Prólogo

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Re: Prólogo

Mensagem por Ikki em Dom Dez 30, 2012 9:06 pm

O anjo viu a resposta da jovem y ele negou com o olhar so para não delatar seu descontento mas mesmo assim estava por tomar suas dívidas providencias ele se recostou do lado da jovem com uma mano tocando a parede detrás deles em todo momento para prever qualquer coisa estando perto de um demônio muitas coisas poderiam acontecer ele suspirou mas manteve encarando os outros dois y sem olhar para a jovem agregou

- Como desejar cristal, mas mesmo assim reconsidere a situação depois poderás te molestar

Disse em um tono mas suave y tranquilo já tinha feito os preparativos y olhava a intenção dos outros dos ali presentes esperando que eles atuaram a ver que fariam si algum tentara feri-la terminaria muito mal parado
Lembrando que ela tinha sido mencionado para o outro anjo ele o encarou

- e um prazer, Rafael

Ele não podia dizer de que lado estaria este anjo do lado dos demônios o dos humanos por que dos céus era impossível ate para ele eles eram anjos caídos y nada mais que isso caídos


O Professor caminhava entre os alunos vigiando principalmente os malditos sanguessugas mas sempre procurando o bem estar dos humanos podia sentir o cheiro de alguns da sua espécie isso deixou o professor um pouco melhor pero mesmo assim a raiva não desaparecia caminhava ate divisar uns dos garotos do combate na floresta caminho em sua direção parando a seu lado o cheiro de lobisomen do garoto deixava um pouco melhor ao diretor ele votou a mano no hombro do jovem em quanto levará a outra no bolso

- Obrigado, pela ajuda dominic

Dize o professor retirando a mesma do garoto y dando uns passo para ficar a seu lado mas de pe olhando que ele parecia esperar a alguém suspirou olhando o chão recordando aquilo mas se manteve sem se mexer o cheiro de mais da sua raça se podiam sentir

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Re: Prólogo

Mensagem por Filipe Matrelli em Seg Dez 31, 2012 12:48 am

Filipe não pode deixar de perceber o sarcasmo na voz de Maya. Não seria Maya se agisse de outra forma. Essa era a Maya que ele conhecia e de quem gostava, a seu modo, claro, mas gostava. Se conheciam a tempo demais para se preocuparem em ter mascaras um com o outro. Tempo demais para que conseguissem esconder algo um do outro - pelo menos era o que o Nobre vampiro pensava.

Agora que estava de frente para ela pôde ver que ela continuava tão linda quanto da última vez que se viram. E aqueles olhos intrigantes... Tão lascivos e tão carnais. Mas também misteriosos. Sempre havia uma névoa de mistério entre os dois vampiros, e sempre haveria. Talvez fosse isso que tornasse a relação tão interessante, e tão deliciosa para ambos. Sim, para ambos. Se Maya não partilhasse dos mesmos sentimentos, porque estaria ao seu lado ainda? Não teria desperdiçado um século de sua vida ao lado dele. Aliás, não teria desperdiçado sua vida inteira. Ainda era uma vampira jovem, com pouco mais de cem anos. Filipe já era experiente e conhecia muitas coisas, muitos segredos...

Segredos que o fizeram lembrar de Ryuuku. Desde que Ryuuku esteve na Academia só se viram umas poucas vezes e ainda não haviam conversado sobre todos os assuntos pendentes. Com essa ameaça aos puros e o burburinho no concelho a respeito de Kaname Kuran, essa seria uma ótima hora para por em prática seu plano de matar Stefano, trazer de volta Sophie, e quem sabe se tornar um puro sangue. Sim... Filipe pensava em trapassear Yuriev. Será que seria capaz? Com certeza não sozinho. Yuriev além de ser um puro sangue é muito poderoso, mais do que deixa transparecer certamente. Seria uma missão suicida tentar roubá-lo sozinho.

"Mas em um ninho de cobras, com essa Academia, não será difícil arrumar alguns aliados. Tenho certeza que não".

Voltando-se para Maya, Filipe continuava com a expressão séria. Mas, bom ator que era, conseguiu suavizar sua voz e tentou parecer mais receptivo.

- Estive preocupado com sua ausência minha querida. - Ele disse passando a mão esquerda no rosto imaculado de Maya. - Seu pai, certamente, tem motivos para odiar minha família... Todos tem motivos para odiar os Matrelli.

Ele largou todas as malas no chão se aproximando ainda mais de Maya, sua mão direita em sua cintura enquanto a esquerda envolvia sua nuca, puxando o cabelo ruivo e sedoso levemente.

~ Menos você minha querida - Filipe sussurrava com os lábios colados nos de Maya, as testas juntas. ~ Você é a única em quem confio nessa antro de cobras. - E com isso ele beijou-a apaixonadamente. - Bem... Parece que vamos ser acomodados novamente, talvez em quartos diferentes... Acho melhor nós deixarmos essa mala na sala de estar e depois voltarmos para fora. Parece que Yuriev vai fazer um daqueles seus pronunciamentos. Você vem?


- Ah sim... Enfrentar os sanguessugas.. - Caleb disse mais para si do que para Katrina.

Ele saiu do carro preguiçosamente, agora mais descontraído do que estivera durante a viagem. Estava na companhia de Katrina, e nada mais importava. Ou pelo menos deveria ser assim.

- E então, animada pra conhecer uns... ahm.. er.. gatinhos? Ouvi dizer que tem alunos novos. Aposto que um deles vai te interessar. - Caleb tentou conter uma risada, que com certeza Katrina iria perceber. Era bom manter o clima descontraido.

Ele pegou as bagagens dos dois no porta malas com um pouco de dificuldade e foi andando em direção ao portão.

- Nossa... Já tem bastante gente aqui. Tem algumas pessoas que não me lembro. - Ele disse com o olhar meio perdido. - Reconhece alguém Trina? Parece que dessa vez vai ser bem animado heim?

Caleb na verdade estava bem preocupado com as aproximações que com certeza ocorreriam com Trina e como lidaria com isso.

- Vamos logo que essas malas estão pesadíssimas. O que você trouxe aqui? A mobília do hotel inteiro? - Ele riu enquanto entravam na Academia.



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Re: Prólogo

Mensagem por Dorii' em Seg Dez 31, 2012 7:59 am


Siva

Ele esperava uma resposta da menina quando um outro rapaz se aproximou. Ela parecia conhecer bastante gente ali já ao contrário do que seu tímido jeito aparentava.
Siva deu uma pequena risada interna devido ao jeito que o outro rapaz chegou, ignorando a presença dos outros homens ali, como se somente a menina importasse. Ah as flores da juventude, o menino tinha o ar bem pesado à sua volta... as pessoas conhecem essa nuvem negra como "hostilidade"... me perguntava se a jvem alguma vez já havia sentido isso dele.

Siva o olhou, dando um largo sorriso, com seu jeito malandro para o rapaz em resposta ao cumprimento formal do jovem

- Pode me chamar de Titio Tardígrado Wink ...
Siva fazia mensão ao tardígrado, um minúsculo animal que suportava quase tudo, desde o zero absoluto à radiação, pressão e temperaturas extremas... seus alunos de outras escolas costumavam chamar esse bicho de "fodão" então isso virou uma piada interna para Siva.

Ele se divertia com os conflitos dos seus alunos, a tesão entre os meninos.
Ele deu um novo sorriso, fazendo uma cara troller e olhando Andariel

- garanto que vai gostr mais das aulas de biologia quando o professor de educação física começar com a mania dele de dá tapinha na bunda dos jogadores!!!

Ok, isso não era lá nenhuma mentira, não na maioria dos colégios norte americanos, embora não conhecesse os métodos dos professores novos do colégio.

O único professor que conhecia era o que daria aulas de ética, John, fora ele ainda teria que se enturmar com os demais.
Ele sorriu om a resposta de cristal. Amável delicada, como o esperado dela. Siva sabia bem identificar a personalidade das pesoas muitas vezes apenas por suas feições. Eras de covivencia com os huamnos resultaram naquilo né?

O garoto tentava poteger a jovem, ou era simplesmente ciumes? Bem... os animos já estavam exaltados e seria divertido.
O que era estranho para Siva é que ambos tinha um ar pesado a sua volta e ainda sim tentavam proteger a menina. Isso só significava uma coisa: eles gostavam da menina... Se não porque outra forma estariam um tentando tirá-la de lá e o outro se metendo na conversa daquele jeito?

