~Last Fallen Alive~ (pg - 14)

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~Last Fallen Alive~ (pg - 14)

Mensagem por Convidad em Sex Mar 23, 2012 10:50 am



- Estás oscuro mama.... - Catherina olhou em volta mas não conseguiu ver muita coisa. Procurava se mover o mínimo possível, aquele som do vento assobiando entre as frestas do forro a incomodavam.
- Quedaté en silêncio niña...todo vá estar bien por la mañana... Mira... - a mãe a puxou para si, estavam no mesmo quarto, todos de sua família. Sua irmã Catharina, seu pai Alfonso e sua querida mãe Soledad.
Era verão no sul da Espanha e ao contrário do que se esperava, das festas e do povo na rua, o vento quente trouxera consigo não alegria mas uma terrível praga que dizimaria boa parte, senão em sua totalidade, a população daquela pequena cidade.
- Mama?!?! - o chamado saiu meio sufocado, desesperado, enquanto a moça movia-se no colo da mãe, olhando para a mulher.
- ...estoy aquí...sólo... estoy tan... - a frase foi interrompida por um tosse seca enquanto a mulher colocava rapidamente a mão sobre a boca, afastando Catherina de seu colo.
A irmã olhou para as duas e depois olhou para o pai, soltando um suspiro. Catharina se levantou e pegou a pequena lamparina a óleo, acendendo-a com certa dificuldade e erguendo em direção à mãe, seu rosto empalidecendo no instante seguinte, a luz tremulando em sua mão, quase vacilando e derrubandoa pequena fonte de claridade.
- Mama! Mira Catharina... estás sangriando...estás acá... la muerte roja! - a irmã olhava ainda mais aterrorizada enquanto o pai lançava um olhar incisivo para Catharina. A moça negou com a cabeça ao pedido do pai. Sabia o que ele queria.
- Catherina.... salva a tu mama ya que tu hermana sólo piensa en si misma... andaté a llamar aquél hombre que estás curando a todos...
- Papá! - a outra moça ainda tentou insistir, impedir a irmã de seguir.
- Callaté! No lo entiendo... que hay ocorrido entre ustedes para que no lo queira aquí? Que han hecho juntos?!
A moça se calou. Ninguém entenderia... nem ela mesmo entendia. Mas seu coração se asssutava sempre que via aquele homem. Ele havia chegado uma semana depois que as pessoas do povoado começaram a adoecer, a mando do príncipe. A doença conhecida como peste ou morte vermelha era cruel e não dava mais do que poucas horas de vida para aqueles que a contraíam, um dia com sorte. As pessoas que adquiriam enfraqueciam como se alguém lhe sugasse a alma, a energia, a pele embranquecendo e perdendo a vida, ficando cheia de manchas vermelhas. Logo o indivíduo era acometido de uma tosse seca, com sangue e seus pulmões começavam a se fechar. O cheiro da morte vinha antes mesmo que o pobre acometido pelo mal desse seu último suspiro.
O próprio príncipe se isolara em seu castelo, com uma imensa comitiva e deixara a população à sua sorte, ou quase, já que chamara aquele misterioso médico vindo de alguma região ao sudoeste.
Assim que ele chegou, Catharina foi recepcioná-lo, assim como os demais, agradecidos por sua bondade em cuidar deles, já que ninguém ousava sequer tocar em um dos doentes, mesmo que estes fossem seus entes queridos.
O jovem chamava-se Ayorise era de uma aparência pouco comum. Seus olhos verdes e seu cabelo branco, tanto quanto sua pele delicada eram singulares em meio aquela multidão desesperada e doente. No fundo Catharina não entendia o que poderia trazer alguém tão nobre para o meio daquela população perdida.
Ela prestava atenção a esses meros detalhes quando seus olhares se encontraram, fazendo a moça sentir uma onda de calor correr-lhe o corpo, virando o rosto na direção oposta.
- Miralo Catharina, es tan guapo! - Chaterina não desviava o olhar do nobre, suspirando a todo momento de sua passagem. Era óbvio que o príncipe não o recepionara, jamais correria o risco de deixar a morte vermelha entrar em sua morada. Mas permitiu que o memso fosse até o castelo e, depois de um banho completo em diversas ervas, o jovem herdeiro do trono foi cumprimenta ro recém chegado.
