava uma moça de cabelos acaju, vestindo um longo vestido branco. Florensce corria as escadas e abraçou com força aquela mulher.

-Mon mère!

O abraço era igualmente retribuido.

-Mon petit etóile... - então ela olhou para os outros dois vampiros e sorriu docemente para ambos. O abraço foi desfeito e mesmo para uma humana qualquer, sem nenhum tipo de treinamento fantástico, ela desceu bem rapido as escadarias.

Ela se pos a frente de Sara e Raphael e os cumprimentou:

-Prazer em conhece-los, sou Laura Baudaleire, mãe de Florensce.

Sara sorriu:

-A senhora é muito bonita!

Para desespero dos dois convidados, o caminho dali para frente era longo, subida e escadarias enormes. Facil de entender por que era daquele modo, para vencer os inimigos pelo cansaço.

Logo chegaram a casa de Aquário, as empregadas indicando o caminho para os quartos que cada um dos visitantes ficariam. Florensce logo buscou o piano na sala, abrindo a tampa e começando a tocar.

O piano ficava bem proximo ao quadro que Florensce pintara quando era menor, um quadro de seu próprio pai. O tamanho da obra parecia causar uma mínima surpresa em Raphael. Florensce parara a música e olhou o vampiro, com o tom apático.

-Ainda estou tentando entender desde que cheguei aqui.... Qual é a Florensce real. A garotinha incrivelmente humana e sorridente ou essa que está agora me olhando como se parecesse ser uma vampira secular.

-Apenas estou aborrecida de olhar para meu pai com esse olhar que demonstra uma grande falta de respeito. - ela fechou a tampa do piano e se levantou.

Bem, era clarissimo que se tratava do quadro do grande Camus de Aquário, e que o mesmo era o pai de Florensce. Os dois era quase uma cópia um do outro, tirando o fato de Florensce ser uma garota e que a mesma tinha cabelos negros como a noite. Algo que intrigava, pois Laura era loira.

-Meus cabelos eram ruivos quando eu ainda era humana. - ela suspirou e olhou para o corredor onde vinha Sara, ouvindo a conversa.

-Então este é seu pai? - ela indagou a ficar visivel.

A ex-humana assentiu com a cabeça.
-Ele morreu duas vezes, a primeira pelas mãos de Alexei-nii...

Aquilo foi algo que surpreendeu visivelmente Sara, mas Raphael não demonstrara. Um humano que morreu duas vezes.

-Antes de nascer, houve uma traição no Santuário. Alexei-nii e os amigos vieram para derrotar esse traidor, mas Saori foi ferida por uma espécie de maldição. Eles enfrentaram os cavaleiros que ficavam em cada uma destas casas. Meu pai parou Alexei-nii nesta casa, o impedindo de vir lutar com o senhor Shun e o falecido Seiya. Meu pai queria testar se nii-chan poderia ser verdadeiramente um guerreiro para proteger Atena e morreu para ensinar Alexei-nii o golpe mais poderoso dos guerreiros do gelo.

-Você conhece esse golpe? - indagou Sara.

-Eu era capaz de usá-lo quando era humana. - ela sorriu, triste. - Hoje sou incapaz.

-Morrer duas vezes? Isso é ridículo. - resmungou Raphael.

-Não quando o próprio senhor do inferno e dos mortos lhe concede nova vida. Meu pai fingiu ser um traidor de Atena na batalha contra Hades, apenas para conseguir enviar uma mensagem a ela. Ele se desfez em cinzas quando o tempo que o imperador do inferno concedeu acabou. Foi o que nii-chan disse.

Alexei entrou na sala, sem estar trajando a armadura, vestindo uma roupa casual.

-Saori está convidando a todos para o jantar.

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Sara encontrara algo curioso no seu quarto naquela noite: havia uma guitarra e um baixo novinhos ali. Ela sabia que Florensce não tocava aqueles instrumentos e isso a deixou curiosa. Ela pegou a guitarra e da bolsa caiu uma foto.

Ela se abaixou e pegou do chão a foto: Florensce estava lá, com os cabelos longos e ruivos, sorria como nunca, junto de outras garotas. Algumas tinha até cabelo pintado, algumas sorriam e outras eram mais sérias.

-Essas são as amigas de Florensce de antes dela ir para a Academia Cross...