~AH como o primeiro amor é algo conflitante e belo... é nossa hora que os homens se toram mais mulheres... que conhecem a monogamia... *falou com um ar encantado, acenando* ~Bem jovens, irei deixá-los disputar pela corte da menina... o vencedor terá pontos extras na minha matéria... afinal seleção natural é conteúdo de prova!.. bem.. adiós!!!

Ele saiu adando pelo salão, como se procurasse alguém em específico.




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Re: Prólogo

Mensagem por Naty em Seg Dez 31, 2012 8:06 am

-- Raven --

O barulho da moto atraiu sua atenção,antes focada nos passos do irmão.Olhou em volta,a procura do autor do som,os olhos dourados brilhando suavemente quando viu a moto,correu para alcançar o irmão.

- Rob.Vem ver!Vem ver! - disse animado,puxando o braço do irmão que não ofereceu nenhuma resistência,seguindo o menino,resmungando algo que o menor não deu a minima importância.Na verdade.Nem notou.

Correu então ate onde a moto havia parado,observando a mulher ali por uma fração de segundos antes de chegar próximo a essa. Sorrindo suave para a mesma.

- E sua a moto? - perguntou o obvio.Os olhos ainda admirando a moto.Não tinha muito interesse em motos,na verdade,antes de andar na do irmão nunca havia nem ao menos visto uma,mais aquela,parecia interessante.



--Robert --

Continuava perdido em pensamentos que mais tarde descobriria que eram inúteis quando sentiu o irmão lhe puxar o braço,se virou o acompanhando por puro reflexo,uma gota surgindo em sua cabeça então.

- Raven,ver o que? - perguntou ao mesmo ainda com uma gota e mal humorado,mesmo assim o acompanhando.

De certa forma estava feliz em ver o irmão novamente animado.Havia dias que esse não estava dessa forma.

Parou quando ja estavam próximos a mulher,deixando apenas o menor seguir até essa,cerrando suavemente os olhos por um momento ao encarar a figura,tentando decifrar o que essa era antes mesmo de de aproximar junto ao outro.So voltando a andar quando notou que essa era uma vampira.Ficando parado em frente a mesma.Professora. Lembrou-se.



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Re: Prólogo

Mensagem por Filipe Matrelli em Seg Dez 31, 2012 6:29 pm

Rafael observava profundamente o homem a sua frente. Seu estado de espirito não era dos melhores, isso era um fato incontestável, mas não tinha motivos para ser rude com qualquer um ali, certo? Afinal de contas seria imprudente criar desafetos em um lugar como a Academia Cross.
Observando um pouco mais não era difícil perceber que o segundo rapaz próximo a Cristal também estava nervoso.

"Essa escola tem uma coisa que deixa a todos exaltados.. Lugar maldito, com certeza."

Bem espirituoso aquele homem, sem dúvidas. Professor de biologia? Talvez as aulas dele fossem interessante. Mas biologia não interessava nem um pouco o anjo caído. Aliás, nada o interessava ali. A perspectiva de ter aulas diariamente, aprender coisas que não teriam utilidade alguma para ele, e que em sua maioria ele já conhecia era deprimente. E tediante, claro. Qual o sentido de aturar essas coisas tão mundanas quando você é um anjo condenado?

Como que em resposta essa pergunta, o professor se retirou com seus gracejos. O motivo de estar ali era essa linda garota, tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

- Até mais ver Sr.Tardígrado. - Rafael tentava ser gentil também. Não queria parecer um homem sizudo e rabugento para Cristal.

O professor foi, mas deixou no ar uma desconfiança e certa malícia. Rafael encarou o outro jovem que continuava ali. Será que estaria interessado em Cristal?
Rafael não poderia deixar ninguém se aproximar dela. Cristal era dele.

"Ela é só uma adolescente. Não posso privá-la das experiências de um adolescente... Não tenho esse direito. Não tenho o direito de atraí-la para esse caminho..."

Engolindo suas mudanças de personalidade e pensamento, imediatamente Rafael estava mais descontraído.

- E então, quer dizer que ainda não conhece seu colega de quarto? Isso quer dizer que seremos reorganizados nos dormitórios. - Ele disse com um belo sorriso. - Ah! Me desculpe. - se dirigiu ao rapaz. - Não lembro de ter me apresentado para você. Me chamo Rafael Shyandlie, e voce é?


Elizabeth ainda estava observando quando viu dois garotos se aproximando rapidamente. O maior sendo puxado pelo que parecia ser o mais novo. Por um instante ela ficou desconcertada com a inocência que aquele ser emanava. Talvez estivesse enganada. Ela se deitou ainda mais no banco largo da moto, ficando com o quadril jogado para a frente e os cotovelos apoiados no estofado de couro. Os cabelos caiam como uma cortina atrás de si.

- Oi, essa moto é minha sim. Você gosta de motos? - Ela se levantou e jogou os cabelos para a frente do corpo por cima do ombro. - Eu me chamo Elizabeth Rose, mas pode me chamar de Rose. - Ela se aproximou do garoto e sussurrou como se fosse segredo. ~ Isso ajuda a quebrar o gelo na hora das aulas. - Ela novamente se recompos, e completou olhando para o garoto maior e rindo. - Eu sou professora de literatura e inglês. Essas matérias não tem uma boa fama entre os alunos, então eu tento tirar vantagem da minha bela aparência e da minha simpatia.

O tom de brincadeira era perceptível. E ela continuou.

- Mas cuidado. Em um momento eu posso ser um doce, e no outro arrancar suas cabeças e comer seu cérebro de canudinho. - Ela piscou para os jovens.

Elizabeth não era nada discreta. Era só olhar para sua moto e suas roupas para chegar a essa conclusão. Também era conhecida pelo seu humor negro. Mas os alunos costumavam gostar disso.

"Tomara que isso não tenha mudado... Se não eu to ferrada."

- E vocês, quem são?



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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Ter Jan 01, 2013 7:18 pm

Maya Sterlling

Sorri para Filipe. Todos odiavam a familia dele, e com motivos mais do que bons o bastante para isso. Eles não eram flores para serem cheiradas. Era mais do que simplesmente perigoso se aproximar de um deles. E eu sabia que cometia uma erro ao me deixar me envolver tanto com ele. Eu não queria que isso tivesse acontecido, mas eu tinha uma promessa para cumprir, e enquanto ele cumprisse sua parte, e eu cumpriria a minha. Ficaria ao lado dele, mesmo que isso me magoasse cada vez mais. Eu não queria que ele me visse como apenas mais um divertimento, mas era apenas isso que eu era, e talvez uma aliada util e relativamente bela que servia para ajudá-lo a relaxar e a aproveitar tudo oq ue estava acontecendo. Ele queria apenas uma escrava, e eu queria mais. Sempre quis mais, mas ele não me daria mais. Eu teria de tentar achar isso com meu noivo, ou pedir que me matassem um dia. Ele poderia fazer isso, um golpe de misericordia. Depois de tudo o que eu havia feito por ele, ele me devia isso. E ele nao se negaria, tinha certeza. Sua mão em meu rosto, seus dedos frios e calmos, macios realmente, passando de leve em minha pele... Ele era o herdeiro dos Matrelli, mesmo que Matheo tivesse o sangue puro. Ele era o homem certo para aquela família, não o irmão. E eu sempre soube disso. Ele apenas precisava enxergar as coisas como eu. Aquele carinho, tão pequeno, era mais do que ele costumava me dar, e era muito mais do que eu pensava merecer dele.

-Sim, todos odeiam sua familia. E admita, sempre mereceram isso. E acho que ser recusada é motivo o bastante para que eu me sinta ofendida... Mas como poderia odiar sua família Filipe?

