Prólogo

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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Qui Dez 27, 2012 10:00 am

Aimée Dolohov

Tohru não parecia realmente imcomodada com o olhar que os dois puro-sangues mandavam a ela, e eu dificilmente seria bem vinda como intervenção nessa hora, então apenas deixei de lado o que os dois faziam e me mantive interessada apenas no diretor que estava a nossa frente. Ele parecia realmente interessado em falar com Tohru, e eu precisava de uma desculpa razoavel para me afastar um pouco de ambos e deixá-los conversarem sozinhos. Ao menos aqui ela estaria completamente segura, já que ao lado do diretor nenhum vampiro teria coragem de tentar feri-la. Ela ainda era minha amiga, e eu queria que ela estivesse completamente bem. Ele era tão seguro quanto qualquer outro, mas ao menos em publico era a melhor segurança que ela poderia querer ter por perto. E era uma segurança que ela merecia ter ao menos de vez em quando. Ela precisava disso para poder treinar e aprender a usar tudo o que tinha. Ela teria de ser forte, e era um bom modo de treinar. Antes que pudesse realmente pensar em como dar as costas a ambos, senti que alguém se aproximava, e ao menos uma das pessoas eu conhecia. Jean, meu noivo estava vindo ao lado de outro puro-sangue. Quando ele nos cumprimentou, retribui a leve reverência com outra, o encarando educamente. Era o irmão dele então. Acenei para Tohru, me afastando um pouco de ambos com Jean a um lado e o irmão dele do outro.

-Monsieur Lutont, é um prazer conhecê-lo. Não se preocupe Jean, estive na Cede do Conselho daqui, e conheci muitas pessoas interessantes. Fiquei bem, não se preocupe.

Enquanto falava, segura em seu braço de leve, apenas olhando para a frente e para ele sempre que era devido. Esse tempo no conseho que ajudara a me lembrar de cada um dos costumes e das palavras, cada maneira de agir que deveria seguir para estar de acordo com as normas. Eu quase as deixara de lado, mas não era hora para esquecer as gentilezas. Era a hora exata em que devia ainda mais dar importância a tudo isso. Era exatamente o que teria de fazer, ser a perfeita dama para poder estar ao lado de Tohru e também a ajudar a ser adequada a sua nova posição. Eu sabia como me portar, e ela teria de aprender a ser mais cerimoniosa, a não falar a maior parte das coisas, a ser discreta ao cumprimentar, mesmo que um amigo querido... Seria bastante dificil.

-Não vai ser algo simples essa Academia de agora em diante...


Aledra Corleone

Mantendo um olhar levemente mais inocente que o anterior, sorri para Tohru Kuran, que notara meu olhar e me encarava de volta, parecendo decidida a não se deixar intimidar com olhares de outras. Apenas mantive o sorriso, sem mostrar meus dentes ou minhas presas, a olhando diretamente. Enquanto o fazia, acenava levemente com a cabeça, a cumprimentando com os olhos e com o movimento, sem me deixar abalar por ela ter visto meu olhar. Assim que acreditei ter a cumprimentado de maneira adequada, voltei a olhar para Dante, sorrindo de canto para ele enquanto falava baixo, para que apenas ele conseguisse escutar minhas palavras. Não queria que mais pessoas me olhassem como ela fizera, como se entendesse o que se passava em minha mente. Ela até podia entender o que eu falava para meu acompanhante, mas definitivamente não compreendia o que eu realmente pensava. Ela era nada, e sequer merecia a preocupação de um pensamento. Brinquedos a nosso redor, assim que as coisas realmente eram com tantos desses vampiros por perto.

-Ao que parece ela viu bem meu olhar, não que eu me importe. prefiro manter a paz com o diretor.

Enquanto falava, mantinha meu rosto calmo e o sorriso delicado e inocente. Grande olhos azuis ajudavam quando eu queria isso, ser inocente. Nada que pudesse me ajudar quando realmente me conheciam, mas ao menos aqui eu poderia me divertir um pouco com isso. Eles não me conheciam, e eu ainda era apenas uma garotinha puro-sangue. Não que algum deles realmente nao conhecesse o modo como os puros trabalhavam. Notei o olhar de um outro vampiro em nós, a quem também cumprimentei com um gesto elegante de cabeça. Era apenas mais uma pessoa nessa escola, com a diferença de que este ao menos não era como os outros. Esse estava realmente aqui, e era um puro-sangue. Apenas assim as coisas podiam realmente ser interessantes.

-Estamos chamando bastante atenção até... Pelo jeito a maioria nota quando dois puro-sangues conversam amigavelmente Dante.


Cristal Nightingale

Sorri para Andariel, mesmo sem saber se ele veria esse sorriso. Não era exatamente para ele que sorria. Era para mim mesma também, para minha própria alegria de voltar para essa escola. Estava mais do que satisfeita de poder estar aqui de novo, e poderia aproveitar novamente a minha vida aqui, ter amigos, e aproveitar e cantar. Era tudo o que queria agora, mas não sabia ao certo como conseguir que isso desse certo. Era mais do que poderia querer e esperar agora, já que não poderia fazer nada além disso. Só faria uma coisa, poderia estar perto de todos, e ainda mais de amigos que conhecera, como ele.

-Vamos resmungão, ele sempre faz algum discurso. Só deve estar demorando mais do que o normal para começar esse. Nada que nos preocupe.

Ele achava que eu queria falar com o diretor. E não podia estar mais errado. Eu sequer pensava em andar até mais perto dele, e apenas queria ficar sentada aqui, sem ter de pensar no que fazer depois, sem ter de conhecer minha nova companheira de quarto, e muito menos sem ter de correr riscos inuteis. Eu não queria ter que sair daqui, sntada, ao lado dele, onde podia me sentir ao menos levemente mais segura que normalmente. Era bom estar ao lado de alguem em quem eu confiava, eu podia relaxar e saber que não haveria o risco de tropeçar em alguém, mesmo que raramente isso acontecesse, agora que eu tinha Cacau para me guiar aonde eu fosse. Ela era tudo o que eu precisava para poder andar por ai em paz.

-Claro que não. Só quero saber se vou ter muito tempo aqui, para aproveitar essa natureza. Eu gosto de ficar aqui fora.




Spoiler:
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Re: Prólogo

Mensagem por Ikki em Qui Dez 27, 2012 11:20 am

Recostado na parede me mantinha queto como uma estatua apenas movendo minha cabeça quando poderia ver alguma coisa interessante meus óculos pretos cobriam meus olhos evitando que as pessoas poderão ver onde eu olhava só sentir meu olhar que poderia ate ser incomodo de alguma forma a jovem lenda devolveu o olhar y foi algo distinto quiçá pela sua falta de poder ou tinha aceitado as regras que dava a academia cross conviver isso era impronunciável faz uns quantos anos o olhar da garota da elite foi uma muito engraçada tento passar como si aquilo nunca teve acontecido mas vem a gente vive fazendo isso depois ela olho nesta direção y eu mantive minha cabeça sem mexer pude ver o olhar de ela mais não mudei meu olhar devido aos meus óculos não demonstrava o meu interesse de a pouco a lenda foi deixada sozinha para falar com o diretor, ele cuidava dela como de um bichinho de estimação o a sua carta baixo a manga contra o velho caçador de puros sangues, isso me fez lembrar daquilo y levei a minha mão esquerda em direção do pescoço ainda lembrada da briga y da informação obtida naquele lugar .
A jovem apetitosa saiu embora pra dentro da academia o ar voltava a normalidade o cheiro a sangue eu queria imaginar a jovem deixando cair a sangue a metade dos vampiros aqui tinham pulado encima da garota si ela só estar presente ficavam assim o outro seria muito bom de se ver



Andariel
As respostas de ela fizeram graça no anjo mas a segunda deixou ele mas tranquilo não tinha intenção de permiti-le ficar muito tempo perto daquela coisa suspirou aliviado y começou a olhar a sua volta tinha algumas presenças que le faziam lembrar o seus irmãos sim ali tinha mais anjos caídos ele não era o único mas a esta distancia não poderia divisar eles com precisão mais isso não importava muito para o anjo ficou finalmente de pe y olho os céus despreguiçando-se pelo tempo sentando
- vai querer continuar aqui cristal ou prefere caminhar um pouco
Mencionou olhando para a jovem que le fazia lembrar a alguém mais não podia se dar conta de quem mesmo por enquanto não poderia com o tempo mais lembranças voltariam a ele y esperava algum dia pode compartilharas com a jovem cega
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Re: Prólogo

Mensagem por Zetbrake em Qui Dez 27, 2012 5:11 pm

Mary se encontrava meio deslocada em meio a todas aquelas pessoas; havia algumas com quem ela gostaria de conversar, mas honestamente não era exatamente íntima de ninguém, e seu jeito introvertido ainda a impedia.
Após Remilia ter partido e deixado ela para trás por conta da "alergia" que sentia, Mary se viu sem escolha a não ser adentrar a escola de uma vez. Já estava mais habituada àquele ambiente, e não se sentia mais perdida... mas o sentimento de solidão batia um pouco, mesmo que não tão forte; sabia que sua irmã mais velha apareceria logo após.
E ainda poderiam estudar juntas, quem sabe. Seus dias daí em diante poderiam melhorar... mesmo que algo ainda a incomodasse.


-
Esse tempo todo... e nenhum sinal dela...? Me pergunto... se após todo esse tempo, ela realmente tenha vindo para cá...

Mary põs-se a caminhar, passando por todos... escondeu o rosto no capuz para evitar contato visual com alguém, especialmente "certas" pessoas... E adentrou a escola para ir em direção aos dormitórios; queria ir logo para o próprio quarto, para aí então pensar no que fazer a esperar Remilia.

Seus passos encolhidos mas firmes, como alguém tímido saindo de um meio vergonhoso...


Spoiler:
~~Mary dirigiu-se até a ala feminina do Dormitório do Sol, passando pelo Caminho para os Dormitórios.~~


Enquanto isso, Flandre ainda observava a japonesa com cheiro atraente, como alvo, até que ela começou a se mobilizar; ao mesmo tempo, encarava como todos os outros se davam bem uns com os outros e se relacionavam.

-
Tch.... então... aquele deve ser o "protetor" dela, ou coisa parecida... Então... "Sakura" é o nome da criatura, hã.... bom saber... Tch, esse cheiro... dane-se, vou logo para meu quarto. Já estou cheia disso...

A vampirinha se virou se tornou a adentrar a Academia também, visando voltar para os próprios aposentos.... pena que sua falta de costume com as dependências do lugar e seu excesso de azar tenham a liderado para outro destino...
Tomou o guarda-sol em seus braços, o abriu e caminhou sem olhar para trás... pelo menos pior enquanto.


Spoiler:
~~Flandre tentou tomar seu próprio rumo à ala feminina do Dormitório da Lua... mas como se perdeu, acabou caminhando em direção ao Terraço Interno Superior.~~


Ao mesmo passo desses eventos, Remilia continuava adentrando a Academia por outra entrada para evitar a humana de cheiro atraente e aproveitar e se certificar de que está registrada no local. Agora poderia finalmente conviver de forma relativamente estável com a irmãzinha, e precisava garantir que nada estava errado; sem contar que poderia aproveitar e conhecer o local.
Uma caminhada não poderia fazer tão mal... e ainda poderia se socializar com pessoas no caminho e se enturmar melhor.


-
Ora ora, vejamos como as coisas andam por esse local... Hmmmm...

A elegante vampira continua seu trajeto, fechando seu guarda-sol e aproveitando a natureza ao redor com satisfação...

-
Huhu... "Clube de culinária", heh...? Pelo visto, servirei de cobaia para a minha queridinha pelos próximos tempos... Não faz mal, enquanto estiver com ela. Mas... me pergunto para qual tipo de clube devo entrar também...

Spoiler:
~~Remilia dirigiu-se para a Secreteria da Academia, passeando pelos locais no caminho.~~
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Re: Prólogo

Mensagem por Tohru Sohma em Qui Dez 27, 2012 9:59 pm

*Tohru já esperava que a jovem Puro-Sangue fingisse que nada havia feito.Com um aceno de cabeça retribuiu ao cumprimento dela, procurando manter uma expressão neutra.*
* Ainda estava um pouco distraída quando o noivo de Aimée se aproximou cumprimentando-os. Piscando, como se acordasse de um sonho, ela retribuiu ao cumprimento de Jean e sorriu discretamente para sua amiga, que pedia permissão para se afastar com seu noivo que acabara de chegar.*

__Até mais tarde, Aimée-chan...Senhor Lutont...Por favor, Aimée, se vir Marshall, pode dizer onde estou e que estou com Yuriev-sensei? Assim ele não ficará preocupado comigo.

* Postando-se ao lado de Yuriev, Tohru ficou observando sua amiga afastando-se com o noivo.Viu também um outro Pure-Bloodde óculos escuros olhando em sua direção, mas os óculos escuros não lhe permitia adivinhar suas intenções. Curiosa, fez um leve aceno de cabeça em cumprimento, com um sorriso gentil. Só esperava que não fosse outro inimigo...*



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Re: Prólogo

Mensagem por Filipe Matrelli em Sex Dez 28, 2012 12:26 am

Filipe Matrelli desce do táxi com o rosto completamente compenetrado. Ainda se lembra do fiasco que foi sua última estadia nessa escola. Muitas coisas aconteceram desde então... Eric Nelpheim, aquele rato, agora é um vampiro. Hécate desapareceu pelo que soube. Isso agora pouco importa.

Ele pega sua mala de rodinhas no porta-malas do carro, e a arrasta pesadamente até a entrada. No bolso de sua calça jeans pega um celular e digita uma mensagem:

De: Filipe Matrelli
Para: Maya
Acabei de chegar na Cross. Preciso vê-la, onde está?

"Onde será que Maya está?"

Filipe precisa ver um rosto conhecido e que não esteja disposto a joguinhos de poder. Sua estadia foi exaustiva em Whistle, e Stefano mandou represálias pesadíssimas de Firenze.

"Maledetto... Seus dias estão chegando ao fim velho."

Com esse pensamento Filipe adentra no território da escola. Seu rosto é uma máscara de controle, que apenas esconde um turbilhão de sentimentos descontrolados e ambições.
Logo depois de passar pelos portões ele sente uma aura conhecidamente pesada e hostil, poderosa. Com certeza um puro, mas não um puro qualquer. Yan Yuriev está ali. Filipe também vê Tohru Kuran, a mestiça... Líder do dormitório noturno. Um ultraje ter que se curvar para uma mestiça. O nome dos Kuran não ajuda em nada nesse momento. Ainda sem emoção em suas feições se aproxima de Tohru e Yuriev.


- Signore Yuriev. - Ele inclina a cabeça cortes para Yan. Em seguida se vira para Tohru abrindo um sorriso perfeitamente calculado. - Srta. Kuran, como está?



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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Sex Dez 28, 2012 8:02 am

    Yuriev manteve seus olhos sobre Tohru Kuran enquanto ela se aproximava, ficando agradavelmente surpreso com a visível confiança que ela expressava por ele. Aquilo era bom, pois assim que tocasse no delicado assunto sobre o assassinato de Katsuya Kuran teria ainda mais apoio da garota.