Laura estava ali, vestindo um robe azul, encostada na porta. Sara levou um susto e olhou para a mãe da sua amiga, fechando a bolsa de novo e guardando a guitarra onde estava. As duas se sentaram na cama e Sara perguntou, de forma timida:

-O que houve com elas?

-Elas morreram em batalha... Elas escolherem morrer para dar a Florensce um grande poder. Eu não sei bem de detalhes, mas ela se culpa até hoje pela morte delas, achando que ela as matou. - ela demonstrava pesar, seus supiro era pesado e longo.

Sara pareceu morrer por dentro, entendia por que a pequena ex-humana costumava ser tão fechada. Na Academia, ela conversava com ela e com a professora Freya de modo mais aberto, mas aos outros era uma pedra de gelo.

O coração de Flor buscava a distância, medo de ferir mais alguém.

-Ela também se culpa por muitas coisas, se destruindo. E não é algo que eu possa fazer... Nada eu posso fazer...

Foi ultimo desabafo de Laura, antes dela sair.

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Raphael decidira andar pelo local, espreitar alguma vítima na vila dentro do Santuário. Aproveitara que Florensce e Sara estavam distraída tocando junto com algumas pessoas numa festividade aleatória. Tão humanas!

Algumas moças lindas pareciam bastante.... deliciosas. E elas pareciam ter se atraído pelo rapaz. Mas logo seu nariz sentiu o cheiro de um dos homens da comitiva, o oriental de cabelos negros.

-Não pense que não estamos vigiando você, Griffts.

-A protegida de vocês pode até beber o sangue daquela mulher que dizem que é uma deusa. É muita falta de cortesia ao seus convidados. - o tom linear, mas irônico de Raphael logo foi respondido.

O garoto nem teve tempo, apenas sentiu a brisa quente grega passar rápido demais pelo rosto, na lateral. Logo sentiu alguns fio de seu cabelo platinado cair e ao se virar para trás, Shiryu tinha apenas uma de suas mãos numa posição estranha, que lhe lembrava uma espada.

O rosto do vampiro não denunciara, mas estava surpreso por um humano atacá-lo naquela velocidade, numa velocidade que o pegara de surpresa.

-Entenda uma coisa, garoto: os humanos daqui não são presas fáceis. Nós, cavaleiros de ouro, podemos derrotar um sangue-puro de vocês facilmente. Um cavaleiro de prata ainda brincaria com um nobre e um mestiço como você. Talvez você desse trabalho a um cavaleiro de bronze. - o olhar frio e serio do oriental fez entender de onde vinha aquele espirito forte e indestrutivel que ele via em Florensce. Eram todos uns arrogantes idiotas. Mas ao menos fazia a ex-humana ser menos patética que poderia se esperar e certamente alguém mais interessante que uma inútil como Sara.

Se humanos como aqueles, que por mais que pudesse sentir seu cheiro e corações pulsando no peito e assim rastrear, estaria vigiando-o, caçar tão cedo parecia impossível. E o vampiro notara que Shiryu se contera, o olhar dele não ocultava isso.

Se ele pudesse obter um poder daqueles, que já era impressionante num humano, não haveria sangue-puro que o derrotaria. Ele tinha que descobrir um meio.

-Sonhando em obter uma velocidade de ataque desses? - a voz de Florensce pegou Raphael de surpresa, mas o tom era levemente irônico. - Será apenas uma ilusão de sua mente acreditar que pode obter isso.

-Você tem, não tem?

-Um dia eu tive, quando ainda era uma humana. E eu sei explicar por que. - Florensce não olhava o mestiço, mas deixou claro o sinal para que o mesmo o seguisse.

Logo estavam no Coliseu, o céu começa a ganhar os tons da noite.

-Todas as criaturas vivas possuem uma energia vital chamada de “cosmo”. Aqueles que podem dominar essa energia, a explodem e a usam em golpes poderosos. E isso que da o grande poder a esses humanos.

-E por que você diz que é um sonho para nós?

-Por que vampiros são incapazes de explodir essa energia, pois ela gira sugando tudo. Temos um cosmo em buraco negro. - ela ergue o olhar para Raphael. - Em troca de poder viver, eu perdi meus poderes mais fortes.

-E se tornou finalmente uma fraca! - os dois ouviram vozes. Florensce reconheceu como sendo aspirantes, claramente pertencentes ao grupo que a repudiava. - Hoje vai virar cinzas, traidora!