Meu sorriso era triste, mas não o bastante para que ele notasse. Aos poucos eu mergulhava ainda mais fundo em meus sonhos tolos e infantis. Eu queria mais do que ele poderia me dar, e isso me machucava. Eu queria dele isso tudo, mas eu não teria nunca nada do que queria. Ele não era meu desse modo, eu era apenas mais uma parte de sua propriedade, apenas alguém que ele usava como queria e quando queria. Era odioso que eu aceitasse isso, e ainda mais odioso que eu gostasse disso. Era tudo o que eu mais odiava nisso tudo. O quanto eu gostava que ele me fizesse sentir dor, que ele me machucasse. Eu queria ir para um quarto agora mesmo e ficar lá, com ele, aproveitando tudo o que ele podia me fazer sentir, mas eu não podia fazer isso agora, e talvez nem devesse fazer isso novamente. Era perigoso para mim mesma, e eu era a unica que sairia ferida nisso. Ele nao me amava, tinha de aceitar isso. Ergi minha mão, sem resistir ao que queria. Era ele que eu queria, e queria poder tocá-lo. Ele me beijou, e seu sabor era tão bom quanto eu me lembrava, eu queria mais daquilo, não queria que ele me soltasse, e nem sentir nada mais disso. Eu queria gritar comigo mesma, mas apenas me enrosquei um pouco mais nele, sem me importar com os saltos, ou com minhas roupas. Eu era assim ao lado dele, e isso era perigoso. Devia ter ficado em Londres, com meu pai... Não aqui, ao lado dele, mas esse era, estranhamente, meu lugar, mesmo que apenas como uma escrava apreciada.

-Deixe as malas ai. Vamos escutar o pronunciamento e encontrar um lugar para nos trancarmos. Os funcionarios as colocaram em seus lugares, e convenhamos, você não tem que carregar minhas enormes malas por ai. Nunca teve, não é?

Enquanto falava, sorria para ele, de canto, sem realmente dar atenção ao que os outros faziam. Não queria ter que pensar em mais nada que nao fosse nele e em mim. Era um momento bom para mim, ele nunca era carinhoso assim, como estava sendo, e eu gostava disso. Era tão bom ele por perto que eu simplesmente não sabia o que fazer agora. Ele era apenas tudo o que eu queria, e sabia que jamais teria da maneira como desejava. Ele era apenas da garota vampira que morrera a anos. Ele não era meu. Era isso que tinha de ficar me minha mente para que eu não me ferisse ainda mais com tudo o que estava acontecendo. Eu podia lidar com todo o resto, menos me esquecer disso e lidar como se ele fosse apenas mais um carinha que eu podia conquistar. Eu jamais poderia fazer isso. E ele não me daria mais do que eu já tinha. Nunca. Eu jamais poderia trair a ele, e ele sabia disso. Ele usava isso, mas eu sempre era a que mais sabia de tudo o que ele fazia, e do que ele queria que eu fizesse. Eu era a arma dele, mas também era uma aliada. E era isso que me orgulhava.

-Sempre vai poder confiar em mim. Sabe disso.




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Re: Prólogo

Mensagem por Naty em Qua Jan 02, 2013 6:22 am

--Raven W.--

Sorriu então para a mulher,balançando a cabeça negativamente.

- Na verdade não conheço muitas....so andei na do meu irmão.Mais a sua é realmente muito bonita! - disse,os olhos brilhando por um breve momento,os cabelos bancos tingidos mexendo-se enquanto falava,ja que não conseguia ficar parado se quer um instante.Rindo ainda mais quando o "segredo" lhe foi contado.Concordando com a cabeça. - Parece dar certo.Ao menos comigo.Né?

Falou animado.Os olhos tambem se voltando ao irmão quando a professora falou com esse.Esperando o mesmo terminar de falar.

- Eu gosto de literatura. - disse a professora. - Mas não gosto tanto de inglês... - suas bochechas brancas se avermelharam suavemente.Rindo da ultima frase da professora. - Não parece tão mal! - comentou para a mesma ainda rindo.

- Ah...Sou Raven.Raven Nightray.E um prazer conhece-la Professora Rose. - se curvou para frente.



--Robert --

Os olhos continuaram a observar a professora durante todo o tempo em que a mesma falava com o irmão.Agradecendo aos céus (So que não.) por essa não ser uma arrogante e nem ao menos ter comentado algo sobre o turno noturno.

Na verdade,pode ate se dar ao luxo de achar a mesma divertida por um momento.Tentando ignorar o fato de que era uma vampira e....

"Robert.Para." - Reprendeu-se mentalmente.Com raiva de si mesmo por um instante. Não perdia aquela mania?Que droga!

Sua atenção então se voltou a conversa no exato momento em que a mulher se voltou a si.


- Ah...Sim.Entendo. - disse,deixando demostrar o quanto estava distante por um momento.Então balançando a cabeça negativamente. - Na verdade...Eu gosto muito de ambas as matérias,mais estou certo de que realmente deve ajudar com outros alunos. - comentou, também utilizando um leve tom de brincadeira,arqueando suavemente uma sobrancelha com a frase seguinte. - Ah...faz sentido ja que Rosas tem espinhos...Seu nome é Rose afinal.

- Robert Nightray. - disse assim que o irmão falou o próprio, também curvando um pouco, por puro costume. - Prazer. - falou,mesmo que não estivesse completamente certo disso.



-- Nataori --

Suspirou.1...2...3...

- LUKA SERA QUE DÁ PRA ABAIXAR A MUSICA?ISSO NÃO É AUTO FALANTE,E FONE DE OUVIDO!E SO PRA VOCÊ OUVIR! - gritou irritada com o mesmo.Não era de seu costume,mais aquele....aquela coisa!Estava lhe irritando muito mais do que o normal nos últimos dias.

Motivo: Ele não queria voltar para a escola.

Observou que o garoto se que havia a ouvido,não se surpreendeu já que quele fone deveria estar destruindo a audição desse. Revirou os olhos então,pedindo desculpas ao taxista assim que notou a expressão assustada do mesmo. Cruzando os braços,se voltando para a janela.Sorrindo suavemente quando notou que ja haviam chegado a escola.Pulando do carro imediatamente,mal esperando o taxista para pegar suas malas e correr para dentro do lugar.Sentando-se no primeiro banco que viu em meio a varias pessoas. Rezando para o "bom humor" ambulante não a achar ali.



--Luka --

Francamente.Ela tinha noção do quanto a voz dela era irritante quando gritava?Duvidava muito.Mais ao menos ela não insistiu novamente em me encher o saco.Ela deveria estar agradecida.Ao menos eu escuto musicas de boa qualidade.Nem mesmo isso ela consegue fazer.Afinal QUEM AGUENTA AQUELES CHOROS que ela escuta? K-pop?Serio?Pra mim parece mais viad*s se pegando enquanto fingem cantar.

Suspirei,ao contrario da louca e cabelos rosa,saindo calmamente do carro,pegando minhas malas e lançando o pior olhar de raiva que consegui ao motorista enquanto o pagava,ainda sem desligar minha musica.Olhei ao redor daquela escola.AH!Como era um saco estar ali.

Revirei os olhos,antes de começar a procurar por minha "doce" rosinha.O que eu via nela afinal?

Será que "aquilo" que me fazia gostar tanto dela.Eu sou idiota a esse ponto?Affe!




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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Qui Jan 03, 2013 3:17 pm

    Yuriev assentia a cada frase de Tohru Kuran. Era claro que sua absolvição perante ao conselho teria chegado aos ouvidos da menina e era satisfatória a reação dela quanto aquilo. Ele ganhara um pouco mais de sua confiança com seu julgamento tendo sido encerrado e agora poderia ficar mais próximo da jovem.

    - Minha reputação me precede, meu passado está cercado de sangue e de morte, mas eu sou de um tempo em que havia guerra não só entre vampiros e humanos, mas entre os próprios vampiros. Meu clã nunca foi conhecido por buscar a paz, mas eu asseguro que a maioria das mortes que causamos foram necessárias. Não me orgulho, mas tampouco tenho porque pedir perdão - ele correu os olhos em volta, o pátio de grama verde, o fraco sol, os alunos - às vezes a morte pode ser um acalento doce, dependendo de quanto seu coração pesa - ele suspirou - Como na natureza, como nossa natureza, no fundo, todos aqui acabam tendo sangue nas mãos - ele se calou, estava divagando um pouco além do que devia.

    Além disso, a proximidade do nobre Matrelli cortou a divagação de Yuriev e ele se recompôs, tomando uma atitude fria e calculada, sua máscara perante aos alunos que deveria manter sob seu comando e domínio. Sabia que Tohru Kuran agora compreendia completamente aquele tipo de atitude.

    - Esteja à vontade senhorita Kuran - ele respondeu, fazendo uma respeitosa reverência à menina que se retirava e então tornando seu olhar para Matrelli.