As irmãs, assim como o resto do povo se amontoava às portas do castelo, que nunca se abrirá para eles mas logo um pobre homem começou a tossir, sua mão logo se enchendo dos respingos vermelhos e todos se afastaram em desespero. Catharina permaneceu imóvel, indignada com aquilo. Ninguém prestava ajuda àquelas pobres almas, àquelas pobres pessoas.
Ela se aproximou do homem que a repeliu e saiu correndo em direção ao bosque, sumindo da vista da pobre moça.
- Es por su culpa! - as lembranças da moça foram interormpidas pelas acusações do pai. Ele achava que fora ela quem trouxera a doença para casa, já que a irmã lhe relatara o que houvera naquela semana que se passou.
A moça não replicou, apenas abaixoua cabeça, o som do vento a incomodando novamente. Se aproximou da pobre mulher, passando a manga do vestido sobre os lábios dela, limpando o sangue.
Não havia se passado meia hora e logo Catherina voltava na companhia dos misterioso Ayoris. Assim que o homem entrou na casa, Catharina sentiu-se subitamente mal por sua presneça, saindo do quarto e rpeferindo aguardar lá fora, onde o vento arrastava as folhas secas em frente à casa.
Ela sabia que tinaha lgo errado em relação àquele homem, mas não conseguia dizer exatamente o que. Tudo estava errado em sua pequena cidade então talvez ela etivesse sendo apenas uma supersticiosa tola, uma ignorante do povo que repudiava aqueles que diziam ter o pdoer de curar os demais.
Mas era inegável que desde a chegada de Ayoris as coisas estavam mudando. Muitos haviam sido curados pelo jovem nobre, embora ninguém soubesse seus métodos para fazê-lo. Talvez se aquele povo ignorante e desesperado soubesse que haviam coisas piores do que morrer para uma praga não teriam acolhido Ayoris tão cativamente.
Ela sentiu uma mão em seu ombro e logo Catherina estava a seu lado, sorrindo confiante.
- Ayoris es tan bueno... - ela começou, olhando para a irmã e sorrindo mais ainda - No te preocupas con lsa cosas que papa dice... el estás con miedo de que mama....usted lo entendie no? Todos lo sentimos lo mismo.... - a menina disse, seu sorriso inocente abrindo-se mais.
Catharina não disse nada, não concodava com a irmã mas o sorriso de Catherina era tão genuíno que Catharina jamais tivera coragem de quebrá-lo.
~ se lo dices... - sussurrou, quase inaudível.
Logo as duas se voltavam, com o som da porta se abrindo, a imagem do pai apertando a mão do jovem nobre que o olhava com certa arrogância, abaixando a cabeça ems eguida fez o rosto de Catharina corar de raiva, ams ainda sim ela nada fdez - ...lo dices.... - repetiu, voltando a olhar o chão. O vento parara de soprar como se resolvesse se recolher ao silêncio, assim como a jovem.
O nobre passou pelas duas meninas, sorrindo para Catherina mas ficando sério ao encontrar o olhar de Catharina, a moça virando-lhe o rosto sem sequer disfarçar.
- Catharina! Que estás haciendo!? - a voz do pai saiu cheia de censura ao gesto da filha e a menina nada fez senão virar as costas e voltar para dentro. Queria ver comoa mãe estava. Soledad ressonava, aparentemente tranquila, a pele voltando ao tom normal.
Os dias se passaram e mais uma vida fora salva por Ayoris nas Catharina parecia ser a pessoa mais distante de reconehcer qualquer gratidão ao nobre. Ouvir o povo comentando sobre ele nas ruas, enquanto vendia seus doces, apenas a irritava e afzia voltar para casa mais cedo.
"No lo perceben.... hay algo muy errado cuanto a este hombre... hay algo...que no lo puedo entendier... sus ojos... hay algo malo en ellos...cada passo que lo dá... estas lleno con su arrogancia... pero nadie lo ve...nadie... todos estan empezando a llammarlo como un hombre santo!" - ela colocou a cesta ainda cheia de doces sobre a mesa, suspirando. Não havia ninguém em casa ainda.
Ela sentou-se na cadeira, vendo um pequeno prato coberto por um pano, o almoço que sua mãe lhe deixara. Puxou-o para si coeçando a comer, com as próprias mãos, pensativa. Ela olhou mais uma vez a cesta cheia de doces e parou de comer, precisava voltar ao trabalho antes que a família voltasse. Eles estariam certamente muito felizes e ela não queria aborrecê-los. A irmã e a mãe saíram apra comprar a sroupas novas, a cidade parecia ter se esquecido da praga por conta de um baile que o príncipe mandaram organizar aos aldeões, uma armadilha aquela pobre gente.