    Além disso, precisava que ela assinasse os papéis que o legitimavam como seu tutor, bem como os avós maternos da garota e então logo poderia por seus planos em prática de um modo mais amplo, com plenos poderes dentro do conselho.

    “É bom firmar de uma vez por todas meus domínios sobre Romênia e Canadá, a situação da família Kuran está cada vez mais delicada e se for desse modo logo está jovem será um fardo e não uma moeda de troca ou algo assim...” - ele pensou, um sorriso suave moldando-se em seus lábios enquanto a jovem e doce mestiça se aproximava.

    Um pensamento tolo passou pela mente do diretor, a franqueza e ingenuidade, a confiança excessiva, ele não pode deixar de pensar em Elizabeth e isso fez seu sorriso sumir. Teria até mesmo repudiado a garota que se aproximava, mas aquilo não seria uma atitude inteligente.

    Por um momento ele desviou o olhar dela, antes que a jovem ou até mesmo a vampira Dolohov notasse a mudança em seu semblante e quando tornou a olhá-las estava sorrindo novamente.

    - Não se preocupe senhorita Kuran, não foi nada grave, minhas maiores preocupações agora são sobre as notícias de minha irmã. Como sabe ela está no Japão me representando no conselho e em outros assuntos de minha família. Temo por sua segurança - ele disse e aquilo era totalmente verdade, em meio a tantas máscaras que Yuriev usava, sua irmã era a mais genuína de suas afeições.

    - Não seria seguro que fosse até onde eu estava, além disso, me sinto totalmente culpado por tudo o que houve. Eu deveria saber que, com tudo o que está havendo, a Academia seria um alvo fácil ou uma bomba relógio. Tivemos diversos problemas também após o ataque, com os alunos que ficaram, principalmente o turno noturno. Soube que um dos meus funcionários me traiu, levando um grupo que designei buscar informações na floresta para uma armadilha - ele respirou fundo e então se aproximou um pouco mais da jovem, tocando seu rosto com delicadeza. Seu toque frio era gentil apesar da sensação gélida e ele ergueu levemente rosto da jovem Kuran - mas o que mais me pesa é não tê-la protegido, não estar onde deveria estar. Sinto que estou falhando como tutor.

    Yuriev soltou o rosto da jovem e então olhou para Aimée.

    - Mas fico feliz por ter pessoas à sua volta que estão prezando por sua segurança e estão sendo efetivas. Soube que o jovem Pendragon lutou bravamente para defende-la, fico feliz que, mesmo que ainda não tenha recobrado a memória, ele saiba a quem deve servir e proteger. Deve ser o que chamam de instinto, ou então memória inconsciente - ele deu de ombros, aquilo lhe lembrou outro assunto desagradável, mas dessa vez sua expressão permaneceu neutra.

    Ele aguardou então que Tohru respondesse à jovem Dolohov, aparentemente ele havia interrompido o diálogo entre elas.

    Agora seu olhar estava sobre os dois puros sangues que encaravam Tohru Kuran. Talvez os dois não tivessem um assunto com ela e sim com ele, mas ele precisava tratar sobre a morte de Katsuya com Tohru e tinha que começar aos poucos, depois trataria de outros problemas.

    Além disso, nenhum dos dois vampiros, mesmo juntos, representavam problemas para Yuriev, seria fácil, rápido e limpo destruí-los se fosse possível e ainda poderia colocar um suspeito perfeito em seu lugar: Kaname Kuran.

    Outros dois vampiros se aproximaram, os jovens do clã Lutont, não tão jovens e muito menos inexperientes, era o tipo de vampiro que não deveria ser subestimado.

    Yuriev manteve sua postura ereta e seu rosto angélico mantinha uma expressão quase tediosa agora enquanto assistia aos três vampiros se afastar. Ao menos Jean Akisagawa parecia ter sensatez e feeling, pois deixou Kuran e Yuriev a sós.

    - Senhorita Kuran, sei que deve estar cansada, mas eu tenho um assunto urgente a tratar com a senhorita, gostaria que se possível pudéssemos nos encontrar mais tarde - Yan tornou a olhar a jovem, que parecia pensativa. Poderia simplesmente ler a mente dela, mas não achava necessário naquele momento.

    - Sei que está preocupada com o rumo dos acontecimentos e com uma guerra eminente e sendo quem é, é certo que esteja, mas não será sobre isso que falaremos, ao menos que queira - ele completou - Ficarei aqui até todos os alunos chegarem e estarem devidamente instalados, já me descuidei demais com a segurança deles - ele deixou o olhar correr em volta. Já havia contado quatro puros sangues ali, que certamente adorariam dividir um pouco do poder com ele em caso de um ataque, afinal teriam que se proteger.

    Além disso, Angelique certamente enviaria todo o conselho canadense caso a Academia sofresse um cerco. Estavam seguros.

    - À noite farei uma reunião com os alunos, apresentarei a nova equipe de segurança e os novos monitores - ele sorriu, parecendo sem jeito - Bem, falarei com você mais tarde sobre isso e sobre algumas mudanças que fiz, me sinto feliz por estar de volta, achei que não teria mais a oportunidade de cuidar da Academia depois do que houve.

    - Mas como dizia, farei a reunião à noite e se pudesse me reunir com a senhorita antes, eu ficaria grato - ele pousou a mão sobre o ombro dela, apertando levemente - Sinto muito por exigir tanto, mas eu serei o mais gentil em minhas exigências, perto de tudo que virá.

    Não era uma ameaça, ele não a ameaçaria, era só uma cruel verdade e Kuran sabia disso.

    Yuriev retirou a mão do ombro da jovem e tornou a olhar os alunos. Alguns funcionários já recolhiam as malas, alguns alunos já se retiravam do pátio. A Academia voltava então a funcionar.
    Mal havia terminado de falar com a garota quando um aluno se aproxima, o jovem Matrelli, com quem Yuriev tinha uma dívida e de quem tinha um nome.

    - Meu caro, fico feliz por estar de volta - Yuriev disse, sua monótona expressão ganhou ares sombrios por um momento. O plano estava completamente traçado agora, era uma questão de tempo - Como está o patriarca de seu clã? - ele perguntou, um sorriso quase afiado brincando em seus lábios.

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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Sex Dez 28, 2012 8:52 am

    Não, ele não estava nenhum pouco feliz por ter viajado depois de Tohru Kuran, mas as doce súplicas de sua esposa e toda a dor pela qual ela havia passado enquanto ele não se lembrava nada dela amoleceram seu coração e impediram uma pesada discussão sobre o assunto.

    Não, ele também não havia recuperado a memória, mas alguns flashes misturavam-se ao esforço de Tohru, que amava pelos dois e que a cada dia ganhava mais seu afeto e o carinho do jovem Katsuya, fazia com que aos poucos algumas coisas voltassem ao normal.

    Ouvir o bebê chamando-o de pai pela primeira vez, sentir a entrega de Tohru nas noites que passaram juntos, lhe davam a certeza de que aquela era sua família e ele devia protege-los, acima de qualquer coisa.

    Estava com saudades, irritado e impaciente dentro do táxi. Uma parte dele estava no Japão, ainda ao lado do berço do bebê gordinho e robusto e outra parte estava praticamente tomando o volante das mãos do taxista, pisando no acelerador e atropelando a fila de carros que havia diante dele, todos para entrar no estacionamento da Academia Cross.

    “Kuso...” - ele xingou em pensamento, recostando-se no banco traseiro com certo barulho, atraindo por um momento a atenção do motorista que apenas sorriu compreensivo.

    Em seu dedo anular esquerdo, a aliança dourada brilhava. Fizera questão de compra-la assim que receberá seus primeiros lucros.

    O que fizera naqueles três meses? Além de redescobrir quem e o que era, além de ouvir e decorar toda a história da realeza de um mundo que parecia existir somente em histórias de terror, Marshall Pendragon se tornou um chefe de família e descobriu muito mais do que poderia imaginar, muito mais do que havia descoberto enquanto ainda tinha memória.

    Fatos que surpreenderam tanto a ele quanto à Tohru e que os uniu ainda mais.

    Naqueles meses escuros, seu avô o havia procurado. Era hora de saber a verdade, a real verdade sobre seus pais, sobre quem o transformara e quem ele era.

    Mal haviam retornado ao Japão quando Jun Yakamura Pendragon apareceu à porta dos avós maternos de Tohru. Custou à jovem que por tanto passara acreditar quem ele era, mas os fatos que trazia eram irrevogáveis e logo Tohru levou o senhor à presença de Marshall.

    Marshall também não se recordava dele, mas o olhar pesaroso ao ver o estado em que Marshall estava vindo do velho não poderia ser mentira.

    Pendragon-sama contou então aos dois jovens a verdadeira história de Marshall, contou sobre o clã e sobre a maldição que quase aniquilara a todos, contou sobre os caçadores sem armas, que matavam tanto quanto qualquer outro, contou sobre o estranho símbolo do clã e sua origem: Um urso mesclado a um dragão.

    Contou sobre a trágica morte do irmão mais velho de Marshall e sobre as antigas tradições dos caçadores Pendragon: A morte deve ser paga com a vida.

    Mas, de todas as notícias que havia recebido a mais extraordinária era que, quando Jun Pendragon-sama morresse, Marshall deveria assumir o clã.

    A questão não era simplesmente um fator de herança, mas Jun temia que seu neto não sobrevivesse como vampiro transformado e muito menos que fosse aceito em sua condição.

    “Você terá que tomar seu destino antes que o ancestral de sua esposa o tome...” - entre outras palavras o que Jun queria dizer era que Marshall precisava se manter vivo e forte e como um transformado isso só poderia significar uma punica coisa: diablerie.

    Kuran estava matando a todos os puros e Marshall só seria poderoso o bastante para ser aceito caso fosse um deles. Alguém fraco ou frágil não poderia simbolizar o urso-dragão, seria desafiado e morto.

    “Sua mãe não o queria no clã, agora entendo porque ela o afastou. Ela ouvia os ventos do futuro, eu deveria saber disto, as ela nuca contou... Talvez ela tenha ouvido sua morte como a do outro filho, mas ela foi tola ao tentar evitar o futuro...” - as palavras de Jun traziam um gosto amargoà boca de Marshall.

    “Quem pode dizer o futuro?” - ele revidara, sério - “Eu vou soprar outros ventos, abdico de minha posição...”

    O velho Jun riu e então suspirou, negando com a cabeça.

    “Temos um outro ditado jovem tolo: A vida se paga com a morte. Se quer abdicar, esteja à vontade, mas terá que dar seu sangue por sua liberdade...” - Jun disse, encerrando aquele assunto, explicando então aos jovens o que era o Karma carregado pelos Pendragon em seguida.

    “Tudo voltara a você, tudo o que fizer. Espalhe sementes ao vento e elas cairão diante de você como árvores, espalhe sal ao vento e a terra ficara seca. Você esteve espalhando sal meu jovem, por muito tempo, cabe a você começar a espalhar sementes..” - Jun caminhou então até o berço de Katsuya - “ Ao menos uma pequena árvore surgiu em meio ao sal...” - ele murmurou enquanto olhava a criança - “Que suas raízes sejam longas...”

    Dito isto ele tornou a olhar o neto, sorrindo e negando com a cabeça.

    “Envergonha-me tamanho descuido com sua família. Um homem sem trabalho e sem memória! Amanhã o levarei para visitar as lojinhas!” - ele disse, passando então pelo casal e pelos avós de Tohru, deixando a casa.

    Retornou no dia seguinte e Marshall conheceu o trabalho de sua família: Lojinhas e restaurantes tipicamente tradicionais. Voltou para casa responsável por um restaurante e duas lojas, seria sua renda para sustentar sua família e ele administraria como bem quisesse.

    Assim o fez e em seu segundo mês, recebendo seus primeiros lucros comprara o par de alianças e uma pequena pulseira para Katsuya.

    - Chegamos! - o taxista interrompeu as lembranças de Marshall, desembarcando do táxi e abrindo a porta par ao jovem.

    Marshall desembarcou e foi apanhar sua mala. Estava vestindo um terno cinza, sóbrio, sua expressão estava compenetrada. Além das lembranças e falta de muitas delas, agora era um homem de negócios e por isso atrasara sua viagem.

    Ele passou pelos portões com certa ansiedade, tendo que ser lembrando pelo motorista que era necessário pagar.

    Não sabia como lidaria com sua vida, que seria ainda mais corrida do que naqueles três meses. Por sorte ainda não havia sido apresentado ao clã, então não teria obrigações.

    O certo teria sido ficar no Japão, mas Tohru tinha que ir ao Canadá, precisava estar na Cross visto tudo o que acontecia com sua família.

    Jun Pendragon-sama não ficou feliz ao saber que Marshall trataria dos problemas do clã de Tohru ao invés de se esforçar pelo dele. Mas como havia muitos puros sangues na Academia, Jun sentiu-se tranquilizado, seu neto teria muitas oportunidades de cumprir seu objetivo.
    Mas Marshall estaria disposto?

    Após pagar o motorista e acrescentar uma gorda gorjeta Mashall foi em direção ao pátio, em busca de Tohru.

    Símbolo do Clã:


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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Sex Dez 28, 2012 11:07 am

    O cheiro mentolado e a presença gélida tomaram o ar à sua volta e Sara fechou os olhos numa oração silenciosa, seus lábios sussurrando palavras inaudíveis.

    Ao tornar a abrir os olhos tudo o que viu foi a silhueta que se afastava, fios brancos tingidos pelo dourado do sol tocando a pele pálida do pescoço contrastando com a jaqueta preta e pesada.

    Sara respirou fundo, uma sensação estranha correu por seu corpo, um calafrio tocou sua espinha e ela tornou a fechar os olhos, apertados dessa vez. Talvez ele não houvesse se esquecido dela, ou talvez ela só estivesse dando importância demais para aquilo.

    Outra vez inspirou e então abriu os olhos, tentando se recompor do melhor modo possível, tornando a olhar seu celular como se nada tivesse acontecido e embora seus olhos estivessem fixos na tela e um sorriso surgisse em seus lábios ao ler uma mensagem de seu pai que acabara de chegar, em sua mente a imagem de poucos segundos brincava, como um filme de plano de fundo.

    O melhor que tinha a fazer era ignorá-lo, assim ele se cansaria dela, se já não estivesse cansado. Talvez ele estivesse apenas querendo se impor. Sim, era apenas isso.

    De plano de fundo a imagem se esvaiu de sua mente e agora ela se concentrava em responder ao pai, seus dedos digitando habilmente na tela do aparelho até que sua atenção novamente foi captada por algo externo, um aroma, algo que ela nunca havia notado.

    Seus olhos castanhos ergueram-se da tela e mais adiante, afastada do grupo, ela visualizou uma garota. Era asiática, cabelos longos num tom quase caramelo.

    Sara mordeu o lábio, desviando o olhar e tentando focar sua atenção mais uma vez na resposta, mas o aroma que dançava no ar era doce, desejável e se ela não estivesse tão bem alimentada talvez pela primeira vez conhecesse uma sensação nova.

    Sara nunca conhecera a sede, nunca sentira desejo pelo sangue humano. Seu pai a alimentava, suas veias estavam repletas pelo sangue de Augustine. Puro como o mais nobre de todos os vampiros, poderoso, calando os instintos de Sara como uma potente mordaça.