    Fora um breve diálogo, ao que parecia o tolo nobre estava envolvido com uma aluna, mas o recado que precisava passar a Matrelli havia sido dado. Ele ainda se recordava do trato com o garoto e agora estava cobrando de forma sutil.

    Stefano estava convidado à Academia, Yuriev sentia-se de certa forma ansioso para ter o puro sangue em seus domínios.

    Com o desaparecimento de Ruri, os planos de Yuriev agora tinha urgência, precisava finalizá-los o mais breve possível para que pudesse gastar tempo e energia em busca da irmã. Não tinha nenhuma pista da jovem puro sangue e, embora ninguém soubesse disso, aquilo o minava por dentro.

    Os ferimentos que ainda guardava sob as roupas não foram ganhos durante o ataque, Yuriev precisara arrancar algumas cabeças de caçadores e corações de vampiros, numa caçada por qualquer pista que o levasse ao paradeiro de Ruri.

    Metera-se em muitas armadilhas e se não fosse sua vasta experiência em campo e em guerra teria perecido perante aos inimigos que encontrara. Seu triunfo devia-se na maior parte do tempo ao antigo ritual que cercava seu clã.

    Yuriev inspirou profundamente e então olhou em volta. Muitos alunos já deixavam o pátio então talvez fosse hora de se retirar também. Precisava pensar, precisava de mais informações de seus contatos, precisava falar com todos que pudesse antes do anoitecer, antes da reunião, principalmente com Tohru Kuran.

    “Tolo aquele que dá às costas a um puro sangue por tão pouco. Espero que Kuran seja um pouco mais esperta...” - pensou para si mesmo, certificando-se de que ninguém ousava ler sua mente.

    Yuriev então passou a caminhar entre os alunos por algum tempo, certificando-se de que estava tudo de acordo, indo então para seus aposentos no dormitório noturno.


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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Qui Jan 03, 2013 8:37 pm

Yumi Campbell
Como um simples puxão de braço e um beijo poderiam desarmar uma pessoa pronta para qualquer situação? Yumi não sabia quando ou porque aquilo estava acontecendo dentro dela, mas o beijo lascivo de Icaru ardeu nos lábios e formigou nas pontas dos dedos.

Campbell ficou imóvel enquanto ele instigava o contato com a língua tentando sorver qualquer emoção que existisse dentro dela, mas a única coisa que ele encontrou foi uma muralha prestes a cair.

Yumi ergueu as duas mãos e enroscou na gola da camisa do ruivo, empurrando para trás, mordendo os próprios lábios para escapar do beijo, para não mergulhar em lugares desconhecidos. Ela estava tão desnorteada e surpresa com o contato que havia cortado a própria pele do lábio com os dentes forçando a distância entre ambos, tingindo Icaru com seu sabor doce e metálico.

Ela deu dois passos longos para trás assim que ele se afastou, as pontas dos dedos estavam vermelhos por causa da força que fizera para afastá-lo e a boca estava manchada com um pouco de sangue por causa da mordida. Ela não conseguiu olhá-lo em seguida, buscava o ar com urgência como se tivesse acabado de voltar de um longo mergulho, com certeza muitos estariam olhando para ela agora, principalmente os vampiros.

– Icaru! Seu... – ela grunhiu limpando a boca com o punho, os olhos fixos na sombra dele que se formava no chão por causa do fraco sol da manha, sem coragem de encará-lo. – Todos estão olhando, eu até me...cortei...Você é louco! ¬– Yumi estava com as bochechas e os lábios corados e sabia disso, deixando-a constrangida.

Ela não sabia o que dizer para ele e como olhá-lo de frente, afinal ela mesma havia dito para que ele continuasse insistindo e deixasse de ser o capacho da história. Mas aquilo era algo forte demais, não era uma simples investida. Era intenso demais. Por alguns segundos Yumi jurou que suas pernas eram finas camadas de gelo prontas para se romper.

O que ela queria dizer era para que ele parasse de se rebaixar, que fosse mais autônomo e que não se escondesse atrás da sombra de outra pessoa importante para ela. Ele tinha o seu próprio valor, uma jóia rara como Kiryuu era, de formas diferentes, mas somente um deles poderia ocupar o espaço ferido dentro dela.

Ela buscava as palavras corretas dentro da mente, mas a voz inflamada de Icaru impedia que ela pudesse raciocinar. Cada som que ele emitia dizendo coisas que ela não gostava de ouvir pareciam socos contra o estomago, contra o ego e todo orgulho dela.

– Basta! – ela grunhiu com raiva, erguendo o braço para alto como se fosse socar alguém. – Engula suas palavras, Icaru! – ela caminhou até ele e o puxou pela gola da camisa novamente, trazendo-o para baixo por causa da diferença de altura, encarando-o de forma intensa e quase raivosa. – O que você sabe de mim? O que você é para me julgar dessa maneira? Se está errado ou não o que faço com a minha vida, o que tem haver com você?! – ela suspirou profundamente diminuindo a distância entre os dois, os narizes quase se tocando. – E daí se estou quebrada, se você só esta conseguindo piorar as coisas...Você, eu poderia me apaixonar por você, mas no momento eu não posso.

Campbell deixou a cabeça tombar com o próprio peso para baixo, os olhos franzidos de raiva e de dor, o verde intenso havia tornado-se escuro. Ela deslizou os dedos lentamente pelo peito dele e ergueu a mão em seguida, acertando um tapa no rosto de Icaru, um tapa que estalou pelo local. – Eu realmente poderia me apaixonar por você.

Yumi girou nos calcanhares e passou novamente o punho contra a boca certificando-se que não havia mais sangue ali, afinal estava entre vários vampiros. Enquanto afastava-se sentia que os olhos começavam a arder, lagrimas formavam-se nos cantos dos olhos, mas nenhuma escorreria pelas bochechas. Ela choramingou um pouquinho e tentou sair discretamente para outro local. Talvez ele nunca perdoaria ela afinal.


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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Qui Jan 03, 2013 9:10 pm

    O ataque de raiva era mais do que esperado, era tão óbvio que ele poderia ter se desviado das golas agarradas e das mãos furiosas dela, mas que diferença faria afinal? Aliás, quando ele havia aprendido a conhecer aquela garota tão bem assim? Sonhar com ela em todas as noites naqueles três meses havia o tornado adivinho ou algo assim?

    Ele mantinha seu olhar fixo, encarando-a, cada explosão dela parecia tão previsível e premeditada, como se ela fosse um espelho e ele estivesse copiando movimentos. Era aquilo que chamavam de almas gêmeas? Não, Yumi Campbell era muito diferente dele. Além disso, cada sonho que tinha com ela se tornava um pesadelo quando o caçador de cabelos platinados surgia e ela simplesmente lhe virava às costas. Havia passado boas noites em claro socando o saco de areia que havia em seu quarto imaginando como seria poder fazer aquilo na cara do caçador desgraçado.

    As palavras dela pareciam tão repetidas. Quem era ele para se meter com ela? Que merda era ele para se meter na vida dela? Era o idiota que estava mais ansioso para encontrar com ela do que para qualquer outra coisa naquele lugar, só que agora ele estava cansado de ser bonzinho, de fazer o certo e ver tudo dar errado.

    Sim, ele poderia estar numa boa com Marina, tinha certeza de que ela se esforçaria para agradá-lo, para ser sua amiga. Então porque ele estava insistindo tanto em alguém que o desprezava com empenho?

    Não, não fora sempre assim, mas agora que Yumi descobrira que ele sentia por ela mais do que mera admiração de amigo ela estava pisando nele, o afastando.

    Aquilo queimara uma onda de adrenalina e por isso ele agira tão deliberadamente, se jogando num abismo sem fundo e sem nenhuma corda para ampará-lo.

    Trocando em miúdos ele se foder@ e de certo modo ele merecera. Nunca teria ter pego os sentimentos mais profundos que conhecia da menina e gritá-los aos quatro ventos para depois agarrá-la diante de todos ali, forçando uma aceitação que ele não conquistara, afastando qualquer possibilidade de voltar a serem amigos, colegas.

    “Bosta...” - ele pensou enquanto ela gritava contra sue rosto. Tudo o que ele queria era secar as lágrimas dela, mas o maior problema entre eles era que ela não entendia e ele não conseguia aceitar. Ela gostava de outro, mas ele aprecia viciado, fixado na ideia de domar Yumi, como uma espécie de troca, de doença.

