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Mensagem por The Storyteller em Seg Maio 14, 2012 3:48 pm


Aos poucos os alunos foram chegando à capela e tomando seus lugares. Como não havia lugar suficiente para o grande número de pessoas, alguns tiveram que ficar em pé para acompanhar a homenagem póstuma aos alunos que haviam sido vítimas dos ataques anteiores aos locais.
Era incrível, mas a capela não guardava imagens santas e nem simbolos sagrados, era apenas um lugar comum com um altar no centro. A maioria dos itens sagrados tiveram que ser trazidos pelo padre. Era claro que havia uma explicação muito óbvia para isso, desnecessária de ser citada.
Assim que tudo estava preparado, os coroinhas distribuiram os liros com a transcrição da missa para os alunos e professores. A abertura da missa foi feita com uma música, como de costume.
Música de abertura da missa:
Como é bom a gente se encontrar aqui neste lugar.
Onde dois ou mais estão unidos o Senhor está também.
De repente brota lá no fundo algo que o mundo não tem:
A alegria de poder dizer "que maravilha é ser um filho de Deus".

Abre teus braços ao Pai de amor e vê que Ele te ama!
Lança fora a tristeza e não olhe para trás, sorrir é bom demais!
Sorrir é bom demais!

Quem é filho de Deus pula!
Que maravilha é ser um filho de Deus! Que maravilha é ser um filho de Deus!
Quem é filho de Deus louva!....
Quem é filho de Deus ama!......
Quem é filho de Deus grita!....

Repetição das duas primeiras estrofes.
Quem é filho de Deus corre!...
Quem é filho de Deus baila!...
Quem é filho de Deus canta!...
Quem é filho de Deus ora!..

Após o fim da música, que alguns alunos acompanharam e outros não, o padre e os coroinhas fizeram o sinal da cruz e o padre tomou a palavra.
- Olá irmãos e irmãs,hoje estamos aqui para homenagear nossos amigos e entes queridos que partiram. Devemos lembrar deles com amor e carinho e não com tristeza, pois concluiram sua missão e agora descansam sob a graça de nosso querido Pai.
- Sejam todos bem vindo à essa capela e deixem seus corações limpos e livres da tristeza, vamos guardar uma boa saudades daqueles que se foram. Vamos pensar também um pouco sobre nós, sobre nossos erros. Esse é um bom momento para refletir - o padre então abaixou a cabeça e ficou em silêncio por cerca de dois minutos - Absolvidos de nossos erros pelo grande perdão do senhor, devemos prosseguir então com essa missa em homenagem aos alunos - o padre então leu uma lista com alguns nomes dos alunos, muitos ali trariam lembranças para os demais participantes, outros eram meros desconhecidos.
Após a leitura dos nomes, mais uma vez um dos coroinhas passou a tocar o órgão que havia na capela e mais uma música passou a ser cantada pelos padres e pelos alunos.
Glória a Deus:
Glória a Deus nas alturas
E paz na terra aos homens por Ele amados
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso
Nós vos louvamos
Nós vos bendizemos
Nós vos adoramos
Nós vos glorificamos
Nós vos damos graças, por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós
Vós que tirais o pecado do mundo
Acolhei a nossa súplica
Vós que estais à direita do Pai
Tende piedade de nós
Só vós sois Santo
Só vós sois o Senhor
Só vós o Altíssimo, Jesus Cristo
Com o Espírito Santo
na glória de Deus Pai. Amém!
- Oremos - o padre disse ao final da música e então passou a orar com os demais alunos - Para que todos os nosos pecados sejam absolvidos diante do perdão divino, para que toda a perda seja acalmada com o bálsamo do saber que nossos queridos estão sob a luz de sua glória, para que toda a dor se transforme em alegria. Aqueles que deixaram está terra assim como o filho de nosso senhor, acordarão num pasto vasto de amor e de calma. Que sejamos dignos também esse lugar, glória a vós senhor - o padre então fez o sinal da cruz mais uma vez.
Tomou então a bíblia em suas mãos e passou a ler um trecho:
- Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse: “Irmãos, era preciso que se cumprisse o que o Espírito Santo, por meio de Davi, anunciou na Escritura sobre Judas, que se tornou o guia daqueles que prenderam Jesus. Judas era um dos nossos e participava do mesmo ministério. De fato, no livro dos Salmos está escrito: ‘Fique deserta a sua morada, nem haja quem nela habite!’ E ainda: ‘Que outro ocupe o seu lugar!’
Há homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João até o dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós para ser testemunha da sua ressurreição.” Então eles apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias. Em seguida, fizeram esta oração: “Senhor, tu conheces os corações de todos. Mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar, neste ministério e apostolado, o lugar que Judas abandonou para seguir o seu destino!” Então tiraram a sorte entre os dois. A sorte caiu em Matias, o qual foi juntado ao número dos onze apóstolos. Palavra do Senhor.
O alunos que foram criados em meio católico responderam "Graças a Deus" e o padre deu continuidade ao seu sermão. A pedido do direitor a parte referente a eucaristia não foi citada, visto que muitos ali não faziam aprte de uma educação católica, ao menos havia sido essa a explicação que o diretor dera ao Padre.
Em continuidade à missa, o padre leu trechos da bíblia que falavam sobe o paraiso, sobre a ressurreição de Jesus e sobre a morte. Leu também um breve trecho do apocalipse, fazendo algumas risadinahs escaparem dos demônios que assistiam à missa do lado de fora, já que não era seguro que entrassem na igreja, para o próprio bem deles e para não haver um a possível tensão com os caídos. Alguns devilins juntaram-se a eles.
Então após quase duas horas de celebração, chegou-se aos ritos finais, com o padre finalizando a missa rezando em latim.
Pai nosso:
Pater noster qui es in cælis
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum.

Fiat voluntas tua sicut in cælo et in terra.

Panem nostrum supersubstantialem da nobis hodie.

Et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.

Et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

Amen.

- E com isso temos o final de nossa homenagem a essas queridas crianças. Não se aflijam por eles pois bem sabemos Jesus já havia dito que o céu é das crianças. Seus amigos encontraram conforto onde quer que estejam.

Após a finalização pela parte do Padre o diretor pediu para que alguns alunos permanecessem ali (Todos os vampiros da Night Class), dispensando também ao Padre e seus coroinhas, aguardando então que os alunos fossem levados, pedindo inclusive o auxílio de alguns professores para dar começo a uma outra reunião, muito mais sombria do que a missa em homenagem aos mortos.

Notas da missão:
- Todos os alunos e professores devem participar desse evento.
- O prazo para postagem é de dois meses, tempo no qual o tópico ficara aberto. É obrigatório postar com todos os chars ativos.
- Post de no mínimo dez linhas, posts que tenham menos do que isso serão deletados sem prévio aviso.
- Missão de ONE POST, ou seja, façam apenas UM post por personagem!
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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Kagura em Qua Maio 16, 2012 10:43 pm

    ++Charles++

    Chato. Chato. Chato. Um verdadeiro tédio sem precedentes. De segundo em segundo meus olhos ameaçavam se fechar enquanto o meu maior desejo era sair dali para dar algumas voltas de moto pela cidade ou simplesmente falar com Sakura. Falando nela... Meus olhos cor violeta percorreram toda a igreja a sua procura sem sucesso. Onde ela estava? O que fazia? A abstinência em falar com ela já começava a deixar-me nervoso a ponto de desejar não mais ser tão bonzinho quanto antes. O velho Charles deveria voltar? Era isso que queria? Ou será que almejava que a prendesse na parede em algum dos corredores e perguntasse o porque daquela japonesinha irritante me evitar.

    Arg! Exclamei mordendo os lábios e por pouco não deixando que as presas transparecessem. Ela ia me pagar, ah se iria. Novamente minha mão se moveu em direção ao celular, naquele cenário ignorar as palavras do padre ou qualquer idiota que tivesse morrido nos incidentes se fazia mais do que necessário. Lamentar não era de meu feitio afinal, e nem católico eu era, diria ateu ser um termo melhor usado, ou simplesmente alguém que não se importava, como qualquer vampiro. Inferno, céu, o diabo à quatro. Meu destino era apenas o aqui e o agora e a menina de cabelos negros insuportável que se sentava ao meu lado, mais preocupada em retocar a própria maquiagem que qualquer outra coisa assim.

    “Se ouvir a palavra amem mais uma vez minha alma vai realmente ser purificada e eu vou necessitar mesmo de transar e matar alguém”. Não deixei de pensar, olhando a tela vazia com decepção e desejando esmagar aquele aparelho. Que saco! Porque aquela maldita japonesa insistia em não responder as minhas mensagens, já não bastava me deixar daquele jeito onde nem mais as outras garotas me interessavam. Respirei fundo, levantando-me ao fim da benção final. Era hora de acabar com todo aquele cenário de bom menino que mantinha por causa da garota nipônica. Talvez já fosse a hora de voltar aos velhos hábitos para irritá-la, mesmo que meu próprio eu, de alguma forma se opusesse a isso.

    Diversos passos para fora da capela. Esses se seguiram junto a de outros membros da turma diurna. Agora era hora de sair dali, necessitava mesmo beber alguma coisa para esfriar a cabeça, onde as preocupações sobre a menina não paravam de aparecer. -Tenho que parar de ser tão mole. -Não deixei de falar para mim mesmo.


    ++Hanna++

    Celebração em homenagem aos mortos. Uma situação onde eu realmente não queria estar. Um padre velho e decrépito falando na frente em um ritmo que causava sonolência era de irritar qualquer um, além disso, havia aquela vontade forte de vomitar. De sair dali. Algo relacionado com meu próprio estomago querer sair pela boca, junto com aquela dor de cabeça infernal a cada oração que o padre insistia em fazer.

    Mal estar? Algo parecido, uma sensação de quase ser exorcizada viva embora mais fraca e a ausência de Laila, que, naquele momento, não se pronunciava de nenhuma maneira em minha mente, como se aquilo a incomodasse mais que a mim. Uma bruxa sobre possessão de uma demônio dentro de uma igreja, aquilo era quase um caso para se fazer rir, uma ironia do destino ou brincadeira de mal gosto para alguém que nunca apreciara, na realidade, ambientes sagrados como os de uma igreja.

    Virando os olhos, podia notar meu noivo. Tão sadio e lindo como sempre, concentrado em algo relacionado ao seu celular. Dei um sorriso, mas ele não prestou atenção. Parecia tão entediado quanto eu. Meu rosto tornou-se pensativo, e da mochila tirei um espelho durante uma das bençãos do padre. Estaria feia, era isso? Algum fio negro de meu cabelo perfeito havia saído do lugar? Vários olhares movidos pela cobiça e a volúpia se apresentaram em minha direção, mas apenas ignorei. Meu interesse era único, encontrado há três anos atrás e unido a mim por uma maldição.

    Novamente, meus olhos encararam a superfície espelhada e quase um grito foi proferido. O que era aquilo? Porque estava tão branca? Havia feito um bronzeamento artificial perfeito antes de chegar ali então como? It's freaking unbellivable!

    Mais uma vez minhas mãos se dirigiram a bolsa, de onde uma discreta caixa de maquiagem de oncinha surgiu. Precisava ficar bonita, aquela era uma necessidade maior do que chorar por defuntos moribundos e mais pobres que eu. Lápis no olho. Batom vermelho, um pouco de blush. A situação melhorava um pouco quando o fim da tortura se aproximava.

    Um, dois, trés retoques foram o suficiente antes que o fim se aproximasse. Novamente as portas da liberdade se abriram, de novo poderia saborear o ar puro e combinar um encontro com Charles. Isso é... Se o vampiro nobre não tivesse desaparecido ao mínimo sinal de distração.

    -Não se preocupe, você não vai conseguir conectar-se a ela, corvo fujão. -Falei de maneira quase natural dando os ombros. Se não fosse por bem, ele ficaria ao meu lado de qualquer maneira. Novas influencias de Laila? Talvez, pois agora podia compartilhar novamente de sua impressionante e agradável presença.


    ++Hatori++

    Quando se há tantos mortos por dia, para que mesmo serve rezar por pedaços decrépitos de carne podre? Aquele pensamento não deixava minha cabeça, enquanto o padre continuava suas orações. Roupa de Gala, comportamento perfeito, e uma face que não transparecia, de nenhuma maneira, a falta de atenção. Uma herança genética de minha família. Tranquilo eu esperava, enquanto meu alvo não deixava o meu olhar. Matar Natasha? Sim. Eu almejava. Por isso estava ali, mas devo confessar que aquele jogo começava a ficar interessante e que naquele momento não pretendia perder nenhuma peça. O bom e velho jogo de gato e rato no qual os dois se aquietam por um tempo. O bom e cruel jogo sádico da morte, sangue e tortura que tanto gostava. O total oposto da cultura daquele culto e mesmo assim um assunto a se pensar já que meu ponto fraco, Shanira, estaria envolvida naquilo de qualquer forma. Minha bela noiva e ex-estudante da cross, que agora não significava mais do que um febril desejo de vingança.

    Nada mais. Nada menos. Um vazio espectro do que foi. Algo insignificante diante de minha frieza. Mais um número para contagem nos obituários. Mas nada a ser lamentado naquela missa ridícula.

    Minha cabeça se arqueou na cadeira em diagonal. Meu celular tremia em meu bolso e poderia jurar que era meu pai me procurando de novo. Pesquisar sobre algum inimigo político dele? Aquilo não me agradava nem um pouco no momento, por isso, ignorei completamente. Algumas menininhas da turma diurna me olhavam e não pude deixar de sorrir. A perfeita imagem do líder da máfia italiana sempre deve estar dotada de nobreza, mesmo diante de trés recipientes saborosos lotados de sangue.

    As palavras continuavam ao fundo. Baixas, paliativas. E não pude deixar de perder-me em minha própria mente. O mundo girava, minhas lembranças passavam, até se cessarem por completo diante do fim das palavras do celebrante. Após sua ultima frase, me levantei, embora esperasse que os outros alunos saíssem. Teria que ir para uma reunião com os outros vampiros, embora a ideia não me agradasse nenhum pouco. Um nobre que matava tanto humanos quanto vampiros não era realmente algo muito desejado nesse meio.



Última edição por Kagura em Sex Maio 18, 2012 7:09 am, editado 1 vez(es)


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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Tohru Sohma em Sex Maio 18, 2012 1:39 am

*Após perambular pelas dependências da Academia durante horas como um fantasma solitário, Tohru chegou à capela, pouco antes do início da cerimônia. Ocupando um lugar de honra destinado a ela, próximo ao diretor, Tohru sentou-se, silenciosa e alheia, o olhar triste fixo num ponto distante.*

* Sua mente estava longe...Marshall e suas atitudes....Parecia o antigo Marshall...teimoso e orgulhoso.Tphru chorava em silêncio: pelos alunos mortos, muitos seus amigos e conhecidos, a maioria
=novos alunos.*

*Quanedo o diretor deu o aviso de que vampiros deveriam ficar, deixou-se ficar, trnando a se sentar.*



By tohrusohma at 2011-04-23
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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Kagura em Sex Maio 18, 2012 9:30 am

    ++Sabrina++


    Minha cabeça doía e aquela sensação de dor no pescoço me dominava. Ultimamente toda a situação parecia-me estranha. Pensava, após sentar-me em um lugar vazio na capela sem imagens. Tudo fora tão rápido, tão bizarro que era impossível aferir uma causa. As noites na rua fria ainda eram claras em minha mente. O homem de cabelos brancos que me levara dali era sem face, embora pudesse reconhecer uma presença muito forte dele. Depois disso, tudo que me lembrava era a dor. O ardor insuportável no pescoço, a visão embaçada, a sensação estranha de minha respiração se cessando até se tornar o mais puro vazio de um dormitório de camas vazias, semelhantes as quais eu sempre via nos panfletos caídos no chão quando ainda morava na rua.

    O que aconteceu? Como aconteceu? Nem eu sabia, mas a vontade de saquear aquele lugar havia desaparecido. Era como se estivesse ligada a academia, como a nenhum outro lugar. E aquele diretor, cujas ordens me davam calafrios e eu não conseguia desobedecer de nenhuma maneira. Era um bichinho de estimação domado que recebera uma segunda chance na estranha turma de elite daquela escola? Talvez fosse, embora não soubesse exatamente o porque estava ali. Sim. Me lembrava de algo relacionado sobre vampiros, apesar de não entender bem o que significava aquilo. Teriam alguns de meus colegas de turma bebido algo muito forte? Eu não sabia.