    Ainda assim a jovem mestiça decidiu que o melhor que tinha a fazer era se afastar da jovem e que seria bom que aquela garota não ficasse ali, não em meio a tantos outros como ela.

    “Eu consigo me controlar, talvez se eu a levasse...” - seu pensamento foi cortado. Em sua mão o celular vibrava anunciando uma nova mensagem enquanto ao lado dela uma conhecida figura se deslocava em direção à menina asiática.

    Pequena e aparentemente frágil, Florensce caminhava em direção à outra garota, aparentemente tivera a mesma ideia de Sara de retirar a jovem dali.

    “Estou feliz que está bem. Sei que pareço irresponsável por tê-la enviado, mas entendera meus motivos no futuro querida. Sabe que sua mãe e você são meus bens mais preciosos, jamais jogaria uma joia fora...” - a mensagem do pai pareceu um tanto dramática, mas ele era de outros tempos, tempos em que os sentimentos eram glorificados e coroados por metáforas.

    “Gracias papa... jamás me olvide de tu cariño... pero ahora tengo uma pregunta...” - Sara digitou, hesitando por um momento e então tornou a olhar Florensce e a outra garota - “O que é sede?”.

    A resposta veio quase imediatamente, mas não da forma que ela esperava. Seu telefone tocou, alto, provavelmente chamando a atenção de alguns ali. O toque era uma música de Shakira, Sara adorava a cantora colombiana.

    - Papa? - Sara atendeu um tanto insegura e o tom frio e seco do pai a assustara.

    - Não queira saber o que é a sede, você nunca sentiu e nunca sentirá. Não seja estúpida e não tente ataca-los. Espero que nunca me decepcione! - Fernando Augustine respondeu, mas logo se corrigiu ao notar o silêncio da filha - Perdoname Sara, estou muito preocupado, você está longe e se algo acontecer...

    - Não vai acontecer papa, eu só queria saber... É que... - Sara começou mais foi interrompida.

    - Não queira querida, não queira desejar o sangue de outro. Eu a alimentarei sempre que tiver fome, você tem às pílulas. Por favor, não faça nada de errado - Fernando pediu, agora num tom mais brando, carinhoso - Preciso desligar, se acontecer qualquer coisa me ligue, não importa o que for e estarei ao seu lado o mais breve possível.

    - Papa, me desculpe - ela pediu baixinho. Sabia que por algum motivo o havia decepcionado e aquilo a entristeceu. Além disso havia o importunado e preocupado com sua pergunta, provavelmente ele achava que ela estava com sede.

    - Não se preocupe querida. Tentarei ir ao Canadá na próxima semana. Eu não gostaria de viajar com tudo o que está acontecendo, mas você é minha prioridade - ele disse. Não lhe agradava deixar Clara sozinha comandando os seus domínios, uma ex-humana poderia atrair inimigos.

    Fernando enviara Sara para Academia exatamente por esse motivo, a filha jamais suspeitaria, mas o pai estava sob julgamento, seu passado estava prestes a vir a tona e afastar Sara, coloca-la sob proteção num domínio distante era tudo o que poderia fazer por ela naquele momento.

    Por isso, embora para a jovem fosse um tanto decepcionante ter sido afastada dos pais, o motivo era claro. Num jogo de xadrez como aquele era preciso saber mover as peças mais valiosas e Fernando sempre fizera isso com maestria.

    - Não será preciso - Sara apressou-se me garantir e ouviu um suspiro resignado do outro lado.

    - Sara, filha, eu confio em você, desculpe por me exceder - o puro sangue havia sido extremo, mas a razão para aquilo era exatamente a situação em que se encontrava. Qualquer ato imprudente seria uma desculpa para recair mais culpa sobre os Augustine. Fernando deveria evitar isso - Você é muito mais importante para mim do que imagina. Agora preciso desligar, continue a me enviar mensagens, ainda estou aprendendo a usar esse smartphone, mas logo me adaptarei, sua mãe tem me ajudado muito com essas novas tecnologias.

    - Ah papa... - Sara achava engraçado e ao mesmo tempo sentia-se boba ao ver o pai se esforçando tanto para acompanha-la, bem como sua mãe - Mande um beijo para mamãe, já estou com muitas saudades de vocês... - ela suspirou, sentindo-se mais segura quanto ao humor do pai.

    - Sim, minha querida. Adeus pequena - ele disse, encerrando a chamada.

    - Adiós... - ela se despediu, guardando o aparelho no bolso do casaco vermelho que usava.
    Um funcionário se aproximou dela e tomou suas malas, dizendo que as levaria ao quarto. Sara resolveu que o melhor que tinha a fazer era segui-lo e assim o fez.


    Helena olhava pela janela do dormitório da Day Class, seus olhos azuis corriam pelo gramado da entrada do dormitório, ansiosa pela chegada dos alunos, ou melhor, de um dos alunos.

    Não tivera nenhuma notícia de José e ele não retornava suas ligações. Acionara todos os seus contatos, dando as desculpas mais esfarrapadas para estar atrás do caçador, colocando-se em risco e em dívida com alguns informantes e mesmo assim nada descobrira dele.

    Temia pois o ataque da família Kalladori e a aliança que eles tinham com Yuriev colocava Helena como um centro de disputas e ela temia que, se descobrissem sobre José, passassem a usá-lo contra ela, obrigando-a a escolher um lado.

    Seu pai havia ido embora com Freya Gatemberg e, apesar das insistências, Helena decidira ficar, o caçador se tornara sua outra metade e ela não poderia partir sem ele, tinha certeza que seu pai entenderia aquilo plenamente e foi assim que se sucedeu.

    “Yossê... arrancarei cada fio de cabelo de seu corpo quando voltar como punição por me fazer sofrer tanto”- ela pensou, embora soubesse que quando o visse certamente a única coisa que conseguiria fazer ou poderia fazer, era ficar longe, esperando até que ele viesse procura-la, desejando por mil vezes que aquele fosse seu corpo e não o de Alice para que finalmente pudesse ficar com seu amado.

    Seu suspiro embaçou o vidro e ela voltou a se sentar na cama, uma xícara de chá vazia estava sobre o criado mudo, próximo a um pêssego devorado pela metade. Estava ali há dias, sem comer e beber, somente naquela manhã tocara em algo, mas nada a satisfazia.

    Era triste, mas o único sangue que queria e precisava naquele momento era o da última pessoa que ela queria ferir, mas aquele era o amor entre os seres noturnos, cheios de farpas e sangue. Será que José se acostumaria aquilo?

    Ela fechou os olhos, sentia-se fraca e cansada, ainda mais com Yuriev sempre usando o corpo de Alice para suas satisfações, cada dia tornava-se mais difícil e exaustivo estar com ele e ela sequer tinha o refúgio de poder pensar em José enquanto se entregava, tinha que se concentrar no que estava fazendo.

    Mas ela havia mudado tanto por conta do humano, ela queria se preservar, ser doce, não ser o que fora antes. Queria ser como a Helena que havia sido levada e não o que era agora: uma bonequinha de luxo ou de lixo, como preferissem.

    Helena respirou fundo e abriu os olhos, levantando-se, sua expressão tornando-se fria, arrogante, uma sobrancelha erguida enquanto ela caminhava para fora do quarto, passando por funcionários que arrumavam tudo para a chegada dos fedelhos.

    Ao chegar ao pátio ela notou Yuriev e Tohru ali, aquela sonsa era ainda mais burra do que Helena imaginava, mas a vampira não poderia fazer muito pela mestiça. A outra estava cega e teria que descobrir pelos próprios meios quem Yuriev era.

    Ela fez um gesto com a cabeça, cumprimentando-os e então correu o olhar rapidamente por todo o pátio, sua expressão tornando-se mal humorada.

    “E se ele se casou cm aquela maldita noiva?!” - um balde de gelo caíram sobre os sentimentos de Helena, ela sequer havia pensado naquilo naqueles meses todos - “Maldito! Arranco seu coração se tiver tocado em outra!”


    Taito ouviu seu nome e se virou, seus olhos focando a garota que corria em sua direção. Como um sonho, como um daqueles comerciais de TV ou mesmo um filme, alo que não fazia e não faria parte do seu dia-a-dia.

    Ela sorriu, apenas uma das pontinhas de seu lábio se erguendo enquanto ele abaixava a cabeça. Era como estar na sombra e ir para o sol, ele sentia a pele se aquecer a cada novo passo que Hitagi dava em sua direção e isso era algo que ele teria que sufocar, cedo ou tarde.

    Mas agora, ele tentava a custo que seus olhos se erguessem e mirassem a bonequinha que vinha em sua direção. Ela nunca entenderia como era complexo, como ele era complexo e como a amizade deles era errada, ainda mais agora que ele descobrira que a amizade dela estava acima de coisas que deveriam ser mais importantes para ele. Muitas coisas.

    - Hitagi-ch...-san... - ele fez uma breve reverência, as mãos agora tentavam de maneira embaraçosa esconder o presente. Era pra ser uma surpresa. Sem escolha ele estendeu o pacote.

    - Não precisa me agradecer, foi minha obrigação - ele respondeu, olhando de lado, olhando em volta. Se ela soubesse como ele havia errado por proteger somente ela, mas ele nunca a culparia, havia feito uma escolha naquele dia e vê-la sorrindo diante dele provava que estava certo. Só temia pelas consequências que viriam a seguir.

    - Eto... Ogenkidesuka? - ele perguntou dando um passo para frente e então erguendo a franja dela, verificado se havia ficado alguma marca do machucado - Eu não pude ficar no hospital, eles disseram que sua família viria e eu achei que ficarei bem com eles - ele tentou se desculpar por sua ausência, mentindo, mas aquela era a menor das mentiras perto de tudo que havia dito sobre quem era. Mas era o melhor para ela.

    O que ele havia feito naquele tempo todo? Taito voltara ao Japão assim que soubera que Marshall e Tohru o haviam feito, precisava investigar mais sobre eles e de um modo mais discreto. Na Academia estava muito exposto.

    Lá, viu pela primeira vez Jun Yakamaru Pendragon, o atual líder do clã de caçadores. Pendragon-sama estava ficando velho e havia ido em busca do neto, o futuro herdeiro do clã. Passará muitas horas na residência dos avós paternos de Tohru e o que haviam conversado era um total mistério para Taito.

    Ele seguiu o velho, mas Jun Pendragon era muito mais esperto do que Taito imaginava e logo tratou de despistá-lo.

    Não restou outra alternativa a Taito a não ser montar guarda nos dias seguintes para ver o decorrer dos fatos.

    Ao que aprecia Jun-sama estava realmente preparando Marshall para ser líder, lhe dando negócios da família para se manter.

    De certa forma aquilo lhe causava dor, afinal era seu lugar de direito, seu objetivo em toda aquela busca, mas aquele não era o momento de se aproximar e se quisesse reclamar a liderança do clã agora provavelmente teria que duelar com Marshall.

    Então como ele imaginava Marshall não era seu único parente vivo, apesar de não haver registro de nenhuma atividade de Jun em anos ele estava ali vivo, preparando o novo líder do clã. Mas Marshall seria aceito na condição em que estava?

    Taito não tinha certeza, precisava descobrir mais informações, precisava de contatos e um deles era Alina.

    Rever Alina não lhe causou a reação esperada. Estava ansioso por encontra-la, mas quando finalmente estava em seus braços a ansiedade esvaiu-se como gelo sob o sol.

    Era uma sensação estranha, vazia. Julgava estar com saudades dela, como seu sentimento poderia ter mudado tanto de uma hora para outra?

    A noite, enquanto Alina se entregava a ele, ficou claro que tudo estava mudado. Havia prazer, ela era linda, ela sabia tocá-lo, mas faltava alguma coisa. Talvez fosse apenas o tempo que passaram afastados, mas os dias a seguir mostraram que não era apenas aquilo.

    Faltava delicadezas e sorrisos, algo que ele via o tempo todo em sua mais recente amiga. Hitagi era inocente, doce, ingênua e Alina era forte, independente e conhecia muito mais da vida do que ele próprio.

    Alina era claramente a pessoa certa para estar ao seu lado então não havia porquê compará-la a Hitagi, mas ele só conseguia fazer isso e foi praticamente tudo o que fez, em silêncio, ao longo dos três meses que passou ao lado de Alina

    Agora estava ali, estava ansioso por encontrar Hitagi e mesmo com ela diante dele ainda se sentia ansioso.

    Sequer notou que seus dedos ainda estavam enroscados na franja dela e ele ainda estava próximo demais, seus olhos azulados perdidos em algum lugar, talvez no mesmo lugar onde estavam seus sentimentos por Alina.

    Presente de Hitagi:


    Icaru deixou o celular escorregar de seus dedos e cair dentro da mala, erguendo-se lentamente enquanto seus olhos subiam pelas longas pernas diante dele, pelo corpo e encontrando finalmente o olhar de Yumi.

    Algo dentro dele pareceu romper, correndo por suas veias enquanto sua expressão tornava-se séria, os olhos verdes fixos no olhar de Yumi. Ela não conseguia sentir toda a intensidade que emanava dele agora? Não, ela simplesmente não se importava e isso fez ele sorrir quase sem perceber.

    O pior é que ele sabia que estava fazendo isso, estava sacrificando os sentimentos de Marina por seus sentimentos então talvez ele estivesse tendo o retorno do que fazia. Marina. Onde ela estava?

    - Não, na verdade eu queria falar com você - ele deixou o ar escapar de forma pesada e então passou a mão pelo pescoço. Talvez Yumi nunca houvesse reparado na tatuagem que havia ali, um símbolo tribal em forma de cruz com asas de demônio.

    - Eu não sei como começar isso então é melhor poupar o tempo - ele franziu o cenho e pigarreou, baixando a cabeça, erguendo somente o olhar para ela - é melhor colocar de uma forma direta e sem mais confusões, porque eu estou magoando uma boa garota afinal - ele engou com a cabeça, depois teria que conversar com Marina.

    - Você sabe o que sinto por você e eu sei o que você sente por aquele outro caçador. Sei que muitas coisas estão acontecendo, mas também sei que logo terá sua chance de encontra-lo. Conhecendo você eu sei que você recusará, mas no fim acabará indo ao baile, é sua missão, a missão de muitos caçadores. Eu também recebi - ele deu uma pausa, sabia que estava jogando sal nas feridas de Yumi, mas estava também jogando sal nas próprias feridas.

    - O que quero dizer é que você deve ir, deve lutar por ele se o que sente é tão valioso e se quiser minha ajuda pode ter certeza deque estarei disposto. Quer tanto colocar seu coração nas mãos dele, pois bem, pode me usar de degrau, de escada, do que quiser, porque eu sei como é ser ignorado por quem você mais deseja, por ver essa pessoa sofrer por outra pessoa - ele então colocou os dedos sobre os lábios dela - Antes que diga qualquer coisa eu não estou falando de nós, não há nós.

    Ele se afastou e então se abaixou, pegando sua mochila do chão e sua mala.

    - Eu não sei muito de você, mas sei que tudo o que passou com seus pais e com Zero Kiryuu a machucou e está na hora de se curar. Sou seu amigo, eu escolhi ser e eu vou ajuda-la mesmo que não queira. Não quero mais que sofra - ele passou a língua pelos lábios - Não quero mais ninguém sofrendo por ter que escolher, esperar, a vida é curta para isso, percebi isso naquele ataque. Você quase morreu, você ia deixar muita coisa inacabada para trás.