    Depois o tapa. Como se tudo ao redor deixasse de existir, como se aquele estalo fosse o único som audível em todo o universo e como se as cenas a seguir ocorressem em câmera lenta e só Yumi se movesse na velocidade normal, no centro daquele filme desastrado.

    Ele ergueu a mão, colocando sobre a bochecha que lateja, respirando fundo e avançando na direção dela, mas se detendo a tempo. Jamais ergueria a mão para ela, nem havia passado isso por sua cabeça, só queria impedir qualquer futura agressão que pudesse ocorrer, não queria piorar as coisas.

    “Foda-se essa merda...” - ele pensou, deixando a mão cair ao lado do corpo, soltando sua mochila ali na grama e encarando a menina que havia simplesmente lhe dado as costas depois de dizer que poderia se apaixonar por ele. Ela estava brincando, não estava?

    Ele bufou, negando com a cabeça, pendendo a cabeça de lado. Ele havia errado e agora o que tinha a fazer? Nada.

    Ele se virou, largando a mochila ali mesmo na grama e saindo do pátio. Tinha uma etiqueta com seu nome ali, qualquer coisa, alguém funcionário levaria depois para o dormitório e procurarias por ele.

    A bagagem pouco importava, afinal a Shadow Gun estava com ele. Ele só queria dar o fora dali, precisava de um tempo para pensar em tudo o que havia acontecido e planejar como arrumaria a bela merda de fizera.

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Re: Prólogo

Mensagem por Tohru Sohma em Sex Jan 04, 2013 12:12 am

- Minha reputação me precede, meu passado está cercado de sangue e de morte, mas eu sou de um tempo em que havia guerra não só entre vampiros e humanos, mas entre os próprios vampiros. Meu clã nunca foi conhecido por buscar a paz, mas eu asseguro que a maioria das mortes que causamos foram necessárias. Não me orgulho, mas tampouco tenho porque pedir perdão - ele correu os olhos em volta, o pátio de grama verde, o fraco sol, os alunos - às vezes a morte pode ser um acalento doce, dependendo de quanto seu coração pesa - ele suspirou - Como na natureza, como nossa natureza, no fundo, todos aqui acabam tendo sangue nas mãos - ele se calou, estava divagando um pouco além do que devia.

*Tohru ouvia atentamente as palavras do diretor, suspirando profundamente quando ele concluiu.*

__ Eu sei...Embora pra mim, confesso ainda ser difícil de entender...Meu pai sonhava que as coisas poderiam ser diferentes pra nós...Gostaria de acreditar que fosse possível...Enfim, talvez...

*Ia falar mais alguma coisa, mas foi cortada pela chegada de Matrelli e a mudança de atitude de Yuriev. Já estava se acostumando com aquilo. *

*Após se despedir e corresponder à reverência, olhou pra Yuriev, acrescentando em pensamento.*

"__Se precisar desabafar sobre sua preocupação com sua irmã, pode contar comigo, sensei...Deve ser muito cansativo e solitário ter que manter essa atitude impassível o tempo todo. Ja ne.. Até mais tarde."

*E se retirou com mais um discreto aceno de cabeça e um olhar de solidariedade.Afinal, ela sabia bem o que era perder pessoas amadas.*



By tohrusohma at 2011-04-23
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Re: Prólogo

Mensagem por Kagura em Sex Jan 04, 2013 11:43 am

    Melissa/Kuroe


    Ilusão. O que essas seriam se não apenas braços de uma realidade? Um mundo paralelo ainda assim escondido onde às coisas podem ser bem mais reais que o mundo onde o corpo foi criado. Talvez dez mil anos seja tempo o suficiente para não acreditar que o mundo não seja mais que uma mistura de prótons. Um espelho de medo e anseios de tolos humanos que tendem a mascarar tudo o que temem ou desconhecem. Um próprio sonho montado em pilares que realmente podem se apoiar. Mesmo assim obra do primeiro, patriarca daquele que me selara. Um tolo, imaginando um mundo perfeito, real e não mais sujo que a realidade das duas crianças amaldiçoadas desde o nascimento.

    Não. Aquele não era seu mundo, nunca fora desde a primeira vez que vagara nas campinas solitária, ou vira o fogo se fazer a sua vontade. Realidade? Em partes, mas só para aqueles que encararam seus olhos rubros na época, a acusando de ser mais uma criação de seres satânicos e não apenas uma criança cuja alma havia sido queimada nas labaredas mais vis ainda durante o seu estágio mais puro. Usava uma roupa comum, algo como um vestido negro e caro, todo cravejado em enfeites e babados, que combinavam muito bem com seu rosto angelical de uma criança de não mais que treze anos. Seus cabelos faziam curva. Cachos quase dourados que se estendiam até sua pequena cintura. Ela não era alta, muito menos tinha um corpo crescido, mas suas feições lembravam as de uma boneca. Uma criança pequena, encantadora e perfeita, capaz de atrair olhares ali tal qual um pequeno anjo. Embora fosse algo muito diferente disso.


    - Ele voltou. – Seus lábios carmim pronunciaram em voz baixa, enquanto seu rosto mantinha a mesma expressão vazia, segurando em seus dedos pálidos um pequeno urso de pelúcia negro. Se contasse os dias desde que o homem de cabelos brancos havia deixado aquele lugar, teria chegado a conclusão que teriam se passado mais que três meses. Mas desses fatos não conseguia lembrar. Não costumava sair muito daquelas masmorras escuras, pelo menos até sentir o frio de uma solidão de não ter mais com quem brincar. Os leveis E que outrora enchiam os corredores tentando provar o sabor de seu sangue haviam desaparecido, deixando que por semanas se corroesse em sede, vendo seu corpo definhar até novamente ouvir aquela voz doce e agora amiga, que por tempos lhe guiara pelos campos sombrios de Whister.

    “Temos que encontrar o Yuriev. ” Repetia a voz em sua mente no mesmo tom arrogante e energético de sempre, enquanto a menina apenas caminhava pela multidão com os olhos verdes fixos no nada, procurando qualquer semblante do diretor em meio à multidão.


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Re: Prólogo

Mensagem por Luthica em Ter Jan 08, 2013 7:27 am

Lionel Thurber sabia que aquela escola lhe traria confusões. Nada ali cheirava muito bem. Afinal, seus alunos não eram normais. Mesmo assim, era um emprego decente e contanto que pudesse manter-se por perto, estaria perto de problemas demais para chamar muito a atenção para o próprio.

Enquanto famílias fugiam assustadas da cidade, lá estava ele se aproximando mais do perigo. Perguntava-se: “Será um efeito deste anel?” De qualquer forma, considerava que não tinha nada a ver com isso. Era um bruxo alheio às “briguinhas internas dessa gente”.

Ele caminhava com sua bolsa preta com a alça transversal no corpo. Usava uma camisa social um pouco aberta preta e jeans escuros. Não esperava que seu primeiro dia fosse conturbado. Enquanto caminhava, olhava para seus futuros incômodos e não conseguia sentir afeição por eles. Apenas não permitiria que morressem. Sem nenhum motivo aparente. Apenas porque isso o manteria ocupado, ou assim ele justificava.

Parecia até encarar algumas pessoas, mas isso porque esperava encontrar a maldade nos olhares daquelas criaturas falsas. Por algumas, especialmente as meninas, sentiu até um tipo de compaixão imaginando o quanto alguns ali estariam sofrendo. Mas não admitiria isso.

Tentando parecer despercebido e ignorando veementemente qualquer cumprimento, voltou a atenção ao prédio, atravessando o pátio, rumo à Secretaria


Última edição por Luthica em Sab Jan 12, 2013 6:02 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Só quis acrescentar onde ele foi, com link)
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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Ter Jan 08, 2013 2:53 pm

Dante Vorherrschaft

- Sinto lhe dizer, mas não irei acompanhá-la. – Dante afastou-se da parede que estava escorado e com as mãos ajeitou o terno de alfaiataria que vestia. Ele olhou para Aledra de modo intenso, a sede vibrando em sua garganta de forma que seu olhos azuis cristalinos tornassem escuros. – Você sente este cheiro? É um de nós, senhorita.