    Meus olhos fitaram perdidos a parte anterior da capela. Um bando de nome era pronunciado, alguns conhecidos, outros desconhecidos. A maioria não importava, sendo essencial apenas a compreensão de toda aquela situação bizarra da qual não tinha ideia. Muito menos entendia a nova tatuagem que exibia na parte posterior do pescoço, próximo ao ocipital.

    Respirei fundo, colocando um biscoito de chocolate que havia conseguido no café da manha na boca. Seu gosto não era tão agradável assim, quanto da ultima vez, mas era tolerável, apesar de parecer faltar-me alguma coisa. Algo que não sabia o que.

    A benção final fora dada, as pessoas deixavam a capela, e tudo que podia fazer era ficar ali parada, ouvindo sussurros estranhos em minha mente, enquanto esperava o inicio da reunião junto com os almofadinhas ali do lado. -Quero ir embora daqui... -Sussurrava para mim mesmo, deitando um pouco mais o corpo no banco agora mais vazio. Boas maneiras? Não tinha realmente interesse nelas, ao contrario daqueles filhinhos de papai ali.


    ++Jammie++


    Chato e previsível. Aquele evento não passava de mais um puxasaquismo do diretor taveco para se pousar de inocente diante de um massacre de alunos. Tudo bem, eu não dava a mínima para nenhum daqueles idiotas que morreu. Quem disse que eu conhecia alguma daquelas ou me importava com alguma criatura diferente de meu irmão. Meu único pesar era o numero de vítimas. Seria um incomodo caçar humanos em uma cidade lotada de caçadores sem graças.

    Encostei a cabeça no banco duro da capela, esticando a mão para meu irmão. Phelipe bebia algo em um cantil de metal e sem nem mesmo ler sua mente poderia jurar que aquilo com certeza não era água. Meu irmão gêmeo deu uma risada baixa, balançando a cabeça. Seus pensamentos eram mais do que claros e não pude deixar de retribuir o sorriso. Como assim ele achava que eu poderia nos denunciar? Costumava ser mais discreto que ele.

    Diante de sua negativa, chutei sua canela puxando o cantil. Minha cópia morena reclamou um pouco, mas antes que percebesse, minha figura esguia, pálida e pequena já tomava de seu coquetel de vodca com morangos. Uma boa coisa para relaxar e não dormir, embora piamente acreditasse que com um pouco de sangue aquilo poderia ficar ainda melhor.

    “Um brinde ao nosso padre que consegue trazer o sono diante de memorias póstumas e divertidas!” Proferi na mente de Phelipe antes de ser cutucado em uma tentativa sua de retomar minha bebida. Nem pensar. Virei para o outro lado, olhando a parede. Aquela parte era minha!Metade fora dele afinal, agora era minha vez!

    Um, dois, trés. Mais cutucadas eu ignorava do puro sangue, olhando para o outro lado. Onde algumas menininhas coçavam a perna, levantando de leve suas curtíssimas saias de cor azul claras. Meu olhos se fixaram nelas até que surpreendentemente se levantassem indo embora. Phelipe riu abraçando meu pescoço. Ao que parece a celebração fatigante tinha acabado e a hora da reunião se aproximava. Outra reunião sem graça, alias.


    ++Phelipe++


    Sono. Sono tedioso em uma missa que fora obrigado a ir. De que religião era? Não estava interessado. Minha cabeça preferia se concentrar em qualquer coisa menos naquilo. Até uma formiga andando no teto parecia-me mais interessante que aquela missa chata em chegada em homenagem ao Juvenal e ao fulano de tal. Uma careta surgiu em minha face infantil quando finalmente peguei o meu glorioso cantil de vodca para beber. Alguém notaria? Talvez notasse. Não me importava. Estava louco para sair daquele ambiente santo e ir para um inferno cheio de pecados mesmo. Se é que me entendem.

    Queimação alcoólica. A sensação maravilhosa da bebida sagrada descendo dentro de minha garganta. Aquilo era bom. Muito bom. Quase tão bom quanto sangue, embora confesse que ainda prefiro sexo. De qualquer forma, eu curtia a bebida e não iria dá-la a Jammie nem pensar. Por mais que pedisse, por mais que implorasse, aquele cantil era meu e de mais ninguém. A não ser que ele me oferecesse algo ali e naquele momento, mas falar disso é inapropriado para o horário.

    Ou melhor, achava que a garrafa seria minha, já que, com um golpe sujo, meu gêmeo tomou-lhe de mim, a virando. Raiva. Tédio. Sentimento de derrota. Talvez houvesse isso enquanto tentava contra-argumentar com o outro sem sucesso por um tempo indeterminado. Ou melhor, até o fim daquele inferno. Quanto ao aviso. Bem... digamos que meu humor não estava dos melhores para ouvi-lo.


    ++Ashley++

    Fotos. Fotos e mais fotos. Não me cansava delas. Não me era exaustivo ficar olhando uma por uma. Belo ângulo. Aquele garoto da night class era lindo hein? Não podia esquecer de alguns notáveis da day também. Meus olhinhos acinzentados brilhavam enquanto as olhava sem parar. Sem pausa ou sem prestar atenção no padre. Tudo bem, havia as pessoas que morreram e eu sentia muito por elas, mas ficar me isolando uma semana em um quarto escuro traumatizada não era uma opção muito agradável. Por isso mesmo desejava esquecer. Fingir que nada acontecera naquele dia. Ignorar os efeitos especiais exagerados.

    Havia visto um tarado virar pó em minha frente e aquilo fora uma experiencia um tanto quanto irreal para mim. Ou era disso que tentara me convencer na semana anterior, por isso mesmo, lembrar não ajudaria em nada, principalmente quando todos pareciam querer dormir ali.

    Muda. Muda. Muda. Porque tinha uma foto de Bruce sem camisa segurando um nojento batráquio em minha maquina? Uma careta se fez surgir enquanto por mil vezes eu xingava meu irmão mais velho de diversos nomes várias vezes, movendo a mão em direção a figura de uma lixeira, mas parando, hesitante. Bruce. Eu sentia tanta falta de seu sorriso bobo e suas piadas sem graça. Poderia até ajudá-lo a se vestir para pegar algumas garotas num show de bom grado agora. O que ele diria? Ah, essa roupa é quente!?

    Uma risada se fez surgir em meus lábios enquanto imaginava meu inseparável irmão fazendo uma de suas caretas. Realmente queria falar com ele. Queria dizer sobre as coisas estranhas que aconteciam ali. Mas o que fazer? Seria melhor que não soubesse não é? Se as coisas fossem iguais aqueles filmes de espionagem e eu contasse, talvez quisessem o eliminar. Aqueles efeitos especiais randômicos do lago seriam secretos?

    Mordi os lábios me levantando assim que o padre deu a benção final. Sim! Tinha decidido! Iria ligar pra Bruce e ver como ele estava. Quem sabe ele não poderia pensar em se transferir para a universidade de Vancouver e vir me visitar. Poderíamos sair e tirar fotos, ou fazer outra viagem secreta para Los Angeles! Tinha que visitar alguns estúdios novos. Ficariam papai e mamãe bravos novamente? Ah! Era tanta coisa a se pensar.



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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Convidad em Sex Maio 18, 2012 7:18 pm

    Hecate ainda estava em choque com a notícia, com a rejeição, com tudo o que havia acontecido em apenas uma semana. A reviravolta em sua vida a fez perder interesse em muitas coisas, portanto ela sequer procurou por Filipe Matrelli durante aquele dia, ou até mesmo por seus amigos, passando a maior parte do tempo trancada em seu quarto.
    Próximo ao horário da missa, Cate resolveu se arrumar tomar um longo banho, tentar relaxar porque tinha certeza de que Eric também estaria lá, não que fosse o seu tipo preferido de evento, mas como todos os alunos eram obrigados a participar e Eric em sua nova condição... Sim ele iria e para ela não seria nada fácil ficar ali.
    "Por que ele me rejeitou? Achei que ele sempre quisera ficar comigo..." - sozinha sob o jato de água quente ela deixou as lágrimas que guardara por toda aquela tarde fluírem. Não havia ninguém por perto então ela não precisava fingir e agir como se tudo estivesse bem - "Vou rezar por você...”.
    Depois do banho ela se secou se vestiu de modo impecável como sempre, afinal naquele ano ela pretendia concorrer ao cargo de presidência do grêmio.
    Secou seus cabelos e os ajeitou numa faixa com um laço preto, certificando-se de colocar uma maquiagem leve e verificar se tudo estava em perfeita ordem antes de sair do quarto, não sem esquecer-se de passar seu suave perfume de cereja.
    Já na Capela, ela sentou-se nas primeiras fileiras, pegando a transcrição da missa e tratando de se concentrar nela e somente nela, sequer erguendo o olhar para os lados. Não sabia como reagiria ao encará-lo, então era melhor evitar ao máximo.
    Durante os ritos, Cate se portou de maneira exemplar, participando de todos os cânticos e ressentindo-se por não haver comunhão. Em Yorkshire ela participava de várias atividades da Igreja, por isso conhecia bem os rituais de uma missa, mas ela deveria esperar por algo assim, afinal vampiros não comungavam, não é mesmo?
    De qualquer modo, a cerimônia desviou sua mente, fazendo com que pensasse em Shanira e em Sterafin. O que teria ocorrido a eles de verdade? Ela não fazia a menor ideia, mas queria saber, precisava saber.
    Ao final da missa, os alunos foram dispensados, mas não todos. O diretor pediu para que os estudantes da Night Class, alguns deles, permanecessem ali. Sim, claro que eram os vampiros e Cate não podem deixar de olhar para Eric, mas ele parecia dormir tranquilamente sentado ao fundo da capela.
    Cate decidiu então deixar o local, voltar para o dormitório. Eram melhor assim, os dois separados, as chances mínimas de se verem. Não havia mais nada a ser feito.


    A conversa com Julius havia sido algo difícil, ruim. Muitas dúvidas corriam pela mente da garota, além de suas usuais preocupações com seu irmão Lucas.
    Naquela tarde, depois de tudo o que haviam conversado, Nora decidiu ligar para sua mãe, deixando Yumi com o quarto totalmente para ela. Passou boa parte do tempo na cafeteria, conversando com a mãe, perguntando sobre o irmão, ficando quase duas horas com ela no telefone. Só encerrou o contato porque a bateria de seu celular estava acabando.
    Também evitou Julius, não porque queria, mas por tudo o que havia sido dito. Tinha medo que o evitando acabasse por perdê-lo, mas ela não queria que ele se visse obrigado a estar com ela, ainda amis quando ela tinha tantas dúvidas sobre tantos assuntos.
    Uma das imagens que não deixou sua mente foi daquele homem apontando a mão em forma de arma em direção à Julius e depois em sua direção. Era certo que, fosse quem fosse ele não queria Julius perto dela, ou melhor, ela perto dele.
    "... Ju... espero que a gente consiga resolver tudo isso. Disse tantas coisas hoje, tenho medo que se afaste..." - ela pensou ainda na cafeteria, deslizando o dedo pela tela do tablet e verificando sua caixa de e-mail pela milésima vez naquela tarde. Nenhuma notícia de Julius.
    No fim, Nora só retornou ao dormitório quase no horário da missa, apenas para tomar um banho rápido e vestir o uniforme do melhor modo que pode. Optou por ir com os longos cabelos pretos soltos, formando um contraste com seus olhos que pareciam ainda mais azuis.
    Quando chegou à capela notou que Julius não estava lá. Teria ido embora? Não, apesar de estar magoado ela não acreditava que ele fosse embora sem ao menos dizer adeus.
    "Eu fui muito boba ao pensar que ele me faria mal... ele tem razão se nunca mais falar comigo..." - angustiada, ela aproveitou a missa para orar, algo que sempre fazia parar pedir perdão por seus erros e para pedir por Julius. Não pedira para ficarem juntos, apenas para que ele fosse bem sucedido em o que quer que fosse, ou quem quer que fosse.
    Se era mesmo um mensageiro da morte como dissera, com certeza seu trabalho era árduo, talvez esse fosse o motivo d não estar ali, assim como Mikael, o segurança que fizera aquele gesto para ela também não estava.
    Depois de suas orações por Julius, era fez uma especial para seu irmão Lucas, para que o estado de saúde dele melhorasse e que ele logo deixasse o hospital.
    A missa prosseguiu e ao seu final os alunos foram dispensados. Sim, realmente Julius não havia aparecido e ela sentia-se preocupada quanto aquilo e foi esse modo, ainda cheia de preocupações, que Nora deixou a capela. No fundo mal havia prestado atenção à missa, atenta às suas próprias orações. Sua educação não era católica, portanto ela desconhecia os ritos, mas acreditava em Deus acima de qualquer coisa e foi pensando nisso que retornou ao dormitório.


    Três anos, aquele era o terceiro ataque se ela se lembrava bem, três anos e três ataques? Teriam alguma relação afinal? Sentada nas fileiras do meio Lohanne mantinha os braços cruzados em frene ao corpo. Não renegava Deus, ou qualquer coisa assim, mas ela sinceramente tinha outras coisas na cabeça do que chorar pelos mortos. Já havia feito muito isso no passado, por um longo tempo, quando seus pais haviam morrido, ou sido mortos ao que o pouco que descobrira sobre o acidente indicara.
    Ela suspirou pesadamente, seus olhos correndo por alguns dos alunos dali. Ela conhecia a maioria e alguns dele ela sinceramente preferia não conhecer. Seus olhos azuis pararam então sobre Yuriev, sérios.
    De alguma forma ela acreditava que ele era a chave para tudo de ruim que acontecia naquele lugar, que acontecera na França e até mesmo se um tsunami acontecesse no Japão ela acreditaria ser culpa dele.
    Ela desviou o olhar, olhando para trás, agora era Hanna quem enchia seu campo de visão e Lohanne fechou as mãos em punhos. Por que Sakura não havia a deixado dar uma boa lição naquela...coisa?!
    De qualquer modo, havia sido melhor depois de tudo. Agora ela tinha certeza que tanto Charles (idiota, imbecil, egoísta, estúpido... lista infinita de adjetivos nada agradáveis) e Ryan (... tão imbecil quanto!) estavam presos aquela garota e o motivo era um só: Melissa.
    Por falar em Sakura... Ela estava prestes a se levantar e sair daquele lugar para ir atrás da amiga desastrada, mas percebeu que Charles não estava ali, então com certeza ele já havia feito isso. Era melhor deixar os dois um pouco a sós, afinal, de uma forma que Lohanne jamais entenderia e de um modo nada ortodoxo, Charles conseguia fazer Sakura se abrir para ele, falar o que realmente estava sentindo. Depois ela arrancava dele de alguma forma o que a amiga havia dito.
    E Ryan... Bem, ele estava no fundo da igreja, nenhuma novidade, jogando vídeo game, novamente sem novidade e ignorando a existência dela, ...erm... mais uma vez nenhuma novidade.
    Ryan... ele fugiu da conversa, fugiu dela, como sempre fizera durante todo aquele tempo, mas depois do que ele havia lhe dito no hospital ela não iria desistir, nunca, não podia desistir. Ela devia isso a ele, aos dois na verdade.
    Ela respirou fundo. Teria que falar com ele nem que fosse amarrado e ela até sabia para quem recorrer nesse caso. O problema era... qual seria o preço que Charles cobraria para isso? Esperava que sua mesada fosse o suficiente Ok, talvez dois meses de sua mesada.
    A missa terminou com ela ignorando cada palavra do sacerdote, pastor, padre, o diabo que estive ali em cima e teve que se segurar para não ir atrás do moreno, esperando até ele sair da igreja para que ela saísse, mas para sue azar, os vampiros foram convidados a ficar.
    Ela se levantou, passando pelos corredores apressada, era bom correr e se esconder próximo ao portão da Night Class, assim poderia falar com Ryan depois que ele chegasse.