    - Sei que quer me bater agora, tudo bem talvez eu conheça um pouco mais de você do que imagino, mas como amigo dizer algumas verdades também é necessário. Pode se trancar e chorar agora ou pode vir comigo e discutir algumas táticas para o baile ou qualquer coisa, uma torta de morango por exemplo. Ou pode se isolar e me odiar, você escolhe - ele continuava a olhá-la nos olhos, sua mão deslizando do rosto par ao ombro dela.

    - Me desculpe por ser duro com você, mas você tem sido mais dura consigo mesma e eu não quero que você sofra, você não merece isso - ele se afastou e virou as costas, começando a caminhar em direção aos quartos, mas um funcionário se ofereceu para levar as malas dele e então ele deixou, tomando o rumo da cafeteria.

    símbolo no pescoço de Icaru:

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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Sex Dez 28, 2012 11:53 am

Marina DuVillar

Acompanhara cada um dos movimentos de Icaru, vira cada uma de suas expressões, ele guardando o celular em uma bolsa, e também notara Yumi se aproximando dele. Ela sempre tinha mais coragem que eu, ela se aproximava dele, enquanto eu apenas olhava de longe, sem coragem de chegar mais perto do que já estava, a muitos metros de distância. Eu dormira ao lado dele, ele me levara para voar, eu estivera ao lado dele mais vezes do que conseguia me lembrar, e nem assim conseguia entender o que ele sentia, e o que eu sentia por ele. Eu era mais humana do que ele era, e muito mais do que ele queria ser, mas Yumi era ainda mais. O que eu poderia ter feito de errado para que ele se mantivesse assim longe de mim? Eu não podia ter feito algo assim tão imperdoavel e não me lembrar. E eu jamais teria coragem de chegar perto dele novamente. Ele era distante de mim agora, ele não queria minha companhia, e eu não o forçaria a tê-la. Fora a muito tempo que ele prometera me proteger, e eu não cobraria essa promessa. Fora um erro voltar para essa escola.

Ele tocava o rosto dele, os braços, como jamais me tocara. Ele sempre estava longe de mais de mim, com medo até, para tocar em mim desse modo, e eu não merecia isso, sabia que não, mas não deixava de desejar que ele me tocasse como tocava a ela. Eu tinha de deixar de lado esses sentimentos, eles não eram parte de mim, e eu tinha de ir para longe daqui. Era meu dever estar longe dele, dar a ambos a chance de serem felizes juntos. Eu era apenas uma sombra no meio do caminho, e não atrapalharia, nem ele, nem ela. Seria uma boa amiga, mas nada além disso. Ele não merecia que eu o machucasse, e o fizesse ver que me machucava. Ele me salvara, e era tudo o que eu poderia pedir. E se ele queria que eu me afastasse, eu faria isso. Por ele. E foi exatamente o que fiz. Triste, sem esperanças. Dei as costas para ambos, para a cena de carinho que via a minha frente, e sai dali, deixando minhas bolsas. Passos apressados. Não queria ter de ver mais anda. E tinha esse direito ao menos. Sai dali, indo para meu novo quarto.




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Re: Prólogo

Mensagem por Kagura em Sex Dez 28, 2012 3:14 pm

    ++Charles++


    Boas vindas? Confesso que nem de longe minha recepção pela menina fora agradável. Mas quem se importa? Nunca fui seu preferido. Pelo contrário, sempre era o demônio que estragava sua vida todas às vezes. Mas quem se importa? Ego ferido? A maneira com que a incomodava me agradava. Meus olhos arroxeados continuavam fixos. Meu semblante sarcástico e quase normal. Com Sakura minha atitude não havia mudado tanto, ou será que apenas tentava me convencer disso para entender que era o mesmo Charles não tão igual. Mas, apesar das mudanças, a menina também tinha enfrentado as suas. Frieza, rispidez. Algo assim. Ela havia me respondido mais rápido que o esperado. E, apesar da aparência igual e do mesmo cheiro deliciosamente apetitoso, ela não parecia a mesma pessoa. Não tão indefesa. Quero dizer... Agora meus instintos me diziam que ela não iria morrer caindo em um buraco fundo, pelo menos.

    -Ah é... ? – Seria descrença ou simplesmente a subestimava? Talvez fossem um pouco dos dois quando proferira essas palavras com total ironia. Como assim não estava servindo-se a mesa? Ela não percebia o que apenas o cheiro dela fazia com os vampiros. Um sorrisinho deixou os meus lábios com uma piadinha interna. Eu mesmo adoraria tê-la a mesa, das duas formas. E então outra risada. Iria se livrar de mim? Ah tá. A garota se afastou, ou melhor. Tentou se afastar, mas tudo o que fiz foi também virar, dando alguns passos à frente a segui-la. –Ligação? Sim. Eu também adoraria falar com a senhorita Lobanova. É tanto tempo... Ela era tão próxima a mim, simplesmente a adorava. E, também, ainda devo uma luta a ela. – Minha voz saiu de forma dramática de mais e entretida em uma atuação, enquanto meus olhos giravam e um sorriso malicioso surgia, acelerando e andando ao seu lado. – Sei que é mentira sobre Lohanne. Arrume uma desculpa melhor para me evitar. – Sussurei proximo ao seu ouvido com uma expressão maligna.


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Re: Prólogo

Mensagem por Dorii' em Sex Dez 28, 2012 3:49 pm

Sakura Tsukino.

A menina esperava que Charles não a seguisse. Afinal, a conduta dele ao apresentar-se depois desse tempo não era amigável. Mas aquilo não era simplesmente o Charles? Talvez sim, mas depois da forma que ele passou por ela, sem se quer olhá-la dizia que não estava feliz em vê-la. Ela aos poucos ia se sentindo mais incomodada. Estava transbordado de saudades do rapaz, tinha vontade de se virar e abraçá-lo, era um impulso, um clamor que ela não poderia ouvir.
Ela continuou andando, saindo do pátio em direção ao jardim externo.
Parou, se virando para charles e o olhando firmemente.

- Charles, você nunca se deu bem com Lohanne... e se sabe que é apenas uma mentira porque está me seguindo? - perguntou um pouco ríspisa o olhando. Ela queria se manter impassível, mas estar perto do rapaz depois de todo esse tempo desconertava com os seus sentimentos
- Você não parecia se importar quando passou por mim e não deu importância, então o que quer agora?
- ela passou a mão no rosto percebendo que estava se deixado levar, respirando e o olhando novamente mais séria porém ainda estava visivelmente controlando algo dentro de si
- Sei que depois de todo esse tempo sumida e sem dar notícias pode não querer olhar na minha cara, demo... não tenho desculpas para dar em relação a isso...
Ela parou, respirando um pouco mais e olhando o rapaz. Ele estava mais lindo que antes, a proximidade a fez ter certeza sobre as "mudanças" que haviam ocorrido com o rapaz, o ar sombrio que sempre o cercava estava mais pesado... Mas de que importa? Talvez mesmo se ele se tornasse o próprio demônio ela não conseguiria esquecer seus sentimentos.




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Re: Prólogo

Mensagem por Naty em Sex Dez 28, 2012 5:47 pm

--Robert N.--

Dei um suspiro profundo saindo daquele carro,olhei em volta por um longo momento,varias memorias retornando a minha mente.Aquilo era real?Eu estava mesmo novamente ali? Aconteceram tantas outras coisas,o que me trazia mesmo a aquele lugar?Talvez a vontade de me encontrar novamente com aquelas pessoas,apenas para confirmar se ainda estavam vivas,se ainda eram como eu me lembro.

Talvez fosse pela baixinha de olhos azuis. Ravena. Avia perdido contado com ela.Havia perdido contado também com Alexander .Nei mesmo a Raven ele responde.

Porque estava preocupado com eles?Aquilo era obvio.De alguma forma que nem mesmo ele entendia,era completamente conectado a eles dês de o momento em que se encontraram pela primeira vez no incidente com Dimitri.


- Raven...vem.-se virou,chamando o "irmão" o vendo descer do carro ainda olhando para o celular,e quase mordeu o labio inferior ao ve-lo suspirar de forma desanimada.Logo se ocupando por dar o fora para não encara-lo,pegando as malas com o motorista.E começando a caminhar. Evitando voltar os olhos para traz.

A raiva crescendo em si.Afinal sabia porque o "irmão" estava daquele modo,e aquilo lhe irritada.Irritava profundamente...

Afinal estava sentindo o mesmo naquele momento.O mais irritante,e que sentia que havia simplesmente perdido algum que amava novamente, e novamente pelo seu orgulho.

Suspirou,os olhos novamente buscando por qualquer coisa conhecida,ou que lhe lembrasse algo,reconheceu então alguns rostos,mais não quis se aproximar.Afinal.O quanto tudo havia mudado nesse tempo?



---Raven W. ---

Ficou por muitos segundos admirando o celular,estava tentando mandar mensagens a tempos,mais elas nunca eram respondidas. E de alguma forma era doloroso.Nem mesmo notava o porque disso,mais era muito,muito doloroso.


Porque ele não respondia?Porque?Não custaria nada.Não e verdade?Não era justo aquilo.

Fez um bico,saindo do carro quanto foi chamado,mais não voltou os olhos ao maior,não queria olhar para esse,de alguma forma sentia que estavam distantes nesse momento,cada um pensando em algo..pela primeira vez em tanto tempo,não era bom estar sozinho com ele.O silencio era muito ruim.

Deu um suspiro pesado,cansado,desanimado,e guardou o celular,os olhos seguindo o irmão,o rosto mais pálido que o normal,os cabelos,antes negros como os do mais velho,agora eram completamente brancos. Voando de forma suave pelo ar.

Começou a caminhar em direção a esse,erguendo os olhos do chão vez ou outra para encarar as costas desse,mais logo desviando novamente para o chão.

Sabia que eles não estavam ali,se estivessem provavelmente aquele silencio ja teria sido rompido...e pensar que o único motivo para estar ali depois de tudo o que passou da ultima vez era a presença de seu amigo.

Agora tudo parecia sem sentido,silencioso,confuso e assustador. Tudo isso em segundos.

Era possível?




----Aiko----

Não.Não queria estar ali,não pretendia voltar para aquele lugar nunca mais. So que...dês de que se perdeu da prima,aquele lugar parecia ser o único onde podia se refugiar,o único onde tinha chances de encontra-la novamente,o único que poderia guardar suas ultimas memorias dessa.

Onde ela estava?

Não sabia,e no momento caminhava entre a multidão buscando essa informação,talvez ela estivesse ali,talvez tambem estivesse procurando por ele.

Se passou um hora que que havia chegado e ainda não encontrou nada.O pior,era que o lugar de alguma forma so parecia mais cheio a cada segundo.Sera que algum vampiro a pegou durante esse tempo?Sera que ela estava machucada?Sequestrada?Morta?

Não sabia. Nem se quer conseguia imaginar,e isso era o mais irritante.Por que não conseguia nei mesmo uma informação?Já seria o suficiente.Não?

Deu um suspiro,se sentando então,as mãos buscando o seu livro de bolso,o abrindo e folheando calmamente. Provavelmente aquela calma era contra tudo o que sentia,mais de alguma forma era o único sentimento que conseguia demostrar.Calma.

Sabia que essa calma lhe levaria de volta a garota.






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Re: Prólogo

Mensagem por Kagura em Sex Dez 28, 2012 6:48 pm

    ++Charles++


    Boas vindas? Nem de perto. A garota japonesa parecia estranhamente mais avessa as minhas palavras que nunca. E também mais respondona. Tratar assim alguém como eu assim? Inaceitável. Mas para Sakura, mesmo que machucasse meu ego, podia suportar. E, pela minha expressão, era claro que não sairia dali. Não daria um passo se quer até que conseguisse realmente o que queria. Um olhar de boas vindas da garota nublava minha mente de forma única há mais de três anos. Entrada, pátio, jardins externos. Havíamos nos afastado do grupo, e em uma situação normal que qualquer outro vampiro se aproveitaria para atacar a garota de sangue único, eu apenas mantinha-me ao seu lado, trocando os tão comuns e divertidos “elogios”. Infelizmente, nenhuma de suas respostas me agradava naquele dia. A não ser uma ou outra intensão oculta, que quase como instinto parecia captar. Intenções que eu mesmo compartilhava, talvez de maneira não tão inocente quanto a dela. Mas... Se ela queria um jogo... Era hora de jogarmos pelas mesmas regras, minha especialidade.

    - Por que gosto de seguir baixinhas japonesas e ainda tenho a esperança que me dê sangue. – Mentira? Meia-mentira. Mas nunca admitiria minhas verdadeiras intenções. Meus passos continuavam calmos, assim como minhas palavras vazias como as de um jogo. Meu rosto balançou de um lado para o lado ao ouvir sua próxima frase. Olhar de vitória? Talvez os olhos roxos tenham brilhado um pouco em malicia e satisfação, mas se o fizeram, não tinha qualquer certeza? –Então isso é ressentimento por ter achado que bebera de mais noite passada e era uma ilusão? – Um riso sarcástico saiu de meus lábios, e assim que ela parou me movi sem atrito para sua frente, encarando-a com uma expressão inquisitória e analista. – Se quer saber, achei que era uma miragem. Não seria tão estranho depois do que vi nos últimos tempos. – Dei os ombros, esticando a mão e lhe dando um pedala. –Quanto ao seu sumiço... – Minha expressão mudou para algo mais sério e preocupado. – Não faça mais isso, ou serei obrigado a te caçar e rasgar sua garganta da forma mais dolorosa que conseguir. – Ameacei, mesmo sabendo que, de nenhuma forma, conseguiria cumprir essa condição.



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Re: Prólogo

Mensagem por Dorii' em Sex Dez 28, 2012 7:20 pm

Post continua... em
Jardim externo




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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Sex Dez 28, 2012 8:06 pm

Cristal Nightingale

Sorri para ele, sentindo o local em que estava e olhando ao redor, querendo mais que tudo que as coisas acontecessem da maneira que eu queria, querendo que nada mudasse realmente no que eu tinha planejado para meu dia, mas sabia que logo seria hora de voltar para meu quarto, conhecer minha colega, e ver Andariel muito raramente. Ele era da Night Class, e as interações seriam minimas entre nós dois. Era uma pena, realmente, mas eu sabia que seria assim, afastada de meu amigo, e longe da maior parte das pessoas que eu conheço. Eu não poderia estar perto de todos os meus amigos, então teria de estar assim apenas, perto deles.

-Não pretendo sair daqui enquanto puder evitar Andariel. Estou muito bem aqui.