O vampiro puro sangue sentiu que precisava ausentar-se por alguns minutos até que o cheiro de sangue se dispersasse. Ele não poderia agir ou interferir no que estava acontecendo dentro da academia, porque aquele cheiro de sangue poderoso era de Yan Yuriev. Não havia nada que Dante poderia fazer, pelo menos não diante daquela situação.

– Você acha que Yan Yuriev está passando por algum ataque? Ele estava aqui alguns minutos atrás, creio que isso possa se tratar de alguma armadilha. – o moreno encarou Aledra esperando que a garota o respondesse. – Não acha estranho um sangue puro sangrar entre tantas criaturas que almejam seu sangue?

Ele deu um passo para frente ficando alguns centímetros da vampira e ergueu a mão para tocar em seu delicado queixo. O olhar de Dante perdendo-se nas rendas da roupa dela, observando a veia que pulsava em seu pescoço, convidativa aos olhos e a boca. – Não acha que Yan seria capaz de causa essa movimentação entre os vampiros de propósito? Eu creio que seja possível, Corleone.

O vampiro deixou a mão cair do queixo de Aledra, virando-se de costas para ela, a sede de sangue tornando-se latente como um vulcão em erupção. Dante deslizou as costas da mão pelos lábios, alterado pelo cheiro inebriante de sangue que corria pelo local como uma serpente venenosa. Por sorte, o dinamarquês controlava o sangue e por isso não era tão afetado como os demais vampiros diante de situações como aquela. – Creio que seja melhor você se afastar, Corleone. Será muito ruim para a sua saúde permanecer pressa nesta armadilha.

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Re: Prólogo

Mensagem por Makie em Ter Jan 08, 2013 5:38 pm

A volta a um local isolado nunca foi de fato algo que me agradasse, mas isso não importa muito afinal, quando recebo ordens devo cumpri-las e é tudo o que sei, a ordem de retornar a academia cross vinha de um posto mais alto do que o meu, era algo que eu não podia recusar, o novo emprego de meu pai ocupava muito de seu tempo, e em um país novo ele tinha medo de me deixar sozinha. A ultima vez que havia pisado nesta academia em questão , coisas estranhas aconteceram, realmente não compreendo as extensões dos fatos, mas ainda coisas estão por vir, meu objetivo por enquanto é me manter no anonimato a procura de mais e mais meios para evoluir, mas a esta altura creio que seja difícil conseguir achar o que procuro... faz algum tempo que não encontro pistas dos grimórios de minha família...

- ora ora, june... não seja tão rígida contigo afinal... – disse a mim mesma quase num sussurro enquanto as pontas de meus dedos brincavam entrelaçando o pequeno pingente de prata entre meus dedos enquanto o portão da academia se aproximava a medida que o taxi se aproximava, creio que o motorista ficou um tanto quanto curioso para entender sobre o que balbuciava, mas sua educação o manteve calado durante todo o caminho, talvez duvidasse que conseguiria pagar uma corrida tão cara quanto aquela.

Meus olhos escuros fitaram o céu a procura de alguma resposta que mais parecia enterrada em meu peito do que espalhada pelos ventos fortes vindos do extremo norte, algo que eu não compreendia, algo ocorreria em breve, e eu deveria me preparar para isso. O taxi parrou logo fronte ao portão, e contabilizando a conta, achei que era prudente pagar com o cartão ( e lá se ia uma quantia de minhas economias embora....), fui até o porta-malas, e o motorista mais gentil depois que foi pago, pegou minhas malas e as me entregou (por sorte eram com rodas, fácil de carrega-las).

Lembro-me de ter iniciado o colégio na classe diurna, mas não foi algo no qual me adaptasse tão bem, como me foi aberto o convite tanto para a classe noturna, foi uma escolha não por acaso, afinal fui alertada que encontraria outros como eu, e outros um tanto quanto diferentes, era um alerta no qual deveria manter ativo o tempo inteiro, caso o contrario sofreria brandes problemas se soubesse minha verdadeira vocação.
Voltei a caminhar lentamente pelo caminho que me levava para o mais profundo da academia, e eis que encontro uma criatura terrena no qual, me enche um tanto quanto de duvida, afinal, sempre que estamos juntos nos separamos, e sempre que estamos separados nos reencontramos... seria este um destino cruel reservado aos hereges? Uma pergunta de cada vez June... abri um sorriso cortes e caminhei próximo a ele, passando bem próximo e então o cumprimentando.

- olha quem reencontro... pensei que o lobo solitário fosse um andarilho, nunca ficasse no mesmo lugar mais de uma vez?- meus olhos o fitaram com suavidade, percebendo o estado de suas roupas e... seria aquilo uma mancha? Ou apenas a minha imaginação? Aquela jaqueta parecia um tanto quanto ultrapassada, talvez fosse este o motivo das manchas...



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Re: Prólogo

Mensagem por Convidad em Ter Jan 08, 2013 9:42 pm

    Dom coçou a barba por fazer e se espreguiçou. Ele já havia sentido aquele perfume família há muito tempo e estava quase se dando um soco pela estranha sensação de ansiedade em ver a bela morena.

    - É o que chamam de karma ele disse, olhando para o lado oposto por alguns segundos para só então virar o rosto e encarar June, seus olhos descendo pelo corpo bem torneado da jovem sem nenhuma discrição.

    - Para dizer a verdade, eu não queria estar aqui, mas estou meio sem opções e eu até que achei o lugar agitado - ele então se aproximou mais dela e então deu um largo sorriso - além disso, algo me dizia que você viria me procurar e eu tinha que estar à sua disposição sabe? - ele fixou os olhos verdes em June, na expressão marcante da bela morena.

    - Eu procurei você no ataque, estava curioso para saber como sobreviveu - ele disse, eu olhar erguido e impetulante - Eu estava pensando em bancar o herói, mas você simplesmente sumiu.

    - Mas vejo que você está bem e muito bem então... - ele deu de ombros - Ou.... - ele semicerrou os olhos - aquele outro te ajudou? - ele perguntou, referindo-se a Raikov - Não que eu tenha algo a ver, sinceramente estou quase feliz por você estar bem - ele tornou a sorrir - muito bem eu diria... - completou com certa malícia.

    - Mas me conte o que rolou no ataque e nas férias e o que, além de mim, te fez voltar morena? - ele perguntou, agora num tom mais zombeteiro.


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Re: Prólogo

Mensagem por Bells em Qua Jan 09, 2013 10:16 am

Aledra Corleone

O cheiro no ar era forte, e eu simplesmente desejava poder ir até ele e tomar cada gota desse sangue perfumado e poderoso que se espalhava pelo ar. O cheiro era simplesmente maravilhoso, e eu queria poder estar mais perto, e ser mais forte, para poder tomar cada gota, mas sabia que nunca poderia fazer isso, então era melhor que me controlasse. Talvez ir para o meio da floresta, onde o cheiro não devia ter chegado. Talvez fosse uma boa idéia. Eu me sentiria muito melhor agora se nao precisasse sentir o cheiro do sangue dele por algum tempo. E poderia tomar mais algumas pastilhas, seria ao menos alguma coisa boa. Alguma coisa que eu realmente poderia sentir e poderia com toda a certeza usar. Eu odiava aqueles tabletes, mas eles sempre eram melhores do que atacar nosso diretor. Minha mãe iria me matar se eu chegasse sequer perto de algo assim, dentro dessa escola, ainda mais com o diretor recém-declarado inocente de todas as acusações.

-É realmente muito estranho esse cheiro... Esse cheiro de sangue parece realmente estranho, ainda mais agora, com a maioria dos vampiros aqui. Mas acho que se fosse um ataque, e ele estivesse realmente em risco, ele chamaria ajuda.

Engoli em seco, lambendo os lábios e sentindo meus olhos começarem a mudar de cor. O azul iria embora e o que ficaria seria apenas o rubro vermelho sangue. Mas ainda estava conseguindo me controlar. Dante tocou de leve em meu queixo, e eu sabia o que ele estava olhando. Era o mesmo que eu estava olhando, a veia no pescoço, azulada pelo sangue que corria por baixo da pele branca palida. Minha e dele. Era tentadora. Ainda mais agora, com esse cheiro de sangue no ar. Eu tinha de me controlar para nao mordê-lo... O que seria realmente muito bom para mim, mas nem tanto para as pessoas a nossa volta e nem para qualquer uma das pessoas que estavam por perto. E nem para ele, possivelmente. Dei de ombros para ele, quando falou sobre mim mesma, e sobre minha saude e segurança. Ele estava em tanto risco quanto eu, talvez algo que empatasse? Era melhor sair de perto daquele lugar agora, e não para qualquer outro lugar. Era excelente idéia ir embora agora.