    O que dizer? Na verdade nada tinha a dizer e se tivesse ele simplesmente engoliria e sorriria como se tudo estivesse bem. Tecnicamente estava, ele tinha garotas a seus pés, era mais forte, imortal e sabia se defender.
    As palavras que Freya lhe dissera no hotel continuava como um martelo em sua mente e ele sabia que quanto mais desprezasse Cate menos perigo representaria para ela.
    Sabia que ela estava ali entre as pessoas que já haviam chegado, por isso tratou de sentar-se ao fundo, mesmo porque... aquilo era uma missa e o interesse naquela missa era tão grande quanto o interesse no sistema respiratório dos camarões da Antártida, algo entre quase nulo e infinitamente nulo.
    O único nome que lhe despertava algum interesse na lista era o de Shanira, mas o interesse nada tinha a ver com pena ou saudades. Talvez um pouco de raiva, um pouco de mágoa, mas agora ele tinha a garota que quisesse aos seus pés, então aquilo deveria fazer pouca ou nenhuma diferença.
    Pensar naquilo o levou a recordar do beijo que Cate lhe dera, mas ele logo tratou de desviar o pensamento, afinal haviam muitos puro sangues ali e sinceramente ele não ia com a cara de nenhum, principalmente depois de tudo o que havia ouvido e aprendido com Freya. Até que estava sendo legal, via ela agora como uma espécie de irmã mais velha, alguém cuidando dele como nunca havia acontecido antes.
    "Estou amolecendo" - ele pensou, ajeitando-se no banco e então esticando os braços. Estava se sentindo sonolento ainda, nunca imaginou que ficar acordado de dia pudesse ser tão cansativo, mas isso fazia parte de quem era agora. Vampiros eram seres da noite, então quanto mais tempo ficasse desperto de dia, mais se cansaria.
    "Meredith ainda não chegou, aposto que está dando para aquele garoto. Tudo bem, ainda posso me divertir com o que sobrar" - ele pensou, cruzando os braços atrás da cabeça no encosto do banco e fechando os olhos. Dormiria, afinal era a única coisa que restara a fazer e foi exatamente e o que fez até o final da missa, quando seus novos instintos os despertaram perante a grande movimentação à sua volta.
    Estava quase se levantando para sai quando ouviu o diretor pedir que alguns alunos para ficarem, todos os vampiros e bem... Agora fazia parte deles, então teria que ficar.


    Helena sabia que o melhor a fazer era deixar Alice assumir o corpo, afinal estava cada vez amis enfraquecida, ainda mais depois de todo o esforço desprendido no ataque. Para piorar tudo, sabia que infelizmente Alice precisava do sangue de Yuriev e mesmo que Kairen Dimedenko houvesse lhe alimentado ao longo daquela semana, agora que estava perto de Yuriev. A sede era inevitável.
    Helena deixaria Alice em posse do corpo apenas pelo período da missa, mesmo porque havia pensamentos que ela queria manter oculto e com a mente da humana poderia encobrir o que estava pensando.
    Alice estava desnorteada, havia mais uma vez sofrido daquele seu problema de dupla personalidade? Havia sido mais um ataque de sua doença? Com certeza sim, mas ao menos dessa vez estava dentro da capela com os demais alunos.
    Olhou em volta um tanto atordoada, em busca de rosto conhecidos, mas todos pareciam compenetrados demais em seus próprios problemas, na missa e então ela tornou a olhar para frente.
    "Esses ataques estão cada vez mais frequentes, talvez eu devesse falar com Tieto-sama... talvez não seja bom eu estar nesse lugar..." - ela se encolheu em seu uniforme da Day Class. Quando havia trocado de roupa? Seu dia todo era um mistério na mente em branco.
    "Espero que dessa vez eu não tenha feito mal a ninguém..." - ela então apanhou o folheto coma transcrição da missa e obrigou-se a se fixar nele - "acho que eu deveria rezar, pelas coisas que fiz..." - inocente e ingênua, sem saber que era Helena quem usava seu corpo a maior parte do tempo, Alice rezava pedindo perdões por pecados que nunca cometeu.
    De certa forma Helena se penalizava dela, mas precisava usar aquele corpo para agradar aqueles que ela não queria agradar e de qualquer forma ela nunca mantinha aquelas lembranças para Alice, fazia de tudo para minimizar a dor dela, embora no começo a houvesse odiado por ser ingênua e gentil.
    De joelhos no banco, ela entrelaçou os dedos e começou a rezar, pelos seus pais, por seu tutor e por todos naquele lugar, sentindo-se imensamente triste, saudosa, lembrando-se das viagens que fizera com os pais, de tudo o que havia vivido e até mesmo de Gabriel Lutont. Seu coração se acelerou levemente, nunca mais o havia visto.
    Perdida em seus próprios pensamentos cheios de dor e medos, não percebeu quando sua consciência deu espaço para outra, Helena havia tomado às decisões necessárias em meio ao seu anonimato.
    "Chega de dor Alice, chega de dor..." - Helena tomou conta do corpo, erguendo-se dos joelhos e se sentando com uma postura ereta e arrogante, olhando em volta.
    Sabia o que viria depois da missa, viria apenas um ritual de sacrifício do qual a maioria ali sequer fazia. Ela tinha dó de todos eles, mas também faria parte desse teatro macabro.
    Enquanto os alunos da Day Class eram dispensados, ela permaneceu sentada no mesmo lugar, esperando o pronunciamento de Yuriev.


    Uma missa. Seria algo bom se o santuário no qual ela era presidida não estivesse tão profanado e ainda guardasse as vibrações da fé.
    Icaru estava sentado nas fileiras da frente, vestindo o uniforme da Day Class ainda, visto que seus uniformes não haviam sido trocados.
    Tentava se concentrar ao máximo meditando sobre tudo o que havia acontecido naquele dia, sua mente registrando e analisando os fatos sobre a conversa com Marina e a discussão com Yumi Campbell. Aquela última parte o deixava confuso e um tanto desgostoso.
    Ficara um longo tempo no pátio depois que havia saído do quarto de Yumi, refletindo as palavras dela, refletindo sobre os sentimentos que ela havia dito existir, refletindo sobre o ciúme que sentira dela. Aquele era um sentimento egoísta, algo que ele não deveria manter ou acabaria piorando ainda mais sua condição. Além disso, ela tinha razão, talvez fosse algo que magoasse Marina e ele não poderia fazer isso. Já tinha uma enorme dívida de gratidão com a fada e ele havia prometido a si mesmo que tentaria, exatamente como havia prometido ao estar naquele lugar. Ele tinha que tentar, mesmo que aquilo significasse seu fim.
    Seu fim, ainda tinha que encontrar Julia, ainda tinha que conseguir o perdão dela para só então, se ela mesmo não fizesse questão de puni-lo, ser digno de enfrentar Kasyade.
    Julia pensar nela lhe deu uma estranha impressão, como se a anjo guerreira estivesse ali e ele sabia quem estava, mas quem seria? Seria ela uma aluna da Day assim como Yumi ou ela seria uma aluna da Night Class como Marina? Ele olhou em volta, a energia era fraca demais para ser localizada, talvez uma defesa natural? Talvez de algum modo ela também soubesse que estava sendo caçada por Kasyade?
    Naquele momento ele se perguntou o que faria se Kasyade aparecesse ali, naquele momento e a ameaçasse? Ele seria capaz de enfrentar suas fraquezas e se colocar diante da guerreira para defendê-la? Aquele era o certo a fazer, mas Icaru vinha enfrentando muitos problemas com o certo e o errado a fazer, mesmo que tentasse fazer o certo.
    O discurso de Kasyade era sempre tão perfeito, parecia preencher todas as dúvidas que tinha a respeito do criador e de sua criação, mas era exatamente isso que os demônios sabiam fazer: discursar.
    Com a ajuda de Icaru as palavras de Kasyade haviam sido implementadas com maior facilidade na mente dos anjos e muitos que ainda estavam indecisos se juntaram as fileiras de Lúcifer.
    No fundo Icaru acreditava que haviam muitos outros culpados além da estrela do amanhecer pelo que havia acontecido aos grandes exércitos do paraíso, mas ele preferia não pensar sobre isso, não naquele momento.
    Concentrou sua atenção então à missa, as palavras santas que aquele homem lia, tentando manter sua fé acesa com as palavras que foram ditadas pelo próprio criador aos humanos, mantendo as mãos juntas sobre o encosto do branco a frente como se estivesse numa constante oração, seus olhos fechados, sua postura ereta e perfeita, quase como uma estátua viva em meio aos demais alunos.


    Aquela havia sido uma tarde especial, ao menos para Caleb, e sair do quarto havia sido um sacrifício ainda mais quando ele sabia que era para estar num lugar cercado por eles... O forte e nauseante cheiro dos vampiros entrava em seus pulmões e ele se esforçava para manter sua atenção em Katrina DeLeon que estava ao seu lado, experimentando o cheiro doce dela a cada respiração ao invés do odor fétido dos vampiros.
    Caleb mantinha sua mão unida à mão de Katrina, pouco se importando com as opiniões afinal aquele gesto não simbolizava nada demais além de um contato carinhoso, embora ambos soubessem bem que não era daquele modo.
    Ele desfez sua expressão fechada por um breve minuto apenas para sorrir para a menina a seu lado, as palavras daquele ritual humano e as perdas subsequentes não lhe importavam em nada. Aquele era o momento mais feliz de sua vida e ele não queria afastá-lo por lembranças e palavras de dores alheias, mas inevitavelmente tinha que estar ali, havia sido uma ordem do diretor.
    Com sua mão na mão da irmã ele tornou a olhar para frente, sua expressão endurecendo mais uma vez enquanto ele sentia a presença de outros lobisomens ali. Quem seriam? Não, não eram como eles, havia uma diferença entre Caleb e Katrina e os demais ali, uma clara diferença: eles haviam nascido e crescido como lobos, numa matilha, lobos cientes do que eram e do que eram capazes de fazer.
    - Há outros de nós aqui, mas não são como nós - ele comentou com a irmã, olhando para cada um deles - acha que podem trazer algum tipo de problema? De qualquer modo, melhor não nos envolvermos com ele - Caleb sempre tinha uma atitude superprotetora com a garota e depois de tudo não havia como ser diferente.
    Mais uma vez voltou seu olhar para frente, em silêncio. Sentia-se incomodado mesmo com os demais lobos ali, afinal ele era o futuro Alfa de sua matilha, quer dizer, ele seria o alfa, portanto outros que pudessem desafiar sua posição eram vistos como oponentes, o que acontecia naquele caso.
    Ele encarava principalmente Raikov e Dominic, ficando cada vez menos à vontade, mas para sua sorte a missa terminou e os alunos foram dispensados em sua maioria, principalmente os alunos da Day Class.
    - Melhor irmos - ele sussurrou para Katrina, quase num sibilo, seu humor realmente havia mudado completamente naquelas poucas horas na missa, mas Katrina sabia que seria difícil Caleb conviver com outros, mesmo que os outros fossem como ele.


    Um longo dia, aquele havia sido realmente um longo dia para Dominic, a começar pelo encontro com June logo na entrada do colégio. Era aquilo que chamavam de destino?
    O encontro não fora nada bom, ao menos para começar, June estava com raiva dele, mas isso só provava uma coisa: ela ainda sentia algo por Dom. Mesmo depois de tudo o que ele havia feito, indo embora sem deixar um bilhetinho de tchau, ela ainda nutria sentimentos por ele.
    No fundo Dom gostava dela, era uma boa garota e ele se sentia bem ao seu lado, mas tivera que abandoná-la exatamente como havia feito com Lena, sem muitas explicações. O número de assassinatos e acidentes com um animal selvagem aumentou no colégio onde estudava e ele sabia bem qual era o motivo disso. Estava se apegando cada vez mais à June e em consequência seu ciúme crescia e por isso... Era estranho constatar aquilo. A princípio seu domínio se estendia sobre o que sentia por Lena, mas aos poucos June... Ele quase não pensava mais em sua prima.
    O problema era que naquele momento aquilo não parecia algo bom, afinal seus instintos pareciam aflorar mais e mais. Talvez tivesse que se afastar de June.
    Respirou fundo e trocou um breve olhar com Raikov, lá estava seu novo amigo, um "irmão" como os outros costumavam dizer.
    Dom já havia cruzado com outros como ele antes, mas os encontros geralmente não eram amigáveis. Raikov parecia disposto a ajudá-lo, ao contrário dos outros que apenas queriam disputar um território ou até mesmo uma fêmea, como se o sonho de Dom fosse acabar com uma loba!
    Confiava no outro, mesmo tendo acabado de conhecê-lo, talvez fosse aquilo que chamavam de instinto natural, talvez Raikov fosse realmente alguém que lideraria o caminho dele. Não fazia importância, ele só queria controlar a raiva que sentia.
    Sorriu par ao amigo, depois passar a procurar June com os olhos, também sorrindo sem jeito ao vê-la. Ela ficava bonita com aquele uniforme, ela ficava bonita de qualquer jeito.
    "Melhor parar de olhar..." - ele pensou, desviando o olhar para o lado e encontrando o olhar de Caleb. O que era aquilo agora? Ele franziu o cenho e então olhou para Raikov, indicando o outro lobo com a cabeça.
    Dom manteve seu olhar, não desviando até o final da missa praticamente, só se dando conta de que ainda encarava o outro quando este se virou para ir embora.
    "Melhor eu ir também e melhor não encontrar esse otário fora daqui, ou não vai dar boa coisa..." - ele pensou, indo se encontrar com Raikov para sair dali. Ao menos se perdesse a cabeça contava com o outro para ajudá-lo.


    Sara havia tomado um longo banho, seus pensamentos vagando enquanto seus olhos pairavam sobre o celular que estava na pia de mármore, aguardando ansiosamente uma mensagem de seus pais. Suas mãos delicadas percorriam o corpo coma esponja, usando seu sabonete líquido preferido que aumentava ainda mais seu cheiro de mel. Mesmo que aquele não fosse seu aroma natural, ela adoraria aquele cheiro de qualquer modo, mas não era sobre o aroma que pensava enquanto se banhava para ir à missa, mas em tudo o que havia acontecido naquele dia.
    Raphael Grifftis, era aquele o nome do vampiro de cabelos platinados que a fazia tremer de medo, que dizia que ela havia iniciado uma verdadeira guerra. Ela pretendia pedir desculpas, tentara se aproximar dele, mas era arredio, arrogante e violento.
    Sua mão deslizou pelo pescoço e ali ficou sobre o local onde ele havia lhe mordido.
    Depois de tudo viera à conversa com Dante, informações que ela jamais poderia imaginar e agora ela se questionava ainda mais obre o que haveria acontecido ao outro mestiço.
    "Se papa morresse, acho que eu morreria junto" - ela pensou, novamente olhando para o celular sobre a pia. Sara idolatrava Fernando Augustine por muitos motivos e não só o fato dele ser um puro sangue e ser seu pai. Um amor desmedido que os ligava ainda mais pelos laços que compartilhavam a cada gota de sangue que a jovem mestiça bebia dele, a conduta de Fernando, seu amor pelos humanos, tudo fazia que Sara visse nele um ideal a ser seguido.
    Sara ainda pensava em tudo isso enquanto, vestida com o uniforme da Night Class , os cabelos castanhos e lisos soltos sobre os ombros entrava na capela e escolhia um lugar. Havia colocado seu aparelho no modo silencioso, o que a fez verificá-lo durante algumas vezes ao longo da missa.
    A pessoa cheia de empatia que costumava ser, realmente ficou sentido com os nomes que eram mencionados pelo padre, imaginando que Raphael Grifftis talvez estivesse refletindo, sentindo-se pesaroso e deprimido porque havia perdido alguém naquele dia.
    "Eu já teria voltado a Madri... papa e mama são as pessoas mais importantes no meu mundo e eu jamais viveria sem eles. Sinto tantas saudades..." - a vampira respirou profundamente - "Vou rezar pela alma do senhor Grifftis e para que a dor de Raphael seja amenizada, assim como a dor de todos os parentes" - ela se ajoelhou. Tão humana, Sara não se enquadrava aos alunos do turno noturno, não havia maldade dentro dela, sequer sabia caçar ou se defender.
    Após terminar suas orações, ela acompanhou à missa, acostumada pois sua mãe havia sido uma noviça e algumas velhas tradições ainda eram mantidas por Clara, mas de certo modo ela não conseguia se sentir à vontade.
    Suas preocupações não a deixaram encontrar a paz que procurava ouvir nas palavras do padre, até que por fim desistiu e deixou sua mente novamente retornar a tudo o que havia acontecido naquele dia.
    -... amém... - ela repetiu baixinho após o sermão do padre, não ouvindo uma palavra sequer. Seu olhar se perdia em meio aos demais alunos, vendo Yumi e Mary por lá, sorrindo por um instante. Não, não havia sido um dia totalmente perdido, haviam acontecido coisas boas, até as coisas ruins eram boas.
    Ao final da missa ela sentiu-se ansiosa por falar com Mary e Yumi, mas Yuriev pediu que os alunos da Night Class, os vampiros em específico, ficassem e ela então permaneceu sentada em seu lugar, sentindo a presença de Dante, sentindo-se assustada, ainda esperava que ele lhe cobrasse a ajuda concedida.