"...hay algo..." - ela pensou, enquanto saia à rua novamente.
Na semana seguinte Catharina e toda sua família estava no centro da pequena cidade, assim como todo seu povo. Havia comida e bebida em fartura mas para a estranheza de Catharina, ao menos ela parecia ser a única a notar, haviam diversos guardas do príncipe. O povo, ignorante e inocente, achava que seria agraciado com a presneça do mesmo. Ela permanecia séria em meio as festividades ainda tentando procurar aquela ponta solta que ligava tudo que ela sentia estar errado a Ayoris. Logo um homem subiu ao palco principal e anunciou que o príncipe estaria lá assim que o sol caísse e que gostaria de ver todos seus súditos reunidos ali, na praça central. O povo comemorou mas Catharina olhou incrédula para o mensageiro. Ou talvez para a figura que logo surgiu ao lado dele, sorrindo e o cumprimentando. Os fios brancos, os olhos verdes, tão nobre e arrogante. A moça se viroud e costas e resolveu procurar pela irmã., não demorando encontrá-la, bêbada e sorridente, dançando, os longos fios de cabelos castanhos encaracolados movendo-se junto à sua alegria, encantando todos à volta. Não demorou muito para que a jovem atraísse a atenção do nobre que estava entre o povo e logo ele se aproximou. Tomou o alaúde de um homem franzino que tocava e então começou a tocar. Catherina esperou apenas alguns segundos e logo estava dançando novamente, aocmpanhando o ritmo da música. Ayoris a olhava sorridente, alternando o olhar entre a jovem sorridente e sua irmã tão séria. Todos aplaudiam Catherine e comentavam que ela estava certamente encantando ao nobre, mas o jovem ayoris parecia apenas comparar a sobriedade de Catharina e a alegria inocente de Catherine.
Ao contrário de Catherina, que se sentia lisonjeada, Catharina se sentia cada vez mais incomodada com aqueles olhares. Ergueu o rosto, altiva e orgulhosa dando as costas para aquele nobre que ela julgava ser maldito.
Mas então ele aprou a música brsucamente e deu uma risada baixa, chamando a atenção dela novamente, mudando totalmente o compasso da música cigana e começando a cantar num ritmo mais lento, que lembrou algo à moça, algo que a fez parar e voltar para ouví-lo. Aquela língua estranha que ela não conehcia parecia fazer um sentindo confuso. Logo a irmã estendeu a mão à um dos jovens da multidão e asism fizeram amis casais, dançando em volta do nobre que tocava e que agora cantava. Aos poucos Catharina foi abrindo espaços entre os casais e ficando a uma certa distância, olhando Ayoris.
"...estas todo en mi mente... como se lo... supiera..." - ela olhava confusa. Cada acorde daquela música que nunca ouvira, cada palavra que os lábios dele pronunciavam pareciam querer acordar algo dentro. Ayoris tocava olhando o pequeno alaúde,os fios de cabelo cobrindo parcialmente seu rosto, até que ele ergueu o olhar, encontando os olhos negros como a noite. O vento soprou, movendo os fios de cabelos levemente ondulados. O nobre sorriu apra a moça que o encarava, um sorriso que faria qualquer coração se despedaçar mas o de Catharina era arisco e selvagem e se enfureceu, afzendo-a fechar as mãos em punho, um sentimento estranho a invadindo.
"....asesino..." - a mente dela pareceu gritar, no exato momento em que Ayoris interrompeu novamente a música, dessa vez permanecendo imóvel, com a cabeça baixa. toda a mpusica da festa pareceu se calar, todas as vozes pareceram cessar num repente, quando o sino da pequena igreja badalou, anunciando o fim daquele dia. Todos olharam com expectativa para a saída da cidade. Vários guardas montados em seus cavalos chegavam, numa comitiva e logo os guardas que já estavam na cidade estavam em posição. Haviam várias carroças cobertas por panos pretos, certamente o princípe vieram com sua comitiva completa.
~perdoname.... - Catharina ouviu um sussurro em seu ouvido e então olhou para trás, a ponto de ver Ayoris sumindo na multidão. Ela arfou, o que ele quisera dizer com aquilo?