E era a mais pura verdade. Eu não queria ir embora, e não queria ter de sair de perto daquele muro. Estava me sentindo segura parada assim, num lugar onde não tropeçaria em ninguem e que eu não atrapalhasse ninguém, então poderia estar em paz com tudo o que acontecia e tudo o que as coisas aconteceriam. Eu não queria nem pensar em como seria andar por aqui de novo, queria apenas esquecer de tudo o que acontecia aqui. Era apenas paz que eu queria, então apenas isso eu iria atras. E era ficando aqui, parada, que eu me sentia realmente bem, então era exatamente aqui que eu pretendia ficar parada. Era irritante, mas era a melhor escolha agora, já que eu poderia estar bem e segura nesse lugar, já que essa escola, ao menos segundo tudo o que ouvira, agora estava mais segura que antes. E tantas pessoas estavam perto que era impossivel que realmetne tentassem ferir alguém aqui, mesmo que fosse alguem completamente indefesa como eu era. Nada além de mim mesma poderia me proteger. Eu era apenas mais uma garota.

-Vai andar um pouco? Deveria estar em outro lugar?




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Re: Prólogo

Mensagem por Ikki em Sex Dez 28, 2012 8:53 pm

O anjo olho a jovem y sorriu vendo a sua reação ela tinha intenção de ficar ali ele também os céus poderiam esperar voar ate eles com tanta gente seria quase impossível sim quebrar muitas regras dos humanos assim que esperara cair a noite olho para a jovem o que ela pensaria si leva-se voando pelos céus ficou em aquilo em silencio só olhando a jovem ela era muito peculiar sua forma de ver o mundo devia ser único todos os mortais teriam uma forma de ver o mundo de seu jeito, ela era a traves dos cheiros y dos movimentos suaves, como a musica outro mortal como veria o mundo do criador cada um tinha seu jeito de encara-lo de forma que o anjo ficava muito curioso as almas que os demônios escravizavam tinham uma forma de ver o mundo muito simples y sem sentido também estavam escravizados pelas criaturas abomináveis ao criador tinha passado alguns minutos de silencio o barulho entre os alunos y a natureza em si mesma fazia o tempo ali passar sem que ele se dera conta foi interrompido pela voz da jovem que le perguntou si deveria estar em outro lugar ainda de pe diante dela respondeu
- não, eu não conheço muita gente aqui assim que não tenho outro lugar para ir, dentro de pouco me tocara conhecer meu companheiro de quarto falou suspirando novamente
O anjo olhava a jovem muito bela y não tinha intenção de sair de ali ate que fosse obrigado ao contrario voltou a se sentar do lado dela olhando as plantas y as pessoas mas que estavao mas perto deles

-Me conta si não e problema como e sua mãe, parece ser muito protetora e que minha mentora e muito rígida brigenta
Falou curioso pelo motivo de ela se especial y não tinha tido a oportunidade de sentir uma família humana que não fosse possuída pelos demônios como a que ele estava


Kenner

Cada vez tinha mas gente naquele pátio coisa que não me estava gostando em nada mais vampiros mais humanos, tinha bastante mortais os focos estavao sendo perdidos pouco a pouco pela montoeira o diretor ainda conversando com aquela garota ela também tinha me visto y me saúdo mais não di importância como já tinha feito anterior mente, o diretor não pareceu gostar muito dos jovens da elite era um ponto que poderíamos ter em comum o velho yuriev suspirei olhando mas a minha volta cheiros estranhos outras raças já faziam presencia ate os imundos lobisomens estavam ali contaminavam o ar que respirávamos os vampiros entre outras raças menores o jovem inglês ainda com a sua amiginha o mestiço não tendo nada interessante para ver só molestando mas a seu alvo sim olhei muito bem para ela assim poderia averiguar alguma coisa mas ainda tinha vigiados os três grupinhos si olha-se para outro sim terminaria tendo que deixar um de lado qual perderia o meu foco dentro de pouco eu descobriria, aquilo cada vez ficaria melhor sem lugar a duvida

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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Sex Dez 28, 2012 10:00 pm

Hitagi Ryou
Hitagi não conseguiu conter o pequeno sorriso ao se aproximar de Taito, que aparentemente estava intimidado com a presença dela. Também pudera, depois de tantos meses sem ver o amigo, ela estava agindo feito uma gatinha querendo chamar a atenção do dono, deixando qualquer um resignado.

Ela parou alguns centímetros dele, estava ansiosa para contar das novidades e todo o esforço que ela fizera para voltar à academia já que seus pais eram contra o seu regresso. Mas naquele momento de proximidade tudo havia desaparecido de sua mente, ela não sabia como iniciar um dialogo com seu salvador.

Os olhos atentos de Hitagi captaram todos os movimentos desajeitados do rapaz que escondia inutilmente um embrulho de presente. Ela abriu a boca para perguntar se ele queria ajuda com as bagagens, mas Taito fora mais rápido, estendendo o pacote para ela que corou violentamente ao ver o pacote diante de seus olhos, como se tivesse se transformado em um moranguinho.

- Eto... Para mim? – a voz saiu num suspiro de felicidade e vergonha. Hitagi não era uma menina tímida, mas estava sentindo-se muito estranha na presença de Urasagi deixando-a sem reação. As pequenas mãos alvas pegaram o embrulho macio com cuidado, como se estivesse segurando uma barra de ouro. – E como eu não iria agradecer? Muito obrigada! – ela desviou o olhar do pacote e ficou olhando para o rosto dele de forma atônita, como se ainda não acreditasse no que estava acontecendo. Ela queria agradecer, mas não sabia como. Será que um abraço seria ousadia demais?

– Eu estou curiosa, então já vou abrir. – ela abriu o pacote delicadamente e sorriu ao ver a linda pelúcia de sapinho. Ela retirou do pacote o sapo e o abraçou com carinho sentindo sua maciez, exatamente como ela queria fazer com Taito em agradecimento, mas não possuía intimidade o suficiente, coisas típicas de japoneses.

– É lindo e ele se chamara Taito, assim nunca vou me esquecer de você. – ela falou ingênua, abraçando o sapinho com força, sem perceber que poderia estar intimidando o garoto. E antes que ela pudesse continuar agradecendo pelo presente e tudo que ele havia feito, o toque da mão dele na testa fez ela cortar a fala e ficar imóvel como uma estatua.

Hitagi sentiu uma estranha sensação no estomago e uma ardência onde ele havia tocado. Ela havia até esquecido sobre o machucado até que ele perguntou como ela estava.

– Eu estou bem agora e cicatrizou muito bem! Só ficou uma linha bem fininha e mais clara do que o tom natural da minha pele. – a japonesa ficou esperando alguma resposta dele, mas ele continuou imóvel com a mão sobre a franja dela, envolvendo-a com um olhar muito intenso.

Ryou sentiu uma inquietação subir por todo o corpo, estava sentindo-se estranha, principalmente com a atmosfera que os cercava. Ela segurou a pelúcia com uma das mãos e a outra tocou levemente a mão dele que estava enroscada nos cabelos dela e sorriu delicadamente para ele, as bochechas levemente coradas.

– Não se preocupe, eu já estou bem. E você? Parece um pouco perdido através das expressões de seu rosto. – ela fixou o olhar nos olhos dele tentando arrancar qualquer informação que pudesse sanar todas as dúvidas que mantinha por Taito.

Yumi Campbell
Yumi ficou parada como uma estatua diante de Icaru, ela analisou a expressão do rosto dele tornar-se mais sombrio. Icaru parecia distante enquanto guardava o celular na mochila. Pela primeira vez Campbell o virá fazer aquele tipo de expressão, como se ele estivesse largando algum tipo de sentimento indescritível através do olhar intenso que poderia dividi-la em duas partes.

A ruiva ficou um pouco confusa com a reação dele, ela pensou que ele ficaria feliz em vê-la depois de longos meses, mas a reação esperada fora exatamente o oposto. – Algum problema? – ela indagou, mas antes que recebesse alguma resposta, ele já havia mudado de assunto.

Como se fosse outra pessoa, Thompson agia de modo diferente, mais bruto e arrogante talvez. Yumi não sabia descrever o que realmente estava pensando e o que pensava ao ir até o encontro dele. Ela esperava uma coisa e havia encontrado outra.

– Sobre o que você gostaria de falar comigo? – ela falou um pouco mais séria do que o normal, desviando o olhar da expressão distinta do ruivo e pairando acidentalmente em Marina que estava parada os observando. Yumi pensou se Marina seria algum tipo de masoquista ou coisa do gênero, apesar de que, ela deveria estar interpretando tudo errado.
O ar pesou dentro do corpo de Yumi, como se estivesse respirando pó de concreto ao invés de ar puro. A ruiva deixou a mochila cair ao lado dos pés, como se o assunto que Icaru fosse falar pudesse durar horas de seu dia. Ela agachou-se na frente dele e apoiou uma das mãos sobre o joelho enquanto a outra segurava a espada.

Ela escutou pacientemente todas as palavras dele, mas por dentro estava como um vulcão prestes a entrar em erupção. Desde quando Icaru era tão... covarde? Isso mesmo! Afinal ele estava se jogando aos pés dela de forma incoerente, como se não tivesse outra utilidade no momento ou valor.

As mãos de Yumi tremiam de raiva a cada palavra que ele dizia, até mesmo a presença de Marina foi apagada por causa do estresse interno que brotava dentro dela. Tentando controlar a forte vontade de responder Icaru de forma grosseira, ele havia depositado os dedos sobre os lábios dela, como se tentasse silenciar as próximas palavras que ela iria dizer.

– Você é um idiota. – ela falou de forma ríspida, erguendo a mão e segurando o pulso dele com força, encarando-o com muita fúria surpreendendo até mesmo o jovem caçador. – Eu não preciso que ninguém sinta pena de mim. E daí que eu gosto dele? Se você realmente se importa comigo, faça eu me apaixonar por você. – ela deveria ter mordido a língua para não dizer aquelas palavras, mas já era tarde demais. Yumi soltou a mão de Icaru e deixou que ele se afastasse.

Ainda agachada sobre os joelhos Yumi continuou a acompanhar a movimentação do ruivo que se afastava lentamente. A verdade era que Yumi queria dizer poucas e boas para ele, mas ela sabia que ele estava sofrendo e por isso estava se contendo de uma forma absurda, mais resistente do que um diamante. Mas ela também sofria, mesmo negando infinitamente que precisava do auxilio de alguém.

– Eu não vou chorar mais, Icaru. – ela jogou os longos cabelos para trás antes de se erguer do chão, pegando a mochila logo em seguida. Yumi ficou de costas para ele e entregou a bagagem para um funcionário da academia que passava por perto, ele ofereceu ajuda vendo que ela passava dificuldades com aquelas tralhas todas. – Na verdade, eu já estou cansada de tudo. – ela continuou falando de costas para ele, os olhos estavam vagos olhando aqui e ali procurando nada em especial, somente passeando pela paisagem. – Eu não escolho as minhas missões, só faço o que me mandam... Também não me importaria se tivesse morrido naquele dia, já não faz mais diferença. – a voz dela foi morrendo aos poucos, afastando-se lentamente de Icaru, caminhando para outro local qualquer. Ela não sabia o que dizer ou o que fazer, ela nunca prometera nada para ele, nunca havia dito nada, eles não possuíam nenhum compromisso, mas ela não entendia porque havia sentimento de culpa em meio de tudo aquilo.

E pela primeira vez naquele ano, Yumi queria bater na primeira pessoa que visse.
Dante Vorherrschaft

Dante olhou de canto para Aledra que parecia bastante interessada na garota Kuran. O sangue puro ate entendia o porquê do interesse, a mestiça só estava servindo para sujar o nome da familia Kuran, exatamente como seu alvo estava fazendo.

A familia de Dante sempre fora muito conservadora em relação à procedência familiar, nunca aceitariam alguém que pudesse macular toda a nobreza e resplendor dos Vorherrschaft.

– Talvez eu entenda exatamente sobre o que você esteja falando, senhorita Aledra. – ele meneou a cabeça para o lado e a encarou de forma petulante. – Eu destruiria qualquer um como aquela ali, não faria falta para ninguém.
Após caminharem mais alguns metros sobre a proteção da sombrinha da vampira eles finalmente pararam sobre a sombra de um dos pilares do prédio principal.

– Você acha mesmo que fazemos um belo par? – ele sorriu para ela, os dentes brancos reluzindo nos lábios perfeitos.
– Até poderia ser interessante, mas vamos deixar que eles tomem suas próprias decisões sobre nós. Tenho certeza que também somos odiados por muitas pessoas aqui dentro. – o sangue puro olhou de relança para Yuriev, desviando o olhar em seguida para Aledra.

O moreno afastou-se gentilmente dela e ajeitou a manga da roupa de alfaiataria caríssima que vestia. Ele caminhou pelo pequeno espaço recostando contra um dos pilares fixando o olhar de Aledra como se esperasse alguma coisa da garota.

– Estou ficando cansado de ficar aqui a esmo.


Nota: Post do Raphael está na Sala de Música II

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Re: Prólogo

Mensagem por Tohru Sohma em Sab Dez 29, 2012 12:12 am

*Ainda que não se notasse nenhuma mudança desagradável no rosto perfeitamente composto e belo do diretor, Tohru sentiu algo, o que a fez deter-se no que talvez seria uma demonstração excessiva de alegria.*

" Ele deve me achar uma impertinente mal-educada..."*Interpretou erradamente a jovem.* _"Mas eu cresci assim...Oka-san sempr foi muito expansiva, sem máscaras ou convenções e até meu Oto-san, criado dentro desse meio, conseguia relaxar e ser ele mesmo, sem convenções."

*Baixou o olhar, um tanto envergonhada e ficou escutando suas palavras.*

- Não se preocupe senhorita Kuran, não foi nada grave, minhas maiores preocupações agora são sobre as notícias de minha irmã. Como sabe ela está no Japão me representando no conselho e em outros assuntos de minha família. Temo por sua segurança - ele disse e aquilo era totalmente verdade, em meio a tantas máscaras que Yuriev usava, sua irmã era a mais genuína de suas afeições.

- Não seria seguro que fosse até onde eu estava, além disso, me sinto totalmente culpado por tudo o que houve. Eu deveria saber que, com tudo o que está havendo, a Academia seria um alvo fácil ou uma bomba relógio. Tivemos diversos problemas também após o ataque, com os alunos que ficaram, principalmente o turno noturno. Soube que um dos meus funcionários me traiu, levando um grupo que designei buscar informações na floresta para uma armadilha - ele respirou fundo e então se aproximou um pouco mais da jovem, tocando seu rosto com delicadeza. Seu toque frio era gentil apesar da sensação gélida e ele ergueu levemente rosto da jovem Kuran - mas o que mais me pesa é não tê-la protegido, não estar onde deveria estar. Sinto que estou falhando como tutor.

" Não consigo gostar de Ruri Yuriev, por conta do que ela fez a Marshall no aeroporto... Demo....A situação é outra...Se ele se preocupa tanto assim com a irmã, realmente não pode ser o monstro que todos dizem, ainda que ele não tivesse me contado tudo sobre Elizabeth..."

*Corou novamente com aquele gesto delicado de carinho, como costumava fazer, gaguejando um pouco.*

__I-Iee, Yuriev-sensei! Não, o senhor não poderia imaginar o que aconteceria e da maneira como foi dessa vez, seria muito perigoso até mesmo para o senhor. Dimedenko-sensei quase foi morto, mas eu ajudei, desviando a atenção do caçador com os insetos que atrai para o auditório!*falou, orgulhosa de si.*__ O senhor não tem culpa de nada, não poderia adivinhar, não é mesmo?