    Uma capela, Simon ficara satisfeito ao saber que naquele lugar havia uma capela, um lugar onde poderia renovar sua fé, fortificar seus dons.
    Havia recebido o anúncio de que todos deveriam comparecer na Capela às oito da noite para um cerimonial em homenagem aos alunos que foram vítimas fatais do ataque que ocorrera. Por sorte seus sobrinhos não tinham os nomes nessa lista.
    Em seu confortável quarto ele se arrumou para a missa enquanto entre uma roupa e outra mordiscava um sanduíche natural de peito de peru e patê e tomava um suco de laranja. A cafeteria daquele lugar definitivamente o faria engordar e ele teria que treinar caso não quisesse perder a forma.
    A caminho da capela ele ficou atento aos alunos que passavam, procurando por seus sobrinhos, vendo Hecate alguns metros à frente. Pensou em alcançar a menina, mas o que diria? Além disso, ela não parecia muito animada? Teria acontecido alguma coisa?
    Simon apressou seu passo e chegou quase com ela junto à capela, sentando-se no banco detrás de Cate, observando cada gesto da menina, mas tudo o que ela fez foi se concentrar na missa.
    Simon tratou então de fazer o mesmo, religioso, sabia todos os ritos e também estranhou a falta de comunhão, mas era claro que aquilo não ocorreria, visto que muitos dos seres ali eram vistos como malditos e era esse tipo de fé que o ajudava a combatê-los. Além de caçador, Simon herdara alguns dons únicos em sua família, o que o tornavam um verdadeiro Paladino.
    Ao final da missa porém ele teve uma surpresa. Seguindo o olhar da menina ele se deparou com seu sobrinho. Havia ficado tão ansioso ao encontrar a garota que até havia se esquecido do sobrinho, mas ali estava ele, dormindo tranquilamente no fundo da igreja.
    Simon estaria aliviado e até acharia divertido isso, a não ser pelo fato de que seu sobrinho agora era um... Level D.
    A expressão do Hunter desmoronou e ele demorou alguns segundos para notar que estava sentado quando todos já estavam em pé para a oração final. Ainda atordoado ele se levantou e mais atordoado foi embora com os demais estudantes, perdendo Cate de vista.
    "Eric... mas quando isso aconteceu? Quem o transformou?" - ele se perguntava, sentindo que havia falhado terrivelmente com seu sobrinho.


    Uma missa. Aquilo era tão irônico, mas como aluno da instituição Cross Taito sabia que tinha que comparecer. O que o animava era a possibilidade de encontrar sua nova amiga e de poder ficar perto de seu irmão mesmo que por pouco tempo.
    O encontro com Marshall o pegara desprevenido no estacionamento e ele não soubera como agir, mas agora tinha certeza de que seria capaz de conversar com ele.
    Passara boa parte do tempo em que se despediu de Hitagi e se trancou em seu quarto observando a foto do jovem. Realmente seu irmão havia mudado e infelizmente ele era um Level D, de qualquer modo ele era o único que restara de sua família e Taito cuidaria dele, faria de tudo para que não decaísse e se um dia isso acontecesse, nenhum Hunter colocaria a mão sobre seu irmão.
    "De qualquer modo eu não poderei ficar próximo também..." - Taito pensou, olhando então para os braços, para sua pele, um dia marcas de um karma foram marcadas ali e ali permaneceram para sempre, como naquele momento. Taito seria o mensageiro do próprio karma, aquele que traria a desgraça para todos que passassem a conviver com ele. Sabia que mais dia ou menos dia teria que se afastar de Hitagi também, mas seria algo simples, seria só dizer que voltaria para Coréia, talvez pudessem trocar cartas.
    "Melhor parar de pensar no futuro, afinal só temos o presente e como o próprio nome diz é uma dádiva e não deve ser desperdiçada" - ergueu-se da cama e foi se arrumar para a missa, vestindo o uniforme da Day Class, mas ao invés de usar a camisa branca optou por uma preta que ele mesmo tinha. Sentia-se melhor assim, esperava que ninguém se zangasse.
    Já no corredor, ficou indeciso entre ir ou não até a ala feminina e esperar Hitagi, mas ela certamente já deveria ter ido. Acabou não esperando e quando chegou à capela se arrependeu, pois ela não estava lá.
    Sentou-se então num dos bancos do fundo da capela, o que lhe daria uma melhor visão de todos os alunos que estivessem ali e o que lhe permitiria guardar um lugar para Hitagi.
    "Hitagi... estou empolgado demais por tê-la conhecido, isso é muito estranho... Depois ligarei para Alina, com tudo o que houve sequer avisei como estou..." - pensou, colocando a mão no bolso e tirando seu celular, verificando que havia acabado a bateria - "Ela deve estar muito brava!" - ele pensou, recolocando o celular no bolso, teria que dar boas explicações.
    A missa começou e Taito voltou sua atenção às palavras do Padre enquanto via Hitagi chegar. A menina que estava com seu irmão mais cedo, sua noiva, também estava lá? Deveria ir falar com ela?
    Taito levantou-se de seu banco, passando por entre alunos e então parou ao lado de Tohru.
    - Kuran-san? - ela era a líder de dormitório da Night Class, ele sabia quem ela era e seu nome por conta disso - desculpe interrompê-la, mas gostaria de falar com você, estarei esperando na cafeteria após a missa - ele disse e então se afastou. Talvez se aproximar de Tohru fosse mais fácil para conhecer Marshall.
    Ao final da missa, que Taito aguardou com ansiedade, ele saiu quase disparado, parando ao lado de Hitagi e sussurrando um "me encontra depois na sala do dormitório" e saindo apressado da Capela.


    As lembranças da tarde, de ter a mulher que amava nos braços, de ouvir cada som sutil de sua voz e de sua respiração, aquilo fazia o íntimo de Kairen se remexer em satisfação, aliás, era aquela a expressão dela quando tudo acabou e certamente seria a dele, mas não foi.
    A expressão era a mesma que ele tinha no rosto agora ao atravessar os batentes da capela e ver o salão cheio de alunos de ambos os turnos. Helena e Freya agora estavam no mesmo pedestal, sempre estiveram e agora as duas seriam sua prioridade, mesmo que o empecilho no caminho fosse sue próprio filho Daniel.
    Chegar a essa conclusão não havia sido algo fácil, depois de tudo que fizera com Freya, depois de toda a entrega daquela tarde, a culpa o consumia e as expressões delicadas no rosto dela após terem se entregado um ao outro parecia um veneno correndo por sua veia.
    Seus dedos corriam o rosto dela e ao invés de se entregar ao prazer a dor dentro do peito dele crescia assim como sua sede.
    Kairen pigarreou, talvez fosse melhor concentrar sua atenção na missa. Ele tornou a olhar para frente e foi então que a viu. Quando Freya havia chegado?
    Num impulso ele se levantou do banco no qual estava na vã tentativa de se sentar próximo, mas todos os lugares à frente estavam ocupados, portanto ele retornou para trás.
    Encostado na parede, pois até mesmo seu antigo lugar foi tomado, ele desviava sua atenção, dividindo-a entre Helena, Freya e a missa, embora esse terceiro item não fosse tão relevante.
    Até usaria o tempo para pensar mais sobre Daniel e o que faria com ele, mas seria um risco pensar sobre aquele assunto, ainda mais quando Yuriev estava ao lado do altar diante dele. Como aquele demônio ousava?
    Lembrou-se então de seu passado, da família Lobanova, seus olhos caindo sobre a jovem Lohanne alguns metros diante dele. Aquela era sua missão ali e agora ele tinha uma companheira com quem dividir aquelas informações, muito embora Freya já conhecesse o bastante da história do antigo clã de Nefilins.
    Não, aquele também não era um assunto para pensar ali, mas aquele fato lhe levou a uma constatação, algo que nunca parara para pensar: Freya estava presente em inúmeros eventos em sua vida, mesmo em tão pouco tempo.
    Ele sorriu, sentindo-se um bobo e tornou a encarar a jovem vampira de cabelos ruivos. Também não era um bom lugar para pensar em seus sentimentos. Em meio há vampiros tudo o que ele podia fazer e tudo o que fez, foi apenas manter sua expressão neutra, até o final da celebração.
    Quando os alunos da Day Class passaram a se retirar, uma ideia divertida passou pela mente de Kairen e ele esperou o momento exato para pô-la em prática.


    Nana não gostava de cerimônias fúnebres, mas como professora da Academia Cross ela tinha que comparecer ao evento, não podia deixar de ir, só esperava que ao menos Thor estivesse ali e que após o evento Yuriev pudesse trocar algumas palavras com ela. Não havia conseguido conversar com o diretor durante à tarde, esperava ter mais sorte dessa vez.
    Ao chegar à capela notou que já havia muitos alunos e professores ali, mas Thor ainda não se encontrava, portanto a professora de culinária acabou optando por um lugar mais a frete do altar, um dos poucos lugares que ainda estavam disponíveis.
    Atenta a celebração, ela olhava algumas vezes para trás para ver se seu colega de trabalho havia chegado, para chamá-lo a se sentar ao seu lado, mas a capela encheu de tal maneira que até mesmo alguns alunos tiveram que ficar para fora.
    Desistiu, não conseguia encontrar seu colega, então tornou sua atenção à missa, muito emocionada quando o Padre citou os nomes dos alunos.
    Ela não conhecia nenhum, mas sabia o quanto deveria estar sendo pesaroso para aquelas famílias e para aquelas crianças. Havia sido um atentado terrorista pelo que lera, algo realmente traumático para aquelas pequenas mentes em formação.
    "Falarei com o diretor, principalmente sobre isso!" - ela pensou, mas ao final da missa se decepcionou, afinal todos estavam sendo dispensados e orientados para, caso quisessem falar com o diretor, esperar no corredor ou marcar um horário na secretaria. Ela faria isso, marcaria um horário, afinal ele já deveria estar exausto aquela altura.
    Nana preparou-se então para deixar a Capela, procurando por Thor, para que ele fosse com ela até a secretaria.


    Que tolice! Mas London estava na primeira fileira, seus olhos doces e meigos, seu corpo frágil que leh dava uma aparência inocente, sim, todo um conjunto pare esconder a real natureza daquela pequena víbora que mesmo odiando aos humanos e achando aquela missa algo patético, ela estava ali.
    Depois de uma conversa tediosa e pouco produtiva com Hijikata, London sabia que seu luagr era ao lado de Jesse e somente dele, ao menos seria isso que diria quando voltasse correndo como um cachorrinho. Poderia até mesmo criar uma intriga entre ele e aquele outro tolo puro sangue. Seria divertido afinal!
    Logo London desviou seus pensamentos desse plano tresloucado, haviam muitos puro sangue ali e ela não queria que seus planos fossem jogados aos ventos, muito menos que chegassem aos ouvidos de Jesse.
    Sorrindo, ela tratou de apanhar a transcrição da missa e então passou a acompnhar, cantando cada muúsica com sua voz afinada, portando-se como uma verddeira católica. Era fácil fazer aquilo, tudo o que o padre iria dizer estava escrito ali, somente um idiota não conseguiria acompanhar.
    Ela sentiu a presença de Jesse, sorrindo satisfeita, teria que encontrá-lo logo após a missa, mas isso não lhe deixava ansiosa ou angustiada. As palavras dele naquela manhã enquanto lhe cedia sangue lhe deixaram claro muitas coisas, ele sabia que ela estava usando ele e ela sabia que ele estava usando ela e de uma certa forma os dois selavam uma espécie de contrto silencioso, mas agora ela havia optado por um lado e pela primeira vez.
    Mesmo tentanda, permaneceu em silêncio, não revelando os pensando que iam em sua mente, mesmo que qisesse se comunicar com Jesse.
    Permaneceu atenta ao resto da missa, mas não às palavras do padre e sim aos gestos e olhares de cada um. Tohru Kuran estava ali, mas seu noivo estava distante dela. O que teria acontecido? U sorriso maldoso surgiu nos lábios de London e ela ergueu a transcrição em frente ao rosto para ocultá-lo.
    Ao fim d amissa, com o pedido de que todos ficassem, London permaneceu em seu banco. Fizera bem em não procura rpo Jesse, deveria ser ele quem falaria com ela e ela agiria dessa forma o tempo que fosse necessário... ou até sua sede permitir.

Convidad
Convidado


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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Convidad em Sex Maio 18, 2012 7:58 pm

    Pesar, embora sua mente estivesse em branco ele sentia o pesar claro em seu peito. Talvez fosse pela discussão com Tohru, talvez fosse por todos aqules pensamentos pesados que haviam passado por sua mente por toda aquela tarde ou talvez fosse o simples fato de que havia perdido seus pais e Tohru também havia ficado orfã.

    Marshall ergueu o olhar pra a jovem mestiça, sentindo-se ainda mais pesaroso ao notar o quanto ela estava frágil com tudo o que havia acontecido. Será que ela havia ido à enfermaria para limpar os machucados? Ela precisava se cuidar, precisava ser forte, não para os outros, mas para si própria.

    Era uma cena de partir o coração, mas se ele se aproximasse dela naquele momento lhe daria uma idéia totalmente errada sobre o que estava sentindo. Não, não era pena, aquilo jamais passou pela cabeça dele, ele só estava partilhando daquele mesmo pesar e ao vê-la daquele modo queria poder lhe dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas o que mudaria? Ela se encheria de esperanças e tudo o que ele teria a dizer era que não havia se lembrado dela ainda, nem do filho deles e nem daquele imenso sentimetno que ele era capaz de ver em seus olhos.

    Marshall respirou fundo, mantendo todos aqueles sentimentos para si, enquanto houvessem dúvidas ele nao seria digno de partilhar a compaixão e o amor dela.

    Ele abaixou a cabeça e tentou ignorar, mas seu coração continuava apesar e pesar ainda mais, deixando-o confuso e com raiva de si mesmo. Por que? Por que o peito dele lembrava o que sentia, mas sua mente continuava em branco? Por que aquela dor?

    - ... - de repente uma idéia lhe veio a cabeça, mas ele não sabia para quem dizer aquela idéia e após essa idéia um outro propósito invadiu sua mente. Era uma esperança, tola, afinal pelo que Tohru havia dito os leveis D eram odiados, por isso ele nada diria a Tohru até que conseguisse, porém ele também não a deixaria sofrendo com seu silêncio.

    Decisões, Marshall agora tinha dois propósitos bem estabelecidos: o primeiro era não permitir que Tohru sofresse, deixaria ela nas mãos de alguém que ela confiava, com que ela contava; o segundo era recuperar sua memória, fosse como fosse, devsse o que devesse. Nenhuma divida lhe era maior do que a dívida que ele tinha com Tohru.

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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Kagura em Sex Maio 18, 2012 8:13 pm

    ++Arthur++

    Pesar. Uma coisa intrínseca ao ser humano e que estimulou aquela celebração. Altar vazio de imagens, pessoas concentradas nas palavras do padre, e meu corpo ali, em uma das primeiras cadeiras, quase anestesiado pelo tédio, mas sem poder desviar o olhar. Professores as vezes devem manter a compostura sabe? Mesmo que ambiente não ajude muito, e seu pensamento esteja longe, em algum lugar, como em meus cinco filhos. Trés dos quais estavam na igreja naquele momento.

    Cada qual com seu próprio problema. Situações as quais eu mesmo não queria enfrentar. Fechei os olhos momentaneamente. Minha atenção estava fixa em Charles agora, que apenas vagava no próprio pensamento sobre a humana japonesa, ignorando a demônio ao seu lado. Qual seria o futuro? Porque todos os Lutonts estavam amaldiçoados de sua maneira? Seriam os meus atos, ou apenas o sangue assassino que sempre prevalecia?