-Deveriam entender que Atena já concedeu seu perdão ao meu ato de traição. Quando abandonei o Santuário e renunciei a minha herança. - Raphael via Florensce dizer aquelas palavras, enquanto se punha em posição de luta. Ele nunca vira a menina lutar de verdade e tinha certa curiosidade.

Como percebeu que o assunto não era com ele e sim com a pequena, ele apenas se distanciou como se ligase o botão de “foda-se” e acendeu um cigarro.

-Se continuam insatisfeitos, podem vir! EU FLORESNCE ARNOULT, FILHA DE CAMUS DE AQUÁRIO LHES DAREI A LIÇÃO!

Dois do grupo de 7 partiram pra cima, numa sequencia se socos e chutes. Florensce conseguia rebater e se defender com maestria, giros. Enquanto os outro se revezavam, como se Florensce fosse o centro do carrossel, fixo, e os guerreiros peças errantes.

Mas Raphael notara que em luta fisica, a garota não era tão diferente de uma humana, só um pouco mais forte. E ela parecia se recusar a usar seus poderes tão cedo e então entendeu sobre o quanto ela perdeu em se tornar uma vampira. Mas ainda sim, ela se mantinha forte e irredutivel. Ele tentava entender, de onde vinha aquela força.

Ela disparou um golpe congelado contra um dos homens, o tirando de luta, mas ela já parecia um pouco cansada ou apenas temia ter sua reserva de sangue consumida pela luta e tornar-se uma besta sedenta.

Foi quando pegaram na traição, e a puseram no chão.

-Eu falei, bastava atacarmos em grupo e deixarmos as regras de batalha basicas. - regojizou um dos homens.

-E dizem que essa raça é mais forte que humanos! Olha a maior prova que cosmo vence essas presas!

-E somos apenas aspirantes. Agora vamos por fim nisso!

Bem, agora o negócio ia ficar sério, Raphael tragava um ultimo antes de jogar fora e partir para cima daqueles humanos que se sentiam melhores que vampiros. Que idiotas, nem caçadores se vangloriavam tanto!

Mas no instante que preparava um impulso, o vampiro percebeu uma coisa estranha: os homens pareciam assustados e começavam a se afastar de Florensce que estava caída ao chão. Pareciam surpresos com alguma coisa que Raphael não conseguia entender. Florensce então começou a levantar-se, estava visivelmente ferida.

Um vento inexistente para Raphael parecia circundar Florensce, com os cabelos negros dançando raivosamente, e um ar frio parecendo ocupar tudo aquilo e uma espécia de aura luminosa de tom de gelo envolvendo Florensce e se convertando para uma luz dourada muito forte.

-Não é possivel! Vampiros não podem usar o cosmo! - bradou o que sugeriria ser o líder do grupo atacante.

-Parece... que sou uma excessão, né...? - a voz de Florensce estava um pouco fraca, mas bem audivel. Ela levantou seus olhos para aqueles homens.

Os braços da menina se ergueram, suas mãos se cruzando acima da cabeça e as pernas abertas de forma curiosa. Parecia uma pose ridícula para o mestiço, mas para aqueles homens aquilo parecia causar terror.

-A pose de Ganimedes... Não... não é possível...

-Sim... É possível... - Florensce sorria, parecendo feliz. - Eu disse que ia dar-lhes uma lição, e o farei de modo que nunca esqueçam...

O ar ficou ainda mais gélido, e Raphael se perguntava se Florensce conseguia causar ainda mais frio do que aquilo.

-Execução.... AURORAAAAAAAAAA - os braços baixaram muito rapidamente, um uma corrente de ar ainda mais frio e congelante voou em direção aqueles homens e os fizeram voar longe. Logo os corpos desmaiados deles caiam ao chão, abrindo crateras onde pousara.

Florensce parecia paralisada na posição final do golpe que dera. O ar frio dera lugar ao calor insuportável da Grécia. Raphael se aproximou lentamente, com cautela. Então reparou que a franja ocultava parte da expressão da menina, com exceção de um pequeno e discreto fio de lágrima. Ele entendeu que ela estava feliz em ter seus poderes de volta, ela era tão egoísta e ambiciosa como ele, como um vampiro deveria ser.

-Mon... père... - ela murmurou baixinho. - Je suis heureux... Je suis proche de vous à nouveau.