-Acho que não é seguro para você também. Que tal irmos para a floresta? Ao menos o cheiro não deve ter chegado lá. Será mais seguro...


Cristal Nightingale

Sorri para o professor quando ele começou a se afastar. Ele era apenas um professor, mas suas palavras me pareciam mais do que apenas estranhas. Ele tinha que aprender a entender que nenhum dos dois estava interessado em mim desse modo. Ele era apenas um amigo, e além de tudo, ele era apenas mais uma das pessoas que estavam por perto de mim. Eram dois bons amigos, e nada além disso, então apenas teria de entender isso e ele entenderia que eu era apenas amiga deles, e que não havia nada de seleção natural ou de corte aqui. Era apenas uma conversa depois de tanto tempo longe... A quem eu queria enganar? Até mesmo eu sabia que eles me tratavam de maneira diferente. Eu era uma amgia deles, e acima de tudo, era alguém que eles achavam atraente... Tinha vontade de sair correndo com essas palavras, e era o que eu pretendia fazer.

-Bem rapazes, agora que se conhecem, acho que vou para meu quarto. Esta ficando tarde e eu quero tomar um banho.

Sentia que cada um deles estava de um lado meu, e que eu estava no meio do fogo cruzado aqui, estava entre duas pessoas, e que eu estava presa entre dois rapazes mais altos e que queriam me proteger de tudo, até um do outro. Era estranho e assustador ter duas pessoas querendo cuidar de mim, ainda mais dois rapazes que pelo o que sabia eram mais do que lindos e completamente atraentes, além de serem sempre gentis comigo, e bons. Eles sempre cuidavam de mim, mas talvez apenas se sentissem na obrigação de proteger a pobre garotinha cega que não podia se defender sozinha... Era ridiculo, mas ao menos eles não podiam entrar em meu dormitório, o que era mais do que apenas bom para mim. Eu queria mais do que tudo poder sair de perto dessa tensão e relaxar em minha cama, enquanto dava um jeito de alguém arrumar minhas coisas e eu poder me trocar.

-Podem me dar licença?


Katrina DeLeon

Sorri para Caleb. Ele sabia que eu não estava interessada em nenhum tipo de aproximação com outros alunos, mesmo que fossem de nossa espécie, o que era uma chance em um milhão. Eu queria mais era sair dali e ir para qualquer lugar longe dali, mas não teria como, já que não havia a menor chance de conseguir ir para algum lugar longe das recriminações entre eu e ele, por nos amarmos. Infelizmente, aqueles que mais odiavamos eram os unicos que poderiam entender o que sentiamos e nao achariam completamente monstruoso. Eram monstros, e isso era comum entre eles. Irmãos casados, era algo que eles sempre haviam visto como natural. Eu queria realmente que isso acontecesse, mas não iria afirmar nada para ninguém. Eu queria mais era ir embora e poder sair de perto dessa confusão que era amar a ele. Eu queria mesmo era ir embora daqui, mas essa escola era nosso lugar, já que nosso pai ainda estava confiando que fizessemos isso o que ele queria.

-Tão interassada quanto você nas garotas maninho. Mas claro que você vai me proteger de todos eles, da mesma forma que eu vou cuidar de voce, querido.

Dei de ombros, piscando para ele quando disse sobre minhas malas. Claro que não... Tinha apenas o nescessário, e alguns dos meus livros favoritos, e algumas das minhas coisas indispensaveis, e o bracelete da mamãe, e também alguns cadernos, e mais algumas coisas... Ele tinha razão, muitas coisas, mas nada do que eu realmente teria de ter medo. Não tinha nenhum tipo de mobilia dentro de minha mala, tinha apenas as coisas que eu queria aqui, era apenas isso o que eu tinha, e eu não poderia falar nada, já que ele não acharia exatamente uma coisa muito boa para mim. Era uma boa idéia que eu não estivesse indo para algum outro lugar qualquer. Era melhor eu ir para casa, mas o dormitório, longe de Caleb, seria minha nova casa. Era apenas o que poderia fazer.

-Não estou vendo ninguém que conheça, e quero mesmo é ir para casa. Mas já que temos que ficar... Pena que em quartos separados...




Spoiler:
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Re: Prólogo

Mensagem por Loveless McKnight em Sex Jan 11, 2013 11:41 pm

LOGAN E MIKAEL

Após horas de caminhada da pousada mais próxima até a escola, Logan finalmente havia chegado ao estacionamento. Fumava um charuto, o qual jogou no chão e apagou com a sola de sua bota, assim que chegou no local. Por mais que ele não amasse o seu trabalho, era a única coisa saudável que ainda conseguia distraí-lo.
A dor da perda ainda era forte, e a bebida já começava a não ter efeito. Carregava apenas uma mala, contendo algumas roupas, uma garrafa lacrada de Jack Daniel's, uma caixa de charutos e seu antigo uniforme. Já vestia suas luvas com garras. Era bom estar pronto para qualquer luta, ao chegar naquele lugar.
O lobisomem permanecia parado no estacionamento, encarando a porta da escola, pensando em que tipo de alegria aquele lugar poderia trazer a ele. Sentia um odor que, para ele, era extremamente desagradável. Lembrava-o do cheiro de sangue de vampiros, e talvez fosse exatamente isso. Não conviveu com eles o suficiente para saber, mas sabia que queria dormir, para não ter que senti-lo por muito mais tempo.

Mikael retornava à escola após um breve período de folga, o qual ele sequer considerava férias. Havia pego um táxi de um hotel local, e vestia um terno para não chamar muita atenção. Carregava uma mala bem grande, contendo muitos de seus objetos pessoais. Havia muita movimentação no estacionamento, mas a mesma ladainha de sempre. Alunos com seus dilemas românticos, se abraçando e envolvendo-se em situações constrangedoras. De todos os que ali estavam no momento, apenas um chamou sua atenção. O homem com quem havia se esbarrado há alguns meses atrás, na missa em homenagem às vítimas do ataque. Percebeu que nunca antes daquela ocasião ele havia o visto nas dependências da Academia.
Aproximou-se do homem parado no estacionamento. Pensou em colocar a mão sobre seu ombro, mas desistiu quando percebeu que poderia gerar algum tipo de reação negativa. Apenas parou ao lado dele, e olhou para a escola da mesma forma que o outro o fazia. Disse, com um sorriso no rosto:


- É um lugar bonito... é uma pena não ser tão tranquilo quanto aparenta ser. Essas salas carregam mais dor e tragédia do que qualquer um pode imaginar. Aqui residem criaturas que não têm medo de se entregar a seus desejos - ele deu um passo à frente, percebendo que já tinha a atenção do outro homem, e virou-se para ele - eu me lembro de você. Acabamos nos envolvendo em um mal-entendido na missa em homenagem às vítimas do ataque que ocorreu aqui. Mas creio que foi a única ocasião em que te encontrei por aqui. Meu nome é Mikael Magno, sou o chefe da segurança da Academia. E você, quem seria?

Logan abaixou a cabeça, assim que o outro homem terminou de falar. Após alguns segundos, ele ajeitou seu chapéu de cowboy na cabeça, levantou-a, e respondeu:

- Jack Logan, zelador. Não entendo como vocês puderam passar tanto tempo cuidando de uma Academia desse tamanho sem nenhum zelador. Quem cuidava da limpeza?

Mikael riu e coçou a parte de trás da cabeça, enquanto respondia com os olhos fechados, ainda risonho:

- Hehe, acho que cada um cuidava da própria sujeira. Mas estou feliz que agora tem que alguém contratado especificamente para manter a Academia um local limpo. Bom, Logan, se não se importa, seria bom irmos entrando. Você parece estar acabado, é bom ir descansar um pouco.

- É, de fato. Preciso de uma boa noite de sono...


Ambos caminharam para dentro da Academia juntos, já se dando bem melhor um com o outro, considerando a última vez que se encontraram.