    Um suspiro cansado irrompeu o ar. Tantas coisas para investigar, tão pouco tempo. Teria mamãe enlouquecido novamente devido aquela velha profecia? Teria sido meu sumiço uma coisa errônea? Olhos novamente voltados para o padre. Jean parecia-me o mais relaxado ali diante de um casamento arranjado. Talvez seu fardo fosse o mais fácil de carregar, embora, em meu passado eu o houvesse recusado veementemente.

    Benção final. Fim da missa. Crianças se levantando enquanto eu continuava ali. Talvez fosse melhor que tratasse diretamente com Laila. Teria ela uma espécie de troca? Se aquilo continuasse, a integridade de Charles e Ryan estaria ameaçada. -Desde quando sou tão responsável? -Pensei, arrumando o cabelo loiro e os óculos falsos que davam-me um aspecto de seriedade.


    ++Jesse++


    Pesar. Um sentimento tão humano e ridículo. Algo que nunca conseguiria entender. Frios, meus olhos amarelados fitavam a frente da igreja. Sem expressão, sem movimento. Era quase uma estatua ali. Uma estatua bela, elegante e perfeita que fitava mais o pescoço do padre que qualquer outra coisa. Pessoas religiosas. Uma das coisas que mais pareciam-me sem sentido. Anjos católicos? Eles nunca iriam aparecer para salvar a humanidade. Não novamente após o contrato. Não quando evitavam interferir, então porque esperar deles? Porque desejar que almas mortas fossem para um céu idealizado, quando claramente iriam queimar no inferno e oferecer forças para a magia negra.

    Satanista? De jeito nenhum. Como acreditava em anjos, acreditava em demônios. Eu mesmo havia sido sua oferenda no passado e devo garantir que sempre serei a favor de meu destino, embora não tenha mais alma ou condição para considerar uma possível morte. Não. Eu era um Gaullen, e como todos em minha família, carregava um segredo. Eu não era apenas puro sangue. Era mestiço. Batizado com sangue de demônios e oferecido como oferenda ainda bebe no altar. Meu corpo, desde essa época, havia sido consumido. Minha estadia no inferno durara uma semana até que fosse trazido de volta. Trajeto duro? Talvez. Mas tal batizado só fez provar, eu era um verdadeiro Gaullen, e como meus ancestrais eu era duo. Puro sangue e demônio. Duas entidades poderosas entrelaçadas. O verdadeiro herdeiro infernal e ao mesmo tempo terreno do Livro Magno.

    Sorridente, embora de mentira, meu olhar focou London. A nobre estava perfeita ali do meu lado, como era de se esperar. Uma boneca traiçoeira que queria me usar e ser usada. Não que me importasse. Por um lado nosso interesse mútuo me agradava, e não era tão tolo em acreditar em boas intenções. Principalmente porque eu próprio era vazio delas.

    Mais palavra e, finalmente, a benção final. O recado fora dado e parado ali fiquei. Tudo aquilo era uma perca de tempo, mas como bom exemplo deveria dar uma chance a esses eventos, mesmo que contra minha convicção. Aos poucos os humanos saiam, e o horário da reunião se aproximava. Talvez mais tarde ainda desse tempo de ir arranjar um pouco de "comida" na cidade. Minha garganta ardia um pouco, seca.



Última edição por Kagura em Sex Maio 18, 2012 8:33 pm, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Luthica em Sex Maio 18, 2012 8:21 pm

O fato de não haver objetos religiosos ali antes do padre era cômico, mas bastante triste. Significava o quanto eram monstros sem o direito de descansar em paz. Mas também, quem precisava daquela paz? Sorriu, melancólico. Talvez fosse uma desculpa para se perdoar.

Klaus não era especialmente religioso. Na verdade, não era nada religioso. Não costumava frequentar igrejas e, se o fazia, ficava quieto até que pudesse sair. Não ficava muito ansioso para ir embora, mas também nada lhe agradava quando longas missas tornavam seu dia mais enfadonho - claro que não era comum de acontecer. Exceto por aquela, em nome de Ingrid. Quando ela fora assassinada, nenhuma alma decidiu fazer uma missa. Pois seus pais achavam que ela estava desaparecida.

Ele, porém, tinha comparecido a uma missa da morte de outra pessoa e fingiu ser de sua amada. As pessoas, na ocasião, não sabiam por que aquele estranho, afastado de todos, estava tão pensativo.

Naquela vez, ele fingiu-se indiferente, tendo vestido roupa social, gravata, e pulando as rezas em sua mente.
-
Você está linda - brincou, murmurando para Aya, em tom maroto.

Tentava descontrair o clima que ele pensava que provavelmente traria para a caçadora. Ele mesmo poderia ser um nome naquelas vítimas eos dois sabiam disso. O que ela não sabia é que Klaus guardava muito mais memórias sobre missas em homenagem aos falecidos do que ela imaginava. Mas também, ele desconhecia o passado trágico da garota.

Durante a reza em latim, ele tocou o rosto de Aya com o polegar, puxando sua bochecha para cima, apenas querendo uma reação dela, ficando em silêncio o restante do culto. Assim, como os dois não precisavam permanecer ali, ele enfiou as mãos nos bolsos e virou o rosto para ela.

-
Vamos cair fora? - sorriu e, após uma resposta, já se encaminhava para fora. Em outros tempos, talvez quisesse saber dos segredos dos alunos da noite. Mas não naqueles dias tão preocupantes para eles.
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Mensagem por Kagura em Sex Maio 18, 2012 9:08 pm

    ++Ryan++

    Dúvida. Confusão. No meio de minhas próprias questões minha mente viajava, enquanto o padre falava algo que não conseguia captar. Cenas apareciam em minha mente a todo o tempo. Primeiro o beijo em Lohanne e então a outra cena. A cena na qual corri sem palavras da menina, sem saber o que dizer. Teria ela dito que me amava ou fora só uma ilusão? Porque isso agora? Porque aquela maldita queria confundir minha mente mais ainda? Meus olhos raivosos olharam para os bancos da frente, onde a irritante cabeleira ruiva se destacavam. Alguns palavrões deixaram minha boca, enquanto meus batimentos aumentavam da mesma forma estranha e embaraçosa das outras vezes. Droga! Porque me sentir assim perto de uma humana sem graça?

    Minha cabeça balançou em negação. Tinha que me concentrar. Distrair minha mente com outra coisa, e por isso peguei o PSP. O novo Final Fantasy, era hora de começar a zerá-lo e ver se o padre calava a boca de uma vez. Pêsames... Pêsames.. Quem disse que os próprios mortos queriam algo como aquilo? Eles apenas desejavam descansar em paz sem toda aquela chateação. Não tinha nada a lamentar, afinal, Melissa, em meu entendimento, não havia ido por definitivo. Não. Ela estava ali, e eu iria encontrá-la, mesmo que nenhum daqueles imbecis não movessem o mínimo traseiro balofo para isso. Filhos da P*** hipócritas!

    Com vontade e violência, as mãos se moviam nas teclas como uma luta de vida ou morte. Precisão? Eu não precisava. Sempre fora bom em jogos, e aquele não seria exceção. O zeraria em dois dias. Sim. Nada de pensar em Lohanne. Apenas videogame e missões da garota demônio maldita. Sério. Tinha que treinar. Não podia deixar aquilo acontecer de novo. Não passar o vexame perante a todos que passara no prédio velho e abandonado. Não queria estar no hospital de novo. Não na mesma situação.

    Meia hora, uma hora. O diabo a quatro. Minha mente tentava se concentrar, embora hora ou outra, olhasse de esguelha para a ruivinha de cara feia, desejando que ela não notasse. Droga, essa imbecil esta me atrapalhando! Não deixei de quase gritar antes dos ritos finais. Um aviso foi dado, e aliviado respirei. Iria ter que ficar. Não precisaria encarar Lohanne. Ainda não sabia o que dizer se ela me perguntasse aquilo de novo, mesmo o “Te odeio” sendo tão simples na teoria. Porque? Por que humanos pareciam ter aquele imã irritante para o perigo e coisas arriscadas? Eu não podia arriscar. Não podia ficar com ela. Mesmo que essa desculpa fosse mais propriamente para mim do que para qualquer outro. Não poderia arriscar perder por um erro mais uma pessoa que prezava.


    ++Jean++

    Igrejas. Devo confessar que esse nunca fora meu lugar favorito. Castidade de mais, diversão de menos. Embora deva confessar que alguns conventos sejam um tanto quanto inesperados nesse quesito, mas vamos deixar para lá um passeio meu no sul da frança por hora. De qualquer forma, aquilo não era muito interessante, mas como a política e as regras exigiam, eu estava ali, perfeito e bem vestido, acompanhado de minha noiva que se sentava ao meu lado. Tudo pelas aparências, aquele era meu lema, embora pouco a pouco, aquele casamento forçado me parecesse uma má ideia. Nada contra Aimée, ela era ótima, a noiva perfeita. Mas se manter longe de seus costumes por um tempo muito longo pode ser algo bem fatigante, e aquele era o meu problema. A abstinência de meu mau habito que já cultivara a anos. No caso, pegar garotas só por diversão e para esfriar a cabeça após minhas representações no concelho.

    Devagar e desinteressantemente o padre falava, quase uma tortura visual para quem fingia prestar atenção. Algo como um ato de coragem diante das pessoas zumbificadas pelo tédio a minha volta. Pêsames? Quase ninguém se interessava por isso. Talvez estivessem felizes por estarem seguros e ponto final. Mundo individualista. Nada mais era novidade, assim como meu desdem diante de nomes desconhecidos.

    Acariciei a mão de Aimée calmamente, ajudando em nossa cena em público. Um casamento de fachada não deveria parecer tão de faxada assim, embora mantivéssemos a relação tão sóbria quanto o possível. Queríamos nos livrar daquilo e esperaríamos a poeira baixar, assim como a voz do celebrante que graças aos céus acabara sua fala. Minha mão se soltou da da nobre e ficamos sentados, mais uma reunião estava por vir...


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Mensagem por Phyress em Sab Maio 19, 2012 4:44 pm

Aya apenas observava o cenário. O olhar dela parecia um pouco mais vidrado que o normal, durante o discurso e a reza, a garota cerrou um dos punhos, com raiva.

Aquela situação a lembrava de como sua família não teve sequer o direito ao enterro... Nunca foram religiosos, mas os Alexander tinham o hábito de cremar os corpos dos falecidos para evitar transformações e conflitos desnecessários. Porém, não houve tempo para isso durante o massacre de sua família. Com medo que mais inimigos viessem, os poucos sobreviventes fugiram e se separaram, deixando todos os corpos; dos inimigos e dos famílias para apodrecer dentro da mansão dos Alexander.

Ficar ali a irritava. Mesmo que não tivesse ligação nenhuma com algum dos falecidos, não queria ficar naquele lugar. Sentia o ímpeto de ir embora. Uma simples missa não faria os mortos dencansarem em paz, aquilo não traria nada a ninguém. Ela fechou os olhos e soltou um suspiro aborrecido.

"Por que estou sendo obrigada a ficar aqui? Eu nem conhecia essas pessoas..."

Aya usava um vestido preto. O comentário de Klaus, porém, passou despercebido. Era a primeira vez que Klaus via Aya com aquele tipo de expressão. Uma frustração melancólica, mas o olhar com um brilho de ódio. A ruiva queria se vingar e destruir todos aqueles monstros que atacavam inocentes.

Lembrou-se, especialmente, de sua irmã. Que se sacrificou para protegê-la. Sentiu os olhos marejarem e, antes que pudesse disfaçar e limpá-los, sentiu Klaus tocar seu rosto. Ela se virou para ele, o olhar não tinha a irritação habital, mas sim cansaço.

- Sim. Eu não quero ficar aqui. - disse, já virando-se e caminhando em direção a saída.
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Mensagem por Bells em Sab Maio 19, 2012 7:57 pm

Aimée Dolohov

Uma homenagem a todos os mortos durante aquele combate... Não vira nenhum deles, mas sabia que haviam acontecido mortes, e também uma transformação nessa ocasião. Era um dia do qual muitas pessoas se lembrariam, e outras esqueceriam logo. Não era seguro que humanos tivessem tantas lembranças sobre nós, e o que alguns haviam visto... Era mais do que suas mentes podiam entender e suportar sem mais perguntas. Seria nosso dever, dos nobres, fazê-los esquecer de tudo o que haviam presenciado. Era óbvio que teríamos bastante trabalho, e logo. Já durara de mais essas lembranças. Quanto mais tempo, mais difícil seria de fazê-los esquecer completamente de tudo isso. A cerimônia era tola e inutil para vampiros, mas éramos obrigados a estar ali, então não poderiamos reclamar. Jean, a meu lado, demonstrava completo controle de si mesmo, mesmo que eu soubesse que ele preferiria estar em qualquer outro lugar que não fosse aquele. Ainda mais do que queria se livrar de nosso compromisso, tanto quanto eu. Minha liberdade... Apenas depois de ter certeza de que Tohru estaria em segurança poderia aproveitar de maneira adequada minha diversao. Até mesmo agora, ao lado dele, e com nossas maos juntas, sentia que ela estava ansiosa. Mas estava segura e poderia ficar bem. Marshall a acompanhava, então estaria em segurança, ao menos por enquanto. E todos os vampiros teriam de ficar...

Assim que a cerimônia acabou, me contive, para não sair correndo dali e aproveitar em qualquer outro lugar esse tempo livre. Talvez conversar com Tohru, ou com Jean mesmo... Apesar de nosso acordo, me sentia sozinha, mais do que em qualquer outro lugar sem ter ninguém que me abraçasse com amor. Esse casamento teria de ser finalizado o mais rápido possivel, para que pudessemos ter nossas vidas de voltas, ele a dele e eu a minha. Longe um do outro tanto quanto sempre quiseramos, quanto mais longe, melhor. Era tudo o que poderiamos querer, ainda mais agora, depois de tanto tempo longe de nossas vidas... Suspirando, mantive meus olhos parados no celebrante, agradecendo mentalmente quando deu por encerrada a cerimonia e Jean soltou minhas maos. Ainda teriamos de ficar ali, mas ao menos poderiamos esperar apenas os de nossa espécie.

Katrina DeLeon

Caleb estava do meu lado. Estavamos de mãos dadas e sabia que ele não se importaria, mesmo que passassemos a impressão errada para os outros. Ao menos não por enquanto, ele não se importaria nem mesmo que realmente estivessem suspeitando de nós dois juntos, mas sabia que não estavam. Apenas viam um irmão preocupado e carinhoso, perto da irmã, a vigiando para que não corresse nenhum perigo. Ansioso de mais para que qualquer outra coisa fosse imaginada pelas pessoas a nossa volta. Os vampiros, os demais lobisomens... Todos estavam por perto, perto de mais para que ele se sentisse à vontade perto, mesmo comigo de seu lado. Mas o sorriso que recebi, mesmo que rápido, me mostrava que eu era importante e que ele estaria ao meu lado, cuidando de mim. Sua cabeça perto de mim e o movimento de seu peito. Ele tentava evitar o cheiro dos vampiros e das demais criaturas com o meu. Finalmente, era realmente util para ele, de maneira eficiente e ele se sentia melhor a meu lado do que a muito tempo. Não pretendia ter contato maior que o obrigatório com os outros de minha propria espécie. Manteria Caleb sobre controle, como sempre fazia, desde que éramos pequenos.

Sorri mais abertamente com o fim dessa cerimonia. Poderiamos ir passear juntos, fosse de volta para o quarto, ou para a floresta, corrermos. Até mesmo para a quadra, para que ele praticasse algum esporte enquanto eu estivesse desenhando e o observando. Sabia que estaria sempre por perto dele, sempre que me fosse permitida essa alegria. Tinha de estar perto dele se realmente queria estar feliz e bem, em um lugar como esse. Longe de tudo mais que conhecia. Esses vampiros não eram monstros fora de controle. Eram controlados até de mais na opinião da maioria e de quase a totalidade das pessoas. Era o que eu mais temia. Monstros assim não eram faceis de serem combatidos, e fariam de tudo para descontrolar meu irmão, mesmo que não soubessem. Sim, era a melhor coisa que podiamos fazer. Sair dali, e irmos viver nossa paz e alegria. Nada seria capaz de me deixar infeliz. Não agora, ou hoje.


