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Mensagem por Convidad em Qua Dez 26, 2012 12:49 am

Night of the hunter



Sinopse:
"O brilho pálido de uma lâmina cruzou a negritude do beco, o cheiro de sangue fresco tornou-se presente, mesclando-se com o cheiro de carne morta. Kiryuu moveu a mira da arma para outro ponto, perseguindo o brilho pálido da espada que se movia graciosamente.
Uma humana se aproximava."

Notas: Essa fanfic é uma versão aprimorada de outra que possuo contando a história da Yumi e o tempo que ela passou na Academia Cross Japonesa. Cronologicamente seria um ano antes dela entrar na Academia Cross do fórum, mas isso é birutice da minha parte. Entretanto, essa fanfic que me fez criar a Yumi aqui, minha personagem de mais de 6 anos!

Prólogo


Os passos ecoavam pelos ladrilhos da ruela, uma silhueta esguia desaparecia na escuridão. A noite estava silenciosa, somente as corujas piavam no alto dos postes da cidadela. A maioria dos moradores dormiam tranqüilos em suas camas, abafados em seus cobertores de lã. Porém, o perigo rondava silenciosamente suas casas, muitas vezes, invadindo seus quintais.

A baixa luminosidade mascarava pedaços da cidade, becos úmidos e pegajosos transformavam-se em caminhos infinitos para o desconhecido. E era lá que o perigo rondava.

Zero Kiryuu sabia que sua presa estava escondida nos mantos negros da cidade, pronta para o ataque. Porém, com os dedos já calibrados na Bloody Rose, sua arma de prata, ele não seria pego desprevenido. Caçar era seu único propósito aquela noite.

A noite dos caçadores.

Silenciosamente, ele percorreu a estreita rua, suas narinas identificando o cheiro apodrecido de carne humana. Com certeza, ali ficava uma tocaia de vampiros caídos, aqueles que nunca chegariam até o apogeu da espécie.

– Caçador, o que trás você até o nosso lar? – uma silhueta tornou-se visível para Kiryuu. Um homem alto e magro, vestindo um terno bege e esfarrapado aproximou-se sorrateiramente, como uma pantera. Zero analisou rapidamente cada detalhe, os olhos do homem estavam injetados e vermelhos, em sua boca, era possível ver as presas venenosas e salientes mergulhadas na própria saliva.

– É deprimente... – o caçador retirou a arma de dentro do casaco, e apontou para a cabeça do vampiro caído. A Bloody Rose reluzia na escuridão do beco, pronta para queimar a pólvora. –... ter que gastar meu tempo com criaturas como você.

A criatura olhou sugestivamente para Kiryuu, um sorriso largo e repugnante surgiu em seus lábios. Ele farejou o ar, aproximando-se um pouco mais do caçador. – Você também é um dos nossos. Eu sinto o cheiro de morte vindo de você.

Kiryuu soltou o primeiro projétil de prata, acertando em cheio o ombro do Level E, os vampiros da mais baixa linhagem. A besta urrou, caindo de joelhos contra o chão, apertando o ombro ensangüentando. Zero deu um passo para frente e atirou novamente no vampiro, arrancando parte de seu joelho. – Não me compare com você.

O Level E riu, gorgolejando no próprio sangue. – Você é como eu e meus irmãos, destinando a uma vida de matança.

A mão de Zero se moveu, mirando a arma no peito do vampiro que ria e gorgolejava freneticamente. Mas Kiryuu não atacou, havia outra coisa que lhe chamou a atenção naquele momento.

O brilho pálido de uma lamina cruzou a negritude do beco, o cheiro de sangue fresco tornou-se presente, mesclando-se com o cheiro de carne morta. Kiryuu moveu a mira da arma para outro ponto, perseguindo o brilho pálido da lamina que se movia graciosamente.

Uma humana se aproximava.

– Porque não o mata de vez? – a voz feminina e melódica ecoou pelo beco. Uma garota de longos cabelos vermelhos parou alguns metros de Zero; em uma de suas mãos, havia uma espada japonesa machada de sangue, e na outra, o corpo de uma mulher. ­– Encontrei essa vitima no fundo da rua, ela ainda está viva.

A ruiva largou o corpo da mulher no chão, ela estava com o rosto e o colo manchados de sangue e respirava com dificuldade. ­– Você precisa ligar para uma ambulância, Zero Kiryuu.

O caçador de cabelos prateados voltou a mirar no vampiro que estava deitado, disparando a bala de prata no meio de seu peito. A criatura gritou e se contorceu no chão, raspando as pontas dos dedos nos ladrinhos verdes de musgos. Não demorou muito para que seu corpo começasse a queimar e a ascender aos céus como cinzas de uma chaminé.

A garota sorriu, balançando a espada no ar, retirando o sangue que gotejava, embainhando-a na cintura. – Também já cuidei do outro Level E que estava à solta, senhor caçador.

– Afinal, quem é você? – o vampiro-caçador guardou a arma dentro do casaco, e meneou a cabeça para o lado, afastando a visão da mulher ensangüentada. O cheiro de sangue fresco e doce estava o atiçando.

– Sou uma caçadora também, mas diferentemente de você, eu vim de longe, muito longe. – a ruiva permaneceu onde estava, analisando o vampiro dos pés a cabeça. Zero Kiryuu era famoso entre os caçadores do mundo inteiro, pois era um dos poucos que além de ser caçador, também era um vampiro. – Estava ansiosa para conhecê-lo.

Zero sorriu discretamente, um sorriso vago e sem emoção. Ele pegou o celular que estava no bolso e ligou para a ambulância, indicando onde a mulher estava. A ruiva aguardou pacientemente a ligação, ajeitando a mochila de couro nas costas.

– Resolvido. – o vampiro fechou o fliper do telefone e deu as costas para a garota. – Vá embora antes que a ambulância chegue.

– Espere. – ela caminhou até ele, ficando ao seu lado. Zero acompanhou a movimentação dela com os olhos, extasiado com o cheiro de sangue que percorria todos os cantos da ruela. – Preciso ir até a Academia Cross, mas me perdi por causa de sua arma. A sintonia das armas dos caçadores me fez vir até aqui. Pensei que precisariam de reforços, mas não imaginava que era o futuro líder dos caçadores.

O vampiro deu as costas para a ruiva, e continuou a caminhar para fora do beco, precisava respirar ar puro. A garota o seguiu, analisando os trejeitos dele que se tornavam ágeis e incertos. – O cheiro de sangue não está lhe fazendo bem, Level E?

Zero parou de caminhar e girou nos calcanhares, lançando um olhar intenso e agudo para a mulher. Ela não se intimidou com a atitude dele, apoiando as mãos na cintura, sorrindo sarcasticamente da situação. ­– Yagari me contou tudo sobre você.

– Então peça para ele te levar até a Academia Cross. – ele grunhiu, mordendo levemente o lábio inferior com os caninos salientes. – Não se meta onde não é chamada, caçadora. – o vampiro ajeitou o casaco nos ombros e moveu-se rapidamente para longe do beco, desaparecendo nas manchas negras da cidade.

A garota deu de ombros, e saiu rapidamente do beco, antes que a ambulância chegasse. Ela caminhou algumas quadras, e não muito longe dali, perto de uma praça, havia um ponto de taxi para a sua sorte. Desta vez, o dinheiro de Yagari serviria para alguma coisa.

– Zero Kiryuu, você terá que me aturar por muito tempo. Pelo menos até a minha missão ser cumprida.

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