[Quarto 03] Florensce Arnoult e Sara Augustine

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[Quarto 03] Florensce Arnoult e Sara Augustine

Mensagem por Convidad em Qui Dez 27, 2012 10:32 pm

Acomodações Dormitórios da Lua

Todas as acomodações da Acadêmia Cross oferecem conforto e comodidade para os seus alunos e funcionários. Com ambiente climatizado e ótimos móveis de carvalho, os dormitórios geram um ambiente agradável mesclando o contemporâneo e o erudito de forma harmônica.
As paredes dos Dormitórios da Lua são revestidas com papel de parede e o chão é de carpete transpassado para aguentar as baixas temperaturas durante o Outono/Inverno. As aberturas (janelas e portas) são amplas, possibilitando a passagem de ar fresco e sol, mas para os que não apreciam a luminosidade natural, os quartos possuem grossas cortinas para melhor controle da luz local.
Além dos materiais de qualidade encontrados no ambiente (roupa de cama, wi-fi, telefone, calefação, climatizador), todos quartos possuem banheiros com chuveiro e banheira. As pias e balcões são revestidos com mármore claro e madeira. O espaço de banho é dividido por uma cortina branca de tecido leve que camufla o chuveiro e a banheira, visando na funcionalidade e na decoração do ambiente.

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Re: [Quarto 03] Florensce Arnoult e Sara Augustine

Mensagem por Convidad em Sab Dez 29, 2012 5:16 pm

    Sara acompanhou ao homem que carregava suas malas até seu quarto e assim que ele saiu ela se sentou na cama, abrindo uma das malas e retirando o conteúdo. Roupas, algumas peças do uniforme e um ursinho, presente de todos os seus amigos, incluindo Julio.

    Ela o colocou sobre a cama, próximo ao travesseiro e sorriu. Mesmo distante de todos que gostava, aquelas pequenas coisas lhe davam um sentimento de segurança, de que era amada e cercada de carinho por todos os lados. Talvez os dias na Academia não fossem fáceis, mas pequenas coisas como aquele ursinho a ajudariam.

    Ela retirou também três porta retratos, um abrigava a foto dela com o pai, no escritório de sua casa em Madrid. A outra era a mesma foto que estava de fundo no seu celular, seus pais e ela no parque, num dia ensolarado. A última era uma foto dela com todos os amigos, novamente estavam no aeroporto para se despedir dela, fazendo ela chorar como uma boba enquanto eles entregavam cupcake que ela devorou ali mesmo e o ursinho.

    Ela era especial, mesmo que entre os vampiros não fosse grande coisa, aquelas pessoas que a cercavam era verdadeiras e ela fazia parte daquilo. Era bom, era uma sensação incrível e ela sentia o mesmo em relação à mãe dela.

    Ente os vampiros as duas pouco significavam, mas os amigos de Sara, o próprio pai de Sara demonstravam um amor tão incondicional que provava que as duas tinham um real valor. Ela sabia seu lugar na sociedade dos vampiros e sabia que nada poderia mudar, mas no fundo ela não se importava com vampiros. Era mais humana do que vampira, sequer sabia caçar, sequer sabia suar seus dons.

    Ela separou as peças de roupa sobre a cama e colocou seu Iphone para carregar enquanto ajeitava seu cantinho da melhor forma possível. Gostava de fazer aquilo, era uma maneira fácil de se distrair enquanto sua colega de quarto não chegava.

    Ela conhecia um pouco Floresnce Arnoult, parecia ser uma boa pessoa, todos pareciam ser bons para Sara, mas a condição de sua companheira a tornava uma companheira quase ideal para alguém como a menina. Além disso, estar próximo a uma vampira transformada lhe daria a sensação de estar um pouquinho mais perto da mãe.

    Após separar todo o conteúdo de suas malas ela passou a organizá-lo no guarda-roupas, deixando o uniforme do lado de fora, agora que estava na escola acreditava que deveria usá-lo, mesmo que oficialmente ainda não estivessem em aula.

    Por último, sobre a cama, ela pegou seu diário e começou a folheá-lo, relendo os dias em Madrid, as pernas esticadas na cama, a expressão serena enquanto seu sorriso brincava nos lábios a cada novo trecho lido.

    Ela suspirou em determinado momento. Tantas saudades...

    Uma foto caiu do meio das páginas, ela ainda era pequena, havia acabado de ganhar o violão e estava com ele no colo na foto. Uma pena não poder trazê-lo para Academia, mas lá havia uma sala de música e talvez o instrumento estivesse por lá. Talvez ela pudesse requisitar um com o diretor quase não tivesse.

    Ela ficou olhando a foto por longos segundos, sua mãe estava a seu lado a ajudando a segurar do modo correto o violão. Não, ela não tocava perfeitamente, além disso era desafinada, mas gostava, afinal aquilo era para ser divertido e não um show de perfeição. Ser perfeita estava longe de suas ambições. Aquilo era algo para eles, para os vampiros, para os outros como ela dizia.

    Ela tornou a aguardar a foto no diário, prendendo-a com um clipe, tornando a folhear as páginas até chegar no dia de hoje. Ela retirou a caneta da lateral do diários e começou a escrever.

    “Estou de volta ao Canadá, mas parte de mim está na Espanha. Estou com saudades de todos apesar de tudo.
    Sei que papai está fazendo isso para eu me adaptar, sei que meu futuro é pertencer a sociedade da noite e sinto que há momentos que ele gostaria que eu o acompanhasse e entendesse melhor o que parte de mim é, mas me sinto insegura cada vez que cruzo com alguém como eu... ou melhor... alguém que faz parte do que sou.
    Ainda não encontrei Mary, mas fiquei no mesmo quarto que Florensce. Espero que esteja tudo bem com Mary, afinal muitas vidas foram perdidas no recente ataque.
    Falando e perder... eu o vi mais uma vez e indiretamente por culpa dele eu briguei com papai. É um longa história mas vou resumir, ou tentar, porque eu sequer entendi o que aconteceu.
    Eu torcia para que ele não tivesse voltado, na verdade sequer me lembro dele estar no ataque, ou talvez não tenha notado...
    De qualquer forma quando ele passou do meu lado hoje, foi tão estranho. Ele é como eu, um mestiço, a aura dele não deveria se impor à minha, mas parecia tão densa e pesada. Ele tem uma presença esmagadora e eu não gosto disso. Deveríamos ser iguais...
    Mas de qualquer modo não foi isso que me chamou a atenção, foi outra coisa... quando eu olhei ele, foi estranho... eu nunca havia olhado para ninguém nesse sentido... como... uma presa...”


    Ela parou de escrever. Era estranho colocar aquilo em palavras e logo se lembrou da discussão com o pai. Uma pontada de medo surgiu dentro dela e Sara rasgou a página, dobrando-a em três partes e guardando-a num bolso interno do diário.

    Sempre que tinha algo constrangedor ou que não queria reler ela fazia isso, embora mantivesse registrado cada acontecimento.

    Ela respirou fundo e fechou o diário. Era o bastante por aquele dia e agora ela se sentia um pouco cansada. Além disso, sua última frase ainda rondava sua mente.

    Ela guardou o diário no criado mudo e deitou-se na cama, o rosto apoiado na mão, o olhar distante enquanto ela refletia sobre o que havia escrito. Aquele era o erro que seu pai pedia para não cometer? De qualquer forma, ela não pretendia se aproximar de Raphael, sabia do risco que corria e, sinceramente, era ela quem seria a presa naquela história.


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