Cristal Nightingale

Uma homenagem que eu não podia ver, apenas escutar, me parecia completamente inútil, mas se tinha de estar ali, faria o certo. Ainda mais sabendo que tivera muita sorte de me manter segura, mesmo com tudo o que acontecia a minha volta. Andariel e Cacau eram os principais responssáveis por isso, pois ambos haviam me mantido longe do perigo, cada um a sua maneira. Devia a minha vida a ambos. Andariel devia estar aqui por perto, sentia que ele estava, mas não tinha certeza do quanto ou se me vira. Cacau estava a meus pés, sentia seu pelo em meus dedos enquanto esperava que tudo terminasse. Não sabia se as pessoas estavam de pé ou se sentavam, não tinha a menor noção do que acontecia, tendo apenas como escutar as palavras. Era o máximo de homenagem que poderia fazer para essas pessoas, que haviam morrido nessa batalha. Nada mais me era permitido, não sem poder ver o que acontecia.

Cacau estava ansiosa, sentia isso em seus movimentos ansiosos. Ela desejava me tirar dali o mais rápido possível, e eu não me importaria que o fizesse. Era o certo, e era o que eu faria. Assim que foi dada por encerrada a cerimônia, com um gesto, Cacau me tirou dali. Andaria, iria para algum lugar qualquer, onde pudesse ter alguma paz e não imcomodar ninguém. Música, andar, ou qualquer outra coisa.


Ashara Dayne

Não pretendia realmente prestar atenção ao que aquele celebrante dizia. Esse deus que pregava era real, tinha certeza, já que eu mesma nascera de algo diretamente ligado a ele, mas não lhe era fiel. Apenas era fiel a mim mesma e a minha segurança. Mas como tinha de estar ali... Era o que fazia, de maneira completamente submissa. Sabia como me fingir assim, como aparentar o que não sentia. E era o que fazia agora. Não ouvia uma palavra do que era dito, mas se me vissem diriam que era uma perfeita devota. Era meu dever parecer estar interessada e acreditando em tudo o que falavam. Era meu dever como uma boa atriz, e a melhor maneira de me manter em segurança nessa hora. Muitas criaturas parecidas e diferentes de mim, ao mesmo tempo, estavam aqui. Mais do que gostaria de acreditar. Não queria correr o risco de ser destruída, ou atacada. Haviam vampiros o bastante para me fazerem feliz por mais de um século aqui. De todos os tipos.

O fim foi mais do que bem vindo, cumpri toda a cerimonia de maneira adequada, me retirando o mais rápido que pude, vendo que Eric ficava. Uma pena... Teria de encontrar o que fazer enquanto ele não estivesse livre. Queria me divertir completamente, com mordidas e tudo mais.


Marina DuVillar

As pessoas que haviam perdido a vida naquela batalha inutil... Não era justo que todas aquelas vidas fossem tiradas antes do tempo adequado. Eram vidas perdidas por nada. Sentia que toda a natureza chorava por essas vidas perdidas de maneira tão subita e cruel. Não era certo que me sentisse feliz por me entender com Icaru enquanto tantas familias estavam despedaçadas com a perda de pessoas amadas e queridas. Mas era assim que as coisas estavam. Icaru estava pensativo, gostaria de poder entender o que se passava por sua mente na metade do tempo. Jamais entenderia completamente tudo o que ele passara, nem poderia ser completamente justa com ele, mas faria o meu melhor para ajudá-lo e entendÊ-lo melhor. Yumi era a primeira pessoa com quem queria falar, ela era uma boa amiga dele, tinham muito em comum, os dois.

O fim da cerimonia, apesar de tudo, foi um alivio. Com esse fim, poderia me sentir melhor em meio a mata e a qualquer pedaço de natureza que visse. Era o que mais queria. Me sentir inteira novamente, e tentar entender o que sentia por ele.


Sônia Ivanov

Minha irmã... Ainda não sabia o que fazer sem ela por perto. Ela era quem sempre decidia. Mas sabia o que queriam que eu fizesse agora. Me envolver como Hunter, mesmo sendo uma Hunter imcompleta com o trabalho da associação. Tinha de honrar meu nome e minha vida. Por mais estranho que fosse esperarem tanto de mim, que sempre fora a mais inutil de nós duas. Minha irmã que sempre se importava comigo não estava mais perto o bastante para me ajudar e me proteger. Estava realmente sozinha nesse mundo, sem que ela pudesse fazer nada para me ajudar. Precisava conseguir alguém para me ajudar, para me guiar. Ou então fazer como eles queriam e aprender a me cuidar sozinha. Era mais seguro que fizesse isso, por mais doloroso que fosse admitir que não precisava mais de minha irmã a meu lado.

O fim da cerimonia também significou o fim de meu tempo para pensar. Estava na hora de agir, fosse como fosse. Uma missão... Era o que faria. Agora mesmo, se assim pudesse.




Spoiler:
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Mensagem por Ikki em Sab Maio 19, 2012 9:07 pm

Andariel

O anjo vestia um uma camisa social preta com um casaco da mesma cor

O anjo sentiu uma grande essência de energia divina vinda da capela o anjo começou a se aproximar, sentindo a forcas divinas ali se estava reunindo criaturas abomináveis na porta da capela o anjo ignorou aquilo y entrou na capela já tinha bastantes alunos ali sentados, o anjo procuro a jovem crystal, ele a achou sentada um pouco longe, parecia ter um olhar triste o anjo aproximou-se

-com licença crystal vou acompanha-la dize em quanto se sentava do lado dela olhando que a missa tava por começar o anjo guardou silencio aquilo não era diferente para ele falava seu pai y seu senhor, durante os minutos de silencio uma graça encheu o jovem aquilo trazia lembranças ao anjo sobre sua vida no céu Andariel via como os mortais veneravam seu pai. O padre começa a ler os nomes dos alunos que tinha falecido, o anjo desceu os olhos a maioria dos nomes ele não reconhecera.

Mas não podia evitar ver o rosto dos garotos que tinha conhecido durante o ataque y não tinha volto a ver não pode evitar desviar o olhar para crystal quem estava muito bela, não pode evitar pegar a mão da crystal protegida pela luva ele sentiu como apertava forte. Ela sim deveria estar sofrendo o anjo continuou a escutar as musicas que não pode evitar, ter flash dos anjos cantando a mesma canção nos céus, aquilo trazia ainda mas lembranças, quando o padre pediu para todos rezaram o anjo simplesmente fechou os olhos y escuto em silencio como os alunos faziam está petição ele não poderia acompanhar isso ele era distinto não era humano era uma divindade feita mortal, aquilo não fazia sentido para ele.

O Padre continuou a cerimônia que duro bastante tempo o anjo Igual aos demônios de ali afora sabiam que isto não servia para nada era só para deixar os mortais contentos os destinos dos alunos já estava traçado, onde estariam já tinha sido definido,y por desgraça todos não tinham ido para os céus como quisesse a maioria ali presentes

Andariel acompanho o final do rezo do padre traduzindo as suas palavras do latim um idioma muito familiar para o anjo

Pai nosso que estais no céu
Santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino.

Tua será feito, pois é no céu e na terra.

Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.

E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos ofendem.

E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Amen.

Andariel fico de pé ajudando a crystal a também faz-elo, ele demorou um pouco para não ser dos primeiros y não se encontrar com aquelas abominações que estavam afora poderia terminar numa guerra celestial assim que para evitar problema esperou alguns alunos da night como da Day saíram dali y depois ele acompanhado pela crystal saíram da capela em silencio


Thor

O professor tinha sido informado da cerimônia mas aquilo não o agradava muito já que, para ele se sentia um fracassado não tinha logrado chegar a tempo para evitar aquelas matança mesmo que ele não estivesse no ataque por culpa da burocracia de ter vindo da Rússia mas mesmo assim o único que podia fazer era assistir em silencio ele entrou na capela procurando outros dos professores, vendo a Nana a professora que tinha conhecido fazia pouco sentada ali em silencio ele

chegou perto dela y tomou acento, em silencio escutando o padre y acompanhando quando achava necessário, olhando para o chão ele se sentia um pouco culpada já que sua honra de Alfa o atingia em cheio, mas não se importo não podia mostrar esse sentir para os alunos lobisomens ali presentes.

Thor não pode evitar olhar para o futuro membro da alcateia o jovem caçador que sedo o tarde viraria um deles depois de dos largas horas a cerimônia tinha acabado o Professor se parou estendendo a mão para Nana se levantar com ele y saiu da capela a tomar um pouco de ar quiçá se converter em lupino y correr pela floresta para distrair seus ânimos



David

Tinham me avisado que teríamos uma cerimônia para os alunos mortos no ataque
-malditos vampiros pensei isto era culpa deles y estariam ali presentes como si realmente aquilo importasse para sua espécie, si eles se importaram por aquilo não estariam ali em respeito dos mortos mas isso não acontecera, preparei minha blood rose a levaria debaixo do casaco como sempre fazia mas esta vez estaria atento ao mínimo movimento de aquelas coisas raras. Com isto y ao escolher minha roupa já que ia de preto, eu tinha muitas roupas de preto minha cor preferida, demorei-me bastante quando cheguei já tinha alunos afuera me pensei por eles y olhei para adentro não estava tão cheio para que eles ficaram ali mas pode sentir que não eram humanos nem vampiros quiçá por isso não entravam.

Me encostei atrás no fundo onde tinham bastantes garotas da Day class não queria ver o rosto de um vampiro rindo para sim em quanto os demais sentiam de verdade. Toda a cerimônia foi chata já que não conhecia ninguém ali, nem o mortos o único que me dava raiva era saber que vampiros eram responsável pela faxina. Escutei em silencio as palavras do padre que não chamou minha atenção olhava cada meia-hora meu relógio o que somou duas horas de tédio ali dentro ate que ele terminou com umas palavras em latim, me dirigi ate a porta.

Quando ouvi que o diretor pediu para os alunos da night principalmente os vampiros não saíram da capela meus dentes raivaram de costas para o diretor eles riam de nos os humano que tinham matado o planificariam o próxima ataque quilo me deixo cheio de raiva uma raiva que não demonstrei com ninguém ali simplesmente sai da capela em silencio como entrei os alunos faziam o mesmo menos os malditos


Kenner

Eu peguei uma roupa preta social com meu sobretudo preto só meus olhos ficavam expostos me dirigi ate o hall da lua a esperar a Heather, não demoro muito ate que ela apareceu descendo as escadas

-Vamos pronunciei em quanto ficava de pé em direção a porta sem dizer nada saímos ate a capela que ainda não tinha muita gente aquilo sim seria chato um vampiro do meu porte tendo que assistir aquilo ademais de não ter estado em aquele momento, entramos y procurei um dos bancos atrais indicando para a heather que se senta-se ali a meu lado, depois disso eu me sentei votando as mãos sobre o banco y cruzando as pernas, aquela canção irritante não fazia sentido para um ser imortal como eu y do meu nível ainda menos, aquele parecia um bom momento para dormir mas não seria bem visto por ninguém mas eu não me importava pensava para mim blasfêmia era aquilo que falava o padre, quando ele cito os mortos eu achei ate pouco não tinham morto tanto eu pensei que teriam que ser mais tratei de não soltar um riso sínico ali já que só se escutava a Vox do humano esse adiante, reparei os alunos ali presentes o yuriev a seu lado a kaname.

Aquilo era engraçado também reparei a hijikata por ali não me importei onde ele poderia estar a Charlotte dei uma olhada sensual para ela y pisquei meu olho na sua direção aquilo era mas uma picardia que outra coisa, tinha bastantes caçadores naquela capela, alguns vampiros podiam se sentir intimidado com ele todos reunidos ali numa só sala, mas eu procurei uma só Hunter aquela garota indefesa no terraço fazia uns dias sim de nome Sonia eu olhei para ela imaginava o que sentia mas não me importava neste momento ou seria o melhor momento para consola-la para não se sentir culpada voltei-me novamente para o que falava o velho aquilo me dava mas a impressão que estávamos no enterro dos Weldenvarden onde a jovem não tinha se despedido dos seus pais aquilo parecia o melhor momento para ela se sentir a vontade terminada a maldita missa o Yan pediu para que ficássemos ali aguardando eu estendi minhas mãos ficando por detrás da heather aquilo tinha ficado mas tranquilo a presencia dos puros-sangues pareciam ser respeitados pelos demais alunos da night.

Fiquei aguardando as instruções do Yan
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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Convidad em Dom Maio 20, 2012 4:23 pm

Após pesquisar um pouco na biblioteca, desviando seus pensamentos da discussão que tivera com Icaru. Yumi havia voltado para o quarto e tomado um longo banho, preparando-se para a missa que estava ocorrendo na capela da Academia Cross.

Como queria livrar-se de todos os fatos daquele dia, Yumi não fez questão de permanecer com o uniforme da Day Class. Ela vestiu uma calça jeans escura, um suéter preto de gola V e calçou o par de All Star branco que tinha. – Espero que não sofra nenhuma advertência por estar usando roupas informais.

Yumi ajeitou os cabelos molhados para trás do ombro, deixando o doce aroma de morango fluir por onde passava. Ela seguiu na direção da capela e surpreendeu-se com o grande número de pessoas que já estavam presentes ali.

Em silêncio, Yumi parou no arco da porta principal da igreja e procurou por conhecidos ali dentro. Nora estava muito concentrada, parecia estar orando ou coisa do gênero. Yumi nunca acreditou em Deus, ou me qualquer outra coisa (mesmo que soubesse da existência de anjos e demônios), pois sempre sentiu-se vazia e sem amparo mesmo que rezasse todas as noites pelas almas de seus pais.

Era melhor não importunar a menina, até porque estava muito alterada. Tinha medo de falar ou agir de modo grosseiro e fragilizar Nora, muito mais do que ela já estava. No quarto conversariam com calma e pediria desculpas por mostrar-se tão ausente nos últimos dias.

“É melhor eu me sentar um pouquinho, e zelar pelos mortos.”
– ela caminhou lentamente pelo chão de ladrinhos da igreja, que formavam um circulo entorno do pequeno altar. O local era muito mais agradável do que ela imaginava, pois não havia todos aqueles adornos de santos e crucifixos espalhados pelas paredes, não havia poluição visual como em outras igrejas. Como se ali fosse um local propicio para encontrar a plenitude interna e não a de Deus.

Yumi parou de acompanhar as paredes do local, assim que viu a cabeleira vermelha e reluzente de Icaru, disparando seu coração. Ela sabia que ele estaria ali, então o porquê de toda aquela reação exagerada?

Silenciosamente, Yumi sentou na quarta fileira diante do altar, duas atrás de Icaru. Os lábios selados em uma linha reta, a caçadora permaneceu atônica, enquanto olhava para o Padre. Ora e outra se perdendo nos cabelos de Icaru e no pouco da pele de seu pescoço e orelhas que ela podia ver. O que será que ele estaria pensando?

“Ele está tão concentrado... E eu aqui agindo como um idiota.” – Yumi tentou fechar os olhos e prestar atenção nas palavras do Padre. Porém todas aquelas vozes tornavam-se zunidos, obrigando-a a procurar Icaru, culpando-se por tudo que havia acontecido.

“Não posso ficar presa a isso, e a esse tipo de sentimento.” – a ruiva apoiou as duas mãos sobre o colo e ergueu o olhar até o altar. Yumi zelou silenciosamente pelos mortos diante daquele ataque, pedindo clemências para que a perdoassem por ser fraca, por não ter conseguido executar sua tarefa como caçadora. Descrente, ela forçou em sua mente um pequeno monologo, zelando por seus amigos e por ela mesma.

“Ajude-me a cuidar de meus amigos, e a não fazer coisas erradas como ando fazendo. Preciso de calma e sabedoria. Eu preciso ajudá-los.” – ela abriu os lábios, mas os comprimiu em seguida, junto de seus olhos, até doerem devido à pressão. “Cuide de meu pai e minha mãe. Eu sempre os amarei.” Porém, por mais esforço que ela fazia para se concentrar, no escuro de sua mente ela ainda podia perder-se nos gritos de Icaru e em sua imagem. Como poderia desejar tantas coisas boas para os demais, senão conseguia fazer a coisa certa?