Logo o som do metal, as pespadas sendo desembanhiadas se ouviu, o silêncio quebrado por um grito quando a primeira mulher teve seuc abeça cortada. Aquela era a ordem, matar à todos aqueles aldeões cobertos pela peste. O príncipe se cansara de viver preso em seu castelo e aquelas terras eram suas afinal. Ele varreria a doença de suas terras, por bem... ou por mal. As pessoas que tivessem aparência forte e saudável eram levadas até as carroças, trabalhariam como escravos na reconstrução da cidade, mas aquele sque aparentavam a mínima fragilidade eram mortos brutalmente, ali, diante de suas famílias. Soldados colocavam fogo nas cabanas, segundo Ayoris dissera ao príncipe, uma das maneiras mais práticas de se matar o vírus da praga. Catharina olhava asusstada em volta, desesperada por achar sua família. Viua irmã ser arrastada por um homem que a segurava brutamente pelos pulsos até uma das carroças e correu, tentando inutilmente soltá-la, sendo chutada e caindo no chão, logo ela era erguida e também jogada para dentro de uma das carroças.
Durou poucas horas e logo todas as casas estavam queimando, junto com os corpos daqueles q.ue foram julgados incapazes. Catharina não sbaia mas sua família estava a salvo por enquanto, cada um sendo levado por uma carroça diferente, cobertas por aquele pano negro que não os deixava ver para onde seguiam.
Aquelas pessoas foram guiadas para um calabouço e divididas entre várias selas e sempre que alguémmostrava o menor sinald a peste era logo morto. Eram fartamente alimentados e alguns sentiam-se até confortável naquela situação. Cahtarina, agoara que reencontrara sua família, lutava com todas as forças para sair dali, procurando um modo de escapar, mas dias se passavam e ela não conseguia achar a menor brecha que fosse.
- Hermanita...- Cahterina começou, com um sorriso nos lábios - ...que tu achas que vá sucedernos? - a moça perguntou apra a irmã, olhando então o pai e a mãe que estavam na sela do outro lado.
- No lo sé... - ela respondeu, sua raiva estava toda focada em ayoris. Vez ou outra ele descia até os calabouços para ver se estavam todos saudáveis e até levava alguns deles com ele. A maioria mulheres. Catharina tinha certeza para que aquelas pobres serviriam.
"maldito..." - ela o xingava, com raiva, mas se ela soubesse realmente para que aquelas pobres serviriam, talvez se sentisse aliviada, ou talvez não.
Os dias continuaram a correr e então alguns guardas entraram nos calabouços levando mais pessoas, inclusive os pais das irmãs. As duas começaram a gritar, desesperadas, porque ninguém sabia o que acontecia com aqueles que saia. Um guarda se aproximou da sela das duas, examinando-as com atenção.
- Acha que el nobre Ayoris gustaria estas duas?
- .... no lo sé... pero el principe nos dice que deveriamos hacer lo todo para contentalo... e como el dice que necessitava de más... ahn... lo sabe...
- Si si... vamanos... anda e abre la puerta... estas duas seran lo regalo de hoy...
As irmãs tentarams e esquivar das mãos dos guardas mas não foi possível. Foram levadas para fora aos trancos e mal haviam visto a luz do sol quando suas cabeças foram cobertas por sacos de pano escuro, impedindo-as de ver. Catharina se remoía de raiva ao ouvir o choro baixo de Catherina. Sabia quee stavam sendo levadas à ayoris e isso era bm de certa forma, queria encará-lo e cuspir tudo o que sentia em relação a ele em sua cara. Logo a quentura do so, deu lugar a umidade do interior do castelo e eles foram guiados até uma sala onde o príncipe e Ayoris conversavam.
- Aqui estás un regalo en nombre de su majestad! - os guardas anunciaram, descobrindo a cabeça das duas jovens e dos demais. Catharina e Catherina logo reconheceram os pais, correndo até eles, os abraçando. Catharina olhava com ódio para Ayoris que parecia apenas examinar as pessoas que lhe eram 'servidas'. A maioria eram de mulheres jovens e muito belas e Ayoris pareceu satisfeito. Porém quando se deparou com o casal que as duas abraçavam riu com deboche.