*Depois olhou, com expressão emocionada e agradecida para sua amiga Aimée.*

__Hai...Marshall foi incrível e a ajuda de Dolohov-san foi providencial...

*Ficou em silêncio, pensativa até o casal de Puros que a observava se afastar.Cumprimentou o noivo de Aimée, distraida. Somente despertou com as palavras seguintes de Yuriev.*


Senhorita Kuran, sei que deve estar cansada, mas eu tenho um assunto urgente a tratar com a senhorita, gostaria que se possível pudéssemos nos encontrar mais tarde - Yan tornou a olhar a jovem, que parecia pensativa. Poderia simplesmente ler a mente dela, mas não achava necessário naquele momento.

- Sei que está preocupada com o rumo dos acontecimentos e com uma guerra eminente e sendo quem é, é certo que esteja, mas não será sobre isso que falaremos, ao menos que queira - ele completou - Ficarei aqui até todos os alunos chegarem e estarem devidamente instalados, já me descuidei demais com a segurança deles

__ Iee, estou bem, sensei. Realmente, me sinto muito abalada ainda pensando em tudo que houve...Todos s ataques desde Paris... Tantos perderam suas vidas... Não tive mais notícia de muitos amigos...Hai...Podemos conversar quando quiser, Estou à sua disposição...


- À noite farei uma reunião com os alunos, apresentarei a nova equipe de segurança e os novos monitores - ele sorriu, parecendo sem jeito - Bem, falarei com você mais tarde sobre isso e sobre algumas mudanças que fiz, me sinto feliz por estar de volta, achei que não teria mais a oportunidade de cuidar da Academia depois do que houve.

- Mas como dizia, farei a reunião à noite e se pudesse me reunir com a senhorita antes, eu ficaria grato - ele pousou a mão sobre o ombro dela, apertando levemente - Sinto muito por exigir tanto, mas eu serei o mais gentil em minhas exigências, perto de tudo que virá.

*A jovem suspirou, mas sorriu para ele em seguida.*

__ Eu sei...O senhor tem sudo mesmo muito gentil...Serei forte...Sei que quer falar sobre a morte de meu pai e o julgamento também.Soube que foi absolvido...Fico feliz pelo senhor...Queria novamente pedir desculpas por minhas desconfianças...Creio que fui movida pelo desespero e pelas circunstâncias, mas depois de tudo que me contou e mostrou... Bem, só posso agradecer por toda gentileza e pelo cuidado que tem tido comigo...

*Nisso, alguém a quem não apreciava se aproximou: Phelipe Matrelli. Ele mostrara brevemente quem realmente era na reunião depois do baile. Antes achava que ele fosse bom e até estivesse se apaixonando por sa amiga Hécate....Agora achava que ele deveria ser o responsável pelo sumiço dela e se culpava por ter deixado que acontecesse...*

__Signore Matrelli...__*limitou-se a um cortês mas frio cumprimento de cabeça, sua expressão séria.*__ Seja bem-vindo de volta.

*Colocou-se de lado, enquanto conversavam. Sua inércia e aborrecimento, sendo repentinamente quebrados pela sensação que tanto esperava: Marshall. Todos os eus sentidos mais seu coração diziam que ele afinal chegara!*

__Com sua licença, preciso me retirar. Os deixarei à vontade por hora e depois nos encontraremos, sensei, para conversarmos como quiser. Preciso ir receber meu marido que acabou de chegar.

*Após a permissão de Yuriev, teve que usar de toda sua força de vontade para não sair correndo dali a toda velocidade ao encontro de seu amado Marshall. Seu coração batia tanto e tão alto que achava que todos podiam ouvir por ali. Afastando-se mais deles acabou naõ resistindo e pôs-se a correr, seus sentidos buscando por Marshall, até encontrá-lo no pátio, procurando também por ela.*

*Parou a alguns metros dele. Ofegante, não pela corrida mas pela imensa emoção que sentia em revê-lo, pois cada ausência ainda que curta era uma verdadeira tortura para a jovem que já perdera tanto. A natureza colaborou para a beleza do reencontro. Como num filme romântico, o vestido branco que Tohru usava em luto por seu pai e pelos alunos mortos esvoaçava ao sabor de uma doce brisa, que carregava folhas e flores ao redor da jovem. Os cabelos ao vento lhe deixavam com um ar ainda mais jovial e puro. Ela parecia brilhar. Era a própria imagem da primavera. Parecia mais uma fada ou um anjo do que uma vampira *

__ Anata... estou aqui...*Tohru abriu um sorriso sereno e acolhedor para seu amado, abrindo os braços para recebê-lo. Lagrimas banhavam o rosto delicado, mas dessa vez de pura alegria.*_ senti tanto sua falta e do nosso bebê...Oh, Anata...Aishiteru totemo...


Spoiler:



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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Sab Dez 29, 2012 5:13 pm

    Icaru parou, seu corpo tencionou por um momento. Era claro que ele sabia que Yumi não seria gentil e era claro que qualquer coisa que ela dissesse, mesmo se fosse a favor dele, doeria da mesma forma. Aquilo era simplesmente um ponto profundo, uma área de guerra, de tensão, de onde nada poderia vir de bom.

    Ele respirou fundo. Então era ele o idiota? Era ele quem tinha que fazer ela amá-lo? Ah claro, era ele quem deveria correr atrás dela mesmo sendo ignorado e trocado toda a vez que o caçador de cabelos brancos surgia.

    Icaru pendeu a cabeça para trás e fechou os olhos por conta da claridade, o funcionário que levara sua mala começava a se afastar e isso era bom, assim se os dois acabassem aos berros, que era o que provavelmente iria acontecer para enchê-lo de culpas depois, não seriam interrompidos.

    Ele se virou lentamente, olhando a silhueta da garota de costas para ele. Dentro dele um turbilhão de sentimentos queimava, alguns bons, alguns não. O que ele achava que sabia tanto dela? Sabia de quem ela gostava, sabia o problema dela com os pais e sabia que ela era fechada para a vida.

    Não, não era só isso. Sabia do trivial ao profundo, sabia que Yumi era um lago congelado. A superfície era fria e dura e você nada via abaixo. Talvez se enganasse com a real profundidade e ousasse caminhar por ali, como ele estava ousando e talvez fosse um erro, pois a superfície lisa poderia se transformar em mil farpas antes de te engolir.

    Ele mordeu o lábio, passando a língua por eles e engando com a cabeça. O quanto do pouco que tinha estava perdido? Tudo, absolutamente tudo, então se ela queria que ele não fosse um capacho, que ele forçasse um caminho para o coração dela, assim seria.

    Yumi iria nota-lo, mesmo que para isso ele esmagasse o coração dela com os dedos e depois tivesse que resgatá-la de onde a enterrou. Ele ficaria com que restasse, com que sobrasse e ainda assim estaria contente. Talvez fosse mesmo idiota.

    Ele deu dois passos largos, forçando a menina olhá-lo ante de colar os lábios com força contra os dela, abrindo caminho com a língua.

    Fora um beijo quase violento, os dedos dele quase esmagavam o braço dela, a outra mão havia segurado nos longos fios ruivos, os dedos se enroscando como se segurasse cordas à beira de um abismo.

    Desistindo de lutar contra a resistência dela, ele deixou seus dentes envolverem o lábio inferior dela, puxando-o um pouco, soltando-o e se afastando enquanto a encarava ofegante.

    - É assim que quer? Então eu que sou o idiota aqui? - ele preguntou num tom quase rouco - Você é a idiota aqui, você é a burra. Não consegue sentir nada, não percebe nada à sua volta. É tão arrogante ao ponto de achar que eu deva fazer você me amar quando você mesma não se ama o suficiente, mas tudo bem, se é isso que quer é isso que vai ter de agora em diante, só que talvez eu não esteja mais disposto a dar o mesmo em troca. Não vou me rastejar por você e eu não sou covarde. Uma vez alguém me disse... - ele hesitou nesse ponto, era estranho, quem havia lhe dito aquilo? - Que se você ama alguém você quer ver essa pessoa feliz, mesmo que não seja ao seu lado. Acho que isto não funciona com você, deve ser algum tipo de sadismo. Eu quis e parte de mim ainda quer ser seu amigo, mas eu não aceito ser chamado de covarde.

    - Eu não estava renunciando você. Eu queria vê-la feliz e acho que sou idiota por isso, você mesma não quer ser feliz. Quando conheci você eu fiquei penalizado e não achava que fosse ruim sentir empatia por sua dor. Também perdi meus pais, também sei o que é perder tudo por isso me identifiquei com você. Erro meu, você não quer esse tipo de afeto. Você prefere o desprezo de Kiryuu porque é seguro, porque você pode imaginá-lo e moldá-lo em sua mente.

    - Eu nunca quis ser assim com você, mexer dessa forma com seus sentimentos, eu queria algo completamente diferente, mas eu não me sinto seguro com desprezo e eu não sei mais como demonstrar... carinho por você se você não aceita. Eu nem sei porque agora, mais do que antes, eu quero você do meu lado, chorando ou feliz, porque eu ainda quero ouvir você. Parece um desafio, na verdade pura idiotice.

    Ele olhou em volta, deveriam estar atraindo atenções.

    - Uma parte de mim quer pedir desculpas por ser grosso e estúpido e a outra parte quer te magoar ainda mais. Eu não sei o que você causa em mim, mas você causa, me transforma em alguém que não sou. Eu nunca perdi a calma antes, não desse jeito, não por esse motivo - ele respirou fundo, ainda ofegava e mal percebia - Você me faz ferver de raiva e me atira no gelo em seguida e eu ainda corro atrás disso como música do flautista.

    - Eu queria me acalmar agora, talvez pedir desculpas, talvez ser o Icaru que você conheceu meses atrás, mas... - ele passou a mão pelo rosto, cruzando os braços sobre o peito - não consigo, esse pensamento fica se remexendo dentro de mim o tempo todo, seu rosto, seu sorriso e até seu desprezo fica vagando na minha mente como um filme repetido. Eu queria salvá-la, ajudá-la, fazer tudo por você, ser tudo para você, mas eu olho de volta e não vejo nada em você. É inerte por fora, é como... não é você... ou eu não quero acreditar que seja.

    Ele tornou a olhá-la e por um momento sentiu que não deveria ter dito aquelas coisas, mas já era tarde.

    - Quer saber... - ele deu de ombros - Esquece isso... eu sou covarde e agora estou morrendo de medo de perder o pouco que tinha de você - ele negou com a cabeça - acho melhor dar um tempo com isso. Eu não queria magoá-la - ele assentiu com a cabeça - Estou feliz por você estar aqui, era isso que eu queria dizer, mas não tem muito valor agora.

    Ele deu de ombros e a olhou mais uma vez. Quanto ela estaria o odiando agora? Na verdade seria bom um pouco de ódio, era melhor do que nada que era tudo o que ele tinha dela. Ser o amiguinho bondoso tinha um preço alto a pagar, era como ser invisível e ele não queria ser invisível, ele queria que ela o notasse. E conseguiu, da pior forma.

    - Nos vemos... - ele disse, mas continuou imóvel diante dela, a encarando.


    Taito permaneceu o tempo todo de cabeça baixa, seus olhos vez ou outra miravam Hitagi, seu rosto delicado, suas expressões calmas e agora foi a vez dele compará-la com Alina. Dentro dele aquilo parecia um imenso contraste e ele se perguntava o que Hitagi Ryou pensaria dele se um dia soubesse o que ele estava fazendo. Ela o acharia infiel? Ela o odiaria se um dia descobrisse tudo o que ele escondia dela?

    Hitagi Ryou era uma boa pessoa, ela ficaria com raiva ele sabia, mas ainda assim o perdoaria por ser sua amiga, por ser uma pessoa tão amável.

    Ele colocou as mãos para trás, não queria correr o risco de tocá-la mais uma vez e permanecer ali, sem reação.

    - Joejoong, chame ele de Joejoong... - ele disse num tom baixo. Não queria que ela se lembrasse do Taito, mas que ela se lembrasse de seu amigo Joejoong, aquele que ela acreditava ser o nome real dele, o salvador dela, alguém bom. O verdadeiro Taito só guardava coisas que os afastariam - Joong-chan, ele vai cuidar de você quando eu não estiver por perto - ele ergueu a cabeça e sorriu, parecia triste e na verdade era. Ele ia se afastar tão logo descobrisse mais sobre o clã Pendragon, afinal agora tinha Jun Yakamura, Marshall não era mais um grande alvo.

    - Anata wa nansensu o hanashite iru - ele murmurou e então se espreguiçou, dando de ombros em seguida - Não estou me sentindo perdido, eu só estou pouco à vontade com tudo o que houve. Passei um longo tempo fazendo relatórios de segurança para meu país. Eles confirmaram como um ataque terrorista e isso pode causar muitos problemas quando se é um militar, minha identidade ficou em risco - a expressão dele era séria. Sua mente trabalhava na história que tinha que contar para Hitagi e em outros pontos. Mentir para ela não era agradável, ainda mais quando ela buscava seu olhar.

    Ele a encarou alguns segundos em silêncio e então olhou em volta, encontrando seu irmão com o olhar. Marshall finalmente chegará, isso significava que logo teria o que fazer e que logo partiria.

    Não pretendia fazer um drama com aquilo. Hitagi não tinha culpa e ela lhe ofereicia uma amizade sincera. O certo seria retribuir e então era o que ele faria. Além disso, ela revelava algo nele, algo que sentia falta. As brincadeiras, até mesmo o sapinho no copo, eram coisas fáceis de se sentir, longe da complexidade de tudo que o cercava.

    - Eto... agora que me deve uma sua vida, se suas bagagens já foram levadas eu acho que você deveria me pagar ao menos uma fatia de bolo. Eu pediria que fizesse um, mas meu instinto de militar diz que não devo confiar em seus dotes culinários - ele forçou um sorriso. Não queria ela preocupada com ele - e pelo meu nome no kaeru-chan me deve um chocolate quente, sem temperos especiais dentro do copo né? - ele fez um gesto com a cabeça na direção da cafeteria - Acho que pode aproveitar e me contar o que fez nesse tempo todo - ele falou, começando a caminhar.

    - Eu te diria o que fiz, demo... Acho que você ficaria entediada antes da metade da parte dos relatórios - ele parou, esperando que ela o seguisse.

    Mais uma vez ele sentiu aquela estranha sensação calorosa sobre a pele, um calafrio tocou sua nuca e não tinha nada a ver com as presenças que sentia à sua volta. Na verdade, tinha a ver com uma única presença e ele desviou o olhar dela para o chão.

    “Eu teria alguma chance?” - ele pensou, censurando-se logo em seguida. Jamais deveria se perguntar aquilo, ou se permitir tentar conquista-la. Era mais velho, tinha seus compromissos e deveria mantê-los. Um homem não era nada sem sua palavra.

    “E se ela conheceu alguém nessas “férias”?...” - a expressão dele tornou-se desagradada - “Ou ela tem alguém de quem goste? Ela certamente tem alguém de quem goste! As meninas nessa idade têm muitos ídolos...” - ele mal percebia o quanto aqueles pensamentos quase infantis o perturbavam, ficando cada vez mais emburrado.

    - ... só espero que não me fale deles - ele acabou deixando escapar, sem mal perceber e certamente a garota havia ouvido - baka... watashi wa sorera no izureka yori mo yoi yo - ele continuou a resmungar.