Hitagi estava atrasada. Ela subiu as escadarias da capela aos tropeços, arfando feito uma maluca, quase trombando na garota de cabelos vermelhos que estava na sua frente (Yumi), mas por sorte havia parado a tempo.

Ela caminhou timidamente pelo local, passando com euforia pelas pessoas, na busca de um lugar qualquer. Não percebendo que Taito estava no fundo da capela, aguardando-a com um acento vago ao lado.

Ryou sentou nos bancos centrais, murmurando aleatoriamente pedido de desculpas, enquanto pisoteava os pés alheios de quem estava na sua volta.

Finalmente sentada no banco de madeira, Hita, enlaçou os dedos e se colocou a rezar pelas vidas que foram perdidas durante aquele ataque surpresa.

“Kami-sama, por favor, cuide das vidas perdidas, e que os nossos queridos colegas e funcionários encontrem paz em seus espíritos. Obrigada por ter colocado JoeJoong-san em meu caminho, pois graças a sua coragem, eu estou viva agora.” – mesmo entristecida com o ocorrido, um pequeno sorriso brilhou sobre a face de Hitagi. Pois graças aquilo, conseguiu encontrar uma pessoa maravilhosa, mesmo que no fundo, fosse um bagunceiro. “Eu agradeço ao Taito do fundo do coração por não ter me abandonado como os demais. Zelo para que ele consiga realizar o que veio fazer aqui, e que você, Kami-sama, o proteja de todo o mau, assim como sua nação que precisa muito de apoio.”

Ela bateu as palmas e abriu os olhos, pois a missa havia terminado. Hitagi ficou tanto tempo agradecendo que só havia se dado conta que todo o evento havia terminado com a movimentação das pessoas no banco da capela. Ela encolheu para trás, mas quase pulou do banco assim que a voz e o hálito quente de Taito haviam alcançado os seus ouvidos. A garota encolheu-se, pois havia sentido cócegas com a aproximação dele. Mas antes que pudesse responder o garoto já não estava mais ali.

- Urasagi-san? – ela o viu sair às presas da capela. Será que havia acontecido alguma coisa com o coreano? Bom, ela não tinha como ir correndo na direção dele, então deixaria para conversar na sala do dormitório, como ele havia indicado.


Jared estava sentado nos bancos laterais da capela, os braços abertos e os cotovelos apoiados sobre o encosto das costas. Até quando se estenderia aquela missa?

Como era um professor novato, todo aquele evento não causava nada em seu intimo. Pessoas morriam e nasciam, era o ciclo da vida, mesmo que aquelas mortes não estivessem tracejadas em suas pequeninas vidas. O moreno deixou escapar um longo bocejo, deixando a cabeça tombar para trás, perdendo-se nos vários cristais do candelabro que estava sobre a sua cabeça.

“Até que ponto as coisas continuaram assim?” – Jared perdia em seus próprios pensamentos, buscando na memória seus amigos e familiares que fora obrigado a deixar para trás, devido à contusão em seu joelho e sua vida de caçador. Todos ali possuíam problemas, e ele não era diferente. A única diferença era que ele havia encontrado consolo nos esportes, em fazer o que sempre desejou, desde que era uma criançinha de 5 anos.

O professor não entendia as causas daquela chacina, até porque se Yan Yuriev quisesse, teria massacrado facilmente os causadores daquele ataque. Afinal, o que estaria acontecendo?

Após termino da missa, o professor esticou a perna e massageou levemente a coxa, esperando que os demais se afastassem dali, para que pudesse sair em paz. Precisava entrar em contato com os professores da Academia, perguntar como era o funcionamento das atividades, porém ainda não havia tido a sorte de encontrar alguém que o guiasse. Todos ali eram tão reclusos, que simplesmente eram ignorados por Jared.

- E agora, o que faço? Pelo que vejo, todos os grupinhos já estão estipulados. - uma pequena risada escapou de seus lábios, enquanto fazia um sinal positivo para o Padre que se afastava silenciosamente do altar. - Amém, senhor. - ele ironizou antes de se erguer do banco. -Preciso de uma boa bebida.


Valmore havia chegado cedo para a missa. Ele estava preocupado com Anika, afinal, depois do que havia feito a garota, ela nunca mais o procurou. Ela estaria assim tão braba com seu beijo? Simplesmente não havia agüentado, ele precisava dizer tudo àquilo que sentia, mesmo que a magoasse, pois no fundo também estava se prejudicando.

É, pelo visto fora um erro ter exposto todos os sentimentos para a garota. Ela não estava preparada para tudo aquilo. Não estava preparada para o seu amor.

Cedric aguardava com o coração nas mãos o final da missa, havia ficado o tempo inteiro ali, guardando o lugar para a sua amiga, mas ela não havia ido até a capela.

“Nika, onde você está?” – ele baixou a cabeça e ficou brincando com os dedos, como se estivesse em qualquer outro lugar, menos dentro de uma capela. Ele não conseguia se concentrar no universo que o cercava, as palavras do Padre entravam em um ouvido e saia por outro.

Havia tantas pessoas ali, tantos sentimentos aglomerado a sua volta, que o espremiam cada vez mais contra o que sentia, fazendo as palmas de suas mãos latejarem. Dom que era diretamente ligado ao sentimento alheio. Todo aquele acumulo o fazia mal, mas ele não poderia fazer nada, tinha que aguardar Anika, pois ele acreditava que num momento, ou outro, ela apareceria ali para confortá-lo como sempre fez.


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Convidado


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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Makie em Seg Maio 21, 2012 4:21 pm

Missas não eram o forte de June, mas como era para rezar para as almas daqueles que sucumbiram ao ataque, não via nada contra, principalmente se isso ajudasse a não ter nenhum deles perambulando pela academia e querendo puxar um papo com ela, não estava muito afim de um diploma de louca aquela altura do campeonato.

Caminhando pela corredor central entre os bancos, june se sentou na fileira do meio, não estava tão confortável assim para assistir a missa, principalmente quando se tem uma opinião diferente do que os outros, e o pior, não tinha exatamente como provar, mas em seu interior, sabia de uma verdade que raras as pessoas compartilhariam consigo.

Sentada de maneira confortável, endireitou a roupa, mantendo os cabelos negros medianos arrumados, observando meio entediada para tudo aquilo, o tornozelo estava enfaixado, não havia sido nada grave, mas a faixa indicava uma pequena lesão, preferiu se manter ali sentada, até entregarem o panfleto com a rotina da missa, ela se pôs apenas a acompanhar a homenagem em silencio, observando com um olhar pesado o padre e o folheto, suspirando, o que afinal aquela visão havia significado?

Em pensamento apenas repetia para si mesma “Dom o que você tem aprontado de tão grave que me deixa com medo?” era bom para ela que continuasse ignorante, ao menos era assim que Rad imaginava. desta vez ele não se encontrava lá, mas sim nos aposentos da jovem, junto com o restante de seus pertences.

Seus pensamentos viajaram por todos os lugares, o reencontro com Dom, aquele dia estranho, a visão, aquela sensação esquisita ali dentro, todas aquelas pessoas, era algo muito confuso, deixando june com um pouco aliviada pro ter torcido o pé e tomado um analgésico, ou sua cabeça estaria latejando neste instante, ela pensou em procurar Dominic com os olhos por um instante, mas não conseguiu acha-lo, preferiu então desistir e observar a ornamentação da capela (que se encontrava cheia), até os ritos finais, quando esperou que a grande maioria das pessoas saísse, para que enfim pudesse se levantar e caminhar lentamente, fazia assim para não sobrecarregar o tornozelo dolorido, e justamente par anão correr o risco de ser empurrada e cair novamente.


A pequena Yumi não entendia nada o que estava acontecendo ali, afinal não era católica, como uma parte dos japoneses era xintoísta, aquele tipo de cerimonia era pesada demais e cansativa demais, sentada mais ao fundo da igreja, se sentiu um pouco acuada pelo clima e as pessoas que ali estavam, mas suspirou pesadamente, queria logo sair dali, afinal em seu pais, este tipo de coisas eram feitas em grandes locais uma homenagem, as fotos deles sobre um altar, e todos os amigos mais próximos colocando mensagens de afetos para que eles alcancem o paraíso com as energias de todos aqueles que os queriam bem, os outros apenas fariam alguns minutos de silencio rezando por suas almas, nada tão solene...

Yumi suspirou mais algumas vezes brincando com os dedos sobre as penas, contendo para que não bocejasse ali, aquele tipo de coisa não a interessava nem um pouco, e se seu avô soubesse que estaria ali, provavelmente mandaria uma carta reclamando sobre obriga-la a assistir, afinal, yumi uma herdeira de uma família tradicional, não deveria se contaminar com a religião dos bárbaros, como ele mesmo dizia, apesar que ela mesma nunca se importar com isso.

A pequena não compreendia este culto a um deus único supremo e superior a tudo, apesar de ver como o xintoísmo e o budismo sempre eram mesclados em sua cultura, imaginaria que aquilo que estavam fazendo não seria errado, apenas na cabeça de seu avô que era contra sua vinda a esta terra, isso apenas a fez sentir saudade de casa, seu cachorro estaria bem? Ele era bem velho provavelmente já encontrava problemas para mastigar. E seu avô? Estaria sentindo muito sua falta? Provavelmente, ele sempre a criara em sua casa, eram bem apegados, essa nova escola seria um pequeno sofrimento para ela.

O tempo da missa foi transcorrendo enquanto yumi se perdia em pensamentos cheios de saudades, até que o padre deu fim aos ritos finais, não sabendo em exato o que fazer, ela se levantou e saiu da capela, timidamente procurando mary para ficar ao seu lado e irem juntas ao dormitório.


Nicole Achava tudo aquilo uma baboseira. Mas como o chefinho estava ali, ela também teria que estar. Nunca acreditara em deus, ao menos não conseguia conceber a ideia de que existia um deus tão bondoso assim mas que havia ferrado com a sua vida, mas se importar com deus não era o maior de seus males, nem mesmo com o diabo, já que sua alma teria passaporte confirmado depois de tantas vidas que havia tirado, muitos deles mereciam, como outros muitos ela tinha certeza serem inocentes, mas ordem dada deveria ser cumprida, mesmo que isso custasse sua vida.

Nick ficava do lado de fora da capela com um cigarro entre os dedos e a musica tocando no fone de ouvido, algo que poderia ensurdecê-la mais cedo ou mais tarde no volume que ouvia, mas não fazia tanta questão de ficar num lugar tão cheio, estava querendo sumir do mapa, e ter tantas pessoas ali perto e ela no meio não lhe parecia algo exatamente bom.

O cigarro havia acabado e a loira exalada a ultima baforada de nicotina no ar, enquanto jogava a bituca no chão e a amassava com a ponta de seu sapato fino, a ultima vez que usara sapatos assim fora a alguns anos quando a negociação envolvia ela ser a moeda de troca em conjunto, uma bônus no pagamento, uma noite com o alvo, overdose um tanto quando clichê, mas o alvo era um viciado. Ela sentia nojo quanto tinha que usar de seu corpo como sua arma, seduzia, os levava para cama e os matava, como uma viúva negra que mata seu parceiro na hora da copula, era uma forma de satisfazer o seu espirito, já que seu corpo não sentia prazer nenhum no que fazia.

Nick se ajeitou ali sobre o batente da porta daquela capela, por sorte a missa não demorava, também havia chegado atrasada, os alunos começavam a sair, e ela apenas olhava para o diretor, o chefinho iria fazer algo, mas como estava na encolha, não se oporia a ele, ele era um monstro, mas tanto faz ela também era. Nick caminhou lentamente por entre os alunos, dando um recado a Yan, não sabia se era importante ou não apenas passou o recado e se retirou dali, afinal detestava aquele lugar.


O que dizer daquela tarde? Inesquecível. Eu e kairen abraçados unidos nos amando, mais entregues do que nunca, estava relutante ao sair, mas como fui forçada a vir, bem não tive escolha a não ser me arrumar e vir para a capela.

Procurei entre os assentos ao meio daquele pequeno lugar, ainda estava um pouco zonzo com tudo o que havia acontecido, ainda podia sentir os toques libidinosos de kairen sobre minha pele, seus beijos..., então controlei meus pensamentos, eu havia sentido sua presença ali quando passei, mas por uma certa segurança preferi me sentar mais afastada, afinal, da ultima vez que aparecemos em publico juntos, bem, não havia saído muito bem as coisas no final.


Apesar de que as coisas pareciam ter se acalmado, nada parecia estar tranquilo, aquelas nuvens negras ainda estavam la no horizonte, havia algo de errado, afinal ... por que Dennis teria vindo invadir a academia? Teria vindo atrás de kairen e me encontrado por engano? Como conseguiram entrar, logico que sem uma barreira anti-vampiros ajudava, mas assim muitos dos professores e alunos não poderiam entrar, nem mesmo o próprio diretor...


Não tinha medo de pensar naquelas coisas, afinal, era o natural a ser feito naquele instante. Ainda podia me lembrar do semblante de Dennis e aquilo me arrepiava um pouco em pensar que, não era mais seguro manter o pensamento ali.

O padre começava a missa e fiquei um tanto quanto indignada por não ter sido celebrada em latim, talvez aqueles anos no internato da França houvesse me deixado exigente com relação a isso. Dei um sorriso enquanto me lembrava que todas as manhãs assistíamos a missa celebrada por um padre em latim, e quem fosse pega sem prestar atenção no evento era castigada de uma maneira nada interessante... quantas vezes fui repreendida e obrigada a ficar de joelhos frente a uma cruz na sala de penitencias lendo longas passagens da bíblia... creio que no final de minha estadia naquele internato, havia decorado a bíblia por completo, não pude deixar de sorrir com esta lembrança.

A tarde havia sido maravilhosa, mas relutantemente fui obrigada a vir, meu corpo estava um pouco dolorido (mas estava muito feliz diga-se de passagem, não sei como consegui disfarçar o sorriso), e um tento quanto exausto, me acomodei sobre o banco, numa posição onde parecia que orava, e apenas fechei meus olhos, foi o suficiente para que cochilasse ao som da missa, e então a lembrança da missa em latim (e espero não ter dado uma de sonambula e respondido tudo em latim), a minha forma mais jovem, com o uniforme negro como o habito das irmãs, o enorme crucifixo de prata cravejada com uma grande esmeralda, agora se encontrava com Eric, quantas vezes não havia recebido uma bronca por usar aquela joia ali, me destacando das demais meninas, mas as irmãs apenas passavam a mão em minha cabeça, por aquela joia ter pertencido a minha mãe, uma das poucas lembranças que podia carregar dela.

Aquelas lembranças tiveram fim com a movimentação dos alunos, a missa havia acabado. O pedido de Yan para que nós ficássemos só me fez endireitar-me sobre o banco, a espera da “celebração especial”, o que ele tanto queria não fazia a menor ideia, também não me importava, eu so queria que aquilo acabasse, queria me encontrar com Kairen e descobrir se.. aquela tarde realmente seria apenas um sonho.



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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Loveless McKnight em Qui Maio 24, 2012 7:40 pm

LOGAN

Logan acabara de entrar na Academia...
Após alguns meses de viagem por entre várias cidades do Canadá, ele finalmente achou um lugar onde achou que teria calmaria...
Infelizmente, ele ainda não havia percebido no que tinha se metido...
num lugar cheio de seres místicos, sendo que de alguns deles, ele sequer havia ouvido falar...
Só se preocupava em fugir daquelas memórias... seus corpos, de Jean e Alissa ensanguentados, quase estraçalhados, jogados ao chão...
Daquele homem... aquele maldito...
Ainda esperava obter sua vingança, mas sabia que não era forte o suficiente para fazê-lo, ainda.
Havia passado pelo estacionamento, mas não havia ninguém lá, além de ônibus estacionados...
Andava a esmo pelos corredores da escola, sem saber onde ir, apenas em busca de algum funcionário que poderia indicá-lo a algum lugar...
indicá-lo a alguém que pudesse contratá-lo.
Nunca havia ido à escola, então, nunca soube como funcionava.
Seria, impressionantemente, uma nova experiência para ele, mesmo após 80 anos de uma vida cheia de aventuras e surpresas... mesmo que surpresas
ruins...
Ao que andava por entre os corredores, avistou uma porta. Ouviu música vindo de lá, canções de igreja, e logo presumiu que seria algum tipo de capela...
Talvez, pudesse encontrar alguma informação lá...
Foi em direção ao som, e encontrou uma porta...
Tentou entrar, mas assim que o fez, algo o impediu de entrar... algo físico o prendeu...