- ...estos son para su alma, mestre... - um dos guardas esclareceu, fazendo o nobre rir ainda mais, um brilho cruel passando por seu olhar. Em seguida, ele passou pelas duas jovens, seus olhos confrontando o olhar de Catharina.
- muy bien...cuanto más odiarme... más tu sangre serás precioso... - o nobre disse, voltando então para o começo da fila e puxando uma jovem de longos cabelos loiros. Ela o olhava nos olhos, parecia fascinada com seu olhar. Ele se aproximou como se fosse beijá-la, afastando seus cabelos e então lambendo seu pescoço. Logo todos puderam divisar as presas de demônio caindo sobre a carne macia. A pequena multidão que estava sendo servida estava horrorizada, alguns gritaram, chamando-o de demônio mas ele não pareceu se importa, soltandoa moça por um momento e se virando para uma outra que gritava ao seu lado.
Num gesto rápido a cabeça da moça caiu no chão, o corpo tombando em seguida, as garras ainda paradas na altura do pescoço, comos e a jovem ainda estivesse lá.
- Un sonido a más y los mato ahora mismo... - ele disse friamente, induzindo aquelas pobres pessoas a se calarem.
Uma a uma ele foi se servindo daquelas pobres vítimas, os corpos tombando, pálidos e inertes. Não demorou muito e Ayoris chegou à familía de Catharina, chamando os guardas com um gesto.
- Mantengana presa... vas a mirar la muerte de su familia y despues seras mia... yo queiro sentir cada gota de tu odio por mi... em cada gota de tu sangre...
Catharina olhou aterrorizada para ele e para os pais, começando gritar e se debater desesperadamente enquanto Ayoris servia-se dos dois. A irmã ainda estava prostada, vítima da indução do puro sangue.
Catharina era obrigada a assistir a morte dos pais, seu rosto seguro por aqueles brutamontes, não a deixando desviar o olhar. Mas daquela vez havia algo diferente, pequeno fios azulados saiam de seus pais sem que o vampiro os mordesse e logo eles caíram sem vida. Ele olhou para a irmã da menina e fez a mesma coisa, logo sugando o sangue do corpo caído. Se levantou, limpando o canto dos lábios e então se aproximou dela.
- Espero que tenga le gustado...tanto cuantoa mi... - disse, com um sorriso maldoso, em anda lembrando o calmo Ayoris que salvava as vidas daquelas pessoas -... las corrientes... - ele pediu e logo dois guardas trouxeram pesadas correntes, que ele passou pelos pulsos dela e a puxou - ...majestad... muchas gracias por los regalos pero ahora... yo tengo algo mejor a hacer... - disse, saindo da sala e puxando Catharina, como um cachorro, algo que seria usado e jogado fora.
Ela trincou os dentes, sentindo o estômago revirar mas não disse nada, apenas seguindo Ayoris. Sabia o que eel queria, queria que ela implorasse à ele, que pedisse por sua vida, mas jamais faria algo assim. se fosse necessário lutaria cm ele, ams jamais imploraria.
~tan orgullosa... - ele sussurrou com mal humor, logo chegando ao seus aposentos e a jogando em cima da cama. Ela o encarou desafiadoramente e ele apenas ergueu uma sombrancelha, com pouco caso. Começou a desabotoar o casaco, tirando as botas em seguida. Catharina aproveitou aquele breve momento e pegou um vaso que estava na cabeceira da cama,a tirando nele.
Ayoris rosnou, erguendo a mão antes que o vaso lhe acertasse a cabeça.
- Que estás haciendo?! - perguntou com raiva, os olhos vermelhos. Se aproximou, derrubando-a na cama com certa violência e antes que ela pudesse fazer qualquer coisa desferiu um tapa no rosto dela, fazendo apele arder, dolorida. Ele a encarou, furioso mas ao contrário do que esperava ela se ergueu, puxandoa s correntes e fazendo-as acertar seu rosto. Ele virou de lado com o impacto, voltandoa olhá-la lentamente, os olhos vermelhos pareciam transbordar.
- Voy a matarte tan lentamente... - ele disse, segurando os dois pulsos dela para trás, se aproximando, o corpo agora sobre o dela. Ela virou o rosto de lado, escondendo a parte vermelha, sua expressão cheia de raiva.
~...maldito... - ela repetiu baixo.
- siempre... - ele respondeu,a pertando-se mais contra ela. Sabia que a maior humilhação para uma moça seria ser tomada a força. Ela se virou, cuspindo no rosto dele.