Ele não havia entendido direito a frase, mas ela citava o pai dela. Os braços perderam firmeza e ela desabou para trás, a respiração pesada e ofegante. Com lentidão ela pôde deixar sua mão na garganta e os olhos brilhantes e vermelhos denunciavam que ela estava sedenta, perigosamente sedenta.

Raphael apenas observava com ares de desdém e arrogância. Mas se ela conseguisse se levantar, certamente atacaria alguém e ele poderia levar a culpa, enquanto ela seria eternamente perdoada pela sua “deusa”. Então ele se ajoelhou perto da menina, e ofereceu o braço para ela.

Florensce parecia aturdida, confusa com a gentileza do outro e isso deu tempo para Shiryu interfirir.

-Não deve beber.

Ele havia aparecido do nada, ou talvez os dois estivessem tão entretidos aquela situação toda que não percebeu quando ele chegou.

-Saori ordenou que jamais bebesse novamente de vampiro. Apenas de animais e humano. - com um movimento, as peças da armadura dourada que vestia se desprendeu do corpo do chinês.

Florensce se movia lentamente, como um animal prestes a atacar. Ela então voou em Shiryu, fincando as presas no pescoço do homem, que sequer se movera ou esboçara reação. Mas bastou alguns goles para que ela começasse a gemer, ganidos de lamentos e o homem apenas afagara a cabeleira negra da menina.

Ela não bebera muito, apenas o suficiente para conseguir se recobrar e andar. Fechara a abertura das presas, o rosto molhado de lágrimas, e mesmo tonto, o oriental a abraçou com força.

Logo Shun aparecera, trajando a armadura dourada dele.

-Saori deseja a presença de todos no templo sagrado.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

O salão do grande mestre, a frente do templo sagrado. O local era vasto, enorme e incrivelmente belo. Saori estava sentada na cadeira do Grande Mestre, os cavaleiros e amazonas ainda existentes ali. Havia deixando cadeiras para Raphael, Sara e Laura, Florensce estava ajoelhada no tapete.

-Há muito tempo que lhe ordenei jamais beber sangue de vampiro novamente, mas nunca lhe contei o por que... - a voz da deusa soava doce e meiga, mas ao mesmo tempo potente. - E tenho um grande motivo para que eu a faça beber meu sangue divino. Se bem que você pode ver o porque...

Florensce ergueu a cabeça, como se indagasse o por que.

-Beber sangue de vampiro irá corroer minha magia em você que venho induzindo pelo meu sangue. Que irá abrir o caminho para seu cosmo novamente.

Então Raphael piscou nervoso 2 vezes: aquilo que ele vira fora a ação do coso de Florensce, o real poder da menina que fora selado pela transformação em vampiro.

-Florensce, eu tenho uma missão para você. Você deve viver. - ela se levantou da suntuosa cadeira. - Eu sei que seu desejo era esperar todos nós de sua época morrer, mas você tem que viver, viver até a próxima era, a próxima guerra sagrada. Preciso que conte o que houve nessa época, que transmita ensinamentos e fale sobre a casta das Sailors... Você deverá morrer falsamente e assumir a identidade da misteriosa coruja, minha conselheira em alguns anos. E essa personalidade parecerá ser de uma lemuriana.

Florensce parecia estática. Não conseguia acreditar no que ouvia.

-Eu já estou preparando meu corpo para que continue a produzir sangue para você até minha próxima encarnação. Com meu sangue, você subirá na casta dos vampiros até ser como uma sangue-puro ao final de tudo. Quando meu corpo parar, seu cosmo será liberado e você voltará a ser humana e poderá lutar novamente como Sailor.

Sara olhava ao redor, os cavaleiros pareciam já saber tudo e suas expressões condoiam-se. Até Laura demonstrava saber. Seu coração se apertou, não sabia se corria até a amiga ou se continuava onde estava.

Pelo que a mãe de Florensce contara, a ideia de ela querer por fim a sua existencia parecia óbvia. Mas ela teria que viver talvez séculos carregando um destino solitário em prol de algo maior, pela humanidade, pelos vampiros também.

-Eu só posso contar com você e Kiki nessa missão. O tempo não será severo com você, e assim poderá morrer com glória se assim for o destino.