TRAVIS

O jovem demônio retornava de uma viagem até Nova York, aonde havia se divertido bastante. Chegava de táxi ao estacionamento da escola, avistando um monte de garotas e garotos entretidos no que ele chamaria de "sua própria estupidez". A viagem havia sido cansativa, e ele estava um tanto sem paciência para jogos, naquela noite. Talvez algo pudesse mudar seu humor, mas nada até o momento. Assim que pagou o motorista e saiu do carro, Travis colocou seus óculos escuros, e foi caminhando para dentro, sem se importar com quem estava ali fora e o que estavam fazendo. Enquanto caminhava, lembranças lhe surgiam da diversão que o ano passado lhe concedeu, mesmo que em pouco tempo. Tinha esperanças de que esse ano seria ainda melhor aproveitado.

Voltou com apenas uma maleta, carregando poucas roupas, e nada além disso. Alguns segundos após sair do carro, ele sentia um aroma exótico. Era um cheiro interessante, e bem forte. Notou que algumas pessoas estavam correndo para dentro da Academia. Provavelmente, já haviam detectado esse mesmo aroma. Nem mesmo havia colocado suas coisas em seu quarto, e a Academia já oferecia algo de interessante.

Travis deixou a maleta jogada sobre o ombro direito, caindo para as costas, carregando-a com o braço em questão e foi caminhando para dentro, assobiando, com a outra mão no bolso e com a cabeça reclinada para trás. A típica pose despreocupada e folgada de alguém feliz. Ia deixar sua maleta em seu quarto, e então seguir o cheiro que sentia até sua origem.



BARON

O vampiro chegava em grande estilo à Academia Cross. Havia contratado um motorista enquanto estava de férias, para levá-lo a todos os lugares em que tinha coisas a resolver no Canadá.
Chegou ao estacionamento da Academia na limusine que o homem dirigia. Assim que saiu do carro com sua mala grande, ele retirou algumas notas do bolso e entregou ao motorista. Incrivelmente, o homem parecia totalmente relaxado e havia gostado da companhia de Baron, pois também era um vampiro.

Saiu do carro, inspirou profundamente, enquanto fumava mais um charuto e observava os arredores com um grande sorriso no rosto. Avistou nada além da cena esperada, mas não tardou a reconhecer um cheiro irresistível e incomum nos arredores: era o sangue de um Puro-Sangue, e estava evidente demais para que não soubesse a direção. Já fazia um tempo desde a última vez que sentiu esse cheiro, mas ele sempre lhe trazia uma sensação de alegria. Sempre que sentia esse cheiro, um incômodo deixava sua vida de vez.

Sem mais demora, Baron caminhou em direção à entrada da Academia, notando o movimento incomum de pessoas adentrando a instituição. Foi direto para seu quarto, deixar sua mala, e só então iria investigar as origens daquele aroma tão... raro.
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Re: Prólogo

Mensagem por Haziel em Ter Jan 15, 2013 11:18 am


Tagging: Angelique
Notes: Post de volta às aulas. Saudades de postar aqui. <3

- Então.. Não precisa ficar tímido. Fale comigo. - sorri a motorista.

- Bem, obrigado pela gentileza, não precisava... Donovan está com o rosto corado, ainda meio sem graça por estar de carona.

Ele estava para pegar um táxi após ter chegado do voo, mas foi interrompido por uma mulher simpática que insistentemente lhe ofereceu carona até a instituição.

- Já disse para não se preocupar, estou indo para o mesmo lugar que você. Reconheci seu uniforme e você me pareceu um tanto perdido. Não custa ajudar. É o seu primeiro ano aqui, certo?

Donovan sorri para a bela mulher. Apesar de ter mais de trinta anos, tem uma aparência impecável e mantém uma elegância de alto nível, cabelos longos amarrados em tranças, óculos, um belo blazer, unhas recém feitas em cor vermelha.

- Pra dizer a verdade, é o meu segundo ano aqui...

Donovan mexe na sua mochila de alça, aonde guarda com muito zelo seu notebook que ganhou ano passado.

- Então porque parece tão perdido? É por causa de uma garota, certo?

- N-não. Eu só...

- Ok. É uma garota... - interrompe. - Agora, por que o nervosismo? -

- Ahn... É difícil explicar...

- Tente...

Donovan olha para a mulher e suspira, descrente de é uma boa idéia falar.

- Olha, a questão não é bem uma garota, mas algumas... - ele nota que a mulher parece surpresa ou chocada - Não! Não é o que você está pensando.

A mulher pára o carro.

- Você é um pervertido? - a mulher indaga, séria.

- Não! Deixa eu explicar... - engole seco.

- Tudo bem, estava brincando. Continue. - o carro volta a andar em direção à instituição.

Donova suspira aliviado, balança a cabeça e toma ar, se concentrando.

- Primeiro eu vi uma delas... Bem... Como posso dizer... Morrer em meus braços...

- Então você pegou trauma...

- Eu achei que saberia o que fazer. Mas fiquei paralisado... - Donovan gesticula, denotando quase um abraço no nada. E então suas mãos voltam ao colo. - Outra garota que vi no ginásio durante um treino, foi humilhada pelo professor, de uma forma que nunca tinha visto antes, todos ficaram irritados. Ela saiu chorando e eu apenas assisti. Tive vontade de segui-la, mas fiquei parado. Não fiquei bem com aquilo e não a vi novamente. Fiquei preocupado que tivesse acontecido algo com ela...

- Hmmmm... Isto é tudo?

Donovan suspira e recomeça.

- Tem uma mulher. Ela salvou a minha vida em um desses ataques que deve ter visto pela TV. Eu me recuperei e nunca tive a oportunidade de agradecê-la. E agora eu nem sei se ela se lembra de mim...

- E o que isto lhe importa agora?

- Queria saber também, mas... Tive sonhos com ela.

- Que tipo de sonhos? - indaga com um sorriso malandro no rosto.

Donovan sorri.

- Sonhos sobre... Ela me salvando...

- Hmmmm... Sei. E depois de tudo o que aconteceu, você ainda decide voltar.

- Eu pensei muito sobre isso... Eu precisava voltar. Eu me sentia incompleto em casa. Tudo lá estava diferente... Sequer me sentia em casa. Parecia um estranho... Só consegui dormir melhor depois que decidi voltar e continuar o caminho que escolhi.

Neste momento o sedã prateado adentra a instituição, rumo ao estacionamento.

- Donovan, você não pode curar todos os ferimentos do mundo. Você é só uma pessoa... Mas você pode sempre fazer o seu melhor...

O rapaz fica calado, consentindo e pensando sobre o que acabara de escutar. O carro estaciona.

- Prontinho! Chegamos. Agora pegue sua mala e se cuide.

Donocan parece voltar de seu raciocínio profundo.

- Ah... É... Obrigado... E você está certa. E-eu...

- Me escute. - interrompe - Tome cuidado aonde cava, pois quanto mais cavar, mas fundo irá querer cavar. Eu posso ver sua sede por conhecimento. Apenas não vá além dos seus limites...

A mulher sai do carro e Donovan a acompanha.

- Mantenha em mente tem coisas que você não tem como lidar. - abre o porta malas
e Donovan pega suas coisas - Daí é melhor ficar na sua e se poupar. - diz enquanto caminha de volta até a porta. - Você pode ser uma peça importante nessa Academia.- ela entra no carro.

- Espera!... - dá a volta no carro para alcançá-la - O que você...

Donovan nota que a mulher parece estar desacordada no volante. Ele bate no vidro tentando acordá-la.

- Hey! O que aconteceu? Está bem? - tenta ver melhor pelo vidro.

De repente ela se levanta meio assustada, olha para os lados e percebe Donovan encostado na janela. Ela aparenta estar com medo. Desesperadamente liga o carro e o acelera, fazendo-o cantar pneus. Donovan se afasta e observa a cena meio atônito.

- E eu nem peguei o seu nome... - sua face é um misto de espanto e confusão. As coisas voltaram a ser estranhas como antes.

Donovan leva suas mãos ao rosto e suspira, tentando se focar em algo. Ele precisa chegar no seu quarto. A viagem foi cansativa e logo em sua chegada, mais acontecimentos estranhas acontecendo.

Ele pega sua mala e começa a andar pelo estacionamento, aonde avista outros alunos. Alguns até o encarando pela cena que acabara de acontecer. Apesar da sensação ruim de constrangimento, ele esboça um sorriso, sua melhor reação.

- Parece que o ano começou bem...



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