Ayoris rosnou, soltando um pulso dela e passando a mão pelo rosto, o secando. Catharina o estapiou com toda a força que ainda tinha e então puxou o pulso que ainda estava preso, tentando se soltar. Não gritava, como era de se esperar, não daria esse gosto a ele.
Ayoris a segurou novamente, apertando os pulsos dela com força, fazendo os ossos estralarem, se aproximando e roçando as presas no pescoço dela, rindo em seu ouvido.
- la hora llegó... - fincou as presas no pescoço dela, a deixando paralisada de horror, tomando um grande gole. Asism que sentiu o gosto do sangue de Catharina invalir-lhe arfou, se afastando no momento seguinte, sua boca se enchendo com o gosto doce do veneno. Olhava-a surpreso, jamais havia provado um sangue tão delicioso como aquele. Sentia necessidade de beber até a última gota do sangue daquela menina, afoito, descontrolado como um level e, algo que ele repudiava. Mas ao mesmo tempo sentia uma necessidade de sempre ter aquela fonte de um sangue tão delicioso por perto, matá-la seria uma tolice. Não demorou muito para que Ayoris decidisse posse sobre aquela pobre moça mas havia um pequeno problema: ele já a havia mordido. Agora, além do sabor delicioso do sangue, sentia a revolta dos sentimentos dela, odiando-o e repudiando-o. Ele a olhou, seu veneno, agora que parecia começar a fazer efeito nela, mesmo a pequena quantidade que deixara escapar pelo pequeno descontrole.
Catharina sentia uma dor horrível percorrer o corpo, enquanto a garganta latejava, o ferimento no pescoço pulsando dolorosamente.
"Lo que he hecho demonio?!" - a mente dela gritava com ódio, enquanto suas mãos se fechavam em punho e seus dentes se trincavam.
Ayoris se aproximou, passando a mão por seu rosto, uma expressão indefinida por seu rosto, embora seus olhos parecessem querer lhe dizer algo.
"no te preocupas....es tan fuerte e orgullosa que mismo la muerte no te poneria las manos..." - ela ouvia a voz de Ayoris em sua mente, abrindo os olhos, que agora tinha um tom vermelho, assassinos, a transofrmação começando a modificá-la.
Catharina sentiu uma onda de raiva dentro de si enquanto aqueles olhos verdes encaravam-na mas uma nova onda de dor pareceu surgir de dentro de seu peito, o coração batendo num ritmo frenético, espalhando ainda mais o veneno maldito de Ayoris por suas veias, a condenando da pior forma possível.
"Por qué?" - ela ainda se perguntou, não conseguindo entender porque ele estava fazendo aquilo com ela, sendo ainda mais cruel do que fora com sua família. Ou será que eles também estava tombados, sentindo aquela dor excruciante?
Ayoris acariciou o rosto dela, mesmo ela tentando desviar de seuas carícias, as mãos empurrando-o já com uma força sobrehumana, enquanto ela sentia uma onda de choque eprcorrer o corpo pelo simples fatod e ter se esforçado apra repelí-lo. Ela gritou, arfando, desesperada por não saber o que acontecia.
Ayoris começava a temer que ela não sobrevivesse, sentindo uma pequena agonia. Não entendeu porque mas queria ela viva. Algo dentro de si a desejava para si e mesmo que não a tivesse mordido tão preceptadamente era certo que não conseguiria tomá-la a força. Não sabia porque mas desde que olhara naqueles olhos negros como a noite, naquele dia em que fora àquela pobre cabana sempre se via pensando naquela menina, ma seu orgulho era grande demais e ele jamais se misturaria a alguém do povo, ainda mais uma humana. Era um nobre, puro sangue, a elite de sua espécie.
Mas o destino é um carrasco cruel que sempre encontra suas vidas e a vida dos dois estava ali, frente a frente, mesmo que ele tenha tentado ignorar, mesmo com ela o odiando como agora. Ele segurou as mãos dela, tentando impedir que ela gastasse energia em esforços tolos, ams não era mais necessário. Ela ofegava, a respiração falhando, o rosto ficando gelado e pálido, os olhos pesados demais para serem mantidos abertos. O coração batia mais rapidamente, o veneno já havia tomado cada célula daquele corpo que não parecia mais tão forte diante da fúria da morte.