-Eu entendo... E acato a missão com honra.... - ela disse em tom baixo, mas a voz carregada de confusão de sentimentos. Ela ergueu a cabeça sua expressão firme e congelada. - Eu serei o arauto da próxima era!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Os dias se seguiram normais para um período de férias. Sara e Florensce se divertindo, Raphael quieto, preso em seus pensamentos, talvez absorvendo aquele mundo que ele desconhecia em seus anos e décadas de vida.

Nunca mais aqueles três viveriam os dias seguintes sem pensar nos bastidores sagrados escondidos. Apenas aguardando o dia que, quando Florensce se ocultaria como Coruja, ela retornaria a luz do mundo como uma humana e guerreira sacra.

O dia que poderia se reencontrar...


Última edição por Arisu em Dom Abr 22, 2012 8:55 pm, editado 1 vez(es)




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Re: Greek Tales - O destino da futura Coruja

Mensagem por Arisu em Dom Abr 22, 2012 8:52 pm

Bônus - O dia que as chamas do gelo renasceram


Por debaixo da minha mascara negra, trabalhada com ouro e pedrarias, eu via aquele homem ruivo ajoelhado a minha frente. Será que ele tem noção do que seu rosto significa pra mim mesmo após mais de dois séculos?

Ou noção do quão sem honra eu tenho? Uma vampira secular, nascida no ventre do Santuário ainda humana, que permitiu a morte de pessoas amadas e ainda continuava a respirar, alimentando-se do sangue divino de Atena?

-Estou aqui, senhora Coruja...

Eu me pergunto se a voz era a mesma.

-Gilbert de Aquário... - eu ainda estranhava como conseguia mentir tão bem meus sentimentos, em minha voz ao menos diante daquele que era a reencarnação de meu pai. Ele, tão inocente dos meus conhecimentos. - Em breve eu não poderei continuar nesse cargo. Pra ser mais específica, a partir de hoje.

O olhar dele, o jeito dele destoava um pouco do que Alexei-nii me contava de mon père... Gilbert era mais doce e gentil.

-Não me diga que a senhora irá...

-Não, não irei morrer... Apenas irei sair de minha crisálida. - eu me levantei e desci alguns degraus do pequeno palco acima, me inclinando para o jovem cavaleiro dourado. - Irei contar tudo o que houve, para você, o futuro Grande Mestre.

Minha escolha não tinha haver com meus sentimentos. Desta era, Gilbert era o mais sábio e sereno, o melhor a ser escolhido. Mas meus pensamentos, as palavras que eu escolhia para dizer a ele... Tudo foi interrompido quando os guardas entraram em rompante pela sala.

-Grande Mestra! Tentamos impedir, mas eles são fortes!

-Estamos sobre ataque? - Gilbert se levantou em sobressalto, mas antes que ele pudesse dizer algo, sentiu um ar gélido, assim como eu. E eu reconhecia aquele ar gélido.

Eu andei a passos rápidos e pus meu braço a frente de Gilbert, indicando que não era para ele se intrometer. Em meio a névoa, a figura de Raphael e Sara, a quem eu não via há cerce de 150 anos surgiu.

Os anos tinham tido uma certa generosidade, mas já havia alguns sinais de que haviam passado.

-Gilbert, em 10 minutos, quero que leve eles ao templo de Atena e va junto. - eu me retirei para o fundo, para o sacro templo. Aos pés da estátua da Deusa, encerrado num caixãos de gelo feito por mim.... Repousa o corpo sereno de Saori. A coloração estava sumindo lentamente, por fim aquele corpo estava morrendo e Atena renascendo nesta era.

Gilbert entrou antes de Raphael e Sara. Eu entendia que de alguma forma, Atena os havia guiado para irem me buscar. Eu sabia que renasceria novamente com certa fragilidade, a deusa me confiara a aqueles dois para que eu fosse até a casa dos Dimedenko.

-O cosmo daqueles dois... é estranho...

-Eles são vampiros, como eu. Mas eles nasceram assim e eu me tornei assim quando eu tinha 15 anos.

-Você... não é lemuriana?!

Lemurianos, o povo que é quase humano, mas com longa longevidade e telecinese. Era assim que pensavam que eu era. Tirei minha longa capa negra com bordados, revelando a armadura de Coruja. Com minha unha, cortei a ponta de meu dedo. Meu sangue fluiu no ar em direção de Gilbert e o circundou. Eu percebi que ele se assustou e graças aos poderes que o sangue divino me deu, li em sua mente que ele pensou que estava traindo o Santuário.