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Re: Prólogo

Mensagem por Dorii' em Dom Dez 30, 2012 1:34 pm


Siva

(Professor de Biologia)


Um lamborghini chegou ao portão, estacionando em uma das vagas reservadas aos funcionários da academia.
De lá desceu um homem alto com os cabelos levemente longos e azulados e os olhos amarelos. Trajava um terno azul marinho desabotoado e sem gravata, lhe dando um ar mais despojado.
Caminhou em direção a recepção, onde já estavam praticamente todos os alunos.
Ele sorria acenando para alguns como se já os conhecessem mesmos sendo sua primeira vez na academia, usando do seu chame principalmente com meninas.

Estava um pouco cansado da viagem e o clima frio não ajudava, ele gostava de sol e calor mas aquela viagem tinha suas vantagens. Há muito tempo não via uma velha conhecida e já estava na hora de pegar algo que havia emprestado à garota.
Os sorrisos e conflitos dos jovens corações ali pareciam encantá-lo. Faziam sua boca saliviar pelo simples pensamento de tê-los ali, a grande maioria inerte à situação daquele lugar.
Caminhou um pouco mais, observando bem cada um dos alunos, vendo ao longe o diretor, acenando levemente com a cabeça, não iria interrompê-lo.

Entre alguns uma jovem em particular lhe chamou a atenção. Estava tímida como um pequeno anjo perdido meio aquela multidão de criaturas insanas. Algo lhe chamou a atenção, não sabia dizer ao certo o que era, mas os olhos dela mesmo que cegos pareciam ver muito mais do que qualquer pessoa sem deficiência.
Ela já conversava com alguém mas isso não impediria Siva de se aproximar.
Ele chegou, parando à frente dos dois, acenando com a cabeça para o jovem e olhando para a menina, pegando uma mecha de seu cabelo, a beijando

- Prazer senhorita... terei a honra de ser seu professor de biologia este ano, me chamo Siva... Por favor, sei que não pode me ver, mas lhe garanto que sou belo como minha voz...
O rapaz deu um pequeno sorriso, malando com seu jeito sexy enquato olhava o semblante da menina.




Interação for > Cristal




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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Dom Dez 30, 2012 4:13 pm

Cristal Nightingale

Sorri para Andariel. Ele estava curioso quanto a minha mãe, e eu não sabia ao certo como poderia responder a sua pergunta e sanar a sua duvida. Eu nao sabia como minha mae realmente era para poder contar para outras pessoas como suas ações, como ela se portava. Ela apenas era ela mesma, sempre preocupada de mais, sempre sozinha pensando em como cuidar melhor de mim. Ela era assim, sempre pensando em tudo, menos em si mesma. Sempre me diziam que ela era linda, mas não havia como saber se realmente era assim. Ela era bonita, mas nem por isso era menos comum que ela estivesse sozinha. Ela nao queria companhia.

-Sempre me disseram que minha mãe é bonita, sempre gentil, e que nunca soube muito bem o que fazer sozinha. Meu pai sempre a guiava, mas quando ele morreu, ela aprendeu logo a se virar, e a como cuidar de mim. Ela me protege de mais.

Assim que terminei de falar, ouvi passos por perto, mas não dei muita atenção. Pessoas passavam por perto o tempo todo, o que não queria dizer que algum deles fosse falar comigo agora. Apenas eram pessoas a caminho de outros lugares, e nao interessadas em uma garota cega que falava com um rapaz de outro turno. Era bom conversar com ele, ao menos. Pelo menos ele parecia gostar da minha companhia, e não parecia ter pressa para ir conhecer seu companheiro de quarto, assim como eu não tinha pressa para isso. Eu não queria ter que ir para lá agora, atrás de outras pessoas com quem conversar e nem conhecer minha colega de quarto. Ela poderia não ser assim tão legal, e eu não tinha pressa de ir conhecê-la, mas ao que parecia, ela não era a unica pessoa que quereria conversar comigo. A pessoa que andava para perto parou a minha frente, e sem saber o que fazer, me virei em sua direção. Quem poderia ser? Essa duvida,ao menos, foi respondida pela propria pessoa. Meu professor de Biologia... Seriam aulas interessantes, sendo que eu nao podia ver, e a voz dele era interesante também, um pouco maliciosa. Seu comentário não me parecia exatamente adequado a um professor.

-Olá Professor Siva. Sou Cristal, aluna da Day Class.

Não tinha ideia de como responder a suas palavras. O que deveria falar agora, depois de ele comentar sobre sua aparência? Eu não entendia muito bem o que ele queria falando assim, mas sorri um pouco para ele, sem saber ao certo o que mais fazer, mas decidida a seguir qualquer ideia que pudesse ter. E se o professor me tratava com gentileza, não tinha motivos para desconfiar de apenas isso. Era melhor apenas aceitar como parte da maneira de ele agir com uma aluna deficiente. Não entendia metade das coisas que aconteciam nessa escola, também. Era apenas mais um dia comum, sendo que sempre era assim. Confuso.

-Acho que o Senhor pode me ver e sabe exatamente como sou. Comum. Esse é Andariel, um amigo da Night Class.

Aledra Corleone

Sorri de canto para Dante, sabendo que ele tinha razão. Aquela garota, por enquanto, era importante para o diretor, fosse por que motivo fosse, mas não poderia durar muito. Ela era simples de mais para ter algum real valor em uma batalha, ou onde quer que fosse. Ela não teria maior valor por muito tempo. Era simples de mais. Era fraca de mais. Logo seria esquecida completamente, e eu poderia ter minha diverssão sem o menor risco de qualquer um se incomodar. Ela não era mais do que uma simples mestiça, mesmo que seu sobrenome por enquanto lhe desse proteçao. Logo isso acabaria, e eu estaria por perto para aproveitar o momento certo. E ainda assim, seria mais divertido. Não gostava de esperar, mas era completamente capaz de esperar o momento mais doce para oque queria.

-Queria que o diretor se cansasse logo dela. Assim poderia fazer isso logo. E tem razão. Não fazem falta a ninguém de valor. Entende Sr.Dante?

Seu comentario tinha tudo o que poderia, e ele tinha razão. Que pensassem o que queriam, que fizessem o que achassem, e também que pensassem o que quisessem. E com toda a certeza iriam nos odiar. Sempre haviam as pessoas e vampiros que odiavam os puro-sangues. Os ex-humanos eram os que mais nos odiavam, sempre. Alisei levemente a saia de meu vestido, feliz por isso, enquanto baixava a minha sombrinha. Não havia mais por que agora ficar com ela alta, escondida do sol na sombra daquele pilar. Era o bastante para que o sol incomodasse muito menos, mas ainda queria um teto e paredes ao meu redor, cortinas grossas e o luxo que eu sempre tinha a minha volta. Eu não aceitaria menos do que isso para um lugar onde morar, mas com o tempo essa escola me parecia ainda mais com minha casa.

-Sim, ficar aqui é tedioso. Mas acho que o diretor ainda vai fazer algum tipo de discurso... Nisso, ele é parecido de mais com minha mãe...

Enquanto falava, revirava os olhos, puxando minhas luvas para cima, e arrumando em minhas maos para que ficasse no lugar certo. Queria ir para nosso dormitorio, assim poderia descansar em paz e ter um pouco de privacidade.

-Me acompanha até o dormitório? Não pretendo ficar esperando a boa vontade do diretor em dar atenção aos alunos.

Maya Sterlling

Sorri para o motorista do taxi, feliz por ter encontrado um no momento em que desci do avião e sai do aeroporto. Não dirigir era uma desvantagem, mas ao menos não tinha de me preocupar em estacionar, e não planejava sair tão cedo da Academia novamente, e era sempre assim. Ainda estava a algumas quadras da entrada da escola quando senti o celular em meu bolso vibrar. Não precisava pensar muito para saber de quem era a mensagem, já que a unica pessoa que realmente sempre me mandava mensagens era Filipe, e ele provavelmente queria saber onde eu estava. Claramente, ele já tinha chegado, mas esperei que o taxi estacinasse para responder a sua pergunta.

"De: Maya Sterlling
Para: Filipe Matrelli

Acabei de chegar na Cross. Entrando. Me encontre aqui"

Eu não iria sair correndo atrás dele novamente, ele deveria vir me encontrar. Eu ainda gostava das mesmas coisas, e ainda gostava dele mais do que ele de mim, sem que ele mesmo soubesse, e eu mesma apenas me dera conta disso a pouco tempo, mas estava mais do que pronta a aceitar essa verdade e apenas esperar que ele notasse e me tratasse melhor do que antes. Se não, bem, paciência. Ele teria de aprender ou iria realmente me perder. E meu pai parecia ainda mais ansioso para que eu voltasse para casa em definitivo...



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Re: Prólogo

Mensagem por Dorii' em Dom Dez 30, 2012 5:32 pm

Siva

Ele sorriu com o jeito da menina, tímida. Ela parecia ser o tipo de garota gentil e doce e que sempre ficava desconcertada com o modo carismático e galante. Como professor jamais faltaria com respeito à ela, não ali na frente de todos. Mas ele sempre se divertia em como as meninas ficavam tímidas e sem jeito com suas palavras e sem saber respondê-lo por ser um professor. Aquela menina ficava especialmente fofa. Estava tão deslocada dos demais.
Era claro que a abordou não só porque havia chamado sua atenção físicamente, mas também porque a via como alguém frágil... frágil demais para estar conversando com um aluno da night class.

- Cristal... Seus pais lhe deram esse nome devido ao seu olhar? Me desculpe as palavras, por favor, pode pedir para que pare caso esteja sendo um incômodo mas não posso deixar de comentar - ele parou, fitando o delicado rosto da menina e sussurrando para ela - todos que sabemos que não há perfeição verdadeira, mas você possui uma beleza tão ímpar que os deuses quiseram lhe castigar de alguma forma... Por tanto nunca mais diga que é uma garota comum porque eu ja ví e vejo garotas comuns todos os dias, seria uma ofensa à sua beleza crer que você é assim... seus pais devem ter lhe concebido com muito amor...

Seu tom ainda era galante, mas não desrespeitoso. Ele se virou para o rapaz, sorrindo para ele, carismático.
Ele gostava de conversar com os alunos, gente jovem, coisas novas. Conversar com os alunos era uma forma de não parar no tempo. Por isso o tempo que viveu não lhe afetava com hábitos antiquados.

- Night Class hein?... Acho que você vai gostar das minhas aulas sobre sistema reprodutor! - falou em tom de brincadeira, percebendo que o menino era meio tímido. Ele não queria constrangê-lo, apenas criar um ambiente desconraído

- Não precisam me ver como um professor fora das salas, nem eu quero isso... Fora de sala sou um homem comum e que se amarra em tomar umas e jogar uno

Falou rindo esperando que o menino relaxasse.




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Re: Prólogo

Mensagem por Filipe Matrelli em Dom Dez 30, 2012 7:01 pm

Caleb estava taciturno olhando pela janela do táxi em movimento. Estava pensando nas coisas que haviam acontecido nesses últimos três meses. Muitas coisas aconteceram, para e bem e para mal. E tantas outras mudaram, em sua maioria para o bem - agora ele sabia.

Ao seu lado no táxi estava a bela Katrina. Ainda mais bela do que antes, mais decidida também. Isso estava bem claro. Trina não era mais isegura e tão dependente como antes. Estava deixando a garota pra trás e se tornando uma mulher.

"Minha mulher...".

Instintivamente ele levou o olhar até as mãos entrelaçadas em sua coxa, e ficou observando a mão macia e delicada de sua irmã. Belas mão, que haviam estado passeando em seu corpo inteiro tempos atrás, e algumas outras vezes depois disso. Foi subindo pelo seu braço observando o quanto a pele era macia e tinha um cheiro agradável, seus ombros, sua nuca... E parou em sua boca. Lindos lábios, com certeza. E deliciosos. Seu coração se acelerou levemente quando relembrou a noite que tivera com ela há três meses. Sua primeira noite. Ela o olhava com os olhos brilhantes ao mesmo tempo que o táxi parava em frente à Academia Cross.

- Vamos? - Ele disse apertando levemente a mão de Katrina.


"Frio maldito."

Ryuuku se envolveu ainda mais com sua jaqueta de couro. Não fazia tanto frio assim em Whistle, mas ele era um dêmonio e ainda estava se adaptando às reações do corpo humano que havia usurpado. Seus dedos longos e finos estavam gélidos como fios de gelo.

Dentro do táxi uma música irritante saia do toca fitas antigo.

"O que leva um homem a ter um toca fitas em pleno século vinte e um? Humanos são tão esquisitos."

O demônio fechou os olhos e o aparelho começou a falhar, se calando definitivamente.

- Droga... Malditos camelôs!

O táxi foi reduzindo a velocidade e parou atrás de um outro carro que havia acabado de chegar.

~ Finalmente chegamos - Sussurrou com raiva.

Ryuuku desceu do carro jogando uma nota de cinquenta dólares canadenses em cima do motorista.
Quando já estava em frente aos portões com sua grande mala de couro marrom pensou onde se encontrava Filipe Matrelli. Precisavam conversar urgentemente.

"Tudo em sua hora."




Klaus estava fumando quando o táxi parou em frente ao hotel. Deu uma última tragada na fumaça e jogou o cigarro na calçada de pedra úmida, pisando em cima e esmagando. Usava um cachecol vermelho sangue em volta do pescoço escondendo a pele estremamente branca e fina. O cabelo castanho estava maior agora, e passava da linha dos ombros. Ele entrou no táxi com a expressão apática.

- Academia Cross.

Foi tudo o que disse para o motorista que logo arrancou suavemente com o carro.
Durante o caminho Klaus relembrava de sua... Amiga. Loveday Sucré. Por onde teria andado aquela moça? O bruxo estava curioso sobre ela, e ansioso para reve-la. Seu último encontro foi bem interessante.

- E então? O senhor é novo na cidade? - O taxista olhava para Klaus pelo retrovisor.

Klaus não dirigiu a palavra para o homem de meia idade e gordo. Apenas o ignorou, e logo um clima pesado se instalou dentro do carro fazendo com que o homem se concentrasse em dirigir apenas.

"Como será que andam as coisas naquele lugar?..."

O carro foi reduzindo a velocidade até estar completamente parado em frente aos portões da Academia Cross. Finalmente haviam chegado. Klaus desceu rapidamente, pegou o isqueiro de prata no bolso de sua calça e a carteira de cigarros acendendo um rapidamente. Puxou bastante fumaça para dentro de seus pulmões, queimando quase metade do cigarro de uma só vez.

- Aqui vamos nós. - E entrou pelos portões puxando sua mala de rodinhas.


Uma mulher se sobressaltou ao passar perto daquela massa escura que era Rafael andando na rua. Usava um sobretudo negro, coturnos e seu cabelo estava desgrenhado e húmido por causa de um leve chovisco que havia pegado-o de surpresa; e agora cobria uma parte de sua cicatriz horrenda.
Ele já havia caminhado mais da metade do caminho longo entre o albergue em que ficou hospedado e a Academia Cross, e o peso da mochila redonda e verde musgo que carregava nos ombros começava a incomodar.
Era difícil não chamar atenção quando sua aura emanava perversidade. Ele acelerou o passo.
Vinte e cinco minutos depois já estava em frente a escola, andando rápido e procurando Cristal. Precisava encontrá-la.
Assim que entrou na Academia, depois de cinco minutos perambulando a sua procura ele finalmente a encontrou, e estava acompanhada. Seu estado de espirito não era dos melhores, e vê-la cercada daquela forma... Não lhe agradou nada.