Ayoris mordeu os próprios lábios, uma apreensão o tomando e então ele a segurou pelos ombros, sacudindo-a impaciente.
".... no vas a morir, no vas a morir sem que seas mia..." - ele se aproximou, deitando sobre ela novamente, a ferida aberta no pescoço convidando seus lábios a mais um gole e ele estava tão tentado que sequer hesitou. Mas uma vez aquele gosto dão doce quanto as ambrosias que Catharina vendia mas uma vez aquela onda de ódio e revolta mas no fundo havia algo, algo que lhe pareceu como mel, um sentimento confuso que lhe fez ter vontade de beber ainda mais aquele sangue e descobrir o que era mas aquilo certamente a mataria e se ela ainda tinha uma chance... O vampiro parou, se afastando novamente, atento as batidas daquele coração, que agora passava a diminuir o ritmo, batendo lentamente, mais lentamente a cada segundo, quando então parou por definitvo. Ayoris nunca havia transformado ninguém, sequer tentado. Humanos erama penas comnida e não companheiros. ele se afastou, olhando o corpo de Catharina, sentindo um aperto no estômago, outro sentimento desconhecido. Nunca sentira-se mal por matar alguém.
Mas, como se uma onda de choque percorresse todo o corpo dela, o coração de Catharina disparou novamente, os pulmões buscando por ar, a garganta ardendo como se tivesse inspirado fogo e seus olhos se abriram, vermelhos, selvagens, olhando para Ayoris. As presas logo surgiram sobre os lábios, o cheiro do homem que estava ao seu lado parecia algo extremamente e definitvamente saborso, mas algo a impedia de atacá-lo.
Ayoris se assustou com aquele súbito despertar de Catharina mas sorriu aliviado. Ela havia sobrevivido e seria sua para sempre mas ainda havia um problema: ela o odiava e certamente nçao aceitaria de bom grado o que ele havia feito, podendo até denunciar sua existência. Ele tocou o rosto dela e ela imediatamente virou-se na direção de seu pulso, roçando as presas. A mente de Catharina estava confusa e ela não sabia porque agia daquele jeito, cheirando Ayoris, desejando mordê-lo.
"perdonamé..." - ele repetiu aquelas palavras e por um segundo os ohlos dela se ascenderm ainda mais, as lembranças do que havia sido feito invadindo sua mente, um pensamentos sobre o outro mas antes que pudesse dizer qualquer coisa uma escuridão pareceu tomar-lhe, os olhos se fechando, o impacto suave dos veludos da cama fazendo-se ovir, num som abafado. Ayoris havia apagado suas memórias.
"...no...nunca... mi alma nunca...olvidará..." - seu último pesamento, quase inconsciente, ficaria para sempre marcado.

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Ela entrou na casa, a enorme cesta, agora vazia, nas mãos, os pés sujos marcando as passadas alegres e despreocupadas. A porta do escritório estava entreaberta, sinal que Ayoris não tratava de nenhum assunto grave, que não devesse ser interrompido. Ela parou, observando o jovem nobre e seus modos, quase tão delciados como uma moça. Ela sorriu, divertida, enquanto tirava um último doce remanescente e o mordiscava.
Dentro do escritório, Ayoris escrevia algo, rapidamente, numa folha, as mangas arregaçadas, os fios brancos caindo, tapando-lhe o rosto perfeito. Catharina entrou, colocando a cesta sobre a mesa, o olhando com um ar desafiador. Ayoris apenas olhou para o chão, vendo as marcas de lama fresca, seguindo até os pés da moça e aolhando com desaprovação. Ela corou, se irritando, afastando-se da mesa,
~maldito... -sussurou, saindo então do escritório e indo até a cozinha, pegando mais doces e enchendoa cesta, saindo para rua em seguida, respirando o ar fresco. Estava numa cidade ao sudoeste na Espanha, Catharina havia seguido com Ayoris, nada se lembrando de seu passado na devastada cidade em que a morte vermelha permanecia como única habitante. ela olhou mais uma vez, pela janela iluminada por dentro pelo lampião à óleo e meneou a cabeça negativamente. Não sabia porque sentia tanta raiva daquele homem que sempre a tratava como uma ignorante mas que a havia salvado... embora muitas vezes ela se perguntava: a salvo de quê? Se virou, saindo rumo a noite, para vender seus doces pelas ruas da cidade.


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