O meu sangue o invandiu, ciruclando nas veias dele as lembranças que eu tinha, meus sentimentos e pensamentos. Deixei que isso circulasse o tempo suficiente para que ele tivesse em si minhas memórias e fiz o sangue sair dele antes que o intoxicasse e o mesmo voltou para mim.

Gilbert estava assustado, confuso, mas entendia o que eu iria fazer, o que iria acontecer ali agora. Eu dei as costas novamente, sentindo cada peça da armadura sair de meu corpo e retornar a meu colar com uma coruja dourada como pingente. Eu era uma vampira com toque de semi-deusa, isso talvez fosse mais que um sangue-puro comum. E eu me rebaixaria em alguns minutos para uma simples humana.

O corpo de Saori, eu o modificava, tornando seus fios castanhos em negros, para que se assemelhassem ao meu agora, longo e negros ainda. A tomei em meus braços, e a deixei aos pés da escada. Assim que o fiz, eu vi meus amigos ali e retirei minha máscara e sorri. Sara me sorriu docemente, como eu esperava. Mas Raphael, como eu também esperava, não sorriu.

-A partir de agora, você é o Grande Mestre, Gilbert. Em breve irei retornar, mais forte. Eu confio em você.

Finalmente meu tempo irá voltar a correr. Eu sentia isso. Subi mais alguns degraus, alcançando uma parte que havia ficado com agua no tornozelo. Quando me virei novamente para eles eu senti uma brisa conhecida, a brisa de quando eu queimava meu cosmo. Eu me senti leve, senti meu corpo se inclinar para trás e deitar no ar, meus cabelos longos voarem delicadamente no ar. Fechei meus olhos, sentindo aquela sensação boa de paz e poder. Sentia até meus cabelos mudarem. Então senti meu corpo se firmar de novo, e o vento sumir.

Quando abri meus olhos eu não sentia mais os cheiros que sentia, minha visão não tinha mais o mesmo ar afiado. E peguei meu cabelo, e os vi ruivos de novo. Pra mim, aquela era o sinal da certeza absoluta.

-Vamos? - disse Sara me estendendo a mão.

Eu sorri e sai da parte alagada, e segurei firme as mãos de Sara.

-Sim.

E andando com os meus dois amigos, senti um cosmo perturbado. Era Gilbert. Pela primeira vez pude sentir o que eu já imaginava, o cosmo grandioso e gentil.

-Coruja.... Florensce....! Quando você volta...?!

Eu parei e me virei para trás e sorri.

-Em breve eu volto, prometo... Você sabe o que fazer agora. - eu me aproximei dele e o abracei bem forte. - Voltarei para lutarmos todos juntos.

Eu sai, com Sara e Raphael, para o mundo novo que se abria para mim. Antes que eu retornasse ao sangue e suor das batalhas.

================ If this is the end ...

Only the gods know. ===============


Já havia se passado um ano desde que Florensce se fora de minha casa. Kairen tinha ido para a França ver Helena e eu estava só, tendo apenas a companhia de Alice. Sara e Raphael estava ali tomando chá e discutindo momentos maravilhosos e a saudades de Flor.

Então nós três a vimos ali, com sua roupa mágica de Sailor, mas agora era toda branca, um olhar sereno e suave. Ela sorria para nós.

-Eu queria saber como estavam. - ela disse, em seu tom doce e meigo, que apenas nós, amigos próximos conhecia dela.

Eu me levantei e caminhei até ela, iria tocar seu ombro quando percebi a figura de aparencia pérolada que ela era e semi-transparente. Senti meus olhos encherem com as lágrimas e uma dor me corroer, tal qual eu ainda fosse a humana que um dia fui.

-Freya, Sara, Rapha... Não deve chorar, não devem sentir dor... Eu irei retornar talvez em duzentos anos... - ela sorria, dolorosamente gentil. - Queria me despedir de vocês....

Sua figura sorria e desaparecia aos poucos, na forma gentil de flocos de neve que caiam do céu. Sara chorava e eu também. Nossa pequena Flor agora se ia... Mas um dia voltaria, nós voltaríamos a nos ver...

The sacred designs

Still say how much I love you ....

And still return to this world to smile for you ...

My friends...




Hey, you can laugh. Hey, you can cry
Hey, you can get angry. You can love me
Hey, You can kiss me. Hey, you can hould me
Hey, You can make me yours only

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Arisu

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