TRAVIS

Após horas de diversão com Molly, Travis estava exausto, mas havia recebido um bilhete, avisando que haveria uma missa, em homenagem aos alunos que haviam morrido...
Ele sequer fazia ideia do que havia acontecido, mas preferiu ir para obter alguma informação... talvez, encontrar gente nova...
Apesar de tudo, só conseguia pensar em uma coisa: Molly.
Como foi incrível... ela era demais....
Travis nunca havia se divertido tanto com uma mulher...
Ao que lhe parecia, milhões de anos vivendo por entre mortais a havia dado toda a experiência possível com homens...
Sabia exatamente como deixá-lo a ponto de bala, e foi o que fez, por muito tempo... esperava que acontecesse de novo.
Mas, por ora, tinha que achar a tal capela...
Iam juntos, Travis e Meredith...
Meredith, é claro... Molly estava, obviamente, exausta após tantas horas de... diversão...
Ao menos ainda tinha sua companhia...
Meredith não se lembrava o que havia acontecido... suas memórias foram cortadas logo que começaram.
Travis ria internamente, pela confusão dela...
Adorava Meredith e Molly, mas era de sua natureza se divertir com a miséria dos outros, mesmo que fosse apenas uma confusão simples...
Sua crueldade se mostrava a esse momento...
Havia tirado sua virgindade, sendo que ela nem mesmo viveu o momento...
Mas ele não se arrependia nem um pouco... pois havia se divertido bastante, com Molly...
Estava viciado, mas sabia disso... e não tinha intenção de acabar com este vício.
Estavam caminhando, de braços dados, em direção à capela...
Aquilo era extremamente chato para ele... parar com tudo o que estava fazendo, parar com a diversão suprema, apenas para ver um monte de gente chorando por pessoas que já morreram...
Após algum tempo pensando sobre a morte, ele passou a interpretá-la como apenas mais um fato comum...
Pessoas morrem, e a não ser que se consiga salvá-las, não há nada que se possa fazer a respeito disso... chorar pela morte de outros lhe parecia algo tão... inútil e idiota...
Achou a capela, ao que tudo indicava, pois já ouvia sons de cantoria, característicos de uma cerimônia cristã...
Ele começava a se perguntar o que aconteceria com ele se adentrasse a capela...
Nunca havia entrado em locais sagrados, então, estava um tanto curioso, e ao mesmo tempo, preocupado...
Ao que se aproximava, pensou em entrar primeiro, mas preferiu ficar um pouco para trás... estava realmente preocupado em entrar naquela capela...
Abriu a porta da capela para Meredith entrar, e ela o fez...
Ele ficou alguns segundos pensando antes de entrar, mas, não hesitou tanto, e acabou o fazendo...
Infelizmente, houve algo que o impediu... algo não o deixou entrar...
Algo o tocou e o prendeu contra a porta, assim que tentou fazê-lo...

MIKAEL

Andava por entre os corredores, um tanto entediado...
Depois de todas aquelas mortes, ele não parecia ter muito trabalho a fazer...
Nem como Chefe da Segurança e nem como... reaper.
Não se sentia mal com relação àquelas mortes, afinal, era seu trabalho levar almas...
Mas se sentia mal por não ter cumprido com seu dever na Academia... de fato, era um tanto difícil conciliar dois trabalhos tão... diferentes.
Eram opostos, na verdade... ele era um paradoxo ambulante.
Nunca havia lhe passado pela cabeça, ele nunca tinha se incomodado com essa oposição das duas funções...
Mas a circustância era... incomum.
Pessoas que deveriam estar sob sua proteção... estavam agora mortas...
Havia sido convocado para a missa em homenagem às vítimas da invasão...
Apesar de normalmente não se importar com os outros, ele estava um tanto preocupado...
Encarar os vivos... aqueles que conviviam com os que morreram...
Era imparcial, mas não cara-de-pau... não a esse ponto...
Andava em direção à porta, com um tanto de preocupação...
Não prestava atenção em nada, apenas planejava e imaginava o que poderia acontecer...
Se preparava para olhares insatisfeitos...
Talvez, fosse até mesmo demitido...
Aproximava-se da porta...
Quando ia entrar, por alguma razão, a porta se abriu antes dele tocá-la...
Mas assim que foi entrar, ficou preso...
Algo o prendeu à entrada... não tinha percebido o que, ainda...

BARON

Acabara de chegar à Academia...
Seu amigo de tempos antigos, Ivan, o havia recomendado como Coordenador da Academia...
Não entendia direito que ligação ele poderia ter com aquele lugar, mas conseguira a o emprego...
Talvez, um pouco de calmaria seria bom...
Mas talvez, não houvesse calmaria alguma ali...
Sabia que aquele lugar era cheio de seres... excepcionais...
Seres maravilhosos e sombrios, talvez mais perigosos que ele próprio...
Essa era a beleza da coisa...
Ao chegar à Academia, ele procurou por sua sala por algum tempo, mas não demorou muito para que achasse...
Assim que entrou na sala aberta, achou um bilhete, dirigindo-o para uma missa...
Missa em homenagem às vítimas da invasão...
Se perguntava o que diabos havia acontecido ali, já que não havia sido informado de nada disso...
Tinha que falar com seu chefe... aparentemente, o único capaz de mandar nele, naquela escola: o Diretor...
Yan Yuriev era seu nome, ao que Ivan o havia dito...
No bilhete, mais abaixo, havia uma nota: "Vampiros deverão permanecer para o comunicado do Diretor..."
Baron sorriu... talvez, fosse a melhor chance de esclarecer a situação...
Já estava anoitecendo, mas ainda havia um pouco de claridade...
Parecia estar chegando à capela, logo ao final da missa...
Isso era bom, pois ele sempre acabava se entediando em missas, e padres falando de Deus...
"Deus..."
Quem era Deus para alguém que tinha sido amaldiçoado com a dádiva do Inferno...? Para quem havia perdido todos a quem amava...? Para quem tinha perdido tudo, menos a própria força...?
Para ele, era tudo uma grande besteira...
Aproximava-se da porta, e via uma cena totalmente inesperada...
Eram três homens, totalmente diferentes uns dos outros...
Estavam presos pelos ombros atritantes, os três, lado a lado, na porta...
Era realmente hilário... as três bundas apontadas para ele...
Era um convite para a sola de seu sapato...
O da esquerda, um homem aparentemente mais velho, que se vestia mais como um cowboy, de aparência bestial, que fumava um charuto... era extremamente musculoso, mas de baixa estatura...
O do meio, parecia o mais jovem dos três, tinha cabelos espetados e usava uma roupa um tanto exótica, que lembrava algum astro do rock... o mais estranho eram seus dentes serrilhados e olhos vermelhos... obviamente, não era humano...
O terceiro, parecia ter pouco mais de 30 anos de idade, vestia roupas de um general da Grécia antiga ou algo do tipo... era ruivo, barbado, e bem forte, fisicamente...
Aquilo era realmente divertido...
Baron começou a rir...


- AH-AH-AH-AH-AH-AH-AH!!! Parece que tirei a sorte grande!!!

Assim que o disse, chutou, com a sola de seu sapato, a bunda do garoto do meio, forçando os três a entrarem na capela, e caírem no chão...


TODOS

Caíam os três que haviam se prendido ao tentar passar pela porta, simultaneamente...
Enquanto isso, Baron apenas caminhava calmamente para dentro da capela, passando por cima do garoto a quem havia chutado...
Andou por cima dele com calmaria...
Estranhamente, o garoto começou a rir, como se sentisse prazer com aquilo...
De fato, Travis era masoquista, e gritou, enquanto Baron passava por cima dele:


- HAHAHAHAH! AH É!!! HAHAHAHAH!

Baron achou aquilo estranho, mas não mais que os outros dois...
Logan se levantou, à beira de entrar em estado de fúria... mas, por estar em extrema tristeza, se segurou, e lembrou que a última coisa que queria era uma briga...
Não se importava com o fato de ser uma capela, apenas não queria mais brigas... não depois de tudo aquilo...
Só queria acertar as contas com um cara...
Logan apenas levantou-se, olhando para baixo, e colocou as mãos no bolso, andando em direção ao assento mais ao fundo possível...
Queria ficar isolado, apenas vendo a missa enquanto pensava em suas amadas...

Travis se levantou, gargalhando, apesar de se sentir mais fraco...
Olhou para Baron, e disse:


- E aí, grandão, tá afim de um pouco de diversão? Acabou de me dar um motivo pra sair da linha...

- Quieta o facho, garoto! Acredite, a última coisa que voê quer é uma briga comigo...


Era óbvio que Travis ansiava por uma briga, mas Baron não o queria... não ainda...
Mikael, inquieto como era, não estava em estado para evitar uma briga...
Na verdade, acabara de ficar extremamente irritado com os dois, já que não tinha percebido aonde o outro cara havia ido...


- Vocês dois vão levar a maior porrada da vida de vocês...

Baron, como sendo o único que ainda pensava naquela situação, olhou para o público...
A maior parte era composta por alunos do turno do dia... alunos que não sabiam da existência de nenhuma daquelas criaturas místicas...
Sua presença sinistra já devia ter chamado a atenção, assim como a do garoto brigão, que também chamava bastante atenção...
Ele puxou os dois para fora da sala, antes que pudessem reagir, e prensou-os contra a parede...
Usava parte do seu poder da gravidade, apenas para que percebessem que seria difícil reagir... apenas para que sentissem a pressão e ficassem estáveis...
Disse, então, quase sussurrando:


- Vocês dois são idiotas? Posso ter chegado aqui hoje, mas sei que é extremamente estúpido criar uma briga entre seres anormais como nós, no meio de uma missa cheia de alunos humanos... estúpidos... se quiserem brigar, que seja outro dia, em outro lugar, à noite... agora, eu só quero falar com o diretor, e saber que diabos tá acontecendo AQUI!!

Sendo sua última palavra bem mais alta, ambos haviam percebido a besteira que faziam...
Mikael, como Chefe da Segurança, percebeu imediatamente, e entrou na capela, calmo, sentando-se em um dos assentos, sem encarar ninguém... sem se importar com ninguém...
Travis, mesmo tendo o caos como sua essência, preferiu apenas aceitar... saiu de lá sorrindo...
Percebeu que ficava extremamente fraco dentro da capela, então, preferiu assistir à missa da porta da capela...
Meredith estava lá dentro, mas ela não era um demônio, apenas tinha um demônio dentro dela...
Travis tinha como receptáculo um meio-demônio, então, não haveria como se livrar disso...
Após a bronca, Baron apenas entrou, e ficou apoiado na parede da capela, vendo a missa entediado, não se importando com o que era dito lá...
Olhou à sua volta para ver que se incomodava com sua presença...
Alguns olhos se voltavam a ele com certo receio, mas nada tão grave... ele era assustador, de fato...
Apenas esperava a missa acabar, para poder falar com o diretor...


Última edição por Loveless McKnight em Qui Maio 24, 2012 7:55 pm, editado 2 vez(es)
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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Raikov em Qui Maio 24, 2012 8:15 pm

Raikov Iosif

O dia fora longo para Raikov, apesar de descobrir algumas coisas que desconhecia estava convivendo com a sociedade humano pela primeira vez, bem era estranho, pois meses atrás ele fazia parte de uma alcateia, mas havia acontecia algumas desavenças que acabaram resultando na expulsam dele da mesma, sem nem ter ideia do motivo. Os últimos meses Raikov havia passado junto com sua mãe. Era estranho, pois ela o ensinou o básico para não agir como um animal perto dos humanos, mas o que era mais estranho era que sua mãe conhecia um vampiro, mas Raikov não podia reclamar aquela sanguessuga desgraçada chamada Ivan o ajudou mesmo não querendo nem um pouco da gratidão dele, mas Raikov queria saber o porquê ele o recomendou um lugar como essa academia.

Não hora para se lembra desses assuntos. Raikov mantinha um olhar distante estava pensar como seria de agora entediante. Seus pensamentos o faziam se perder que nem prestava atenção no que o padre falava durante a missa, seus olhos caminhavam entre as pessoas ali, até que percebeu um jovem o encarando ele e Dom um lobisomem, provavelmente um daqueles que pensava que queríamos o território dele, mas Raikov não ligava para território. Não queria confusões por motivos banais, pelo menos não por agora.

Raikov franziu o cenho e rosnava baixo Dom olhou para ele e indicou que Caleb esta a observa-los. Raikov fitava os seus olhos com o de Caleb e durante o resto da missa. Raikov saiu da igreja o mais rápido possível indo se encontrar com Dom que o esperava lá fora.
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Re: ..:: Missa em Homenagem às Vítimas ::..

Mensagem por Klytië em Ter Maio 29, 2012 10:42 am

~
Missa não era uma palavra que Sophie gostava, na verdade aquilo nem combinava com ela e pra ela aquela palavra era um tanto mórbida com certeza. Estava um dia bonito, fresco e claro, o solo brilhante com folhas e o céu tão redondo e azul e com toda certeza uma igreja não era o lugar onde Sophie queria estar a não ser que fosse pra buscar a alma de alguém. Vagarosamente e desanimadamente a reaper caminhava em direção aquela cerimônia quando ouve a não muito longe alguém lhe chamando.

- Sophie! Senhorita Sophie!


Ela virou-se tão desanimadamente quanto cada passo que dava e viu que quem achamava era o reaper Kaliel que havia conhecido a pouco tempo.

-uhn... Olá Kaliel

Kaliel anda em direção a Sophie e percebe a desanimação no rosto da reaper, bom não era de se negar que aquela cerimônia não agradaria nenhum dos dois, no entanto Kaliel era bem polido ao ponto de não deixar transparecer em seu rosto a insatisfação de também ter que participar disso.

-Bem creio que a senhorita está indo a cerimônia que esta sendo feita em homenagem aos alunos mortos e por você está tão animada eu irei acompanhá-la.


-ah sim... uhu! Eu não poderia estar mais feliz em toda a minha imortalidade. Imagine que irônico, nós participamos de uma cerimônia em homenagem aos mortos... E é justo o que queremos que aconteça a todos, sem mencionar que não somos tão queridos nesses templos.

Kaiel só acena com a cabeça todas as afirmações que Sophie faz e completa dizendo: - vai que esse templo seja diferente, tão diferente quanto essa academia?!

Sophie lhe da um breve olhar de desdém e prosseguem o caminho agora em silencio. Chegamos a igreja e Kaliel encontrou lugares para nós no fundo de modo que a qualquer momento poderíamos sair sem o mínimo de dificuldade, haviam alunos por todos os lado e muitos ali não estavam nada satisfeito em esta participando daquela cerimônia já outros estava branco, o rosto encovado pálido e desfigurado pela dor e se eu sentisse dó daquela cena seria doloroso olhar para eles mas em nada aquilo me afetava, observando
todo aquele local me dou conta de uma cena que posso dizer que é cômica, primeiro o velhote que estava lá na frente regendo tudo estava me dando nos nervos, velho gorducho e careca e ainda fala de forma preguiçosa, treme ao levantar as mãos e esta tão pálido de medo dos inumanos que nem percebe que não estamos dando a mínima para tudo aquilo.


Kaliel entra na igreja e da sorte de encontra acentos para ele e Sophie, ele observa o olhar da reaper percorrer todo o ambiente e a quase imperceptível careta que ela fazia olhando o pobre velho no púlpito da igreja e a cena faz com que ele deixasse escapar um riso – Venha Sophie sente-se aqui- fala puxando-a pelo braço. Kaliel também não deixa de da uma olhada ao redor como se procurasse algo ou alguém e ouve o comentário debochado de Sophie que fala como um sussurro em seu ouvido.

-Esta procurando alguém pra matar ou esta procurando por alguma donzela que cauí de amores por você?


-Não é nada disso Sophie, não seja tola! É só... Bem não é nada! Preste atenção na cerimônia a cale a boca- Kaliel nada falou, mas ele estava à procura de Chloe e como não a viu calou-se e a contra gosto começou a assistir a cerimônia.
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