Rafael tinha rosto de poucos amigos ao se aproximar.

- Cristal. - Sua voz soou morta e sem vida, e no primeiro momento ele ignorou os dois homens que estavam ali. - Senhores. - Ele cumprimentou secamente, com um leve aceno de cabeça. Formal demais.


Quem passava na rua em frente a Academia Cross se assustou com o ronco alto de motor que ia ficando cada vez mais próximo. Muito alto e forte, o som da Harley Davidson era quase ensurdecedor e Elizabeth Rose estava ainda mais chamativa em cima dela usando um batom negro nos lábios, muito lápis deolho e o cabelo solto ondulando ao vento. Atrás dela, na garupa da moto estavam duas malas gigantes amarradas uma sobre a outra.
Ela simplesmente entrou na academia deixando todos os outros boquiabertos enquanto passavam. Ela ria.
Estacionou a moto ali mesmo, e desceu, balançando os cabelos, e em seguida se encostando à moto para dar uma olhada em volta.


Filipe sentiu algo acender dentro de si quando Yuriev mencionou Stefano. Claramente estava interessado ainda na proposta que havia feito, e não havia esquecido a aliança entre eles.
Apenas acenou com a cabeça para Tohru e ignorou-a quando saiu deixando-os a sós.

- Stefano... Está bem, claro.

"Não por muito tempo, espero" Acrescentou em seus pensamentos.

- Está ansioso para conhecer a Academia e o senhor, diretor. Espero que logo possamos recebe-lo, será uma visita estimulante. - Um sorriso obscuro despontou do canto de seus lábios. - Soube dos problemas que o senhor teve com o conselho. Afinal, quem não sabe, não é mesmo? Essas notícias importunas correm com o vento e se espalham rapidamente. Espero que esteja tudo resolvido. - Filipe olhava fixamente nos olhos de Yuriev. - Não acho que seja necessário expressar meu apoio, não é?

Nesse momento Filipe sentiu o celular tremer. Devia ser a resposta de Maya.

- Com licença, por favor. - Ele disse a Yuriev puxando o celular e lendo a mensagem da nobre. Rapidamente passou os olhos pela entrada procurando-a, e finalmente a achou. - Bem, teremos várias oportunidades de conversarmos diretor, agora preciso ver uma amiga. Até mais ver. - Filipe se despediu inclinando-se levemente em direção a Yan.

Ainda estava com sua mala e isso era muito incoveniente. Queria ter levado-a para seu dormitório e esperado por Maya lá. Logo ele estava próximo a ela, que estava linda como sempre.

- Vamos. - Ele disse pegando as coisas dela e caminhando em direção ao dormitório sem ao menos dizer "oi".

Durante metade do caminho ele esteve calado, e quando se aproximavam da entrada dos dormitórios ele disse:

- Onde esteve? Porque não mandou notícias? - Sua voz estava fria, mas sua expressão era de fúria.


Off: Tive que editar o post por causa de um erro '-'


Última edição por Filipe Matrelli em Dom Dez 30, 2012 11:28 pm, editado 1 vez(es)



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If indeed I cared at all
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Re: Prólogo

Mensagem por Ikki em Dom Dez 30, 2012 8:02 pm

Estava de lado o jovem olhando o céu com as mãos no bolso dando um pouco as costas para a jovem depois que ela respondeu para ele, sentindo que sua mentora não estava nem perto de parece ruma mãe, ela era um ser maldito a disse verdade muito maldito isso tinha sacado ele de ali pensando si algum dia poderia ter uma família que se procurará por ele de verdade suspirou quando sentiu uma presença maldita perto deles, em quanto se perdia nos seus pensamentos tinha baixado a guarda y não tinha notado se voltou y um homem tocava a cristal ele avançou em sua direção ficando a pouca distancia do homem para não deixar ele encostar de novo na garota a sua aura emanava maldição, era um demônio o anjo não teria intenção nenhuma de deixar a jovem perto dele escutou o que ele disse com um olhar serio y sádico o homem tinha despertado o lado obscuro do anjo, o lado que cada dia era mais forte mas perto da jovem cristal ele desaparecia a aura obscura do anjo começou a se notar de a pouco a cacau ladrou molesta pela sua aura mesmo estando acostumada

- Não tenho nenhum interesse em biologia professor Siva

Seu olhar de bom garoto tinha trocado a um de poucos amigos y muito sádica, sim ele era um anjo caído que tinha o coração muito preto mesmo sendo anjo já tinha ele assim

Sentiu outra presença se aproximando a eles apenas desviou o olhar y pode sentir outro reforço pensou a sua aura era perversa não maligna mas poderia se confundir com um diabinho do capeta mas quando o garoto se deteve diante y chamou a Cristal pelo seu nome notou que não se tratava de um demônio si não de um irmão caído como ele o que justificava a sua aura perversa como a dele

-Cristal, e melhor que conheça a sua companheira de quarto agora, si não vai dar problema para poder passar quando todos juntos forem

A voz do anjo pareceu mais seca y quase uma ordem mas tinha certo carinho que so a jovem acostumada a ouvir se daria conta uma alerta, nisso o anjo tocou a cacau para que ela reacionara y tirara a sua dona de esse perigo, aquele jovem não sabia quem era mas por enquanto era melhor prever que ela fosse machucada mesmo ali estava tratando com um demônio y também o anjo caído assim que muitas coisas poderiam acontecer sim que se deram conta



O meu olhar seguia no grupinho dos puros sangues y no diretor claro estava o ser mais forte por enquanto da academia quem no olharia nele mas meu interesse não era ele mas vem os que andavam na volta deles suspirei olhando os dois puros sangues não faziam nada interessante mas o garoto que chegou u saúdo o grupinho da jovem lenda que acabara de sair ele sim me chamou a atenção o seu cheiro não podia diferençar pela distancia como também pelas pessoas na nossa volta mas o seu olhar seco era muito raro não parecia gostar daquilo poderia logo falar com ele mais tarde vi como saiu a toda pressa na direção da academia pegando uma garota outra menina interessante era vampira pero não podia distinguir seu nível pelo como ele a tratou ou era inferior o igual y no segundo caso eles seriam nobres meu olhar voltou a procurar mas alvos alguma coisa interessante y algo apetitoso que eu poderá brincar si não seria muito chato a heather não tinha voltado fique sin. brinquedo do ano passado igual a nobre que chatice esta vida elas estariam mortas era uma pena sendo TAM belas meu avo riu muito ao ouvir isso barulhos de motos y carros só molestaram uma jovem que vestia bonitinho também chamou minha atenção já quase era hora de que o diretor se manifestara y dera suas palavras de bem-vindas aos novos y velhos alunos cosei meu braço um pouco ainda recostado na parede com uma perna apoiada na mesma y os braços cruzados frente o peito as vezes acomodando meus óculos de sol

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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Dom Dez 30, 2012 8:18 pm

Maya Sterlling

Deixei que Filipe se aproximasse e pegasse minhas malas. Eu queria mesmo ir para dentro do Dormitório, então segui-lo agora era uma excelente idéia. Ainda mais com ele levando minhas malas. Ele não precisava saber o que havia dentro daquelas malas. Era apenas o que eu queria que ele soubesse, o que ele poderia pensar em ter. Eu era tudo o que ele não se lembrava. A garotinha que ele conhecera em Londres agora era outra. E eu agora era mais mulher do que antes. Era mais livre do que antes, e mais sozinha também, mas mais eu mesma do que nunca. Não seria mais uma escrava dele.

-Olá para você também, querido.

Minha voz destilava sarcasmo de cada palavra, apenas me divertia vendo ele caregar minhas malas e as dele, enquanto eu apenas o seguia, sem a menor pressa. Era mais do que o bastante que ele levasse minhas cosias, mas eu não pretendia continuar atrás dele por muito mais tempo. Sendo assim, no momento que ele me perguntou onde eu estivera, sorri para ele de canto, parando de andar e o olhando. Ele poderia ter qualquer reação que quisesse, as coisas seriam exatamente como planejavam ou estar indo contra tudo o que ele queria. Eu nã osabia ao certo como me sentia realmente, depois de tudo oque havia acontecido nesses 3 meses. As coisas não eram mais as mesmas.

-Estive na casa de meu pai. Ele queria que eu tivesse ficado, mas ao que parece, meu noivo também esta vindo para esse Colégio por algum motivo, então...

Sorri para ele, matreira. Ele que pensasse o que quisesse, se ele não aprendesse a me valorizar, não teria a menor chance de me manter como o que fosse dele. Eu não pretendia ser um brinquedo. Não de novo. Sofrera o bastante nos ultimos anos por ele.

-Não achei que seria uma boa idéia falar de você para ele. Ele ainda não se conforma por eu ter sido rejeitada para noiva de seu irmão.


Megan Noack

E agora eu era mandada para mais uma escola, mais um lugar onde era apenas mais uma aluna, mas ao menos dessa vez, era um lugar diferente. Eu não era mais apenas a segunda filha rejeitada, eu era bem mais do que isso, eu era muito mais do que apenas isso. Eu era a representante da familia aqui, mesmo que fosse apenas em nome, e meus pais quisessem que eu estivesse longe de meu irmão e de todos, e por isso tivesse feito isso. Era esse o próposito, me manter distante, e eles estavam conseguindo ao menos isso. Meu irmão seria a arma, e se eles dessem sorte, como queriam, eu seria morta aqui por algum vampiro, ou em alguma missão em que fosse mandada. Era tudo o que eles poderiam querer agora, que eu não era mais do que um estorvo.

Descer do carro com todas as minhas malas, e deixá-las exatamente ali. Era tudo o que faria agora, já que meus cabelos estavam caindo em meus olhos, novamente, e nem pareciam querer ficar apenas ao redor de meu rosto, como eu queria. Eles eram mais teimosos do que eu mesma, e isso não era algo muito facil... Ou era, dependendo do ponto de vista. Ao menos agora eu tinha mais do que falar. Eu ao menos era também parte de uma escola, mesmo que na turma do dia, e mesmo que completamente longe de todos os outros que conhecia. Seria uma coisa nova estar cercada de seres que eu devia matar, segundo tudo o que haviam me ensinado, ou tentado me ensinar enquanto eu era viva. Não tinha tido a menor sorte, mas continuavam tentando, ao que parecia. Se me deixassem apenas com a parte de pensar e bolar planos... Mas para eles, eu teria de matar se fosse para servir para o que fosse. Eu não seria nada se não fosse boa nisso.

A Academia era grande, chamativa e completamente diferente do que eu queria para minha vida, mas era tudo o que eu poderia ter agora, já que meus pais haviam me despachado para cá. Talvez me tornasse a amante de algum vampiro e tivesse um filhote mestiço... Ai sim meus pais teriam um ataque, e eu seria morta. Eles realmente teriam pesadelos com isso, sempre que eu escrevesse, ou que eu recusasse uma missão qualquer de matar vampiros. Mas era o que eu ia fazer, e ponto. Era só no que pensava agora, e era tudo o que eles poderiam conseguir de mim. Se eu ao menos tivesse coragem para tanto...


Katrina DeLeon

Agora as coisas estavam melhores entre nós dois. Ele tinha aceitado, eu tinha me aceitado, e agora era forte. Não precisava mais tanto de proteção. Eu estava bem agora, e era capaz de me virar sozinha, mesmo que eu preferisse depender dele para a maior parte das coisas. Eu ainda gostava de depender dele, ainda era muito bom me sentir protegida, com os braços dele ao meu redor. Era bom até mesmo sentir apenas sua mão segurando a minha. Eu me sentia completamente bem estando apenas ao lado dele, ainda mais quando podia ter certeza de que ele ainda cuidaria de mim sempre. Agora eu poderia estar perto dele mais tempo, já que ele mesmo aceitara, e agora que nosso pai já sabia de tudo. E se não gostara, ao menos aceitara. E estavamos de volta a Academia.

-Vamos Caleb. Esta na hora de enfrentar os sanguessugas, não é?

Sorri para ele, beijando sua boca levemente antes de soltar sua mão e abrir minha porta, para descer do carro e aproveitar a manhã que apenas nascia. Era hora de enfrentar todos os vampiros, e ter de segurar meu irmão para que ele não atacasse algum deles por pura raiva. Ele sempre perdia o controle, mas esperava que ao menos um pouco as coisas tivessem melhorado. Não queria ter de ser babá dele 24 horas por dia. Gostava de ter uma vida, e de tambem estar perto dele. E sem ter de me preocupar com o que ele fazia nos poucos minutos que não estava perto dele. Ele também tinha crescido, assim como eu. Éramos compativeis, sempre havia sido assim.

Cristal Nightingale

Sorri para ambos. Mesmo que o tom de voz dele tivesse mudado muito e em apenas alguns segundo, eu não me importei. Ele sempre era exagerado, e Cacau, mesmo tendo sido treinada para não latir, fazia isso, novamente, em pouco tempo. Não era nada comum, mas também... ESse colégio sempre mexia comigo e com ela dessa maneira. Era assim que as coisas sempre aconteciam, por menos que eu gostasse que fossem assim. Esse colégio não era o lugar mais calmo do mundo, mas era um bom lugar para se estar, mesm osendo assim. Rafael também chegara,e o clima parecia mais pesado do que deveria ser. Dois deles eram meus amigos, e o terceiro era nosso professor. Era bom que eles passassem a ao menos se suportar melhor. Mas senti meu rosto corar com o comentário do professor. Ele parecia não ligar para isso, então apenas agi normalmente.

-Não sei dizer professor. Nunca perguntei a meus pais o motivo de meu nome... Mas sempre uso isso. Me disseram que tem a mesma cor que meus olhos.

Tirei, de dentro da blusa, o colar com o pinjente que tinha. Aqueles garotos tinha de controlar a testosterona antes que tivessem problemas com o que faziam, e com o que pensavam. Era perigoso que agissem assim. Ainda mais para mim, presa no meio dos três. Um de cada lado, e o professor a minha frente, com Cacau entre nós. A minhas costas, apenas a parede. Era como estar sendo emparedada. Virei meu rosto para o lado de Rafael, para cumprimentá-lo.

-Olá Rafael. Quanto tempo. Claro que não incomoda. Estes são Andariel e o professor de biologia, Siva. Não, não vou já para meu quarto Andariel. EStou muito bem aqui, obrigada pela gentileza.

Minhas palavras eram educadas, mas firmes. Eu não iria sair daqui apenas por que ele achava que eu deveria. Ele poderia fazer o que quisesse, esse era o lugar em que eu queria estar, e era exatamente onde eu pretendia ficar. Cacau estava calmamente sentada a meus pés, agora parecia de volta ao normal. Apenas esperava que eu desse o comando para que me tirasse dali, ou qualquer outra coisa, que eu claramente não faria agora. Era hora de eu mesma me cuidar. Nenhum deles ia mandar em mim.




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Re: Prólogo

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